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A respeito dos direitos da criança e do adolescente previstos no Capítulo II do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), assinale a alternativa correta.

A O direito à liberdade não inclui a participação da criança e do adolescente na vida política, uma vez que somente adultos podem manifestar opinião sobre temas sociais ou comunitários.
B O direito ao respeito refere-se exclusivamente à proteção da integridade física, não abrangendo aspectos como imagem, identidade ou valores pessoais.
C A legislação admite o uso moderado do castigo físico pelos pais ou responsáveis como forma de disciplina, desde que não haja lesões visíveis ou sofrimento prolongado.
D É dever de todos zelar pela dignidade da criança e do adolescente, protegendo-os contra qualquer tratamento violento, vexatório, humilhante ou degradante.
E As medidas aplicadas em casos de castigo físico ou tratamento cruel ou degradante devem ser determinadas exclusivamente pelo Poder Judiciário, não cabendo atuação ao Conselho Tutelar.

Considerando as definições, diretrizes organizacionais, competências do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) e obrigações de monitoramento e notificação previstas na Resolução - RDC nº 36/2013, assinale a alternativa correta.

A A notificação de eventos adversos deve ser realizada trimestralmente pelos serviços de saúde por meio das ferramentas da Anvisa, sendo exigida notificação em até 24 horas apenas quando houver risco sanitário coletivo iminente.
B Apesar da obrigatoriedade de criação do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), a Resolução não estabelece prazos para sua estruturação ou para o início das notificações.
C A cultura de segurança, nos termos da Resolução, consiste na adoção de mecanismos disciplinares que atribuem responsabilidade e culpa individual aos profissionais envolvidos em incidentes.
D O NSP tem como competência central a implantação dos Protocolos de Segurança do Paciente, sendo dispensado de realizar a análise de dados sobre incidentes quando esses não resultarem em evento adverso, pois incidentes sem dano não são objeto de monitoramento pela norma.
E De acordo com a Resolução, o Plano de Segurança do Paciente deve contemplar ações como identificação do paciente, higiene das mãos, segurança no uso de equipamentos, prevenção de quedas e úlceras por pressão, além de prever estratégias de comunicação efetiva e participação do paciente e familiares.

Homem de 71 anos, tabagista cessado há 5 anos, com diagnóstico conhecido de doença pulmonar obstrutiva crônica, procura atendimento na emergência do SUS por piora progressiva da dispneia, aumento do volume e da purulência do escarro há 4 dias. Ao exame, apresenta uso de musculatura acessória, frequência respiratória de 28 irpm e saturação de oxigênio de 86% em ar ambiente. Gasometria arterial mostra pH 7,32, PaCO₂ 58 mmHg e PaO₂ 55 mmHg. Qual é a conduta inicial mais adequada nesse cenário?

A Oxigenoterapia em alto fluxo visando à saturação acima de 98%.
B Ventilação não invasiva associada a broncodilatadores e corticoide sistêmico.
C Intubação orotraqueal imediata pela presença de hipercapnia.
D Antibioticoterapia isolada, sem necessidade de suporte ventilatório.
E Oxigenoterapia convencional e observação clínica por 24 horas.

Um homem de 60 anos, portador de carcinoma pulmonar de não pequenas células (CPNPC) metastático, apresenta alta expressão tumoral de PD-L1 (TPS 80%). Foi iniciado tratamento com pembrolizumabe, um anticorpo monoclonal amplamente empregado na imunoterapia do CPNPC avançado. Assinale a alternativa que descreve corretamente o efeito imunológico esperado dessa terapêutica.

A Inibe a transdução de sinal da tirosina-quinase EGFR, bloqueando a proliferação celular.
B Reduz a ligação do CTLA-4, potencializando a ativação de linfócitos T na fase inicial da resposta imune.
C Interrompe a via do VEGF, diminuindo a formação de novos vasos tumorais.
D Impede a interação entre PD-1 e PD-L1, permitindo a reativação citotóxica das células T contra o tumor.
E Estimula diretamente a lise tumoral por mecanismo de anticorpo-dependente.

Paciente masculino, 66 anos, tabagista pesado, diagnosticado com carcinoma espinocelular de esôfago superior, considerado irressecável, foi submetido à radioquimioterapia, mas evoluiu com progressão da doença. Atualmente, queixa-se de tosse intensa imediatamente após a deglutição (inclusive de saliva) e episódios de febre e dispneia. A investigação radiológica e endoscópica confirmou a presença de uma fístula traqueoesofágica maligna de 1,5 cm, além de estenose tumoral significativa. Foi indicada, então, a passagem de uma prótese metálica autoexpansível e totalmente coberta. Nesse contexto, qual é a indicação prioritária para o uso dessa prótese?

A Garantir a perviedade da via aérea, tratando a compressão traqueal extrínseca.
B Aliviar a disfagia obstrutiva, permitindo a retomada da nutrição oral plena.
C Criar um trajeto para a realização de braquiterapia endoluminal paliativa.
D Selar a comunicação anômala (fístula), prevenindo a pneumonia aspirativa recorrente.
E Promover a hemostasia local da lesão tumoral friável e sangrante.

No processo de sensibilização alérgica primária (“skew” Th2), as células dendríticas condicionadas por alarminas epiteliais (ex: TSLP, IL-33, IL-25) apresentam o antígeno ao linfócito T naïve (Th0) no linfonodo. O comprometimento do Th0 com o fenótipo Th2 depende da ativação do fator de transcrição mestre GATA-3. Assinale a alternativa que descreve o evento canônico e determinante (Sinal 3) responsável por essa ativação.

A A secreção de IL-5 pela célula dendrítica, que ativa a via STAT5 no Th0 e induz GATA-3.
B A presença de IL-4 no microambiente da sinapse imunológica, que ativa STAT6 no Th0, promovendo a expressão de GATA-3 e o comprometimento Th2.
C A expressão de OX40L pela célula dendrítica, que reforça a proliferação e a manutenção do fenótipo Th2 já estabelecido, independentemente de IL-4.
D A secreção de IL-12 pela célula dendrítica, que ativa T-bet e desvia o Th0 para o fenótipo Th1.
E A liberação de IL-33 pelas células epiteliais, que atua indiretamente na DC, potencializando a indução de IL-4, mas sem substituir o sinal citocínico necessário para GATA-3.

Um paciente de 25 anos, sabidamente alérgico à camarão, chega à emergência 15 minutos após ter ingerido acidentalmente camarão em um restaurante. Ele relata sensação de “garganta fechando”, apresenta tosse seca, chiado no peito, urticária generalizada e tontura. Ao exame, está dispneico, com PA 85x55 mmHg e FC 120 bpm. Assinale a conduta terapêutica imediata e prioritária que define o melhor prognóstico para esse paciente.

A Administrar Difenidramina (anti-H1) 50 mg por via intravenosa (IV) para tratar a urticária.
B Administrar Hidrocortisona 200 mg por via intravenosa (IV) para prevenir a reação bifásica.
C Iniciar Salbutamol (beta-2 agonista) inalatório para tratar a broncoconstrição.
D Administrar Adrenalina (Epinefrina) 1:1000, 0.5 mg, por via intramuscular (IM) no vasto lateral da coxa.
E Puncionar acesso venoso calibroso e iniciar infusão rápida de 1000 mL de Soro Fisiológico 0,9%.

Um alergista avalia dois pacientes de 4 anos, ambos com diagnóstico prévio de alergia ao ovo (IgE mediada) e com Testes Cutâneos positivos para clara de ovo:

Criança A: Apresenta história de urticária imediata ao ingerir ovo mexido. Contudo, a mãe relata, com segurança, que a criança consome regularmente (2-3 vezes/semana) pães e bolos feitos em casa (que contêm um ovo inteiro na receita e são assados a 180°C por pelo menos 30 minutos), sem apresentar quaisquer sintomas.
Criança B: Apresenta história de urticária imediata ao ingerir ovo mexido. A mãe também tentou oferecer um pedaço de bolo caseiro (com as mesmas características), e a criança desenvolveu urticária perioral, coriza e tosse seca 10 minutos após a ingestão.

Com base na correta interpretação desses dois fenótipos (“assado-tolerante” vs. “assado-reativo”), qual é a conduta e o prognóstico mais adequados para cada paciente?

A Ambas as crianças devem manter restrição total a todas as formas de ovo. A Criança A está em risco de anafilaxia pela exposição repetida ao bolo, e a Criança B apenas confirma a gravidade da alergia.
B A Criança A (assado-tolerante) deve ser liberada para consumir ovo mexido ou frito, pois a tolerância ao bolo indica resolução da alergia. A Criança B (assado-reativo) deve manter restrição total.
C A Criança A (assado-tolerante) deve ser incentivada a manter a ingestão regular de ovo extensamente cozido, pois isso acelera a aquisição de tolerância ao ovo cru/pouco cozido. A Criança B (assado-reativo) deve manter restrição de todas as formas de ovo por hora e planejar imunoterapia oral.
D Ambas as crianças devem iniciar Imunoterapia Oral (OIT) com clara de ovo em pó. A Criança A já demonstrou tolerância parcial, e a Criança B demonstrou alergia persistente, sendo ambas candidatas ideais para OIT.
E A Criança A (assado-tolerante) deve parar de comer bolo, pois a exposição contínua a baixas doses de alérgeno pode induzir esofagite eosinofílica (EoE). A Criança B (assado-reativo) deve ser submetida a um teste de provocação hospitalar com bolo para confirmar a reatividade.

No sistema de classificação de Gell e Coombs, as reações de hipersensibilidade são categorizadas com base em seus mecanismos imunopatológicos. Assinale a alternativa que descreve corretamente a diferença fundamental entre os mecanismos efetores de uma reação de hipersensibilidade Tipo I e uma reação de hipersensibilidade Tipo IVb.

A A Tipo I é mediada por IgG e ativação do complemento, enquanto a Tipo IVb é mediada por IgM e fagocitose.
B A Tipo I é uma reação citotóxica direta mediada por células T CD8+, enquanto a Tipo IVb é mediada por deposição de imunocomplexos.
C A Tipo I é mediada por IgE e degranulação de mastócitos, enquanto a Tipo IVb é uma reação celular tardia, mediada por linfócitos Th2 e caracterizada por um influxo de eosinófilos.
D A Tipo I é uma reação tardia mediada por macrófagos ativados (via Th1), enquanto a Tipo IVb é uma reação imediata dependente de neutrófilos.
E A Tipo I e a Tipo IVb são ambas mediadas por IgE; a diferença reside apenas no tempo de resposta (imediata vs. tardia).

Um paciente de 35 anos, com rinoconjuntivite moderada-grave persistente (classificação ARIA), está em uso regular de Furoato de Mometasona nasal (200 mcg/dia) e Bilastina 20 mg/dia. Ele retorna queixando-se de persistência de obstrução nasal noturna, prurido ocular e impacto significativo na qualidade de vida (RQLQ > 3.0), sendo considerado refratário ao tratamento farmacológico inicial. Os sintomas são perenes, com piora nítida em casa, principalmente no quarto, ao acordar e ao manusear roupas de cama. Refere sintomas agudos (espirros, rinorreia) quando visita a casa de alguém com cão. Ele não possui animais. Nega sintomas em ambientes úmidos ou ao ar livre. Resultados do teste cutâneo alérgico (pápula em mm): D. pteronyssinus: 10 mm, Blomia tropicalis: 8 mm, Canis familiaris (Cão): 6 mm, Felis domesticus (Gato): 2 mm, Alternaria alternata : 3 mm, Aspergillus fumigatus : 3 mm, Controle Negativo: 0 mm, Controle Positivo (Histamina): 7 mm. Assinale a alternativa que apresenta a conduta terapêutica mais adequada e baseada em evidências para esse paciente.

A Iniciar Imunoterapia com Alérgenos (ITA) contendo extratos de D. pteronyssinus, B. tropicalis e Canis familiaris , pois todos apresentaram testes positivos e correlação clínica.
B Não indicar ITA devido ao risco de reações em paciente polissensibilizado. Associar Montelucaste 10 mg/noite e realizar um ciclo curto de corticoide oral.
C Iniciar Imunoterapia com Alérgenos (ITA) apenas com Canis familiaris, pois é o gatilho que induz os sintomas agudos, e manter o corticoide nasal para os ácaros.
D Iniciar Imunoterapia com Alérgenos (ITA) com todos os extratos positivos (ácaros, cão e fungos), ajustando a dose para evitar reações sistêmicas.
E Iniciar Imunoterapia com Alérgenos (ITA) com extrato padronizado de ácaros ( D. pteronyssinus e B. tropicalis ). Orientar que evite contato com cães e que faça uso de anti-histamínico de resgate em caso de exposições inevitáveis.