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No início do seu ensaio “Mercadorias e a política de valor”, o antropólogo Arjun Appadurai explicita um dos seus objetivos: “[…] propor uma nova perspectiva sobre a circulação de mercadorias na vida social. Tal perspectiva pode ser sintetizada da seguinte forma: a troca econômica cria o valor; o valor é concretizado nas mercadorias que são trocadas; concentrar-se nas coisas trocadas, em vez de apenas nas formas e funções da troca, possibilita a argumentação de que o que cria o vínculo entre a troca e o valor é a política, em seu sentido mais amplo.” Com esse argumento, Arjun Appadurai propõe como novo objeto de análise da antropologia:

A as mercadorias;
B a troca;
C a dádiva;
D a vida social das coisas;
E os rituais de comércio.

Em um dos seus artigos, o antropólogo José Reginaldo Gonçalves discute os chamados “bens inalienáveis”. Diz ele: “Os interesses mobilizados pela possibilidade de comprar e vender livremente determinados bens eram vistos como um meio nefasto de descaracterização desses bens e de perda de sua autenticidade. A busca da autenticidade confundia-se, de certo modo, com uma constante e obsessiva proteção contra os efeitos de mercado.” Essa reflexão ajuda a problematizar a oposição entre as seguintes arenas de valoração:

A mercadorias e objetos sagrados;
B patrimônio e mercado;
C religião e laicidade;
D patrimônio e religião;
E rituais e mercado.

Pierre Bourdieu foi um dos principais sociólogos do século XX. Em sua vasta produção intelectual, Bourdieu foi um dos responsáveis pela atualização de um conceito aristotélico, também utilizado por Marcel Mauss, e que ocupa um lugar central nos debates sobre corpo, indivíduo e sociedade. No vocabulário de Bourdieu, tal conceito é definido do seguinte modo: “[…] é uma noção mediadora que ajuda a romper com a dualidade de senso comum entre indivíduo e sociedade ao captar a interiorização da exterioridade e a exteriorização da interioridade, ou seja, o modo como a sociedade se torna depositada nas pessoas sob a forma de disposições duráveis, ou capacidades treinadas e propensões estruturadas para pensar, sentir e agir de modos determinados, que então as guiam nas suas respostas criativas aos constrangimentos e solicitações do seu meio social existente.” O conceito renovado por Bourdieu nessa definição é o de:

A habitué;
B hábito;
C habitus;
D ação social;
E agência.

A antropóloga brasileira Fabiola Rohden, em um artigo publicado em 2002 e dedicado às contribuições de Marilyn Strathern sobre o tema do parentesco, escreveu: “Os sistemas de parentesco e as formas de família são pensados como arranjos sociais que têm como base a reprodução biológica. Esses arranjos são vistos como passíveis de assumirem formas diversificadas em culturas e sociedades diferentes, embora sempre assentados sobre uma mesma e única referência, que são os ‘fatos naturais’ da vida.” Ao apresentar a discussão sobre parentesco, Rohden faz referência ao seguinte dualismo caro aos debates da antropologia contemporânea:

A estrutura e ação;
B natureza e cultura;
C corpo e mente;
D sujeito e objeto;
E subjetividade e objetividade.

No prefácio do livro “Trecos, troços e coisas”, o antropólogo Daniel Miller propõe o seguinte: “O leitmotiv deste livro é um questionamento da oposição, vigente no senso comum, entre pessoa e coisa, animado e inanimado, sujeito e objeto. Em alguma medida, a ciência tem conseguido evitar isso. […] Aqui, em contraste, estou interessado em desenvolvimentos na ciência social, e não na ciência natural, e no encontro qualitativo da antropologia com a diversidade dos povos e a crescente diversidade das coisas.” O objeto de estudo proposto por Daniel Miller é(são):

A as humanidades;
B a estrutura social;
C a cultura material;
D a ciência;
E os rituais.

Em seu livro “A caminho da cidade”, publicado em 1978, a antropóloga Eunice Durhan escreveu: “A industrialização e a urbanização significam a quebra de isolamento das comunidades tradicionais, a crise do sistema produtivo rural e da estrutura tradicional de autoridade, a negação dos velhos valores, a adoção de novos padrões de comportamento.” O processo social que promove essa transformação da ordem social é(são):

A o progresso científico;
B a aculturação;
C o cerceamento dos campos;
D as migrações;
E as viagens turísticas.

Em seu artigo “O futuro nos laudos antropológicos”, o antropólogo Paulo Santini afirma: “Com respeito ao reconhecimento oficial de direitos territoriais indígenas — em que a delimitação substantiva de um território é exigida para o cumprimento do artigo 231 da Constituição —, a primeira, senão a única atribuição legal de antropólogos é a de empreender e coordenar os estudos dos grupos técnicos instituídos para proceder à identificação e à delimitação das terras ocupadas tradicionalmente pelos índios; requere-se dos especialistas que tracem e demonstrem a continuidade entre povos pré-colombianos e populações atuais.” A realização de um laudo antropológico pressupõe o emprego de técnicas de pesquisa consagradas pela disciplina. A técnica de pesquisa antropológica, indispensável na produção de laudos, que permite ao técnico acessar a realidade social em questão, entrar em contato com o grupo pesquisado e conhecer suas singularidade é(são) o(s):

A levantamento bibliográfico;
B registros sonoros;
C registros museológicos ;
D grupo focal;
E trabalho de campo.

Durante o serviço de pintura de um edifício, o empreiteiro percebeu a necessidade de se usar escada fixa vertical para a execução do serviço. Em atendimento às normas aplicadas à segurança do trabalho na construção civil, essa escada deve:

A ter espaçamento uniforme dos degraus entre 0,40 m e 0,45 m;
B apresentar plataforma de descanso a cada 6 m de altura, se for de múltiplos lances;
C possuir corrimão com altura entre 1,20 m e 1,50 m;
D dispor de lances em eixos paralelos distanciados, no mínimo, 1,00 m entre eixos;
E ser fixada na base a cada 3,00 m, o que dispensa a fixação no topo na parte superior.

Em um ambiente, há conforto visual quando o nível de luz permite ver os detalhes e não se têm grande contraste de luz, ofuscamentos e nem reflexos que produzam distúrbios visuais em seus usuários. A esse respeito, analise as afirmativas a seguir, assinalando (V) para a(s) verdadeira(s) e (F) para a(s) falsa(s):

I. Os aspectos de qualidade do espaço a ser iluminado devem considerar a relação comprimento/largura do ambiente bem como a altura do pé-direito;

II. A qualidade da distribuição da luz no ambiente é determinada pela área das aberturas para o exterior, sendo insignificantes as cores das superfícies internas;

III. O nível de iluminação é determinado pela precisão e rapidez exigidas pelo tipo de atividade a ser realizada, independentemente da idade das pessoas que irão realizá-las. A sequência correta é:

A F, V, F;
B V, F, V;
C F, V, V;
D V, F, F;
E V, V, V.

Para a escavação de uma operação topográfica, além dos instrumentos básicos, é necessária a utilização do instrumento auxiliar que serve de suporte à MIRA sempre que se executa transporte de altitude ou cota. Esse instrumento denomina-se:

A baliza;
B sapata;
C prisma;
D psicrômetro;
E nível de cantoneira.