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Por meio de inquérito civil promovido pelo Ministério Público Federal, constatou-se que a sociedade empresária Orangeland Indústria e Comércio Ltda. tinha a prática de criar empresas em situação de sobreposição de endereço, como subterfúgio para burlar o fisco e os credores em geral. A inquisa, conforme contrato social acostado, apurou ainda que a sociedade empresária foi constituída em 18/07/2011, pelos sócios Ares (50%) e Hermes (50%), sendo certo que Ares é um dos filhos de conhecido líder de organização criminosa, possuindo intenso envolvimento com as atividades do grupo, além de atuar como pessoa interposta do seu pai, Zeus. Ares figura como sócio de cinco empresas: OrangeCar Veículos e Peças Ltda., Apolo Laranjal S/A, OrangePlastic Indústria e Comércio Ltda., Orangeland Indústria e Comércio Ltda. e OrangePlastic Industrial Ltda. Com relação à interposição de pessoas, ficou apurado que Hermes, genro de Zeus (casado com Ártemis), apesar de constar como sócio formal da Orange Imports e Comércio Ltda., empresa fantasma, ocupa apenas o cargo de diretor da OrangePlastic Indústria e Comércio Ltda., sendo este um dos “laranjas” qualificados do Grupo Orange, sob o comando de Zeus. O contrato social é assinado e testemunhado por Atena, que atuava na área técnica, especialmente contábil, responsável por instrumentalizar formalmente a constituição de diversas empresas fantasmas do grupo, entre elas, a Orangeland Indústria e Comércio Ltda. A materialidade e autoria do crime de falsidade ideológica foram comprovadas mediante sentença do Juízo da 1ª Vara Federal de São Paulo. Em 11/02/2020, enquanto as atividades investigadas seguiam em pleno desenvolvimento, o acervo angariado fundamentou o ajuizamento de Ação Civil Pública em desfavor das pessoas físicas e jurídicas mencionadas, onde a Orangeland Indústria e Comércio Ltda. foi condenada, diante do reconhecimento de que foi única e simplesmente criada para ocultar e branquear seus reais ganhos, sonegando e ludibriando a Receita Federal, o que gerou um prejuízo ao erário na monta de R$ 527.869.928,06, juntamente com as demais empresas do Grupo Orange. Concluiu-se que a sociedade empresária apenas existiu formalmente para encobrir transações do grupo, configurando-se o cometimento de ato lesivo ao patrimônio público previsto no Art. 5º, inciso V, da Lei nº 12.846/2013 (“dificultar atividade de investigação ou fiscalização de órgãos, entidades ou agentes públicos, ou intervir em sua atuação, inclusive no âmbito das agências reguladoras e dos órgãos de fiscalização do sistema financeiro nacional”). Sobre a hipótese e a aplicação da Lei nº 12.846/2013, é correto afirmar que:

A diferentemente do que acontece na improbidade, na Lei Anticorrupção as sanções não são mero corolário da procedência do pedido, onde sua dosimetria compete ao julgador, considerando os elementos que cercam cada caso;
B o rol do Art. 173, §5º, da Constituição da República de 1988 é taxativo, vedando a elaboração de leis disciplinando a responsabilização das pessoas jurídicas pela prática de atos diversos das hipóteses nele veiculadas;
C para o ajuizamento da ação seria imprescindível a apuração prévia dos fatos por meio de um procedimento administrativo, o que decorreria de obrigação imposta pela Lei Anticorrupção;
D a Lei Anticorrupção tem como objeto a responsabilização subjetiva, administrativa e civil das pessoas jurídicas pela prática de atos contra a Administração Pública;
E a procedência do pedido da ação pode levar à dissolução compulsória da pessoa jurídica, desde que evidenciado que a sociedade empresária seja uma empresa paper company , usada para dificultar as atividades de investigação e fiscalização tributária.

Sobre o sistema da Lei Anticorrupção, é correto afirmar que:

A na responsabilização pela Lei Anticorrupção, em que vigora o princípio da especialidade legal, têm incidência as disposições dos Arts. 49-A e 50 do Código Civil, que tratam da responsabilidade dos sócios e da desconsideração da personalidade jurídica;
B a Lei Anticorrupção prevê a responsabilidade solidária das sociedades consorciadas, bem como daquelas controladoras, controladas ou coligadas, sendo possível marcar todas com a obrigação de pagamento de multa e reparação integral do dano causado;
C sendo despida de natureza penal, a Lei Anticorrupção alcança fatos ocorridos antes da sua vigência, desde que haja concorrência com outros fatos praticados posteriormente a 29/01/2014, conexos ou não;
D decorre da Lei Anticorrupção a possibilidade de se exigir programa de integridade das pessoas jurídicas, diante do estabelecimento de um rol taxativo de documentos de comprovação de habilitação jurídica, qualificação técnica, qualificação econômico-financeira, regularidade fiscal e trabalhista;
E a Lei nº 12.846/2013 prevê explicitamente acerca do funcionamento e da prática de política de prevenção e do programa de integridade e incentivo à comunicação de irregularidades por parte das sociedades empresárias.

Assuma que o valor anual gasto para pagamento de pessoal em municípios de uma certa região do Brasil possui distribuição normal com parâmetros desconhecidos. Em uma amostra de 16 municípios, observou-se um gasto médio de R$ 1.000.000,00 ao ano com desvio padrão amostral igual a R$ 500.000,00. Gostaríamos de testar se o gasto médio para pagamento de pessoal desses municípios é estatisticamente diferente de R$ 750.000,00. O teste a ser usado e o valor da sua estatística de teste são, respectivamente:

A teste T e a estatística de teste é igual a 2;
B teste Z e a estatística de teste é igual a 1/2;
C teste T e a estatística de teste é igual a 1/2;
D teste F e a estatística de teste é igual a 1/2;
E teste Z e a estatística de teste é igual a 2.

Numa empresa com 100 funcionários, todos foram perguntados a respeito de suas preferências sobre trabalho remoto ou presencial. Dos funcionários de 18 a 39 anos, 40% preferem trabalho presencial. Dos funcionários acima de 40 anos, 40% mostraram preferência pelo remoto. Dos 100 funcionários, 50 têm mais de 40 anos. O presidente da empresa está interessado em saber se a preferência por trabalho remoto é independente da categoria de idade (18 a 39 e acima de 40 anos). O teste a ser usado pelo presidente e o valor da estatística de teste são, respectivamente:

A teste T e o valor da estatística é 4;
B teste T e o valor da estatística é 0;
C teste chi-quadrado e o valor da estatística é 4/5;
D teste chi-quadrado e o valor da estatística é 4;
E teste chi-quadrado e o valor da estatística é 0.

A demanda de um certo serviço público no mês t é modeladapela equação 20 + 3t + 2D(t) + ε t , onde D(t) = 1, se t = 6, e 0, casocontrário, e ε é um ruído com média zero e variância 4. As previsões de demanda nos meses 6 e 12 são, respectivamente:

A 40 e 56;
B 40 e 58;
C 42 e 58;
D 44 e 60;
E 56 e 40.

Em um problema de classificação é entregue ao cientista de dados um par de covariáveis, (x 1 , x 2 ), para cada uma das quatro observações a seguir: (6,4), (2,8), (10,6) e (5,2). A variável resposta observada nessa amostra foi “Sim”, “Não”, “Sim”, “Não”, respectivamente. A partição que apresenta o menor erro de classificação quando feita na raiz (primeiro nível) de uma árvore de decisão é:

A x 1 > 2 (“Sim”) e x 1 ? 2 (“Não”);
B x 1 > 5 (“Sim”) e x 1 ? 5 (“Não”);
C x 2 > 3 (“Sim”) e x 2 ? 3 (“Não”);
D x 2 > 6 (“Sim”) e x 2 ? 6 (“Não”);
E x 1 > 1 (“Sim”) e x 1 ? 1 (“Não”).

Seja uma rede neural com camada de entrada com dimensão dois que recebe dados (x 1 , x 2 ). Essa rede aplica pesos w 1 em x 1 , w 2 em x 2 e adiciona um viés w 0 . A função de ativação é dada pela função sinal s(z) = +1, se z ≥ 0, e s(z) = -1, se z < 0. Essa rede não tem nenhuma camada oculta e será utilizada para classificar observações em y=+1 ou y=-1. Para pesos w 1 = 2, w 2 = 3 e viés w 0 = 1, a região de classificação é uma reta que passa nos pontos:

A (x 1 = -1/2, x 2 = 0) e (x 1 = 0, x 2 = -1/3) e classifica como -1 os pontos acima da reta;
B (x 1 = 1/2, x 2 = 0) e (x 1 = 0, x 2 = 1/3) e classifica como +1 os pontos acima da reta;
C (x 1 = -1/2, x 2 = 0) e (x 1 = 0, x 2 = -1/3) e classifica como +1 os pontos acima da reta;
D (x 1 = -1/2, x 2 = 0) e (x 1 = 0, x 2 = 1/3) e classifica como +1 os pontos acima da reta;
E (x 1 = 1/2, x 2 = 0) e (x 1 = 0, x 2 = -1/3) e classifica como -1 os pontos acima da reta.

Um analista de dados deseja criar um modelo para classificação de documentos em duas categorias: sigilosos e públicos. À sua disposição, existe um conjunto de dados com N documentos, dos quais uma fração α deles é sigilosa. O analista quer escolher uma fração β dos N documentos para pertencer ao conjunto de teste. O objetivo é garantir que cada uma das classes (documentos sigilosos e públicos) seja responsável, em média, por ao menos 10% do total de documentos. Essa restrição precisa ser válida tanto no conjunto de treino quanto no conjunto de teste. Um par (α,β) que satisfaz as restrições do analista é:

A ? = 20% e ? = 70%;
B ? = 30% e ? = 80%;
C ? = 40% e ? = 60%;
D ? = 60% e ? = 80%;
E ? = 70% e ? = 20%.