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A atelectasia é uma das complicações do período pós-
-operatório imediato na sala de recuperação pós-anestésica.

Essa complicação apresentada pelo paciente pode ser
identificada quando é feita a observação contínua de enfermagem
em relação à

A função respiratória
B função cardiovascular
C estado de consciência
D atividade motora
E coloração

A diferença média logarítmica de temperaturas (LMTD) de um trocador de calor de correntes opostas, em que o fluido quente entra a 110°C e sai a 80°C, enquanto o fluido frio entra a 20°C e sai a 90°C, é

A L M T D = L n ( 9 0 2 0 ​ ) 3 0 ​
B L M T D = L n ( 2 0 9 0 ​ ) 3 0 ​
C L M T D = L n ( 2 0 6 0 ​ ) 4 0 ​
D L M T D = L n ( 6 0 2 0 ​ ) 4 0 ​
E L M T D = L n ( 2 0 9 0 ​ ) 7 0 ​

Os distúrbios sensoriais trazem implicações funcionais significativas para o paciente, sendo importante a identificação dessas alterações.
Um dos testes sensoriais proprioceptivos é o de Cinestesia que avalia a capacidade de

A percepção de movimento
B sentido de posição articular
C localização tátil
D reconhecimento de objetos
E reconhecimento de peso
Texto associado
Texto III

Quando eu for bem velhinho — continuação 2

O tempo do carnaval era obrigatório. A despeito
de todas as mudanças, ele continua sendo a pausa
que dá sentido e razão ao tempo como uma majes-
tade humana. Este imperador sem rivais que diz que
5 passa quando, de fato, quem passa somos nós.
Uma lenda escandinava, traduzida à luz da
análise pelo sábio das línguas e costumes euro-
-europeus Georges Dumézil, conta a história de um
camponês que, sem querer, libertou o diabo de um
10 caixote que ele transportava para um padre na sua
carroça. Livre e solto, o diabo — que está sempre
fazendo alguma coisa — começou a surrar o seu
involuntário libertador, perguntando ansiosamente:
“O que devo fazer?” O camponês mandou que ele
15 construísse uma ponte de pedra e, em instantes, ela
ficou pronta. E logo o diabo perguntou novamente:
“O que devo fazer?” O camponês mandou que o
diabo juntasse todos os excrementos de cavalo do
reino da Dinamarca e, num instante, a tarefa estava
20 cumprida. Aterrorizado porque ia apanhar novamen-
te, o camponês teve a feliz ideia de mandar que o
diabo recuperasse o tempo. Sabendo que o tempo
era precioso, o diabo saiu em sua busca, mas não
conseguia alcançá-lo. Trouxe dele pedaços, mas
25 não o tempo inteiro como ordenara o camponês.
Não tendo observado a tarefa, o diabo voltou para
a caixa.
O tempo como potência impossível de ser apa-
nhada foi brilhantemente descrito por Frei Antônio
30 das Chagas num poema escrito nos mil seiscentos
e tanto:
Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou do meu tempo dar-lhe conta.
Mas como dar, sem tempo, tanta conta
35 ___ Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.
_
40 ___ Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!
_
Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
45 ___ Chorarão, como eu, o não ter tempo...

Afinal, somos nós que brincamos o carnaval ou
é o carnaval que brinca conosco o tempo todo?

DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro
Caderno, p. 13. Adaptado.

No final do primeiro parágrafo do Texto III, o autor compara o tempo a um imperador sem rivais, pois é o tempo “que diz que passa quando, de fato, quem passa somos nós” (l. 4-5).

O presente do indicativo, empregado três vezes nessa passagem, produz o seguinte efeito de sentido:

A atribui validade permanente a uma afirmação.
B confere atualidade a uma ação ocorrida no passado.
C retrata algo ocorrido no momento da fala do imperador.
D indica um fato próximo, cuja realização é dada como certa.
E infere à cena apresentada uma descrição do momento vivido.
Texto associado
Texto III

Quando eu for bem velhinho — continuação 2

O tempo do carnaval era obrigatório. A despeito
de todas as mudanças, ele continua sendo a pausa
que dá sentido e razão ao tempo como uma majes-
tade humana. Este imperador sem rivais que diz que
5 passa quando, de fato, quem passa somos nós.
Uma lenda escandinava, traduzida à luz da
análise pelo sábio das línguas e costumes euro-
-europeus Georges Dumézil, conta a história de um
camponês que, sem querer, libertou o diabo de um
10 caixote que ele transportava para um padre na sua
carroça. Livre e solto, o diabo — que está sempre
fazendo alguma coisa — começou a surrar o seu
involuntário libertador, perguntando ansiosamente:
“O que devo fazer?” O camponês mandou que ele
15 construísse uma ponte de pedra e, em instantes, ela
ficou pronta. E logo o diabo perguntou novamente:
“O que devo fazer?” O camponês mandou que o
diabo juntasse todos os excrementos de cavalo do
reino da Dinamarca e, num instante, a tarefa estava
20 cumprida. Aterrorizado porque ia apanhar novamen-
te, o camponês teve a feliz ideia de mandar que o
diabo recuperasse o tempo. Sabendo que o tempo
era precioso, o diabo saiu em sua busca, mas não
conseguia alcançá-lo. Trouxe dele pedaços, mas
25 não o tempo inteiro como ordenara o camponês.
Não tendo observado a tarefa, o diabo voltou para
a caixa.
O tempo como potência impossível de ser apa-
nhada foi brilhantemente descrito por Frei Antônio
30 das Chagas num poema escrito nos mil seiscentos
e tanto:
Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou do meu tempo dar-lhe conta.
Mas como dar, sem tempo, tanta conta
35 ___ Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.
_
40 ___ Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!
_
Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
45 ___ Chorarão, como eu, o não ter tempo...

Afinal, somos nós que brincamos o carnaval ou
é o carnaval que brinca conosco o tempo todo?

DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro
Caderno, p. 13. Adaptado.

Das palavras acentuadas (todas retiradas do Texto III)
história , camponês , construísse e impossível , quais
recebem acento em razão da mesma norma ortográfica?

A Apenas duas, história e construísse , por serem
paroxítonas terminadas em vogal.
B Apenas duas, construísse e impossível , por terem a
mesma vogal tônica.
C Três delas, história , construísse e impossível , por
serem proparoxítonas.
D Apenas duas, história e camponês , por serem substantivos.
E Nenhuma delas, pois as quatro palavras recebem
acento em razão de normas ortográficas diferentes.
Texto associado
Texto III

Quando eu for bem velhinho — continuação 2

O tempo do carnaval era obrigatório. A despeito
de todas as mudanças, ele continua sendo a pausa
que dá sentido e razão ao tempo como uma majes-
tade humana. Este imperador sem rivais que diz que
5 passa quando, de fato, quem passa somos nós.
Uma lenda escandinava, traduzida à luz da
análise pelo sábio das línguas e costumes euro-
-europeus Georges Dumézil, conta a história de um
camponês que, sem querer, libertou o diabo de um
10 caixote que ele transportava para um padre na sua
carroça. Livre e solto, o diabo — que está sempre
fazendo alguma coisa — começou a surrar o seu
involuntário libertador, perguntando ansiosamente:
“O que devo fazer?” O camponês mandou que ele
15 construísse uma ponte de pedra e, em instantes, ela
ficou pronta. E logo o diabo perguntou novamente:
“O que devo fazer?” O camponês mandou que o
diabo juntasse todos os excrementos de cavalo do
reino da Dinamarca e, num instante, a tarefa estava
20 cumprida. Aterrorizado porque ia apanhar novamen-
te, o camponês teve a feliz ideia de mandar que o
diabo recuperasse o tempo. Sabendo que o tempo
era precioso, o diabo saiu em sua busca, mas não
conseguia alcançá-lo. Trouxe dele pedaços, mas
25 não o tempo inteiro como ordenara o camponês.
Não tendo observado a tarefa, o diabo voltou para
a caixa.
O tempo como potência impossível de ser apa-
nhada foi brilhantemente descrito por Frei Antônio
30 das Chagas num poema escrito nos mil seiscentos
e tanto:
Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou do meu tempo dar-lhe conta.
Mas como dar, sem tempo, tanta conta
35 ___ Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.
_
40 ___ Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!
_
Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
45 ___ Chorarão, como eu, o não ter tempo...

Afinal, somos nós que brincamos o carnaval ou
é o carnaval que brinca conosco o tempo todo?

DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro
Caderno, p. 13. Adaptado.

No poema citado pelo autor no Texto III, emprega-se a palavra conta com vários sentidos.

O contexto no qual ela figura em uma expressão que significa “realizar uma operação aritmética” é o seguinte:

A “Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?” (l. 35)
B “Não quis, sobrando tempo, fazer conta.” (l. 38)
C “Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,” (l. 40)
D “Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo” (l. 43)
E “Quando o tempo chegar de prestar conta,” (l. 44)
Texto associado
Texto III

Quando eu for bem velhinho — continuação 2

O tempo do carnaval era obrigatório. A despeito
de todas as mudanças, ele continua sendo a pausa
que dá sentido e razão ao tempo como uma majes-
tade humana. Este imperador sem rivais que diz que
5 passa quando, de fato, quem passa somos nós.
Uma lenda escandinava, traduzida à luz da
análise pelo sábio das línguas e costumes euro-
-europeus Georges Dumézil, conta a história de um
camponês que, sem querer, libertou o diabo de um
10 caixote que ele transportava para um padre na sua
carroça. Livre e solto, o diabo — que está sempre
fazendo alguma coisa — começou a surrar o seu
involuntário libertador, perguntando ansiosamente:
“O que devo fazer?” O camponês mandou que ele
15 construísse uma ponte de pedra e, em instantes, ela
ficou pronta. E logo o diabo perguntou novamente:
“O que devo fazer?” O camponês mandou que o
diabo juntasse todos os excrementos de cavalo do
reino da Dinamarca e, num instante, a tarefa estava
20 cumprida. Aterrorizado porque ia apanhar novamen-
te, o camponês teve a feliz ideia de mandar que o
diabo recuperasse o tempo. Sabendo que o tempo
era precioso, o diabo saiu em sua busca, mas não
conseguia alcançá-lo. Trouxe dele pedaços, mas
25 não o tempo inteiro como ordenara o camponês.
Não tendo observado a tarefa, o diabo voltou para
a caixa.
O tempo como potência impossível de ser apa-
nhada foi brilhantemente descrito por Frei Antônio
30 das Chagas num poema escrito nos mil seiscentos
e tanto:
Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou do meu tempo dar-lhe conta.
Mas como dar, sem tempo, tanta conta
35 _____ Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?
Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, qu ero acertar conta, e não há tempo.
40 _____ Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!
Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
45 _____ Chorarão, como eu, o não ter tempo...
Afinal, somos nós que brincamos o carnaval ou
é o carnaval que brinca conosco o tempo todo?

DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro Caderno, p. 13. Adaptado.

A lenda escandinava mencionada no 2° parágrafo do Texto III fala de um camponês que, acidentalmente, libertou o diabo de um caixote. O autor apresenta essa história, contando as ações dos dois personagens.

A passagem que revela que o diabo “está sempre fazendo alguma coisa” ( ℓ . 11-12) deve ser interpretada como um(a)

A inserção opinativa do próprio autor na história original.
B confissão supersticiosa do autor diante dos temas religiosos.
C crítica do camponês às crendices populares escandinavas.
D comentário do padre ao camponês antes de transportar a carroça.
E lembrete feito pelo tradutor da história sobre os encantos das lendas.
Texto associado
O suor e a lágrima

Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa,
quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora
o mais quente deste verão que inaugura o século e
o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o vôo estava
5 atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos
aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem
nos aeroportos e em poucos lugares avulsos.
Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica,
de coro de abadia pobre, que também pode parecer
10 o trono de um rei desolado de um reino desolante.
O engraxate era gordo e estava com calor — o
que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo
italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco,
em parte para poupá-lo, em parte porque quando
15 posso estou sempre de tênis.
Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e co-
meçou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe
a testa e a calva. Pegou aquele paninho que dá brilho
final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor,
20 que era abundante.
Com o mesmo pano, executou com maestria
aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira,
mas a todo instante o usava para enxugar-se — caso
contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.
25 E foi assim que a testa e a calva do valente filho
do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato
adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio.
Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente
suados.
30 Na hora de pagar, alegando não ter nota menor,
deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espanta-
do, retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o
que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.
Saí daquela cadeira com um baita sentimento
35 de culpa. Que diabo, meus sapatos não estavam tão
sujos assim, por míseros tostões, fizera um filho do
povo suar para ganhar seu pão. Olhei meus sapa-
tos e tive vergonha daquele brilho humano, salgado
como lágrima.

CONY, C. H. In: NESTROVSKI, A. (Org.). Figuras do Brasil –
80 autores em 80 anos de Folha. São Paulo: Publifolha. 2001.
p. 319.

O uso dos adjetivos destacados em “rei desolado de um reino desolante ” ( ℓ . 10) justifica-se pelo fato de o autor.

A demonstrar-se triste pela condição do engraxate.
B sentir-se incomodado pelo forte calor no Rio.
C encontrar-se solitário numa cidade nova.
D entender-se tão oprimido quanto o engraxate.
E revelar-se como alguém sem compaixão.

Várias empresas da construção civil adotam ações cujo fim visa a preservar o meio ambiente.

Entre as práticas de sustentabilidade relacionadas às edificações e à sua execução, destaca(m)-se

A o emprego de laje plana impermeabilizada na cobertura
B o emprego de materiais produzidos em outras regiões
C o uso de válvula redutora de pressão estática
D as fachadas em planos de vidro para captação da luz
E as coletas de pilhas e baterias

Os métodos de medição de distâncias horizontais são classificados em métodos diretos e indiretos.
BORGES, A. Topografia aplicada à engenharia civil . São Paulo:
Blucher, 2001.

Dada a medição da Figura acima, considere as afirmativas a seguir.

I - O método de medição é um método indireto.
II - O método de medição é chamado método das rampas.
III - H é distância real entre A e B.
IV - A distância horizontal (H) é dada pela fórmula H = t g α 2 ​ − t g α l 2 ​ − l 1 ​ ​

Está correto o que se afirma em

A I e III, apenas
B II e IV, apenas
C I, II e III, apenas
D II, III e IV, apenas
E I, II, III e IV