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A intimidade no desamparo
Sofremos de um excesso de conectividade na mesma medida em que carecemos de intimidade. Nas redes sociais, é quase impossível encontrar o que há de mais verdadeiro em nós. Seguimos cumprindo a jornada ininterrupta das mídias sociais, expondo o máximo para revelar o mínimo. Quando algo de nós aparece na performance, trata-se de um deslize, seguido de cancelamento, pedido de desculpas ou negação.
Ao reclamar das redes sociais e do desnorteio que elas nos provocam, corre-se o risco de fazer supor que a intimidade é fácil e garantida fora delas. Nunca é nem será: mal somos íntimos de nós mesmos, que dirá dos outros. Um dos aforismos de Jacques Lacan, tão repetido que caberia num para-choque de caminhão, diz que “amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer". Se há algo entre nós mais próximo da verdade, é nosso desamparo estrutural. Então damos nossa falta a quem não pediu e recebemos de volta o reconhecimento de que o outro se vê igualmente perplexo diante da vida. Intimidade não é saber tudo sobre o outro: seria impossível e, se possível, insuportável.
Nossa origem é sempre incerta, não sabemos o que fazer com o espólio dos pais, entrevemos nosso fim e nunca teremos a última palavra sobre quem somos. Desamparados pelo corpo, pela linguagem, pela imagem de si, só nos resta compartilhar com o outro essa mesma condição. Paradoxalmente, é daí que vem algum consolo. Algo pelo qual vale a pena brindar. Intimidade é a possibilidade de compartilharmos desamparos sem supor que o outro nos salvará.
(Adaptado de: IACONELLI, Vera. Folha de S. Paulo, 05/05/2026)

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

A igualmente perplexo diante da vida (2º parágrafo) = assim mesmo atônito ao viver.
B possibilidade de compartilharmos desamparos (3º parágrafo) = eventualidade de eliminarmos o que nos falta.
C na mesma medida em que carecemos (1º parágrafo) = à proporção do que necessitamos.
D desnorteio que elas nos provocam (2º parágrafo) = confusão nossa de que elas derivam.
E corre-se o risco de fazer supor (2º parágrafo) = sujeita-se ao perigo de levar a admitir.
Texto associado
A intimidade no desamparo
Sofremos de um excesso de conectividade na mesma medida em que carecemos de intimidade. Nas redes sociais, é quase impossível encontrar o que há de mais verdadeiro em nós. Seguimos cumprindo a jornada ininterrupta das mídias sociais, expondo o máximo para revelar o mínimo. Quando algo de nós aparece na performance, trata-se de um deslize, seguido de cancelamento, pedido de desculpas ou negação.
Ao reclamar das redes sociais e do desnorteio que elas nos provocam, corre-se o risco de fazer supor que a intimidade é fácil e garantida fora delas. Nunca é nem será: mal somos íntimos de nós mesmos, que dirá dos outros. Um dos aforismos de Jacques Lacan, tão repetido que caberia num para-choque de caminhão, diz que “amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer". Se há algo entre nós mais próximo da verdade, é nosso desamparo estrutural. Então damos nossa falta a quem não pediu e recebemos de volta o reconhecimento de que o outro se vê igualmente perplexo diante da vida. Intimidade não é saber tudo sobre o outro: seria impossível e, se possível, insuportável.
Nossa origem é sempre incerta, não sabemos o que fazer com o espólio dos pais, entrevemos nosso fim e nunca teremos a última palavra sobre quem somos. Desamparados pelo corpo, pela linguagem, pela imagem de si, só nos resta compartilhar com o outro essa mesma condição. Paradoxalmente, é daí que vem algum consolo. Algo pelo qual vale a pena brindar. Intimidade é a possibilidade de compartilharmos desamparos sem supor que o outro nos salvará.
(Adaptado de: IACONELLI, Vera. Folha de S. Paulo, 05/05/2026)

No contexto, o sentido da frase de Jacques Lacan encontra uma justificativa sintética na seguinte expressão:

A compartilhar com o outro (3º parágrafo)
B vale a pena brindar (3º parágrafo)
C um excesso de conectividade (1º parágrafo)
D nosso desamparo estrutural (2º parágrafo)
E o espólio dos pais (3º parágrafo)
Texto associado
A intimidade no desamparo
Sofremos de um excesso de conectividade na mesma medida em que carecemos de intimidade. Nas redes sociais, é quase impossível encontrar o que há de mais verdadeiro em nós. Seguimos cumprindo a jornada ininterrupta das mídias sociais, expondo o máximo para revelar o mínimo. Quando algo de nós aparece na performance, trata-se de um deslize, seguido de cancelamento, pedido de desculpas ou negação.
Ao reclamar das redes sociais e do desnorteio que elas nos provocam, corre-se o risco de fazer supor que a intimidade é fácil e garantida fora delas. Nunca é nem será: mal somos íntimos de nós mesmos, que dirá dos outros. Um dos aforismos de Jacques Lacan, tão repetido que caberia num para-choque de caminhão, diz que “amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer". Se há algo entre nós mais próximo da verdade, é nosso desamparo estrutural. Então damos nossa falta a quem não pediu e recebemos de volta o reconhecimento de que o outro se vê igualmente perplexo diante da vida. Intimidade não é saber tudo sobre o outro: seria impossível e, se possível, insuportável.
Nossa origem é sempre incerta, não sabemos o que fazer com o espólio dos pais, entrevemos nosso fim e nunca teremos a última palavra sobre quem somos. Desamparados pelo corpo, pela linguagem, pela imagem de si, só nos resta compartilhar com o outro essa mesma condição. Paradoxalmente, é daí que vem algum consolo. Algo pelo qual vale a pena brindar. Intimidade é a possibilidade de compartilharmos desamparos sem supor que o outro nos salvará.
(Adaptado de: IACONELLI, Vera. Folha de S. Paulo, 05/05/2026)

Ao analisar a relação existente entre a conectividade das redes sociais e a intimidade pessoal, a autora conclui que

A a conectividade digital é a responsável pelo fortalecimento da nossa identidade mais profunda e consequente.
B como não podemos divisar nossa intimidade plena, resta o consolo de virmos a nos reconhecer nessa carência comum.
C a falta dessa conectividade é a responsável pela impossibilidade de cada um expor e compartilhar sua intimidade.
D o excesso dessa conectividade provoca a convicção de que estamos nos poupando da exposição de real intimidade.
E a nossa verdadeira intimidade tem emergido cada vez mais por conta de nossa frequente atuação nas redes sociais.
Texto associado
A intimidade no desamparo
Sofremos de um excesso de conectividade na mesma medida em que carecemos de intimidade. Nas redes sociais, é quase impossível encontrar o que há de mais verdadeiro em nós. Seguimos cumprindo a jornada ininterrupta das mídias sociais, expondo o máximo para revelar o mínimo. Quando algo de nós aparece na performance, trata-se de um deslize, seguido de cancelamento, pedido de desculpas ou negação.
Ao reclamar das redes sociais e do desnorteio que elas nos provocam, corre-se o risco de fazer supor que a intimidade é fácil e garantida fora delas. Nunca é nem será: mal somos íntimos de nós mesmos, que dirá dos outros. Um dos aforismos de Jacques Lacan, tão repetido que caberia num para-choque de caminhão, diz que “amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer". Se há algo entre nós mais próximo da verdade, é nosso desamparo estrutural. Então damos nossa falta a quem não pediu e recebemos de volta o reconhecimento de que o outro se vê igualmente perplexo diante da vida. Intimidade não é saber tudo sobre o outro: seria impossível e, se possível, insuportável.
Nossa origem é sempre incerta, não sabemos o que fazer com o espólio dos pais, entrevemos nosso fim e nunca teremos a última palavra sobre quem somos. Desamparados pelo corpo, pela linguagem, pela imagem de si, só nos resta compartilhar com o outro essa mesma condição. Paradoxalmente, é daí que vem algum consolo. Algo pelo qual vale a pena brindar. Intimidade é a possibilidade de compartilharmos desamparos sem supor que o outro nos salvará.
(Adaptado de: IACONELLI, Vera. Folha de S. Paulo, 05/05/2026)

Paradoxalmente, é daí que vem algum consolo. (3º parágrafo)
O paradoxo a que se refere a frase acima constitui-se na relação armada, no texto, entre os termos

A desamparados e compartilharmos.
B intimidade e espólio.
C linguagem e corpo.
D imagem e condição.
E compartilhar e possibilidade.
Texto associado
Uma empresa produz e vende mensalmente 50.000 unidades de um único produto. Os custos fixos mensais totalizam R$ 300.000
e os custos variáveis somam R$ 800.000. Sabendo que o preço unitário de venda praticado é R$ 56,00, o ponto de equilíbrio
contábil, em quantidade de unidades vendidas, é:

Sabendo que o preço unitário de venda praticado é R$ 56,00, o ponto de equilíbrio
contábil, em quantidade de unidades vendidas, é:

A 6.000.
B 7.500.
C 20.000.
D 18.750.
E 5.357.
Texto associado
Uma empresa produz mensalmente 20.000 unidades de um único produto, os custos e despesas variáveis totalizam R$ 30 por
unidade e os custos fixos mensais totalizam R$ 210.000. A empresa está avaliando qual deve ser o preço de venda a ser praticado,
tendo como objetivo maximizar o lucro. Para isso, dispõe das seguintes informações:

O preço de venda a ser escolhido pela empresa de modo a atender seu objetivo é, em reais,

Imagem da questão 207384
A 60.
B 48.
C 51.
D 54.
E 57.
Texto associado
A empresa Agrofértil S.A. produz um fertilizante que utiliza as seguintes matérias-primas: Fosfato e Magnésio. Os consumos e os
custos dessas matérias-primas, para alguns níveis de quantidades produzidas, são apresentados na tabela a seguir:

Com base nos dados apresentados, é possível afirmar que os custos dos componentes Fosfato e Magnésio, em relação ao fertili-
zante produzido, são, respectivamente,

Imagem da questão 207383
A indireto e variável.
B variável e variável.
C fixo e fixo.
D variável e fixo.
E fixo e variável.
Texto associado
Os custos diretos unitários dos produtos A, B e C, que são fabricados e vendidos por uma empresa, e as quantidades mensais
produzidas são apresentados na tabela a seguir:

Os custos fixos mensais totalizam R$ 240.000 e a empresa distribui esses custos entre os três produtos com base nos totais dos
custos diretos dos produtos.

Considerando-se exclusivamente os dados acima, o custo total mensal do produto B é, em reais,

Imagem da questão 207382
A 76.800.
B 112.000.
C 188.800.
D 192.000.
E 352.400.