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O movimento operário brasileiro, no contexto da Primeira República, foi muito influenciado pela corrente anarco-sindicalista que defendia princípios e estratégias de luta específicas. Como exemplo de um princípio e de uma estratégia, considera-se, respectivamente,

A a criação de um Estado socialista e a formação de movimentos de guerrilha armada no campo, organizados pelos partidos comunistas.
B a autogestão como forma ideal de governo e a formação, com a ajuda Igreja, de um amplo partido de trabalhadores.
C a defesa de um sistema econômico centralizado e a criação de uma força militar internacional revolucionária.
D a defesa de um sistema econômico a repulsa às ideologias internacionalistas e a organização de colônias comunitárias e independentes, governadas pelos sindicatos.
E o fim do Estado e a disseminação de greves gerais revolucionárias, lideradas por sindicatos de trabalhadores.

A constituição de 1891 EXCLUIU as seguintes categorias do corpo eleitoral: mendigos, analfabetos,

A militares de baixa patente e membros do clero regular.
B mulheres e soldados do exército republicano.
C cidadãos que não comprovassem renda de 100 mil réis anuais, e escravos.
D religiosos vinculados às diferentes crenças, e estrangeiros.
E imigrantes não naturalizados, e libertos.

No debate historiográfico, vários autores sustentam a tese de que, apesar de autoritário e repressivo, o Estado Novo brasileiro não pode ser considerado tipicamente fascista, pois lhe faltava

A um movimento miliciano controlado pelas Forças Armadas, uma polícia política organizada e uma política expansionista.
B um partido de massas oficial organizado em nível nacional, o investimento na formação de milícias paramilitares e uma política colonialista ou imperialista sobre os outros países.
C uma política ostensiva de propaganda de massas, uma constituição autoritária e o controle do Estado pelos altos oficiais do Exército.
D uma ideologia nacionalista, um partido único e centralizador e o uso do terror de Estado contra os oponentes.
E uma ideologia nacionalista, um partido únicoum ditador com amplos poderes, a instalação de campos clandestinos de concentração e o uso da censura sistemática nos meios de comunicação.

Os Atos Institucionais editados e promulgados ao longo do Regime Militar brasileiro, além de versarem sobre vários temas específicos, foram fundamentais ao conferirem um fundamento normativo a uma marca política do regime, qual seja

A o estabelecimento da censura prévia aos meios de comunicação, automática ao se declarar Estado de Sítio permanente no país.
B a militarização do Estado, por meio da nomeação de generais interventores nos três poderes republicanos e da obrigatoriedade do Poder Executivo ser ocupado por um militar de carreira.
C o reforço dos poderes do Presidente, que poderia exercer uma tutela sobre os poderes da República, sobre os direitos dos cidadãos, além de assumir funções legislativas.
D o fim do Congresso Nacional, com a supressão de suas atividades políticas e a promulgação de lei que condenava os partidos de oposição à ilegalidade.
E o fortalecimento do Poder Legislativo, que tornou possível a proibição das atividades públicas e políticas dos cidadãos , ao decretar o fim do direito ao habeas corpus.

O Decreto-Lei no 1.641, de 1907, conhecido como “Lei Adolfo Gordo” previa

A a deportação de trabalhadores e sindicalistas reconhecidos pela polícia como anarquistas e comunistas, mesmo se naturalizados brasileiros.
B a expulsão do território brasileiro dos estrangeiros que perturbassem a segurança nacional e a tranquilidade pública, e residissem no país há menos de dois anos.
C o exílio forçoso de operários estrangeiros que organizassem greves, enviados a seus países de origem junto com suas famílias, mesmo que seus filhos tivessem nascido no Brasil.
D o degredo para a Amazônia de imigrantes que fossem considerados uma ameaça à segurança nacional ao defenderem publicamente ideologias contrárias ao capitalismo.
E a prisão e entrega à justiça de seu país de origem, de estrangeiros que cometessem crimes contra a ordem pública e se encontrassem na condição de ilegalidade no Brasil.

No mundo globalizado, alguns fenômenos envolvendo as modalidades e formas de trabalho, vem ganhando destaque desde as últimas décadas do século XX. É esse o caso

A do coworking, modelo de associação formal entre profissionais provenientes da mesma área, que fundam empresas mistas.
B do toyotismo, sistema flexível de produção industrial que regula a produção a partir das demandas do mercado.
C da terceirização ou outsourcing, fenômeno de crescimento do setor terciário e da informalidade, abundante nos países em desenvolvimento.
D das ONGs, Organizações Não Governamentais que se situam entre a esfera pública e a privada, representando uma nova fonte de captação de recursos e lucro.
E do Terceiro Setor, que vem ofertando grande número de empregos e recebendo recursos estatais, visto que não são regidas pela burocracia das instituições governamentais.

Dentre as novidades apresentadas pela Constituição de 1988, incluem-se:

A a licença maternidade de seis meses para as mulheres e o direito a greve a todos os trabalhadores.
B a Lei Maria da Penha para coibir a violência doméstica e a jornada semanal de 40 horas semanais.
C o voto obrigatório para maiores de 16 anos e o mandato presidencial de 4 anos, sem direito à reeleição.
D o seguro-desemprego e a definição do Estatuto da Igualdade Racial que regulamentou o racismo como crime.
E o direito ao voto para os analfabetos e a concessão de 13o salário para os aposentados.

Conforme a Lei no 581, de 4/9/1850, conhecida como “Eusébio de Queiroz”, os

A comerciantes, negociantes e proprietários de escravos ficariam sujeitos a julgamento pelo Ministério da Justiça e pelos órgãos de fiscalização dos portos, caso infringissem a determinação legal que proibia o tráfico internacional e interprovincial de escravos.
B escravos adquiridos ilegalmente a partir da data de promulgação da referida lei seriam declarados propriedade oficial da Coroa, até que tivessem dinheiro suficiente para voltar à sua terra natal.
C traficantes internacionais deveriam ter seus barcos apresados, sendo os cúmplices processados e julgados pela Auditoria da Marinha e pelo Conselho de Estado, enquanto os que comprassem escravos ilegalmente trazidos, seriam processados no “foro comum”.
D capitães das embarcações que realizassem tráfico internacional seriam deportados para a Inglaterra para serem julgados como piratas internacionais, enquanto os que comprassem os escravos ilegalmente seriam julgados no Brasil.
E africanos escravizados desembarcados no Brasil, após a promulgação da lei, que fossem fruto do comércio ilegal transatlântico, tinham de trabalhar compulsoriamente por 10 anos.

Uma diferença importante entre a Terceira Revolução Industrial e as duas primeiras ocorridas anteriormente reside na constatação de que o produto final, no caso da Terceira Revolução Industrial,

A tem elevado valor agregado, considerando-se os altos custos e investimentos em seu processo de produção.
B produz impacto reduzido na sociedade, uma vez que permanecem inalterados os hábitos e padrões de consumo.
C gera distribuição de riqueza, uma vez que promove a participação de pequenos produtores no processo industrial.
D causa poucos danos ao meio ambiente, uma vez que os materiais envolvidos são recicláveis e gasta-se pouca energia em sua fabricação.
E favorece a autonomia do trabalhador, uma vez que independe da lógica de produção industrial e em série.

No processo de afirmação da História como disciplina científica, no século XIX,

A aceitava-se como “verdade sobre o passado” as memórias comunitárias orais que eram transcritas pelos historiadores e transformadas em documentos oficiais de Arquivo de historiadores.
B predominava o documento escrito de caráter oficial como forma de conhecer os fatos ocorridos, em detrimento das formas de narrativa oral e comunitária sobre o passado.
C considerava-se a memória como uma ciência auxiliar da história científica, à medida em que ajudava a elucidar o conteúdo dos documentos escritos, prática que deu origem à Paleografia.
D valorizava-se a memória comunitária como base alternativa à história oficial dos Estados-Nação que surgiram no século XIX.
E defendia-se que história e memória tinham uma relação de completude, sendo a memória oral e coletiva utilizada para preencher as lacunas narrativas do discurso científico da história.