No início da década de 60 do século XX, existiam, basicamente, três grupos que dirigiam a campanha de defesa da escola pública no Brasil: o primeiro defendia as ideias liberais-pragmatistas; o segundo, as ideias liberais-idealistas; e o terceiro, as ideias socialistas.
Paulo Guiraldelli Jr. História da Educação. Cortez, 2004, p. 114 (com adaptações).
[Considerando o assunto do texto precedente, julgue os itens seguintes, acerca da defesa da escola pública no Brasil.
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Texto associado
As primeiras legislações do Brasil Colônia não consideraram as complexas sociedades indígenas que aqui já se encontravam, limitando-se a reproduzir a prática política, jurídica e administrativa que repetia as ordens de Portugal. O projeto colonial português envolveu uma política que dividia os povos nativos em dois grupos distintos: os aliados e os inimigos — para os quais eram dirigidas ações e ideias diferentes. A legislação colonial mudava seus arranjos conforme os indígenas fossem aliados ou inimigos. Os índios que se tornariam aliados, conhecidos como “mansos” ou “cristãos”, eram os trazidos de seus assentamentos originais por meio dos descimentos, ou seja, forçadamente, e aldeados próximos às povoações coloniais, tornando-se “índios de repartição”.
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FUNAI. 1.ª Conferência Nacional de Política Indigenista .
Documento Base . Brasília: 2015, p. 09. In: Internet: .
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A legislação se caracterizou por dois aspectos principais, que abrigam concepções que permitem às ações coloniais justificarem-se e ganharem legitimidade. Um, direcionado para as sociedades indígenas consideradas aliadas, favorecendo a incorporação como mão-de-obra através dos aldeamentos formados a partir dos descimentos liderados pelos missionários. O segundo, dirigido aos “índios bravos”, os quais se combatiam numa estratégia de guerra colonial, permitindo-se a escravização.
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André Ramos. A escravidão do indígena, entre o mito e novas
perspectivas de debates . In: Revista de Estudos e Pesquisas ,
FUNAI. Brasília: vol.1. n.º 1. p. 241-265, jul. 2004. Pág. 246.
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Tendo como referência inicial os trechos anteriores, que tratam da escravização indígena no Brasil colônia, julgue os itens a seguir.
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FUNAI. 1.ª Conferência Nacional de Política Indigenista .
Documento Base . Brasília: 2015, p. 09. In: Internet: .
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A legislação se caracterizou por dois aspectos principais, que abrigam concepções que permitem às ações coloniais justificarem-se e ganharem legitimidade. Um, direcionado para as sociedades indígenas consideradas aliadas, favorecendo a incorporação como mão-de-obra através dos aldeamentos formados a partir dos descimentos liderados pelos missionários. O segundo, dirigido aos “índios bravos”, os quais se combatiam numa estratégia de guerra colonial, permitindo-se a escravização.
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André Ramos. A escravidão do indígena, entre o mito e novas
perspectivas de debates . In: Revista de Estudos e Pesquisas ,
FUNAI. Brasília: vol.1. n.º 1. p. 241-265, jul. 2004. Pág. 246.
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Tendo como referência inicial os trechos anteriores, que tratam da escravização indígena no Brasil colônia, julgue os itens a seguir.
A legislação colonial apresentava diferentes arranjos em função da classificação estabelecida para cada grupo, legitimando atividades e atitudes a eles destinadas.
Texto associado
O álcool é um dos principais produtos de exportação do estado de Alagoas. O álcool etílico é completamente solúvel em água em qualquer proporção. É comumente vendido na forma de soluções aquosas, nas seguintes concentrações: 46 °INPM, 70 °INPM ou 92 °INPM. O grau INPM (°INPM) indica a massa, em gramas, de álcool em 100 gramas de solução.
Tendo o texto anterior como referência inicial, e considerando que a densidade da água seja de 1,0 g/mL, que a densidade da solução de álcool etílico a 70 °INPM seja de 0,92 g/mL, que a densidade do etanol puro seja de 0,79 g/mL e que a massa molar do etanol seja 46 g/mol, julgue os itens a seguir.
Tendo o texto anterior como referência inicial, e considerando que a densidade da água seja de 1,0 g/mL, que a densidade da solução de álcool etílico a 70 °INPM seja de 0,92 g/mL, que a densidade do etanol puro seja de 0,79 g/mL e que a massa molar do etanol seja 46 g/mol, julgue os itens a seguir.
A concentração, em quantidade de matéria, da solução de 70 °INPM é maior que 13 mol/L.
Texto associado
Ao discutir e conceituar técnica, Martin Heidegger elabora uma teoria que a relaciona com a existência humana. A esse respeito, julgue os itens a seguir.
Heidegger afirma que a técnica é um modo do descobrimento, é um fazer vir.
Texto associado
A respeito de deficiência intelectual, julgue os itens subsecutivos.
Dificuldades de leitura e escrita, de cálculos, de pensamento abstrato, de funções executivas e memória de curto prazo caracterizam dificuldades no domínio conceitual da pessoa com deficiência intelectual de nível moderado.
Texto associado
Margarinas que contêm gorduras vegetais parcialmente hidrogenadas são frequentemente rotuladas como “feitas com óleo 100% vegetal”, o que sugere aos consumidores que elas são muito mais saudáveis que manteiga. No entanto, algumas ligações duplas dos ácidos graxos no óleo são convertidas da configuração cis para a configuração trans . Foi demonstrado que o consumo de alimentos contendo ácidos graxos trans , como as margarinas, aumenta os níveis de colesterol no sangue.
A equação química a seguir ilustra a adição de H2 a uma dupla ligação de um ácido graxo.
Considerando as informações do texto e a equação química apresentada, julgue os itens subsequentes.
A equação química a seguir ilustra a adição de H2 a uma dupla ligação de um ácido graxo.
Considerando as informações do texto e a equação química apresentada, julgue os itens subsequentes.
Trazer para sala de aula a análise de rótulos nutricionais, com trechos como o que aparece entre aspas no texto, possibilita ao professor desenvolver o letramento científico, além de ensinar a linguagem e os métodos da ciência.
Texto associado
Teoria do medalhão
(diálogo)
— Saiu o último conviva do nosso modesto jantar. Com que, meu peralta, chegaste aos teus vinte e um anos. Há vinte e um anos, no dia 5 de agosto de 1854, vinhas tu à luz, um pirralho de nada, e estás homem, longos bigodes, alguns namoros...
— Papai...
— Não te ponhas com denguices, e falemos como dois amigos sérios. Fecha aquela porta; vou dizer-te coisas importantes. Senta-te e conversemos. Vinte e um anos, algumas apólices, um diploma, podes entrar no parlamento, na magistratura, na imprensa, na lavoura, na indústria, no comércio, nas letras ou nas artes. Há infinitas carreiras diante de ti. Vinte e um anos, meu rapaz, formam apenas a primeira sílaba do nosso destino. (...) Mas qualquer que seja a profissão da tua escolha, o meu desejo é que te faças grande e ilustre, ou pelo menos notável, que te levantes acima da obscuridade comum. (...)
— Sim, senhor.
— Entretanto, assim como é de boa economia guardar um pão para a velhice, assim também é de boa prática social acautelar um ofício para a hipótese de que os outros falhem, ou não indenizem suficientemente o esforço da nossa ambição. É isto o que te aconselho hoje, dia da tua maioridade.
— Creia que lhe agradeço; mas que ofício, não me dirá?
— Nenhum me parece mais útil e cabido que o de medalhão. Ser medalhão foi o sonho da minha mocidade; faltaram-me, porém, as instruções de um pai, e acabo como vês, sem outra consolação e relevo moral, além das esperanças que deposito em ti. Ouve-me bem, meu querido filho, ouve-me e entende. (...)
— Entendo.
— Venhamos ao principal. Uma vez entrado na carreira, deves pôr todo o cuidado nas ideias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente (...).
— Mas quem lhe diz que eu...
— Tu, meu filho, se me não engano, pareces dotado da perfeita inópia mental, conveniente ao uso deste nobre ofício. Não me refiro tanto à fidelidade com que repetes numa sala as opiniões ouvidas numa esquina, e vice-versa, porque esse fato, posto indique certa carência de ideias, ainda assim pode não passar de uma traição da memória. Não; refiro-me ao gesto correto e perfilado com que usas expender francamente as tuas simpatias ou antipatias acerca do corte de um colete, das dimensões de um chapéu, do ranger ou calar das botas novas. Eis aí um sintoma eloquente, eis aí uma esperança. No entanto, podendo acontecer que, com a idade, venhas a ser afligido de algumas ideias próprias, urge aparelhar fortemente o espírito. As ideias são de sua natureza espontâneas e súbitas; por mais que as soframos, elas irrompem e precipitam-se. Daí a certeza com que o vulgo, cujo faro é extremamente delicado, distingue o medalhão completo do medalhão incompleto.
Machado de Assis. Teoria do medalhão . In : 50 contos escolhidos
de Machado de Assis . Seleção, introdução e notas de John Gledson.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 82-83 (com adaptações).
Considerando o texto Teoria do medalhão e o conjunto da obra de Machado de Assis, julgue os itens a seguir, quanto à relação entre a ironia machadiana e o veio satírico presente em obras de diferentes contextos e épocas da literatura brasileira.
(diálogo)
— Saiu o último conviva do nosso modesto jantar. Com que, meu peralta, chegaste aos teus vinte e um anos. Há vinte e um anos, no dia 5 de agosto de 1854, vinhas tu à luz, um pirralho de nada, e estás homem, longos bigodes, alguns namoros...
— Papai...
— Não te ponhas com denguices, e falemos como dois amigos sérios. Fecha aquela porta; vou dizer-te coisas importantes. Senta-te e conversemos. Vinte e um anos, algumas apólices, um diploma, podes entrar no parlamento, na magistratura, na imprensa, na lavoura, na indústria, no comércio, nas letras ou nas artes. Há infinitas carreiras diante de ti. Vinte e um anos, meu rapaz, formam apenas a primeira sílaba do nosso destino. (...) Mas qualquer que seja a profissão da tua escolha, o meu desejo é que te faças grande e ilustre, ou pelo menos notável, que te levantes acima da obscuridade comum. (...)
— Sim, senhor.
— Entretanto, assim como é de boa economia guardar um pão para a velhice, assim também é de boa prática social acautelar um ofício para a hipótese de que os outros falhem, ou não indenizem suficientemente o esforço da nossa ambição. É isto o que te aconselho hoje, dia da tua maioridade.
— Creia que lhe agradeço; mas que ofício, não me dirá?
— Nenhum me parece mais útil e cabido que o de medalhão. Ser medalhão foi o sonho da minha mocidade; faltaram-me, porém, as instruções de um pai, e acabo como vês, sem outra consolação e relevo moral, além das esperanças que deposito em ti. Ouve-me bem, meu querido filho, ouve-me e entende. (...)
— Entendo.
— Venhamos ao principal. Uma vez entrado na carreira, deves pôr todo o cuidado nas ideias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente (...).
— Mas quem lhe diz que eu...
— Tu, meu filho, se me não engano, pareces dotado da perfeita inópia mental, conveniente ao uso deste nobre ofício. Não me refiro tanto à fidelidade com que repetes numa sala as opiniões ouvidas numa esquina, e vice-versa, porque esse fato, posto indique certa carência de ideias, ainda assim pode não passar de uma traição da memória. Não; refiro-me ao gesto correto e perfilado com que usas expender francamente as tuas simpatias ou antipatias acerca do corte de um colete, das dimensões de um chapéu, do ranger ou calar das botas novas. Eis aí um sintoma eloquente, eis aí uma esperança. No entanto, podendo acontecer que, com a idade, venhas a ser afligido de algumas ideias próprias, urge aparelhar fortemente o espírito. As ideias são de sua natureza espontâneas e súbitas; por mais que as soframos, elas irrompem e precipitam-se. Daí a certeza com que o vulgo, cujo faro é extremamente delicado, distingue o medalhão completo do medalhão incompleto.
Machado de Assis. Teoria do medalhão . In : 50 contos escolhidos
de Machado de Assis . Seleção, introdução e notas de John Gledson.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 82-83 (com adaptações).
Considerando o texto Teoria do medalhão e o conjunto da obra de Machado de Assis, julgue os itens a seguir, quanto à relação entre a ironia machadiana e o veio satírico presente em obras de diferentes contextos e épocas da literatura brasileira.
Na tradição da poesia satírica — do Barroco ao Romantismo —, diferentemente do texto de Machado de Assis, os personagens satirizados, propositadamente, não falam de si mesmos; uma vez que eles figuram nas obras como alvo da visão crítica do autor, é sempre o poeta quem fala sobre os defeitos deles.
Texto associado
Acerca do currículo em geografia e da cultura e territorialidade no ensino desse componente curricular, julgue os itens seguintes.
A territorialidade é mais do que uma simples relação com o espaço e se manifesta nas diversas escalas espaciais e sociais.
Texto associado
Julgue os itens que se seguem, com relação à escolha profissional.
A cobrança familiar quanto ao sucesso profissional é um dos principais estressores a que os adolescentes são expostos.
Texto associado
Quanto à avaliação no componente curricular de língua inglesa, julgue os itens que se seguem.