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Determinado curso de uma universidade pretende implantar um laboratório maker para apoiar práticas de prototipagem e resolução criativa de problemas. Antes de adquirir materiais, a coordenação solicita a contribuição pedagógica do pedagogo. Qual orientação garante coerência didática e integração curricular?

A Propor montagem do laboratório com foco em equipamentos de alta complexidade, ampliando a imagem institucional de inovação.
B Recomendar o planejamento do laboratório com base nas competências do PPC e nas interações com as unidades curriculares.
C Sugerir que o laboratório seja configurado com kits padronizados, facilitando a manutenção técnica.
D Indicar que o espaço funcione para atividades de extensão, preservando a carga horária das disciplinas.
E Orientar que a distribuição dos equipamentos seja decidida por votação entre os docentes interessados.

O orçamento anual para compra de reagentes de um laboratório era de R$ 50.000. Devido a cortes, esse valor sofreu uma redução de 20%. No ano seguinte, a reitoria concedeu um aumento de 10% sobre o valor reduzido. Qual é o orçamento final do laboratório após essas duas alterações?

A R$ 42.000.
B R$ 44.000.
C R$ 45.000.
D R$ 47.000.
E R$ 50.000.

Populações vulneráveis são grupos que apresentam maior risco de adoecer e morrer devido a condições sociais, econômicas, biológicas e ambientais desfavoráveis. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta um agravo nutricional e um fator determinante associado a esses grupos.

A Anemia ferropriva — dieta carnívora, com alta ingestão de carnes vermelhas e suplementos de ferro.
B Deficiência de vitamina A — dieta monótona com baixa ingestão de alimentos de origem animal e vegetais coloridos.
C Baixa estatura infantil — acesso pleno à saúde e segurança alimentar garantida.
D Baixo peso infantil — condições de segurança alimentar, pobreza e infecções virais repetidas.
E Excesso de peso — elevado consumo de frutas, verduras e alimentos in natura.
Texto associado
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 15.

Texto 1

Bons motivos para não se levar tão a sério e fazer sua criança interior aflorar

Jogos de mesa, mímica, queimada, palavrascruzadas: brincar pode ser qualquer atividade de lazer sem compromisso com a performance, só pela diversão. Na infância, a gente se sente livre para explorar esse lado lúdico sem medo do julgamento.
À medida que a vida adulta se aproxima, cresce a pressão para abandonar esse tipo de prazer e adotar uma postura mais séria. Além disso, em meio a rotinas aceleradas, reservar um tempo para a brincadeira não só é difícil, como muitas vezes parece uma perda de tempo.
Estudos recentes indicam que esse hábito pode trazer vários benefícios para a saúde, além de tornar a vida mais leve e plena.
Raiz do problema
Segundo o psiquiatra norte-americano Stuart Brown, autor de “Play: How it Shapes the Brain, Opens the Imagination, and Invigorates the Soul” (Como brincar molda o cérebro, abre a imaginação e revigora a alma), os altos índices de melancolia de hoje — refletidos no aumento de transtornos como depressão e ansiedade — estão ligados à supressão do instinto natural de brincar.
“O oposto de brincar não é o trabalho, é a depressão. O déficit de brincadeiras entre adultos está se tornando uma crise de saúde pública”, disse em entrevista à revista National Geographic.
De acordo com um relatório publicado pela Lego em 2022, 93% dos adultos afirmam se sentir estressados regularmente. Entre eles, 86% dizem que brincar ou interagir com brinquedos ajuda a aliviar a tensão. Durante esses momentos, as preocupações do trabalho e da rotina ficam em segundo plano, e exercitamos algo cada vez mais raro: a atenção plena. Ao nos conectarmos com o presente, também conseguimos escutar melhor nós mesmos — com mais calma, leveza e presença.
Quando feito em grupo, o ato de brincar pode ser um antídoto contra a solidão. E mais: fortalece os laços sociais. Afinal, muitas vezes, durante essas atividades lúdicas, aprendemos a compartilhar, negociar, lidar com regras, respeitar o espaço do outro e mediar conflitos — habilidades sociais essenciais para a convivência.
Segundo Brown, brincar ainda é uma forma eficiente de desenvolver a adaptabilidade, a inteligência, a criatividade e a capacidade de resolução de problemas. Para ele, em tempos difíceis, precisamos disso mais do que nunca, pois reforça nossa aptidão de lidar com o inesperado.
Os ‘kidults’
Junção das palavras “kid” (criança) e “adult” (adulto), o termo “kidult” é usado hoje para definir os adultos que compram, colecionam e se envolvem com brinquedos, personagens e itens que normalmente seriam voltados para o público infantil.
Esse universo está cada vez mais longe de ser um nicho pequeno. De acordo com dados da empresa de pesquisa WGSN, o mercado dos brinquedos colecionáveis foi estimado em US$ 12,5 bilhões em 2021 (R$ 6,6 bilhões, sem correção da inflação) e pode chegar a US$ 35,3 bilhões até 2032 (R$ 18,8 bilhões).
Só nos Estados Unidos, pessoas entre 19 e 99 anos representaram 17,3% das vendas de brinquedos em 2023, segundo a Business Insider.
Mais do que passatempo, os brinquedos oferecem refúgio. Em tempos de burnout e sobrecarga emocional, funcionam como uma ponte de volta aos momentos leves da infância — e, por isso, têm ganhado espaço em um mercado cada vez mais guiado pela nostalgia. Filmes como Barbie e Lilo & Stitch são apenas alguns exemplos dessa tendência.
Entre os favoritos dos kidults, estão clássicos como os bonecos Funko, as peças de Lego e as famosas action figures. E também os hypados monstrinhos Labubu e os bebês reborn.
Hora de brincar
Em entrevista ao The New York Times, a professora Meredith Sinclair, autora do livro “Well Played: The Ultimate Guide to Awakening Your Family’s Playful Spirit” (Bem jogado: o guia para acordar o espírito brincalhão da sua família), sugere um jeito simples de reencontrar o prazer de brincar: lembrar do que fazia você feliz na infância. Pode ser algo tão simples quanto massinha de modelar, jogar stop com amigos ou correr atrás de uma bola no parque. O importante é deixar de lado a preocupação com o olhar alheio.
Brincar também passa por fazer algo sem a intenção de postar ou de gerar engajamento — algo que, convenhamos, anda cada vez mais raro. Embora compartilhar nas redes o que tem feito você se divertir seja legal, inclusive para inspirar outras pessoas, viver uma experiência só para si pode ser um exercício bem poderoso.
Na vida adulta, brincar raramente acontece por acaso. Por isso, vale reservar um tempo na agenda. Dedicar alguns minutos do dia a algo leve, só por prazer, pode ser justamente o que falta para sua rotina ficar um pouco mais solar.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/bons-motivospara-nao-se-levar-tao-a-serio-e-fazer-sua-crianca-interioraflorar.shtml. Acesso em: 23 dez. 2025.

A respeito do uso da crase nos excertos: “[...] os altos índices de melancolia de hoje [...] estão ligados à supressão do instinto natural de brincar.” e “[...] disse em entrevista à revista National Geographic.”, assinale a alternativa correta.

A Se o termo “revista” for retirado, a crase será proibida.
B Se a expressão “supressão do” for substituída por “suprimir o”, a crase será proibida.
C No primeiro excerto, a crase é uma exigência do verbo “estão”.
D Em ambos os excertos, o termo “à” pode ser substituído por “para a”.
E Se o termo “revista” for substituído por “periódico”, a crase será facultativa.

Uma instituição federal está modernizando seus sistemas internos para permitir que diferentes departamentos possam acessar funcionalidades comuns — como consulta de dados cadastrais, verificação de regularidade e geração de relatórios — sem necessidade de duplicar código ou criar soluções isoladas. A equipe de TI decidiu adotar uma arquitetura orientada a serviços (SOA) para facilitar o compartilhamento desses componentes de forma padronizada e interoperável. Considerando os conceitos de SOA, assinale a alternativa que apresenta uma característica compatível com o objetivo descrito.

A Implantar serviços totalmente acoplados à aplicação consumidora, garantindo que cada sistema tenha sua própria implementação interna.
B Disponibilizar serviços com contratos bem definidos, permitindo que diferentes sistemas utilizem funcionalidades comuns de forma padronizada e independente da tecnologia utilizada.
C Exigir que todos os sistemas do órgão utilizem a mesma linguagem de programação para consumir serviços expostos na arquitetura.
D Criar integrações diretas ponto a ponto entre cada departamento e os serviços necessários, favorecendo interdependências explícitas.
E Centralizar todo o processamento apenas em um único servidor, tornando desnecessário o uso de camadas de serviço.

Ao realizar o processo de automação de uma biblioteca, um gestor de unidade de informação opta por implantar um programa gratuito e de acesso aberto. Assinale a alternativa que apresenta um programa com esses requisitos.

A Pergamum.
B Sophia.
C Biblivre.
D Aleph.
E Sábio.

Considerando que os servidores técnicos podem se deparar com emergência no ambiente de trabalho, torna-se essencial o conhecimento básico em primeiros socorros. Com base em tal premissa, quando um servidor técnico encontra um colega caído no chão, inconsciente, porém respirando normalmente e sem sinais aparentes de trauma, qual deve ser a conduta imediata de primeiros socorros?

A Sentar imediatamente a vítima, com a cabeça entre as coxas, e oferecer água ou suco para ajudar na recuperação.
B Deitar a vítima de costas sobre uma superfície firme, elevar levemente as pernas e afrouxar roupas apertadas, para facilitar a circulação até a chegada de socorro.
C Deitar a vítima de lado, com cuidado para manter o pescoço alinhado, mesmo que esteja respirando normalmente, para evitar risco de engasgo.
D Sacudir a vítima e dar tapinhas nas costas para despertá-la. Se ela não responder em 15 segundos, esperar 2 minutos antes de chamar o socorro.
E Mover a vítima na posição em que foi encontrada para um local confortável e providenciar a remoção para o hospital mais próximo.
Texto associado
O texto a seguir refere-se às questões de 1 a 16.

Texto 1

ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO

Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.

Ninguém ganha com o multitasking

Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”.
Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.
Pesquisas recentes reforçam essa ideia. Um estudo dos departamentos de psicologia da Iowa State University e da California State University Northridge, publicado no mês passado na Frontiers in Psychology, mostrou que quem recorre à multitarefa com frequência busca mais gratificação imediata, subestima o tempo gasto nas atividades e tem menor autocontrole. Em resumo, a alternância constante entre estímulos ativa mais os circuitos de recompensa do que os de autorregulação — o que ajuda a explicar por que é tão difícil largar o celular.
Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.

Pane no sistema cerebral

Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.
A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.
O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.
Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout.

Monotasking e seus benefícios

Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.
Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.
Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.

Sobre os elementos de coesão empregados no texto, assinale a alternativa correta.

A A expressão “Além disso”, no sétimo parágrafo, estabelece uma coesão sequencial no texto e poderia ser substituída por “Ademais”.
B A repetição de “também”, no primeiro período dos parágrafos sete, oito e nove, é um recurso desnecessário para a coesão do texto.
C O termo “isso”, no 11º parágrafo, retoma a informação “deixar o celular de lado”, mencionada no período anterior.
D No último parágrafo do texto, a substituição de “essa” por “tal” geraria problemas de coesão ao texto, visto que “tal” não pode ser empregado na retomada de referentes textuais.
E No segundo parágrafo do texto, a expressão “essa ‘capacidade’” retoma “funções domésticas e do cuidado”.

Um estudante sofre uma queda durante a circulação no campus da universidade e apresenta dor intensa no braço, incapacidade de movimentar o membro e alteração visível em sua posição. Diante dessa situação, a conduta correta de primeiros socorros é

A imobilizar o membro afetado na posição em que se encontra, evitar movimentações e acionar atendimento especializado.
B tentar colocar o membro na posição anatômica correta antes de encaminhar para atendimento.
C movimentar cuidadosamente o braço para verificar se o estudante consegue recuperá-lo espontaneamente.
D aplicar calor local para reduzir a dor até a chegada de ajuda.
E massagear o local afetado para estimular a circulação sanguínea.

As políticas educacionais influenciadas pelo neoliberalismo têm provocado reconfigurações na organização curricular e no trabalho docente nas instituições de ensino superior. Considerando esse contexto, assinale a alternativa correta.

A As reformas orientadas por racionalidades de mercado são frequentemente justificadas pelo discurso da ampliação da autonomia docente e da descentralização das decisões acadêmicas, associadas à gestão colegiada no interior das instituições.
B A lógica da eficiência e da accountability é frequentemente associada, nos discursos institucionais, à valorização de práticas pedagógicas colaborativas e críticas, articuladas aos processos formativos do currículo.
C A introdução de modelos gerenciais nas universidades tende a priorizar racionalidades técnicas em detrimento de processos formativos complexos, reforçando concepções de objetividade e neutralidade curricular.
D A flexibilização curricular, quando guiada por princípios mercantis, pode resultar na redução da formação científica e no fortalecimento de trajetórias curriculares utilitaristas, vinculadas a demandas imediatas do mercado.
E A expansão de plataformas e soluções educacionais empresariais no ensino superior tem sido apresentada como estratégia para reorganizar os processos pedagógicos e a produção acadêmica, a partir da padronização de metodologias e conteúdos.