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Arlindo reside com ânimo definitivo em Corumbá/MS, exerce atividade profissional em Campo Grande/MS e pesca, a lazer, ocasionalmente, em Dourados/MS, onde se hospeda em hotéis diversos. De acordo com o Código Civil, Arlindo possui domicílio

A apenas em Corumbá, onde reside com ânimo definitivo, pois não se admite pluralidade de domicílios.
B em Corumbá, onde reside com ânimo definitivo, em Campo Grande, quanto às atividades concernentes à profissão ali exercida, e em Dourados, para onde habitualmente se desloca.
C em Corumbá, onde reside com ânimo definitivo, e em Campo Grande, quanto às atividades concernentes à profissão ali exercida.
D apenas em Campo Grande, pois se considera domicílio somente o local em que se exercem as atividades profissionais.
E em qualquer local em que vier a ser encontrado.

Uma das etapas do tratamento de overdose a opioides, a American Heart Association, 2015, recomenda a aplicação do medicamento denominado

A xylocaína.
B ancoron.
C hidantal.
D atropina.
E naloxona.
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região Cargo: Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Enfermagem Prova: FCC - TRT 20 - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Enfermagem - 2016

Considere os itens abaixo.

I. Cobrança judicial do Município.
II. Cobrança extrajudicial do Município.
III. Defesa do Município em juízo.
IV. Defesa do Município fora do juízo.

Nos termos regulados pela Lei Municipal n o 4.118/02, compete à Procuradoria Geral do Município de São Luís o que consta em

A I e III, apenas.
B I, II e III, apenas.
C I e II, apenas.
D I, II, III e IV.
E III e IV, apenas.

O sistema de roldanas da figura abaixo é empregado para elevar o bloco que sobe verticalmente com velocidade constante de 1 m/s.

A velocidade com que o cabo deve ser puxado pela força F é, em m/s,

A 0,5.
B 0,25.
C 1.
D 2.
E 4.

Afrodite, empregada doméstica, ajuizou ação reclamatória trabalhista em face de sua ex-empregadora Minerva, postulando o
pagamento de horas extras, férias e 13o salários não adimplidos. A ação foi julgada procedente em parte, uma vez que foram
acolhidos apenas os pedidos de férias e 13o salários, sendo rejeitado o pedido de horas extras. No caso proposto, o valor, bem
como a responsabilidade pelo pagamento das custas processuais, será de

A 2% sobre o valor da condenação a cargo da parte vencida, ou seja, da reclamada.
B 1% sobre o valor de cada pedido acolhido sob a responsabilidade da reclamada e 1% sobre o pedido não acolhido sob a
responsabilidade da reclamante.
C 2% sobre o valor dos pedidos acolhidos, com redução proporcional ao pedido não acolhido, sob a responsabilidade da
reclamada.
D 2% sobre o valor da causa, pagas pela reclamante, porque não houve procedência total dos pedidos requeridos.
E 1% sobre o valor da causa, a cargo da reclamada, visto que houve procedência apenas parcial.

A Lei Federal n o 4.320/1964 define que os itens da discriminação da receita serão identificados por números de código decimal. Convencionou-se denominar este código de natureza de receita. Quando o contribuinte pagou o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana do exercício de 2016 a receita foi alocada no código “1112.02.00”. Considerando o código da natureza da receita orçamentária, o primeiro e segundo dígitos “11” referem-se, respectivamente, a

A origem e a espécie de receita.
B rubrica e a alínea de receita.
C categoria econômica e a espécie de receita.
D origem e a rubrica de receita.
E categoria econômica e a origem de receita.

As Delegacias Regionais de Meio Ambiente – DREMAs, conforme estabelecido pelo Art. 15 o , da Lei estadual n o 5.405/1992 − Código Estadual de Proteção ao Meio Ambiente-MA, possuem a finalidade de

A normatizar procedimentos para áreas críticas ou em vias de saturação, visando proteção ao meio ambiente.
B decidir, em grau de recurso, sobre as implicações de impactos ambientais sobre projetos públicos e privados.
C estabelecer normas de proteção aos recursos hídricos, superficiais e de subsolo, em todo território estadual.
D coordenar e articular os diferentes órgãos e conselhos, atendendo a demanda socioeconômica.
E viabilizar a integração dos planos, projetos e obras setoriais a serem implantados na região.

Um funcionário selecionou um bloco de texto do site da Prefeitura de Teresina no Google Chrome, pressionou a combinação de teclas Ctrl + C para copiar, e deseja colar em um slide em branco do PowerPoint 2013 em português, removendo toda a formatação do texto original. Para isso, no slide , este funcionário deve pressionar a combinação de teclas

A Ctrl + Alt + V, selecionar Texto não formatado e clicar no botão OK.
B Ctrl + Shift + V , selecionar Texto Simples e clicar no botão OK.
C Ctrl + V , selecionar a opção Colar Especial, em seguida, a opção Texto simples e clicar no botão OK
D Alt + V, selecionar Texto não formatado e clicar no botão OK.
E Ctrl + Alt + V , selecionar Formato HTML e clicar no botão OK
Órgão: Prefeitura de Teresina Cargo: Assistente Técnico de Infraestrutura - Área: Técnico em Edificações Prova: FCC - Prefeitura de Teresina - Assistente Técnico de Infraestrutura - Área: Técnico em Edificações - 2016

Edson não gosta de frango ou Marilda gosta de feijão e gosta de arroz. Uma afirmação que corresponda à negação lógica dessa é

A Marilda não gosta de arroz ou não gosta de feijão e Edson gosta de frango.
B Edson gosta de frango e Marilda não gosta de feijão e não gosta de arroz.
C Se Edson não gosta de frango, então Marilda gosta de feijão e arroz.
D Se Marilda não gosta de feijão e arroz, então Edson gosta de frango.
E Edson gosta de arroz e Marilda gosta de frango e feijão.
Texto associado
Atenção : As questões de números 8 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Platão argumenta que o tempo (chrónos) “é a imagem móvel da eternidade (aión) movida segundo o número” ( Timeu , 37d). Partindo do dualismo entre mundo inteligível e mundo sensível, Platão concebe o tempo como uma aparência mutável e perecível de uma essência imutável e imperecível – eternidade. Enquanto que o tempo (chrónos) é a esfera tangível móbil, a eternidade (aión) é a esfera intangível imóbil. Sendo uma ordem mensurável em movimento, o tempo está em permanente alteridade. O seu domínio é caracterizado pelo devir contínuo dos fenômenos em ininterrupta mudança.
Posto que o tempo (chrónos) é uma imagem, ele não passa de uma imitação (mímesis) da eternidade (aión). Ou seja, o tempo é uma cópia imperfeita de um modelo perfeito – eternidade. Isso significa que o tempo é uma mera sombra da eternidade. Considerando que somente a região imaterial das formas puras existe em si e por si, podemos dizer que o tempo platônico é uma ilusão.
Ele é real apenas na medida em que participa do ser da eternidade.

( DIVINO, Rafael. Sobre O tempo em Platão e Aristóteles , de R. Brague. Disponível em: https://serurbano.wordpress.com/ 2010/02/26/ tempo-em-platao /. Acessado em: 28.12.2015)

Medo da eternidade

Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
− Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
− Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa.
− Não acaba nunca, e pronto.
Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta.
Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
− E agora que é que eu faço? − perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
− Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
− Acabou-se o docinho. E agora?
− Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava era aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
− Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
− Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
06 de junho de 1970

(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo – crônicas. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p.289-91)

Para responder a esta questão, considere também o texto anterior, Medo da eternidade .

O confronto entre os dois textos permite concluir corretamente:

A Ao partir da história pessoal de quem escreve, o primeiro texto chega a conclusões sobre a eternidade que não podem ser generalizadas; o segundo texto, ao contrário, partindo das ideias genéricas de um filósofo antigo sobre esse mesmo tema, chega a ilações que, de tão evidentes, não podem ter sua verdade questionada.
B Embora o tema da eternidade seja abordado de maneira muito diversa nos dois casos, tanto o primeiro como o segundo texto levam o leitor a concluir que a eternidade está além da capacidade de compreensão humana, pois tudo o que conhecemos ou somos capazes de imaginar está fadado às mudanças operadas pelo tempo.
C A eternidade é um tema tão complexo que pode ser discutido profundamente por um filósofo como Platão apenas na medida em que ele abstrai de todo a vida humana, não podendo ser concebido pela mente infantil, e é daí que advém o medo a que alude Clarice Lispector.
D Enquanto o primeiro texto sugere que a eternidade pode existir mesmo nas coisas mais miúdas e insignificantes, o segundo texto, baseado nas ideias de Platão, defende que a eternidade pode ser encontrada nas coisas grandiosas e monumentais da vida humana.
E Se o tema da eternidade é tratado no primeiro texto a partir da rememoração de um episódio da infância, em que se pôde experimentar o medo da ideia de eternidade, esse mesmo tema é abordado no segundo texto do ponto de vista do pensamento de um filósofo antigo, para quem o tempo é apenas uma imagem imperfeita da eternidade.