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12.297 questões encontradas

Sabendo-se que o acento grave marca a crase e que esta
é o fenômeno de fusão de duas vogais idênticas, o acento
grave está empregado de acordo com a norma-padrão
em:

A A viagem foi à convite da empresa.
B O comandante fez alusão à aviação.
C O governador de SP veio à Brasília.
D A família chegou à comprar as passagens.
E A elevação da temperatura provoca à turbulência.
Texto associado
Energia eólica na história da Humanidade

Energia, derivada de energeia , que em grego
significa “em ação”, é a propriedade de um sistema
que lhe permite existir, ou seja, realizar “trabalho” (em
Física). Energia é vida, é movimento — sem a sua
5 presença o mundo seria inerte. Saber usar e admi-
nistrar sua produção por meio de diferentes fontes de
energia é fundamental.
Desde o início da vida em sociedade, as fontes
de energia de que o homem precisa devem ser ge-
10 radas continuamente, ou armazenadas para serem
consumidas nos momentos de necessidade. A utili-
zação de diversas formas de energia possibilita ao
homem cozinhar seu alimento, fornecer combustível
aos seus sistemas de transporte, aquecer ou refrige-
15 rar suas residências e movimentar suas indústrias.
Existem fontes de energia alternativas que, ade-
quadamente utilizadas, podem substituir os combus-
tíveis fósseis em alguns de seus usos, reservando-os
para aquelas situações em que a substituição ainda
20 não é possível. A energia eólica é uma delas.
A energia eólica é a energia gerada pela força
do vento, ou seja, é a força capaz de transformar a
energia do vento em energia aproveitável. É captada
através de estruturas como: aerogeradores, que pos-
25 sibilitam a produção de eletricidade; moinhos de ven-
to, com o objetivo de produzir energia mecânica que
pode ser usada na moagem de grãos e na fabricação
de farinha; e velas, já que a força do ar em movimen-
to é útil para impulsionar embarcações.
30 A mais antiga forma de utilização da energia eó-
lica foi o transporte marítimo. Naus e caravelas mo-
vidas pelo vento possibilitaram empreender grandes
viagens, por longas distâncias, levando a importantís-
simas descobertas.
35 Atualmente, o desenvolvimento tecnológico des-
cobriu outras formas de uso para a força eólica. A
mais conhecida e explorada está voltada para a ge-
ração de força elétrica. Isso é possível por meio de
aerogeradores, geradores elétricos associados ao
40 eixo de cata-ventos que convertem a força cinética
contida no vento em energia elétrica. A quantidade
de energia produzida vai depender de alguns fatores,
entre eles a velocidade do vento no local e a capaci-
dade do sistema montado.
45 A criação de usinas para captação da energia
eólica possui determinadas vantagens. O impacto
negativo causado pelas grandes turbinas é mínimo
quando comparado aos causados pelas grandes in-
dústrias, mineradoras de carvão, hidrelétricas, etc.
50 Esse baixo impacto ocorre porque usinas eólicas
não promovem queima de combustível, nem geram
dejetos que poluem o ar, o solo ou a água, além de
promoverem maior geração de empregos em regiões
desfavorecidas. É uma fonte de energia válida econo-
55 micamente pois é mais barata.
A energia eólica é uma fonte de energia que não
polui e é renovável, mas que, apesar disso, causa
alguns impactos no ambiente. Isso acontece devido
aos parques eólicos ocuparem grandes extensões,
60 com imensos aerogeradores instalados. Essas inter-
ferências no ambiente são vistas, muitas vezes, como
desvantagens da energia eólica. Assim, citam-se
as seguintes desvantagens: a vasta extensão de ter-
ra ocupada pelos parques eólicos; o impacto sonoro
65 provocado pelos ruídos emitidos pelas turbinas em
um parque eólico; o impacto visual causado pelas
imensas hélices que provocam certas sombras e re-
flexos desagradáveis em áreas residenciais; o impac-
to sobre a fauna, provocando grande mortandade de
70 aves que batem em suas turbinas por não consegui-
rem visualizar as pás em movimento; e a interferência
na radiação eletromagnética, atrapalhando o funcio-
namento de receptores e transmissores de ondas de
rádio, TV e micro-ondas.
75 Esse tipo de energia já é uma realidade no Bra-
sil. Nosso país já conta com diversos parques e usi-
nas. A tendência é que essa tecnologia de geração
de energia cresça cada vez mais, com a presença de
diversos parques eólicos espalhados pelo Brasil.

Disponível em: renovaveis/energia-eolica/>. Acesso em: 5 ago. 2017.
Adaptado.

No trecho “Desde o início da vida em sociedade, as fontes de energia de que o homem precisa devem ser geradas continuamente” ( ℓ . 8-10), o uso da preposição de é obrigatório para atender às exigências de regência verbal na norma padrão da língua portuguesa.

É obrigatório também o emprego de uma preposição antecedendo o termo que em:

A A desvantagem que a criação de usinas para captação de energia eólica possui é o impacto sonoro provocado pelos ruídos das turbinas.
B A força cinética que os pesquisadores se referem é produzida por geradores elétricos associados ao eixo de cata-ventos.
C A maior vantagem que os estudiosos mencionam é o fato de as usinas eólicas não promoverem queima de combustível.
D O mais importante papel que a energia eólica desempenhou na história da humanidade foi o transporte marítimo.
E A mortandade de aves que os analistas relacionam às hélices das grandes turbinas é uma das desvantagens dos parques eólicos.
Texto associado
Em relação às funções dos pontos de acupuntura, julgue, com VERDADEIRO ou FALSO, os itens a seguir.

Taixi (R3) é ponto yuan do canal do R, cuja função é tonificar o Qi do R, nutrir o sangue e a essência. Esse ponto tem indicação para impotência sexual, menstruação irregular e insônia.

C Certo
E Errado

Sobre as neoplasias benignas da bexiga,
relacione as lesões com as descrições
correspondentes e assinale a alternativa com
a sequência correta.

1. Metaplasia epitelial.

2. Leucoplasia.

3. Papiloma invertido.

4. Papiloma.

5. Cistite glandular.
( ) É um achado comum em bexigas
normais, podendo estar associado
com obstrução ou inflamação crônica.
Caracteriza-se por ninhos císticos
revestidos por epitélio colunar. Pode
estar associado com lipomatose
pélvica e em alguns casos pode
ocupar toda a bexiga. Há alguns casos
descritos de transformação maligna
para adenocarcinoma, sendo portanto
recomendável a avaliação endoscópica
regular desses pacientes.

( ) Áreas focais de urotélio transformado
com arquitetura celular e nuclear sem
atipias, entremeadas por urotélio
normal, usualmente localizadas
no trígono vesical, compostas
de células escamosas (aspecto
nodoso, revestidas por material
escamoso, facilmente descolado),
ou glandulares (aglomerados de
mucosa elevada e avermelhada, com
aspecto inflamatório). O tratamento é
desnecessário.

( ) Áreas de aspecto inflamatório na
mucosa vesical, particularmente
associadas à presença de deposição
de material queratinizado que é visto
no exame endoscópico em suspensão,
flutuando na bexiga. Nenhum
tratamento é necessário.

( ) Lesão proliferativa que é associada
com inflamação crônica ou obstrução
do colo vesical, que pode estar
presente em qualquer área da bexiga,
mas é mais frequente no trígono.
Caracteristicamente, apresenta um
padrão de crescimento histológico
invaginante a partir do urotélio
em direção à lâmina própria, mas
não atinge a muscular da bexiga.
Tratamento é a ressecção endoscópica
e é diagnóstico diferencial de tumor
urotelial.
( ) Lesão proliferativa em que o epitélio
dispõe-se em arranjo papilífero,
semelhante a couve-flor, ao longo
de delicados eixos conjuntivos
vasculares. Já foi considerado como
tumor Ta grau 1, até que a classificação
de tumores não invasivos mudou em
1998. Pode recidivar, mas não invade
nem progride.

A 1 – 2 – 3 – 4 – 5.
B 2 – 3 – 4 – 5 – 1.
C 3 – 4 – 5 – 1 – 2.
D 4 – 5 – 1 – 2 – 3.
E 5 – 1 – 2 – 3 – 4.
Texto associado
SOMOS
OS MAIORES
INIMIGOS DE
NOSSA
POSSIBILIDADE DE PENSAR

Contardo
Calligaris

Um ano atrás,
decidi seguir os conselhos de
meu filho e abri uma conta no Facebook. A
conta
é no nome da cachorra pointer que foi
minha
grande companheira nos anos 1970 e
funciona
assim: ninguém sabe que é minha conta, não
tenho amigos, não posto nada e não
converso com
ninguém. Uso o Face apenas para selecionar
um
“feed” de notícias, que são minha primeira
leitura
rápida de cada dia.
Meu plano era acordar e
verificar imediatamente
os editoriais e as chamadas dos jornais,
sites, blogs
que escolhi e, claro, percorrer a opinião
de meus
colunistas preferidos, nos EUA e na
Europa. Alguns
links eu abriria, mas sem usurpar
excessivamente
o tempo dedicado à leitura do jornal, que
acontece
depois, enquanto tomo meu café.
Tudo ótimo, no melhor dos
mundos. Até o dia
em que me dei conta do seguinte: sem que
esta
fosse minha intenção, eu tinha selecionado
só
a mídia que pensa como eu – ou quase. Meu
dia
começava excessivamente feliz, com a
sensação
de que eu vivia (até que enfim) na paz de
um
consenso universal.
Mesmo na minha
juventude, eu nunca
tinha conhecido um tamanho sentimento de
unanimidade. Naquela época, eu lia
“L’Unità” e, a
cada dia, identificava-me com o editorial.
Não havia
propriamente colunistas: a linguagem usada
no
jornal inteiro já continha e propunha uma
visão do
mundo. Ora, junto com “L’Unità” eu sempre
lia mais
um jornal – o “Corriere della Sera”, se eu
estivesse
em Milão, o “Journal de Genève”, em
Genebra, e o
“Le Monde”, em Paris. Nesses segundos
jornais,
eu verificava os fatos (não dava para
acreditar nem
mesmo no lado da gente) e assim esbarrava
nos
colunistas – em geral laicos e
independentes, sem
posições partidárias ou religiosas
definidas.
Em sua
grande maioria, eles não escreviam
para convencer o leitor: preferiam
levantar
dúvidas, inclusive neles mesmos. E era
isso que
eu apreciava.
Hoje,
os colunistas desse tipo ainda existem,
embora sejam poucos. Eles estão mais na
imprensa tradicional; na internet, duvidar
não é
uma boa ideia, porque é preciso criar e
alimentar os consensos do
“feed” do Face.
O
“feed” do Face, elogiado por muitos por
ser
uma espécie de jornal sob medida,
transformase, para cada um, numa voz
única, um jornal que
apresenta apenas uma visão, piorado por
uma falsa
sensação de pluralidade (produzida pelo
número
de links).
A gente
se queixa que a mídia estaria difundindo
uma versão única e parcial de fatos e
ideias, mas
a realidade é pior: não são os
conglomerados,
somos nós que, ao confeccionar um jornal
de
nossas notícias preferidas, criamos nosso
próprio
isolamento e vivemos nele. Como sempre
acontece,
somos nossos piores censores, os maiores
inimigos de nossa possibilidade de pensar.

De um lado, o
leitor do “feed” não se informa
para saber o que aconteceu e decidir o que
pensar,
ele se informa para fazer grupo, para
fazer parte
de um consenso. Do outro, o comentarista
escreve,
sobretudo para ser integrado nesses
consensos e
para se tornar seu porta-voz. O resultado
é uma
escrita extrema, em que os escritores
competem
por leitores tanto mais polarizados que
eles
conseguiram excluir de seu “jornal” as
notícias e as
ideias com as quais eles poderiam não
concordar:
leitores à procura de quem pensa como
eles.
Claro, que não
é um caso de ignorância completa,
mas a internet potencializa a vontade de
se perder
na opinião do grupo e de não pensar por
conta
própria. Essa vontade é a mesma que
tínhamos no
meu tempo de juventude – se não cresceu. O
que
temos, na verdade, é uma paixão pelo
consenso.
Entre
consensos opostos, obviamente, não há
diálogo nem argumentos, só ódio.
Em suma, provavelmente, o
resultado último
da informação à la carte (que a internet e
o “feed”
facilitam) será a polarização e o
tribalismo.
Eu mesmo
me surpreendo: em geral, acho
chatérrimos os profetas do apocalipse, que
estão
com medo de que o mundo se torne líquido
ou coisa
que valha. Mas, por uma vez, a
contemporaneidade
me deixa, digamos, pensativo.

Texto adaptado de:
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/conta
rdocalligaris/2016/09/1817706-somos-os-
maiores-inimigos-de-nossa-possibilidade-
de-pensar.shtml

Referente à expressão “vivia na paz de um
consenso universal”, em relação ao contexto
em que ela aparece no texto, é correto afirmar
que

A expressa o saudosismo do autor do texto ao se
referir a sua juventude, quando acompanhava
as notícias do mundo em diversos jornais,
de nacionalidades europeias diferentes e
posicionamento político e religioso indefinidos.
B expressa a sensação de paz sentida pelo
autor por ter um perfil no Facebook, mas não
divulgar seu perfil para ninguém, não ter
amigos, não postar nada e não conversar com
ninguém.
C expressa como o autor vivia, na Europa da
década de 1970, juntamente com sua grande
companheira, uma cachorra pointer a quem ele
homenageou recentemente criando um perfil no
Facebook.
D expressa como o dia do autor do texto começa
excessivamente feliz e ele se sente no melhor
dos mundos quando se dedica à leitura do jornal
enquanto toma café.
E expressa como a leitura de informações
direcionadas, no Facebook, especificamente
para o autor do texto fazia com que ele tivesse a
ilusão de que todas as mídias concordavam com
a opinião dele.
Texto associado
No que se refere à computação em nuvem (Cloud computing) e seus respectivos conceitos, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, os itens seguir.

Um ponto negativo da computação em nuvem é que seus sistemas apenas executam as ações solicitadas entre algum aparelho ligado a ela e a própria nuvem. Não há uma medição do serviço ou mesmo aperfeiçoamento deles de forma sensível e visível.

C Certo
E Errado
Órgão: Universidade Federal da Bahia Cargo: Técnico de Tecnologia da Informação - Área: Infraestrutura Prova: Instituto AOCP - UFBA - Técnico de Tecnologia da Informação - Área: Infraestrutura - 2017

Todo equipamento de proteção individual,
quando importado, deverá apresentar, em
caracteres indeléveis e bem visíveis:

A o nome comercial da empresa fabricante, o país
de origem e o número do C.A.
B o nome do importador, o nome do fabricante e o
número do CA.
C o nome do fabricante, o lote de importação e o
número do CA.
D o nome do importador, o lote de fabricação e o
número do CA.
E o nome do importador, o número de importação
e o número do CA.

A toracotomia de reanimação na sala de
emergência é a forma mais agressiva de
tentativa de manutenção de sinais vitais
em pacientes politraumatizados. Assinale a
alternativa correta sobre essa modalidade de
tratamento em pacientes pediátricos.

A Nos casos de trauma fechado, a maior taxa de
sobrevida é encontrada naqueles pacientes com
menos de 10 anos que perderam os sinais vitais
após a chegada na sala de Emergência.
B Esternotomia tem grandes vantagens quando
comparada à toracotomia anterolateral esquerda
nos traumas fechados.
C A taxa de sobrevida é equivalente a de adultos e
permanece entre 10-12% nos casos de trauma
penetrante e aproximadamente 1-2% nos
traumas.
D Em traumas abdominais, tem-se obtido bons
resultados com a oclusão endovascular por
balão (REBOA da sigla em inglês), evitando-se a
grande morbidade da toracotomia na população
pediátrica.
E Não está indicada no tratamento de crianças.
Texto associado
Atlântida

O primeiro a falar do continente perdido
da Atlântida foi o filósofo ateniense Platão
(417-347 a.C.) nos textos Timeu e Crítias. Ele
teria ouvido a história de alguém que a ouvira
do poeta Sólon (615-535 a.C.) que, por sua vez,
a ouvira dos sacerdotes da cidade egípcia de
Sais. Segundo o relato, nove mil anos antes
da época de Sólon (mais ou menos 10.000
a.C.), a Atlântida dominava toda a costa do
Mediterrâneo. A ilha-continente ficava além
dos Pilares de Hércules (que hoje conhecemos
como o Estreito de Gibraltar), era governada
por um colegiado de dez reis e tinha sido
fundada por descendentes do titã Atlas
(daí o nome). Os atlantes, muito abusados,
resolveram escravizar todos os povos do
mundo. Os deuses ficaram furiosos e fizeram
a civilização desaparecer do mapa numa série
de terremotos e inundações.

Embora a história oficial não reconheça
a existência de uma civilização avançada em
10.000 (Jericó, a comunidade humana mais
antiga do mundo, surgiu em 9.000 a.C. e nada
mais era que uma vila de agricultores cercada
por muros e barro), ideias associadas à Atlântida
aparecem na literatura paracientífica, seitas
exóticas, escolas esotéricas, organizações
secretas e teorias conspiratórias. [...]

A arqueologia, no entanto, nunca
encontrou artefato ou ruína que comprove a
existência da Atlântida. Teorias que associam
as pirâmides maias às egípcias, como prova de
uma herança cultural comum, caem por terra
quando se confrontam datas de construção
dos monumentos. As egípcias foram feitas
em 2.700 a.C. O templo de Tenochtitlan foi
terminado por volta de 1.487 d.C. É possível,
entretanto, que uma vasta conspiração da
ciência oficial esteja nos escondendo a
verdade. Vai saber.

Fonte: ARAN, Edson. Conspirações. São Paulo: Geração Editorial,
2004. p. 41-2. (adaptado).

Considerando o texto “Atlântida” como
um todo e os aspectos linguísticos
da Língua Portuguesa, julgue, como
VERDADEIRO ou FALSO, os itens a
seguir.

O último parágrafo tem, em sua primeira
linha, a expressão “no entanto”, cuja
função é gerar uma oposição entre esse
parágrafo e os anteriores. Do mesmo modo,
a conjunção “entretanto”, utilizada nesse
mesmo parágrafo, também tem a função
de estabelecer uma oposição, mas, nesse
caso, entre ideias internas ao parágrafo.

C Certo
E Errado