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Uma criança de 2 anos de idade é levada ao consultório odontológico pela responsável, que está bastante apreensiva com a aparência dos dentes decíduos anterossuperiores da criança. Ao exame clínico, foi possível detectar que os elementos 52, 51, 61 e 62 apresentavam opacidades branco-amareladas em formato de meia lua, acompanhando a região cervical dos elementos, sem cavitação. Considerando as evidências científicas que relacionam a presença de defeitos de esmalte com a elevada incidência de cárie de acometimento precoce, o cirurgião dentista considerou esse paciente como tendo alto risco para o desenvolvimento de cárie dentária. Sendo assim, o fluoreto de uso profissional mais indicado nesse caso é:

A o verniz fluoretado;
B a espuma fluoretada;
C o gel de flúor fosfato acidulado;
D o gel de fluoreto de sódio neutro;
E um dentifrício de uso profissional (5000 ppmF).

Os anestésicos locais utilizados em odontologia atravessam a barreira placentária por difusão passiva. Além disso, algumas das opções anestésicas disponíveis para a odontologia demonstraram efeitos adversos em crias de animais, sendo que não há estudos controlados em seres humanos. Sendo assim, o cirurgião-dentista, ao prestar atendimento a uma paciente gestante, precisa selecionar o anestésico que seja mais seguro, de acordo com as evidências disponíveis. A opção de escolha nesse caso é:

A mepivacaína a 3% sem vasoconstritor;
B mepivacaína a 2% com epinefrina na concentração de 1:100.000;
C bupivacaína a 0,5% com epinefrina na concentração de 1:200.000;
D lidocaína a 2% com epinefrina na concentração de 1:100.000 ou 1:200.000;
E articaína a 4% com epinefrina na concentração de 1:100.000 ou 1:200.000.

Uma paciente de 53 anos de idade comparece ao consultório com queixa de bolhas que aparecem na mucosa bucal e rapidamente se rompem, deixando áreas ulceradas e doloridas, ocasionando dificuldades para se alimentar e deglutir. Durante o exame clínico, o cirurgião-dentista identificou o sinal de Nikolski positivo ao injuriar ligeiramente uma área de mucosa. O provável diagnóstico da condição é

A pênfigo vulgar;
B eritema multiforme;
C lúpus eritematoso;
D síndrome de Sjögren;
E síndrome de Stevens-Johnson.

O aumento da prevalência de doenças crônicas vem na esteira do aumento da expectativa de vida. Diagnosticado com uma doença grave e progressiva, o Sr. Geraldo, 85 anos, professor universitário aposentado, manifestou desejo de receber cuidados paliativos. Sobre essa situação, é correto apontar que:

A o etarismo do Sr. Geraldo confere a ele o direito de recorrer aos melhores cuidados paliativos para a cura de sua doença;
B o Sr. Geraldo não pode recusar os tratamentos disponíveis para sua doença porque a legislação brasileira não admite a eutanásia;
C a adoção dos cuidados paliativos dependerá da autorização expressa da família do Sr. Geraldo ou, à falta dela, de autorização judicial;
D a pessoa idosa que esteja no domínio de suas faculdades mentais tem o direito de optar pelo tratamento de saúde que considerar mais favorável;
E a demência senil, doença grave e progressiva própria do envelhecimento, é diagnosticada com base nos sintomas de depressão e ideação suicida.

Diagnósticos psicopatológicos não são determinísticos, mas podem contribuir com informações que dão subsídios aos operadores do Direito. Dentre os transtornos mentais elencados pelo DSM 5 que podem fundamentar uma decisão judicial de inimputabilidade penal, é correto apontar:

A a psicose maníaco-depressiva;
B a deficiência intelectual grave;
C o diagnóstico de prodigalidade;
D o transtorno de personalidade antissocial;
E a dependência química do tabaco.

Falar em público sempre foi fonte de grande estresse para Mariana. Com ajuda de sua terapeuta, ela tem se valido de técnicas de manejo do estresse para lidar com o desafio de ministrar palestras. Ela agora consegue identificar os pensamentos automáticos negativos e distorcidos, examiná-los criticamente e substituí-los por pensamentos mais realistas e positivos. A esse recurso terapêutico dá-se o nome de:

A fobia social;
B formação reativa;
C reestruturação cognitiva;
D condicionamento aversivo;
E dessensibilização sistemática.

No dia 07 de maio é celebrado o Dia Internacional da Redução de Danos. Atualmente, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) compõe o Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (CONAD). Sobre a Redução de Danos (RD), é correto afirmar que:

A admite a imposição involuntária ou compulsória da abstinência, podendo esta ser utilizada como meta a longo prazo;
B se caracteriza como um conjunto de estratégias e ações reservado para a redução dos riscos e efeitos negativos do uso de drogas ilícitas;
C promove, com foco no cuidado com os indivíduos, a autonomia e o respeito à subjetividade e à liberdade, oferecendo estratégias padronizadas de atenção;
D tem suas estratégias enraizadas no proibicionismo, que alimenta de forma alarmante o encarceramento e a marginalização de populações periféricas;
E permite uma abordagem geral e inclusiva no acompanhamento de usuários, reconhecendo o contexto social, cultural e individual em que o uso ocorre.

Sandra, que tem baixa visão, passou em um concurso público na cota de pessoas com deficiência. A efetiva inclusão de Sandra depende, entre outras medidas, da superação de barreiras que possam obstruir sua integração plena. São consideradas barreiras atitudinais:

A os comportamentos que impedem ou prejudicam a participação social da pessoa com deficiência em igualdade de condições com as demais pessoas;
B as barreiras que dificultam ou impedem o acesso da pessoa com deficiência aos equipamentos e recursos de tecnologia assistiva;
C quaisquer obstáculos que dificultem ou impossibilitem o recebimento de mensagens e de informações pelos sistemas de comunicação;
D as adaptações razoáveis que promovem modificações e ajustes necessários e adequados sem acarretar ônus desproporcional e indevido;
E os obstáculos existentes nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ao público ou de uso coletivo e nos edifícios públicos e privados.

No final de 2023, entrou em vigor a portaria do Ministério da Saúde que atualiza a lista de doenças relacionadas ao trabalho no país, publicada originalmente em 1999. A portaria reconhece agentes e fatores de risco psicossociais no trabalho que respondem por doenças relacionadas ao trabalho. Considerem-se os seguintes fatores:

I. modalidades de pagamento e contratação como a terceirização, a pejotização e o trabalho intermitente;

II. aplicação da ergonomia nas condições do ambiente de trabalho, como temperatura, ruído, iluminação, ventilação;

III. relações sociais no trabalho caracterizadas por baixa coesão grupal e deficiência nas formas de comunicação. São fatores de risco psicossociais:

A I e II, apenas;
B I e III, apenas;
C II e III, apenas;
D III, apenas;
E I, II e III.

O Brasil registrou, em seu passado recente, uma série de tragédias climáticas que impactaram diretamente milhares de pessoas. O Código de Ética Profissional de Psicologia aponta como um dos deveres fundamentais dos psicólogos nessas situações:

A atender emergencialmente as crianças e adolescentes vítimas mediante autorização expressa de ambos os pais;
B prestar orientação emocional e espiritual às vítimas da tragédia a fim de mitigar os efeitos do luto patológico;
C priorizar os atendimentos grupais com a finalidade de alcançar resultados mais abrangentes e céleres;
D prestar serviços profissionais em situações de calamidade pública ou de emergência, sem visar a benefício pessoal;
E expor os resultados de serviços psicológicos em meios de comunicação, de forma a estimular a solidariedade.