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No que diz respeito à prática de atividade física, o enfermeiro deve explicar a M.T. que

A o treinamento resistido dinâmico ou isotônico, que envolve a contração de segmentos corporais localizados com movimento articular, é o mais indicado para hipertensos devido ao seu elevado potencial para redução dos níveis pressóricos, se praticado regularmente.
B se considerando os valores pressóricos obtidos na consulta, a atividade física, na forma como tem sido praticada, está sendo eficaz e deve ser continuada.
C continue fazendo as caminhadas em intensidade leve, ou seja, mantendo sua frequência cardíaca e respiração constantes, de forma normal, sem se sentir cansado.
D para se obter o efeito de redução da pressão arterial, M.T. necessita fazer, no mínimo, 30 min/dia de atividade física moderada, de forma contínua (1 x 30 min) ou acumulada (2 x 15 min ou 3 x 10 min), em 5 a 7 dias da semana.
E o treinamento resistido estático ou isométrico, que envolve a contração de segmentos corporais localizados sem movimento articular, está contraindicado para hipertensos.

Dentre os cenários descritos a seguir, assinale a alternativa que apresenta aquele em que a terlepressina será utilizada com maior probabilidade.

A Cor pulmonale agudo e pO2 arterial de 55 mmHg.
B Fibrilação atrial aguda e TSH indetectável.
C INR de 2,4 e clearence de creatinina de 23 mL/min.
D Fração de ejeção de 35% e troponina elevada.
E Sódio sérico de 121 mEq/L e sódio urinário de 50 mEq/L.
Texto associado
Leia o texto para responder a questão. Após avanços tecnológicos, medicina deve mirar empatia Médicos sempre ocuparam uma posição de prestígio na sociedade. Afinal, cuidar do maior bem do indivíduo – a vida – não é algo trivial. Embora a finalidade do ofício seja a mesma, o modus operandi mudou drasticamente com o tempo. O que se pode afirmar é que o foco da atuação médica deve ser cada vez menos o controle sobre o destino do paciente e mais a mediação e a interpretação de tecnologias, incluindo a famigerada inteligência artificial. Já o lado humanístico, que perdeu espaço para os exames e as máquinas, tende a recuperar cada vez mais sua importância. De meados do século 20 até agora, concomitantemente às novas especialidades, houve avanço tecnológico e a proliferação de modalidades de exames. Cresceu o catálogo dos laboratórios e também a dependência do médico em relação a exames. A impressão dos pacientes passou a ser a de que o cuidado é ruim, caso o médico não os solicite. O tema é caro a Jayme Murahovschi, referência em pediatria no país. “Tem que haver progressão tecnológica, claro, mas mais importante que isso é a ligação emocional com o paciente. Hoje médicos pedem muitos exames e os pacientes também.” Murahovschi está entre os que acreditam que a profissão está sofrendo uma nova reviravolta, quase que voltando às origens clássicas, hipocráticas: “Os médicos do futuro, os que sobrarem, vão ter que conhecer o paciente a fundo, dar toda a atenção que ele precisa, usando muita tecnologia, mas com foco no paciente.” Alguns profissionais poderão migrar para uma medicina mais técnica, preveem analistas. Esses doutores teriam uma função diferente, atuando na interface entre o conhecimento biomédico e a tecnologia por trás de plataformas de diagnóstico e reabilitação. Ou ainda atuariam alimentando com dados uma plataforma de inteligência artificial, tornando-a mais esperta. Outra tecnologia já presente é a telemedicina, que descentraliza a r ealização de consultas e exames. Clínicas e médicos generalistas podem, rapidamente e pela internet, contar com laudos de especialistas situados em diferentes localidades; uma junta médica pode discutir casos de pacientes e seria possível até a realização, a distância, de consultas propriamente ditas, se não existissem restrições do CFM nesse sentido. Até cirurgias podem ser feitas a distância, com o advento da robótica. O tema continua fascinando médicos e pacientes, mas, por enquanto, nada de droides médicos à la Star Wars – quem controla o robô ainda é o ser humano. (Gabriela Alves. Folha de S.Paulo, 19.10.2018. Adaptado)

Considere os trechos do texto. • Afinal, cuidar do maior bem do indivíduo – a vida – não é algo trivial. (1° parágrafo) • ... e mais a mediação e a interpretação de tecnologias, incluindo a famigerada inteligência artificial. (2° parágrafo) • Esses doutores teriam uma função diferente, atuando na interface entre o conhecimento biomédico e a tecnologia... (7° parágrafo) Os termos destacados podem ser substituídos, respectivamente e sem alteração do sentido do texto, por:

A banal; afamada; interação.
B inusitado; arrojada; colaboração.
C corriqueiro; temida; contradição.
D evidente; exaltada; incompatibilidade.
E irrelevante; depreciada; subordinação.

A prescrição médica é: Penicilina cristalina 1.750.000 UI Diluir em 100 mL de SF 0,9% Correr em 30 minutos. Para a administração dessa medicação estão disponíveis: bomba de infusão, com velocidade programada em microgotas por minuto (mcg/min) e frascos de penicilina cristalina, com 5.000.000 UI. Considerando que foram utilizados 8 mL de diluente para o preparo do medicamento, o volume (V) a ser aspirado do frasco do medicamento e a velocidade de infusão (I) serão de

A V = 3,5 mL; I = 207 mcg/min.
B V = 0,35 mL; I = 67 mcg/min.
C V = 3,5 mL; I = 67 mcg/min.
D V = 2,8 mL; I = 67 mcg/min.
E V = 2,8 mL; I = 207 mcg/min.

Considerando a avaliação da exposição ocupacional ao ruído, na abordagem dos locais e das condições de trabalho, identificando-se grupos de trabalhadores que apresentem iguais características de exposição, pode-se afirmar corretamente que

A são trabalhadores com porte físico semelhante, com peso e altura aproximadamente iguais.
B são grupos homogêneos e, portanto, todos os trabalhadores precisarão ser avaliados.
C o resultado da avaliação da exposição de qualquer trabalhador do grupo é representativo da exposição dos demais trabalhadores de outros grupos.
D são grupos homogêneos e que não precisarão ser avaliados todos os trabalhadores.
E esses grupos são compostos por trabalhadores que, obrigatoriamente, realizam as mesmas tarefas, mesmo atuando em diferentes setores da empresa.

Uma afirmação que corresponda à negação lógica a afirmação: “Todos os amigos foram embora e não sobrou o que comer”.

A Se os amigos foram embora, então sobrou o que comer.
B Todos os inimigos foram embora e há o que comer.
C Pelo menos um amigo não foi embora ou sobrou o que comer.
D Alguns amigos foram embora, e sobrou o que comer.
E Nenhum amigo foi embora e sobrou o que comer.

Órgão da Administração estadual direta precisa realizar procedimento licitatório para a aquisição de cadeiras para substituir aquelas que se deterioram com o tempo. O valor estimado da licitação é de R$ 55.000,00 (cinquenta e cinco mil reais). Considerando as disposições da Lei Estadual n° 13.122/08, é correto afirmar que a Administração Pública

A poderá realizar procedimento licitatório destinado exclusivamente às microempresas e empresas de pequeno porte desde que demonstrada a vantagem ou economia de escala para a Administração Pública.
B deverá realizar procedimento licitatório destinado exclusivamente à participação de microempresas e de empresas de pequeno porte.
C deverá exigir que os licitantes subcontratem até 50% (cinquenta por cento) do total licitado para microempresa ou de empresa de pequeno porte.
D poderá estabelecer cota de até 30% (trinta por cento) do objeto para a contratação de microempresas e de empresas de pequeno porte, pois se trata de aquisição de bens e serviços de natureza divisível.
E não poderá realizar procedimento licitatório destinado à participação exclusiva de microempresas e de empresas de pequeno porte se a contratação das cadeiras for destinada à área da educação.

“A saúde não é um brinquedo político, ela deve ser usada para promover o bem-estar e a qualidade de vida. E isso só vai acontecer quando nos comprometermos a fazer da atenção primária à saúde a base da assistência universal.” A afirmação é do diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante a assinatura nesta quinta (25/10/2018) de um acordo internacional em Astana, capital do Cazaquistão, em que 194 países membros da OMS, incluindo o Brasil, comprometeram-se a fortalecer a atenção primária. Chamado de “Declaração de Astana”, o acordo também comemora o 40o aniversário da histórica Declaração de Alma Alta, que exortou o mundo a fazer dos cuidados primários de saúde o pilar da cobertura universal de saúde em 1978. Ocorre que, embora nos últimos 40 anos a expectativa de vida tenha aumentado e a mortalidade infantil, caído pela metade, por exemplo, o progresso em saúde tem sido desigual e injusto entre países e dentro dos países. “Devemos reconhecer que não alcançamos esse objetivo [saúde para todos]. Em vez de saúde para todos, conseguimos saúde para alguns. Temos ficado muito focados em combater doenças específicas, muito focados no tratamento, em detrimento da prevenção de doenças”, disse Ghebreyesus. Quase metade da população mundial não tem acesso a serviços essenciais de saúde e, segundo a OMS, 100 milhões de pessoas são empurradas para a pobreza a cada ano por causa de gastos catastróficos em saúde. A atenção primária à saúde pode fornecer de 80% a 90% das necessidades de saúde de uma pessoa durante sua vida. A Declaração de Astana aponta a necessidade de uma ação multissetorial que inclua tecnologia, conhecimento científico e tradicional, juntamente com profissionais de saúde bem treinados e remunerados, e participação das pessoas e da comunidade para que seja alcançada a tão sonhada saúde para todos com qualidade. (Cláudia Collucci, Saúde não é brinquedo político, diz diretor da OMS. Em: Folha de S.Paulo, 25.10.2018. Adaptado) De acordo com Tedros Adhanom Ghebreyesus, a universalização da saúde

A ganha destaque nas políticas, garantindo a atenção à prevenção de doenças e o acesso a serviços essenciais de saúde.
B pode ser conseguida de forma bem simples, priorizando-se métodos tradicionais e profissionais com formação mais humanizada.
C está prejudicada pela baixa atenção à prevenção de doenças, o que ainda pode piorar caso se use politicamente a saúde.
D caminha para atingir um número maior de pessoas, já que se tem abandonado o combate a doenças específicas.
E exige políticas mais voltadas à tecnologia, o que demandará menos profissionais em um trabalho mais eficiente para a população.
Texto associado
Assassinos culturais Sou um assassino cultural, e você também é. Sei que é romântico chorar quando uma livraria fecha as portas. Mas convém não abusar do romantismo – e da hipocrisia. Fomos nós que matamos aquela livraria e o crime não nos pesa muito na consciência. Falo por mim. Os livros físicos que entram lá em casa são cada vez mais ofertas – de amigos ou editoras. Aos 20, quando viajava por territórios estranhos, entrava nas livrarias locais como um faminto na capoeira. Comprava tanto e carregava tanto que desconfio que o meu problema de ciática é, na sua essência, um problema livresco. Hoje? Gosto da flânerie*. Mas depois, fotografo as capas com o meu celular antes de regressar para o psicanalista o famoso dr. Kindle. Culpado? Um pouco. E em minha defesa só posso afirmar que pago pelos meus vícios. E quem fala em livrarias, fala em todo o resto. Eu também ajudei a matar a Tower Records e a Virgin Megastore. Havia lá dentro uma bizarria chamada CD – você se lembra? Hoje, com alguns aplicativos, tenho uma espécie de discoteca de Alexandria onde, a meu bel-prazer, escuto meus clássicos e descubro novos. Se juntarmos ao pacote o iTunes e a Netflix, você percebe por que eu também tenho o sangue dos cinemas e dos blockbusters nas mãos. Eis a realidade: vivemos a desmaterialização da cultura. Mas não é apenas a cultura que se desmaterializa e tem deixado as nossas salas e estantes mais vazias. É a nossa relação com ela. Não somos mais proprietários de “coisas”; somos apenas consumidores e, palavra importante, assinantes. O livro “Subscribed”, de Tien Tzuo, analisa a situação. É uma reflexão sobre a “economia de assinaturas” que conquista a economia global. Conta o autor que mais de metade das empresas da famosa lista da “Fortune” já não existiam em 2017. O que tinham em comum? O objetivo meritório de vender “coisas” – muitas coisas, para muita gente, como sempre aconteceu desde os primórdios do capitalismo. Já as empresas que sobreviveram e as novas que entraram na lista souberam se adaptar à economia digital, vendendo serviços (ou, de forma mais precisa, acessos). Claro que na mudança algo se perde. O desaparecimento das livrarias não acredito que seja total no futuro (e ainda bem). Além disso, ler no papel não é o mesmo que ler na tela. Mas o interesse do livro de Tzuo não está apenas nos números; está no retrato de uma nova geração para quem a experiência cultural é mais importante do que a mera posse de objetos. Há quem veja aqui um retrocesso, mas também é possível ver um avanço – ou, para sermos bem filosóficos, o triunfo do espírito sobre a matéria. E não será essa, no fim das contas, a vocação mais autêntica da cultura? (João Pereira Coutinho. Folha de S.Paulo, 28.08.2018. Adaptado) * Flânerie: ato de passear, de caminhar sem compromisso.

De acordo com o texto, entre outros fatores, a desmaterialização da cultura é decorrente

A da oposição de vários países à economia capitalista, caracterizada pelo incentivo ao consumo permanente.
B da atual conjuntura socioeconômica responsável por transformar os jovens em indivíduos que menosprezam a cultura.
C dos consumidores que priorizam a experiência pessoal em detrimento da aquisição de bens materiais.
D do aumento significativo do preço dos bens duráveis, o que obrigou as pessoas a alterar os hábitos de compra.
E da incorporação de empresas pouco lucrativas por multinacionais que atuam em diferentes mercados.