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Um estudante de química fez as seguintes anotações em seu caderno: 1) Água e óleo não se misturam. 2) Ebulição ocorre quando uma molécula de água passa do estado líquido para o estado de vapor a 100ºC no nível do mar. 3) Uma maneira de separar uma solução salina de água e sal de cozinha é a filtração. 4) São exemplos de fenômenos químicos: a oxidação de uma palha de aço e a volatilização do álcool. O número de afirmações INCORRETAS feitas pelo estudante é:

A 0
B 1
C 2
D 3
E 4

Leia o texto a seguir: “Não se nasce mulher, torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico ou econômico define a forma que a mulher ou a fêmea humana assume no seio da sociedade” (BEAUVOIR, Simone de. O segundo sexo. v.

II. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. p. 9. Adaptado). Com o trecho acima, Beauvoir afirma que ser mulher é uma

A determinação biológica da natureza.
B pessoa com ovários e útero.
C representação da cultura patriarcal.
D representação mítica de um ideal.
E trabalhadora oprimida economicamente.

Leia o texto a seguir: “Os pensamentos da classe dominante são também, em todas as épocas, os pensamentos dominan-tes, ou seja, a classe que tem o poder material dominante numa dada sociedade é também a potência dominante espiritual. A classe que dispõe dos meios de produção material dispõe igualmente dos meios de produção intelectual, de tal modo que o pensamento daqueles a quem são recusados os meios de produção intelectual está submetido igualmente à classe dominante. Os pensamentos do-minantes nada mais são do que a expressão idealizada das relações materiais dominantes, portanto, a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante; em outras palavras, são as ideias de sua dominação” (MARX, Karl. A ideologia alemã. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 48. Adaptado). Marx, no trecho acima, está se referindo à ideologia, cuja função é fazer com que as ideias

A da classe dominada sejam a expressão real das relações materiais dominantes, expondo a do-minação de uma classe.
B da classe dominante sejam também as ideias da classe dominada, mascarando a dominação material de uma sobre a outra.
C da classe dominante tenham validade universal, já que elas efetivamente são justas e garantem a sobrevivência de todos.
D daqueles que detêm os meios de produção intelectual permitam a classe dominada se libertar através do trabalho.
E daqueles que efetivamente trabalham e produzem as condições materiais da sociedade sejam as ideias de todos.

Leia o texto a seguir: “Os Sofistas surgem na Grécia antiga, século V a. C. na passagem da oligarquia para a democracia. São os mestres de retórica e oratória, muitas vezes mestres itinerantes, que percorrem as cidades-estados fornecendo seus ensinamentos, sua técnica, suas habilidades aos cidadãos em geral. Eram relativistas. Sócrates também ensinava nas praças públicas através de perguntas e respostas que despertavam a verdade que está no interior de cada um. Sócrates afirmava que a opinião (doxa) é uma expressão individual, já o conhecimento (episteme) é universal. Desta forma, os sofistas ensina-vam a retórica para convencer aos outros que sua opinião é a melhor e Sócrates ensinava a dialética, que através de questionamentos (só sei que nada sei) levava ao conhecimento verdadeiro” (MAR-CONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004, p. 42-48. Adap-tado). De acordo com o texto acima, Sócrates não era um sofista, pois ele

A buscava a verdade da episteme, enquanto os sofistas despertavam a verdade dentro de cada um.
B defendia a existência de uma verdade universal, enquanto os sofistas eram relativistas.
C ensinava nas praças públicas apenas de Atenas, enquanto os sofistas eram itinerantes.
D era cético, seu lema era “só sei que nada sei”, enquanto os sofistas defendiam uma verdade.
E persuadia através da retórica de que estava certo, enquanto os sofistas eram dialéticos.

Leia o texto a seguir: “Heráclito dizia que tudo flui, nada persiste nem permanece o mesmo. O ser não é mais que o vir a ser. Tu não podes descer duas vezes no mesmo rio. Já Parmênides dizia que seria contraditório bus-car a essência naquilo que está sempre mudando. O ser é e o não ser não é” (COTRIM, Gilberto. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013, p. 209-210. Adaptado). De acordo com o texto acima, Heráclito se contrapõe a Parmênides, porque ele defende

A a constante criação divina de seres a partir do nada, enquanto Parmênides não aceita a partici-pação do divino no cosmos.
B a inexistência do ser como princípio metafísico do cosmos, enquanto Parmênides defende a existência do ser.
C o movimento constante entre opostos como princípio metafísico do cosmos, enquanto Parmêni-des defende a permanência da essência.
D que a fluidez do cosmos prova que o nada não pode existir, enquanto Parmênides defende a existência do nada.
E que os rios gregos estão sempre mudando de curso, enquanto Parmênides aceita a possibilidade de mapas geográficos precisos.

Leia o texto a seguir: “O reconhecimento dessa dimensão propriamente filosófica da história da filosofia deve incidir direta-mente sobre a prática historiográfica, tornando-a constitutiva do ato de filosofar. Desta sorte, a filosofia encontra na "rememoração" do seu passado, uma forma de legitimação teórica do seu presente. A historiografia filosófica deixa de ser tarefa puramente arqueológica ou apenas reconstituição de siste-mas de ideias. Ela se torna um ato de filosofar” (VAZ, Henrique C. de Lima. Escritos de filosofia

III. São Paulo: Loyola, 1997, p. 286. adaptado). No trecho acima, Vaz se refere à filosofia, seu passado e seu presente, afirmando:

A O passado da filosofia, a sua história, é ato constitutivo da atividade filosófica do presente.
B O passado da filosofia, a sua história, é ato de filosofar significativo para a época da sua produção.
C O passado da filosofia, a sua história, é uma independente arqueologia das reflexões filosóficas.
D O presente da filosofia, o ato de filosofar, é uma atividade independente do seu passado, a história.
E O presente da filosofia, o ato de filosofar, é uma repetição constante do passado, sua história.