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ENTENDENDO DIALETOS

Clara Braga

Quem já teve a oportunidade de conviver minimamente com uma criança, sabe que o processo de aprender a falar pode render boas histórias.
As crianças, antes de desenvolverem 100% dessa habilidade, parece que criam um dialeto. E engana-se quem acha que o dialeto de todas as crianças é igual e que, se você entende o que seu sobrinho ou priminho fala, vai entender todas as crianças.
O dialeto da criança é tão complexo que, com exceção de poucas palavras que todas parecem falar de uma forma igual, só aquela criança fala aquela língua e só uma pessoa entende 100% do que está sendo dito: o ser que eu chamo de “pãe”.
“Pãe” seria a mistura do pai e da mãe, pois raramente um dos dois entende tudo o que o filho está dizendo, eles podem entender a frase toda pelo contexto, mas decifrar e compreender palavrinha por palavrinha, é um trabalho de grupo.
Às vezes pode parecer complicada essa coisa de não entender o que a criança está querendo dizer, mas confiem, em alguns momentos isso pode ser bom.
Outro dia estava em um restaurante com meu filho e, como toda criança, ele ficou um tempo sentado e depois foi explorar a redondeza. Fui acompanhando e, no caminho, encontramos uma avó que estava acompanhando a neta enquanto a mãe jantava no mesmo restaurante onde estávamos.
A senhora começou a puxar assunto com meu filho, na tentativa de aproximar a neta. Meu filho se mostrou aberto à aproximação e ia respondendo tudo que a senhora perguntava. Lá pelas tantas, quando eu já estava surpreendida com a quantidade de palavras que a senhora estava entendendo do dialeto do meu filho, ele decidiu pegar algo com a mão e mostrar para a senhora e para a pequena netinha o quão forte ele era. Foi então que a senhora soltou a frase: uau, como você é forte!
Ele respondeu com uma de suas frases prediletas, aprendida por causa de seu interesse e do vício do pai pelo universo dos heróis: Hulk esmagaaaaaa! Mas ele não disse com um ar doce, ele disse como se estivesse com raiva e de fato esmagando o que estava na sua mão, tudo isso enquanto olhava bem nos olhos na netinha da senhora.
Eu fiquei um pouco assustada e com receio do que viria depois, já dei um riso meio sem graça e estava procurando uma desculpa para aquela frase nada acolhedora. Porém, os santos do dialeto me salvaram. Quando ouviu a frase a senhora logo respondeu para meu filho: ah sim, você é forte porque come manga! Vou dar muita manga para minha netinha, assim ela fica forte como você!
Fiquei aliviada com a interpretação que ela fez da frase que, para mim, ele tinha dito com muita clareza. Muito melhor uma neta comendo muita manga do que traumatizada com um bebê que estava prestes a ficar verde e esmagar as coisas ao redor. Acho que vou optar por mostrar para ele desenhos com frases mais amigáveis, ele está indo bem no processo da fala, mas talvez algo mais dócil ajude no processo de socialização.

Disponível em:
< http://www.cronicadodia.com.br/2020/ 01/entendendo-dialetos-clara-braga.html >. Acesso em: 04 fev. 2020.

De acordo com a interpretação do texto, assinale a alternativa correta.

A O filho chama a narradora de “pãe”, pois ela é mãe solteira, ou seja, tem o papel de mãe e pai para o menino.
B Somente o pai e a mãe conseguem entender o que os filhos pequenos querem dizer.
C Não compreender exatamente o que as crianças dizem pode ser algo favorável em algumas situações.
D Quando a mãe levou o filho a um restaurante, eles encontraram a avó do menino, com a qual ele conversou bastante.
E O menino citado no texto tem dificuldades de socialização.

De acordo com a Lei nº 8.662/1993, é correto afirmar que os Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS)

A são competentes para estabelecer os sistemas de registro dos profissionais habilitados.
B possuem atribuição privativa para prestar assessoria técnico-consultiva aos organismos públicos ou privados, em matéria de Serviço Social.
C funcionam nas respectivas jurisdições, com qualidade de órgão executivo e de última instância
D funcionam como Tribunal Superior de Ética Profissional.
E são competentes para expedir carteiras profissionais de Assistentes Sociais, fixando a respectiva taxa.

Em relação aos profissionais da
tradução/interpretação de Libras, é
correto afirmar que

A um professor de surdos é apto para atuar
como profissional tradutor/intérprete de
Libras.
B pessoas que dominam a Libras são
intérpretes de Libras
C filhos de pais surdos são obrigatoriamente
intérpretes de Libras.
D tradutor/intérprete de Libras é a pessoa com
formação e aprovação em bancas
específicas, capaz de traduzir e interpretar a
língua de sinais para língua falada e vice-versa.
E pais de surdos são intérpretes de Libras.

Infeliz daquele que nunca se
teletransportou para outro mundo ou
país, ao ouvir ou ler histórias que lhe
permitissem “viajar”. A contação de
histórias na Educação Infantil traz
inúmeros benefícios. Está entre esses
benefícios, o fato de a literatura na
Educação Infantil

A visar articular o papel da equipe pedagógica
e da comunidade local no processo de
aprendizagem da criança.
B ter por tarefa ser um agente transformador
no convívio da criança.
C visar informar os pais e responsáveis sobre
quaisquer problemas que a criança esteja
enfrentando na escola.
D tender a estimular o empreendedorismo
desde a primeira infância.
E ao ser ofertada por meio de intervenções
profissionais, aprimorar o capital humano
das crianças.

A Lei nº 6766/1979 dispõe sobre o Parcelamento do Solo Urbano e dá outras Providências. Nessa Lei, consta que o parcelamento do solo urbano poderá ser feito mediante loteamento ou desmembramento. Assinale a alternativa que indica a diferença entre esses dois tipos de parcelamento.

A A diferença está no tamanho mínimo do lote permitido em cada um dos tipos de parcelamento do solo urbano.
B A diferença está na abertura de novas vias de circulação, de logradouros públicos ou prolongamento, modificação ou ampliação das vias existentes.
C A diferença está na proporção das áreas destinadas à implantação de equipamento urbano e comunitário, bem como a espaços livres de uso público.
D A diferença está no local onde é permitido que esses parcelamentos sejam feitos no solo urbano.
E A diferença está na exigência da aprovação ou não dos órgãos públicos para que esses parcelamentos sejam executados.

Os créditos adicionais são as autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento. Assinale a alternativa que apresenta somente exemplos de destinação de créditos adicionais extraordinários.

A Comoção intestina e despesas imprevistas.
B Reforço de dotação orçamentária e despesas urgentes.
C Caso de guerra e despesas sem dotação orçamentária específica.
D Calamidade pública e despesas suplementares de custeio e investimento.

Conforme preceitua a Constituição do Brasil, o Plano Plurianual, as Diretrizes Orçamentárias e os Orçamentos anuais são estabelecidos em leis de iniciativa de qual(is) poderes?

A Poder Judiciário.
B Poder Legislativo.
C Poder Executivo.
D Poderes Executivo e Legislativo.
Texto associado
ENTENDENDO DIALETOS

Clara Braga

Quem já teve a oportunidade de conviver minimamente com uma criança, sabe que o processo de aprender a falar pode render boas histórias.
As crianças, antes de desenvolverem 100% dessa habilidade, parece que criam um dialeto. E engana-se quem acha que o dialeto de todas as crianças é igual e que, se você entende o que seu sobrinho ou priminho fala, vai entender todas as crianças.
O dialeto da criança é tão complexo que, com exceção de poucas palavras que todas parecem falar de uma forma igual, só aquela criança fala aquela língua e só uma pessoa entende 100% do que está sendo dito: o ser que eu chamo de “pãe”.
“Pãe” seria a mistura do pai e da mãe, pois raramente um dos dois entende tudo o que o filho está dizendo, eles podem entender a frase toda pelo contexto, mas decifrar e compreender palavrinha por palavrinha, é um trabalho de grupo.
Às vezes pode parecer complicada essa coisa de não entender o que a criança está querendo dizer, mas confiem, em alguns momentos isso pode ser bom.
Outro dia estava em um restaurante com meu filho e, como toda criança, ele ficou um tempo sentado e depois foi explorar a redondeza. Fui acompanhando e, no caminho, encontramos uma avó que estava acompanhando a neta enquanto a mãe jantava no mesmo restaurante onde estávamos.
A senhora começou a puxar assunto com meu filho, na tentativa de aproximar a neta. Meu filho se mostrou aberto à aproximação e ia respondendo tudo que a senhora perguntava. Lá pelas tantas, quando eu já estava surpreendida com a quantidade de palavras que a senhora estava entendendo do dialeto do meu filho, ele decidiu pegar algo com a mão e mostrar para a senhora e para a pequena netinha o quão forte ele era. Foi então que a senhora soltou a frase: uau, como você é forte!
Ele respondeu com uma de suas frases prediletas, aprendida por causa de seu interesse e do vício do pai pelo universo dos heróis: Hulk esmagaaaaaa! Mas ele não disse com um ar doce, ele disse como se estivesse com raiva e de fato esmagando o que estava na sua mão, tudo isso enquanto olhava bem nos olhos na netinha da senhora.
Eu fiquei um pouco assustada e com receio do que viria depois, já dei um riso meio sem graça e estava procurando uma desculpa para aquela frase nada acolhedora. Porém, os santos do dialeto me salvaram. Quando ouviu a frase a senhora logo respondeu para meu filho: ah sim, você é forte porque come manga! Vou dar muita manga para minha netinha, assim ela fica forte como você!
Fiquei aliviada com a interpretação que ela fez da frase que, para mim, ele tinha dito com muita clareza. Muito melhor uma neta comendo muita manga do que traumatizada com um bebê que estava prestes a ficar verde e esmagar as coisas ao redor. Acho que vou optar por mostrar para ele desenhos com frases mais amigáveis, ele está indo bem no processo da fala, mas talvez algo mais dócil ajude no processo de socialização.

Disponível em:
< http://www.cronicadodia.com.br/2020/ 01/entendendo-dialetos-clara-braga.html >. Acesso em: 04 fev. 2020.

A conjunção destacada em: “Eu fiquei um pouco assustada e com receio do que viria depois, já dei um riso meio sem graça e estava procurando uma desculpa para aquela frase nada acolhedora. Porém , os santos do dialeto me salvaram.” indica que a oração seguinte apresenta

A algo contrário ao esperado para a situação.
B uma explicação para o que aconteceu anteriormente.
C uma conclusão para o fato expresso anteriormente.
D uma comparação em relação à frase anterior.
E a condição que potencializou o fato anterior.

Em conformidade com a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, foi lançado o Segundo Desafio Global para a Segurança do paciente que dirige a atenção para os fundamentos e práticas da segurança cirúrgica e tem como objetivo aumentar os padrões de qualidade almejados em serviços de saúde de qualquer lugar do mundo. Assinale a alternativa que apresenta corretamente as ações propostas por esse Segundo Desafio Global – Cirurgias Seguras Salvam Vidas.

A Higiene das mãos, administração segura de injetáveis, equipamentos seguros, procedimentos clínicos seguros.
B Administração segura de imunobiológicos, segurança da água, saneamento básico e manejo de resíduos.
C Prevenção de infecção de sítio cirúrgico, anestesia segura, equipes cirúrgicas seguras, indicadores da assistência cirúrgica.
D Medicação segura, higiene das mãos, procedimentos clínicos e cirúrgicos seguros, administração segura de injetáveis e de imunobiológicos.
E Procedimentos clínicos seguros, administração segura de injetáveis e de imunobiológicos, medicação segura.

O capítulo III do Decreto 7508/11, que trata do planejamento em saúde, afirma que o planejamento da saúde é obrigatório para os entes públicos e será indutor de políticas para a iniciativa privada. Nesse contexto, o texto aborda um instrumento que deve ser utilizado na identificação das necessidades de saúde, orientando o planejamento integrado dos entes federativos e contribuindo para o estabelecimento de metas de saúde. Esse instrumento é o

A planejamento normativo.
B plano de estratégia de desenvolvimento em saúde.
C mapa de saúde.
D genograma.
E consórcio de saúde.