Texto 14A1-I
As línguas são, de certo ponto de vista, totalmente equivalentes quanto ao que podem expressar, e o fazem com igual facilidade (embora lançando mão de recursos bem diferentes). Entretanto, dois fatores dificultam a aplicação de algumas línguas a certos assuntos: um, objetivo, a deficiência de vocabulário; outro, subjetivo, a existência de preconceitos.
É preciso saber distinguir claramente os méritos de uma língua dos méritos (culturais, científicos ou literários) daquilo que ela serve para expressar. Por exemplo, se a literatura francesa é particularmente importante, isso não quer dizer que a língua francesa seja superior às outras línguas para a expressão literária. O desenvolvimento de uma literatura é decorrência de fatores históricos independentes da estrutura da língua; a qualidade da literatura francesa diz algo dos méritos da cultura dos povos de língua francesa, não de uma imaginária vantagem literária de se utilizar o francês como veículo de expressão. Victor Hugo poderia ter sido tão importante quanto foi mesmo se falasse outra língua — desde que pertencesse a uma cultura equivalente, em grau de adiantamento, riqueza de tradição intelectual etc., à cultura francesa de seu tempo.
Igualmente, sabe-se que a maior fonte de trabalhos científicos da contemporaneidade são as instituições e os pesquisadores norte-americanos; isso fez do inglês a língua científica internacional. Todavia, se os fatores históricos que produziram a supremacia científica norte-americana se tivessem verificado, por exemplo, na Holanda, o holandês nos estaria servindo exatamente tão bem quanto o inglês o faz agora. Não há no inglês traços estruturais intrínsecos que o façam superior ao holandês como língua adequada à expressão de conceitos científicos.
Não se conhece caso em que o desenvolvimento da superioridade literária ou científica de um povo possa ser claramente atribuído à qualidade da língua desse povo. Ao contrário, as grandes literaturas e os grandes movimentos científicos surgem nas grandes nações (as mais ricas, as mais livres de restrições ao pensamento e também — ai de nós! — as mais poderosas política e militarmente). O desenvolvimento dos diversos aspectos materiais e culturais de uma nação se dá mais ou menos harmoniosamente; a ciência e a arte são também produtos da riqueza e da estabilidade de uma sociedade.
O maior perigo que correm as línguas, hoje em dia, é o de não desenvolverem vocabulário técnico e científico suficiente para acompanhar a corrida tecnológica. Se a defasagem chegar a ser muito grande, os próprios falantes acabarão optando por utilizar uma língua estrangeira ao tratarem de assuntos científicos e técnicos.
Mário A. Perini. O rock português (a melhor língua para
fazer ciência) . In : Ciência Hoje , 1994 (com adaptações).
Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto 14A1-I, julgue os itens a seguir.
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FIOCRUZ
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MACKENZIE
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CETRO
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Para o COSO, o monitoramento em um sistema de controles internos caracteriza-se por ser um
Texto associado
A inserção da conjunção mas para introduzir o trecho “não de uma imaginária vantagem literária de se utilizar o francês como veículo de expressão” (terceiro período do segundo parágrafo) manteria a correção gramatical e a coerência do texto.
A Constituição Federal de 1988 estabelece a obrigatoriedade de que a administração pública proceda de modo a não privilegiar ou prejudicar ninguém, direcionada, sempre, ao interesse público, e, embora a ação administrativa seja exercida por intermédio de seus servidores, ela é resultado tão somente da vontade estatal. De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, o atributo das redações oficiais que diz respeito ao atendimento dessa previsão constitucional é a
Texto associado
Determinada empresa apresentou, em 31 de dezembro de 2020, um patrimônio composto pelos seguintes elementos, cujo registro e cuja avaliação contábeis estão de acordo com as regras estabelecidas na legislação societária (Lei n.º 6.404/1976 e suas alterações).
elemento patrimonial
valor (R$)
caixa
20.000
duplicatas a receber
50.000
empréstimos a pagar
30.000
estoques
40.000
imóveis de uso próprio
200.000
depreciação acumulada
10.000
capital social
220.000
fornecedores
20.000
salários a pagar
50.000
reservas de lucros
10.000
depósitos em bancos
10.000
impostos a recolher
10.000
aplicações financeiras de liquidez imediata
30.000
Considerando os elementos patrimoniais apresentados nessa situação hipotética, julgue os itens a seguir.
elemento patrimonial
valor (R$)
caixa
20.000
duplicatas a receber
50.000
empréstimos a pagar
30.000
estoques
40.000
imóveis de uso próprio
200.000
depreciação acumulada
10.000
capital social
220.000
fornecedores
20.000
salários a pagar
50.000
reservas de lucros
10.000
depósitos em bancos
10.000
impostos a recolher
10.000
aplicações financeiras de liquidez imediata
30.000
Considerando os elementos patrimoniais apresentados nessa situação hipotética, julgue os itens a seguir.
Conclui-se que os imóveis de uso próprio foram avaliados pelo seu custo de aquisição, deduzido do saldo da respectiva conta de depreciação acumulada.
Considerando que a consolidação das demonstrações contábeis proporciona ao usuário informação sobre todas as empresas de um grupo econômico de maneira integrada, assinale a opção correta.
Texto associado
Acerca do controle na administração pública, julgue os itens subsequentes.
Sendo o controle externo aquele realizado por órgão que não pertence à estrutura do poder no qual o controle é realizado, é correto afirmar que o Ministério Público é um importante ator de controle externo da administração pública.
Texto associado
Os resgates marítimos são frequentes nas costas brasileiras. O método de busca por quadrado crescente é utilizado quando apenas um barco está trabalhando na operação. Partindo-se da origem do sistema de coordenadas, segue-se um padrão que se expande em quadrados concêntricos, provendo-se uma cobertura uniforme da área de busca.
Internet: (com adaptações).
O gráfico anterior ilustra, em um sistema de coordenadas cartesianas ortogonais x O y , parte da trajetória percorrida por determinado barco que realizou o método de busca por quadrado crescente descrito no texto precedente. Os dois primeiros movimentos desse barco — primeiro para o oeste e depois para o norte — têm comprimentos iguais a 1 hectômetro (hm); os dois próximos movimentos têm comprimentos iguais a 2 hm; os dois movimentos seguintes a estes têm comprimentos iguais a 3 hm; e assim sucessivamente.
Considerando as informações apresentadas, julgue os itens subsequentes, a partir dessa situação hipotética.
Internet: (com adaptações).
O gráfico anterior ilustra, em um sistema de coordenadas cartesianas ortogonais x O y , parte da trajetória percorrida por determinado barco que realizou o método de busca por quadrado crescente descrito no texto precedente. Os dois primeiros movimentos desse barco — primeiro para o oeste e depois para o norte — têm comprimentos iguais a 1 hectômetro (hm); os dois próximos movimentos têm comprimentos iguais a 2 hm; os dois movimentos seguintes a estes têm comprimentos iguais a 3 hm; e assim sucessivamente.
Considerando as informações apresentadas, julgue os itens subsequentes, a partir dessa situação hipotética.
A trajetória do barco é composta por segmentos de reta cujos comprimentos estão em progressão geométrica.
Texto associado
A figura precedente ilustra um aparelho que tem seis lâmpadas: duas azuis (A 1 e A 2 ), duas vermelhas (V 1 e V 2 ), e duas brancas (B 1 e B 2 ). Quando o aparelho é ligado, instantaneamente a lâmpada A 1 acende; após determinado tempo, A 1 apaga, depois V 1 acende; em seguida, V 1 apaga, depois B 1 acende; e assim sucessivamente, sempre obedecendo a sequência indicada na figura. O momento em que uma lâmpada acende ou apaga é indicado por T , que mede o tempo, em segundos.
Em T = 0, o aparelho será ligado, e as lâmpadas acenderão e apagarão conforme mencionado, obedecendo-se à seguinte regra: sendo T = m o momento em que uma lâmpada acende, ela ficará acesa até o momento T = m + 10 e então apagará; a próxima lâmpada acenderá no momento T = m + 20 e ficará acesa até o momento T = m + 30, quando apagará; e assim sucessivamente.
Com base nessas informações, julgue os itens seguintes.
Em T = 0, o aparelho será ligado, e as lâmpadas acenderão e apagarão conforme mencionado, obedecendo-se à seguinte regra: sendo T = m o momento em que uma lâmpada acende, ela ficará acesa até o momento T = m + 10 e então apagará; a próxima lâmpada acenderá no momento T = m + 20 e ficará acesa até o momento T = m + 30, quando apagará; e assim sucessivamente.
Com base nessas informações, julgue os itens seguintes.
No momento T = 845 segundos, todas as lâmpadas estarão apagadas.
Texto associado
Texto 5A1-II
Agradar os filhos com smartphones , tablets e videogames pode, na verdade, contribuir para a infelicidade dos adolescentes, sugere estudo liderado por Jean Twenge, professora de psicologia da Universidade Estadual de San Diego, na Califórnia. Os resultados publicados no periódico Emotions, da Associação Americana de Psicologia, mostram que jovens que passam muito tempo com os olhos fixos nas telas de aparelhos eletrônicos são menos felizes que colegas que preferem outras atividades.
“A chave para o uso de mídias digitais e a felicidade é a limitação”, comentou Jean. “Gastar no máximo não mais que duas horas por dia nessas mídias, e tentar aumentar o tempo despendido com amigos e exercícios, duas atividades relacionadas com o aumento da felicidade”.
A equipe de Twenge analisou dados de uma pesquisa longitudinal, que anualmente entrevista cerca de 50 mil estudantes com idade entre 12 e 17 anos de todos os estados norte-americanos. Os adolescentes respondem a questões sobre quanto tempo passam em smartphones , tablets e computadores e em atividades com interações sociais, além de questões sobre a felicidade como um todo.
Os resultados mostram que, em geral, adolescentes que passam mais tempo na frente de telas — jogando videogames , usando redes sociais e conversando por aplicativos de texto e vídeo — são menos felizes que aqueles que investem mais tempo em outras atividades, como praticando esportes, lendo jornais e revistas e se encontrando com amigos.
Segundo a pesquisadora, existem duas leituras possíveis. A primeira é que os jovens buscam os dispositivos eletrônicos porque estão tristes. Mas Jean aposta na segunda tese, de que o uso em excesso desses aparelhos deixa os jovens tristes. “Apesar de o estudo não demonstrar causalidade, muitos outros mostraram que o maior uso de redes sociais leva à tristeza, mas a tristeza não leva ao uso de redes sociais”, ponderou a psicóloga.
Por outro lado, a abstinência total também não leva à felicidade. Os adolescentes mais felizes passam pouco menos de uma hora diária nas redes sociais, mas, após uma hora de uso, a infelicidade aumenta de maneira consistente, acompanhando o aumento no uso de telas.
Olhando os dados históricos de grupos da mesma faixa etária desde os anos 90 do século XX, os pesquisadores descobriram que a proliferação de dispositivos eletrônicos com tela coincidiu com uma queda geral da felicidade entre os jovens. Especificamente, os índices de satisfação com a vida, autoestima e felicidade despencaram após 2012. Foi nesse ano que o percentual de norte-americanos com smartphones superou a marca de 50%.
“De longe, a maior mudança na vida dos adolescentes entre 2012 e 2016 foi o aumento na quantidade de tempo gasto em redes sociais e o consequente declínio das atividades sociais e do sono”, apontou Jean. “O advento do smartphone é a explicação mais plausível para a diminuição repentina no bem-estar psicológico dos adolescentes”.
Internet: (com adaptações).
Agradar os filhos com smartphones , tablets e videogames pode, na verdade, contribuir para a infelicidade dos adolescentes, sugere estudo liderado por Jean Twenge, professora de psicologia da Universidade Estadual de San Diego, na Califórnia. Os resultados publicados no periódico Emotions, da Associação Americana de Psicologia, mostram que jovens que passam muito tempo com os olhos fixos nas telas de aparelhos eletrônicos são menos felizes que colegas que preferem outras atividades.
“A chave para o uso de mídias digitais e a felicidade é a limitação”, comentou Jean. “Gastar no máximo não mais que duas horas por dia nessas mídias, e tentar aumentar o tempo despendido com amigos e exercícios, duas atividades relacionadas com o aumento da felicidade”.
A equipe de Twenge analisou dados de uma pesquisa longitudinal, que anualmente entrevista cerca de 50 mil estudantes com idade entre 12 e 17 anos de todos os estados norte-americanos. Os adolescentes respondem a questões sobre quanto tempo passam em smartphones , tablets e computadores e em atividades com interações sociais, além de questões sobre a felicidade como um todo.
Os resultados mostram que, em geral, adolescentes que passam mais tempo na frente de telas — jogando videogames , usando redes sociais e conversando por aplicativos de texto e vídeo — são menos felizes que aqueles que investem mais tempo em outras atividades, como praticando esportes, lendo jornais e revistas e se encontrando com amigos.
Segundo a pesquisadora, existem duas leituras possíveis. A primeira é que os jovens buscam os dispositivos eletrônicos porque estão tristes. Mas Jean aposta na segunda tese, de que o uso em excesso desses aparelhos deixa os jovens tristes. “Apesar de o estudo não demonstrar causalidade, muitos outros mostraram que o maior uso de redes sociais leva à tristeza, mas a tristeza não leva ao uso de redes sociais”, ponderou a psicóloga.
Por outro lado, a abstinência total também não leva à felicidade. Os adolescentes mais felizes passam pouco menos de uma hora diária nas redes sociais, mas, após uma hora de uso, a infelicidade aumenta de maneira consistente, acompanhando o aumento no uso de telas.
Olhando os dados históricos de grupos da mesma faixa etária desde os anos 90 do século XX, os pesquisadores descobriram que a proliferação de dispositivos eletrônicos com tela coincidiu com uma queda geral da felicidade entre os jovens. Especificamente, os índices de satisfação com a vida, autoestima e felicidade despencaram após 2012. Foi nesse ano que o percentual de norte-americanos com smartphones superou a marca de 50%.
“De longe, a maior mudança na vida dos adolescentes entre 2012 e 2016 foi o aumento na quantidade de tempo gasto em redes sociais e o consequente declínio das atividades sociais e do sono”, apontou Jean. “O advento do smartphone é a explicação mais plausível para a diminuição repentina no bem-estar psicológico dos adolescentes”.
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