Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 7 a 9.
Muitos duvidam da existência do amor. Muitos afirmam ser ele uma invenção da literatura. Outros, que se trata de uma projeção neurótica imaginária. Uma patologia da família das manias. Há quem suspeite de que seja uma doença da alma. Estão errados.
Quem conhece o amor sabe que ele habita entre nós. E sua presença nos faz sentir vivos. Por isso, o ressentimento é cego ao amor.
A falta de amor na vida produz um certo ceticismo em relação ao mundo. Ou pior: o sentimento de inexistência.
Um dos pecados maiores da inteligência é chegar à conclusão de que o amor é uma ficção. Muitas vezes, pessoas supostamente inteligentes consideram o amor algo ingênuo e pueril.
A desconfiança se acha a mais completa das virtudes morais ou cognitivas. A armadilha de quem desconfia sempre é que ele mesmo se sente inexistente para o mundo porque este é sempre visto com desprezo.
Outra suposta arma contra o amor é a hipocrisia. A hipótese de a hipocrisia ser a substância da moral pública parece que inviabiliza o amor por conta de sua cegueira para com esta hipocrisia mesma. É verdade: o amor não vê a hipocrisia. Søren Kierkegaard (1813-1855) diz que há um "abismo escancarado" entre eles.
O amor é concreto como o dia a dia. Engana-se quem considera o amor abstrato e fantasioso. Kierkegaard nos lembra que o amor só se conhece pelos frutos. Isso implica que não há propriamente uma percepção do amor que não seja prática. O gosto do amor é a confiança nas coisas que ele dá a quem o experimenta.
(Adaptado de: PONDÉ, Luiz Felipe Disponível em: www.folha.uol.com.br )
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A etapa “Construir os itens da Sprint” do método MAgil refere-se à implementação dos requisitos com apoio dos padrões de
Nos quadros suspeitos de discromatopsia congênita, a avaliação ocupacional pode ser feita com a resposta do trabalhador ao
teste de
Texto associado
A substituição do elemento sublinhado pelo pronome correspondente, com os necessários ajustes no segmento, foi realizada de acordo com a norma padrão em:
Para o médico do trabalho que busca adequar a ergonomia dos ambientes de trabalho, cabe:
Considere que o órgão público competente licitou a contratação de obras de reforma no ginásio de uma unidade escolar. O certame, contudo, não foi exitoso, não tendo acudido interessados à licitação, de modo que as obras não foram contratadas. O administrador, diante da proximidade do fim das férias escolares,
Em um banco de dados aberto e em condições ideais, uma tabela processo possui um campo NumeroProcesso do tipo
varchar2. Para selecionar somente os registros cujo campo NumeroProcesso possua como segundo caractere (da esquerda
para a direita), o valor 2, utiliza-se a instrução SELECT * FROM processo WHERE NumeroProcesso
Entre as vantagens da descentralização está
A revista “Estudos Eleitorais”:
I. É publicada pela Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral.
II. Divulga instruções, pareceres, comunicados e resoluções eleitorais.
III. Caracteriza-se como fonte de informação descritiva.
Observa-se que
Considere as afirmações abaixo a respeito da teoria do adimplemento substancial.
I. Embora não esteja expressamente prevista na legislação, a jurisprudência, com base na doutrina, tem admitido esta teoria para evitar a rescisão do contrato.
II. Foi expressamente prevista na legislação civil e sua adoção evita a resolução do contrato, quando ocorrer inadimplemento mínimo.
III. Caso adotada, apesar de a obrigação contratualmente estabelecida não ter sido cumprida totalmente, se ela foi adimplida substancialmente, apenas se admitirá a resolução do contrato, mas impede a condenação em indenização por perdas e danos, se o devedor agiu de boa-fé.
IV. Se adotada, não impedirá o credor de receber o que lhe é devido.
V. Apesar de prevista em lei, com a vigência do Código Civil de 2002, foi abandonada, em razão da regra que impõe a observância da boa-fé.
Está correto o que se afirma APENAS em
Texto associado
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 6, considere o texto abaixo.
1 Em um marco estritamente institucionalista, pode-se dizer que república é uma forma de governo que se distingue
da forma monárquica. Tal distinção deve-se ao fato de que o fundamento do poder nas repúblicas não está associado a
governo unipessoal e à sucessão dinástica, tal como nas monarquias, invariavelmente governadas por casas reais. Ainda
que, ao longo do século 20 − e mesmo no início do 21 −, o termo “república” tenha sido utilizado na autodenominação de
5 regimes políticos autoritários, de modo geral a ideia contemporânea de república aproxima-se da de democracia, posto que
está associada à soberania popular, exercida por meio da participação em eleições regulares, livres, competitivas e extensivas
a todos os postos politicamente relevantes. A tais traços devem ser acrescentadas a distinção e a separação entre teologia e
política.
A ideia de república como forma de governo que se constitui como negação da forma monárquica ganhou
10 consistência a partir da emergência das duas revoluções republicanas modernas, em fins do século 18. Embora suas origens,
durações e efeitos tenham sido distintos, tanto a Revolução Americana (1776) como a Revolução Francesa (1789) tiveram
imenso papel na afirmação de uma forma de governo diversa da tradição monárquica europeia. [...] Durante o século 19,
tanto na Europa quanto nas antigas periferias coloniais − América do Sul, por exemplo –, vários movimentos democratizantes
ou de libertação nacional evocaram a forma republicana, sempre na chave de repúdio à forma monárquica de governo
15 unipessoal com fundamento dinástico. As revoluções europeias de 1830 e 1848, assim como os movimentos nacionais na
América Espanhola, estruturaram-se em torno de ideais republicanos, cujo núcleo invariavelmente gravitava em torno da
necessidade de afirmar o princípio da soberania popular.
A própria experiência brasileira, tardia com relação à da América do Sul, teve nesse traço um aspecto importante.
Entre nós, a defesa da república, durante o século 19, caracterizou-se menos pela defesa de um programa claro de reforma
20 para a sociedade e a política e mais pela simples negação do governo monárquico e pessoal de d. Pedro II. A primeira
década republicana no Brasil foi marcada por forte instabilidade e por intensa disputa a respeito do que deveria significar um
regime republicano. Coube ao governo do paulista Campos Salles (1898-1902) estabelecer as bases do regime, que
vigoraram até 1930.
(LESSA, Renato. República/Republicanismo. In: Dicionário de políticas públicas . Orgs. Geraldo DiGiovanni e Marco Aurélio Nogueira. 2. ed. São Paulo: Editora Unesp/Fundap, 2015, p. 884/885.
1 Em um marco estritamente institucionalista, pode-se dizer que república é uma forma de governo que se distingue
da forma monárquica. Tal distinção deve-se ao fato de que o fundamento do poder nas repúblicas não está associado a
governo unipessoal e à sucessão dinástica, tal como nas monarquias, invariavelmente governadas por casas reais. Ainda
que, ao longo do século 20 − e mesmo no início do 21 −, o termo “república” tenha sido utilizado na autodenominação de
5 regimes políticos autoritários, de modo geral a ideia contemporânea de república aproxima-se da de democracia, posto que
está associada à soberania popular, exercida por meio da participação em eleições regulares, livres, competitivas e extensivas
a todos os postos politicamente relevantes. A tais traços devem ser acrescentadas a distinção e a separação entre teologia e
política.
A ideia de república como forma de governo que se constitui como negação da forma monárquica ganhou
10 consistência a partir da emergência das duas revoluções republicanas modernas, em fins do século 18. Embora suas origens,
durações e efeitos tenham sido distintos, tanto a Revolução Americana (1776) como a Revolução Francesa (1789) tiveram
imenso papel na afirmação de uma forma de governo diversa da tradição monárquica europeia. [...] Durante o século 19,
tanto na Europa quanto nas antigas periferias coloniais − América do Sul, por exemplo –, vários movimentos democratizantes
ou de libertação nacional evocaram a forma republicana, sempre na chave de repúdio à forma monárquica de governo
15 unipessoal com fundamento dinástico. As revoluções europeias de 1830 e 1848, assim como os movimentos nacionais na
América Espanhola, estruturaram-se em torno de ideais republicanos, cujo núcleo invariavelmente gravitava em torno da
necessidade de afirmar o princípio da soberania popular.
A própria experiência brasileira, tardia com relação à da América do Sul, teve nesse traço um aspecto importante.
Entre nós, a defesa da república, durante o século 19, caracterizou-se menos pela defesa de um programa claro de reforma
20 para a sociedade e a política e mais pela simples negação do governo monárquico e pessoal de d. Pedro II. A primeira
década republicana no Brasil foi marcada por forte instabilidade e por intensa disputa a respeito do que deveria significar um
regime republicano. Coube ao governo do paulista Campos Salles (1898-1902) estabelecer as bases do regime, que
vigoraram até 1930.
(LESSA, Renato. República/Republicanismo. In: Dicionário de políticas públicas . Orgs. Geraldo DiGiovanni e Marco Aurélio Nogueira. 2. ed. São Paulo: Editora Unesp/Fundap, 2015, p. 884/885.