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Mulher de 26 anos, sem comorbidades conhecidas, apresenta quadro de longa data de fraqueza, adinamia e cãibras nos braços e pernas. Nega etilismo, tabagismo ou uso de qualquer medicação. PA: 112 x 76 mmHg; o restante do exame físico não é contributivo. Exames séricos: sódio: 135 mEq/L; potássio: 2,9 mEq/L; cálcio iônico normal; fósforo: 2,7 mg/dL (normal: 2,3 a 4,6); magnésio: 1,3 mg/dL (normal: 1,6 a 2,6); bicarbonato: 30 mEq/L (normal: 22 a 26). A atividade de renina plasmática é alta e a excreção urinária de cloro é normal. Com esses dados descritos, a principal hipótese diagnóstica é

A síndrome de Liddle.
B hiperaldosteronismo primário.
C síndrome de Gitelman.
D síndrome de Bartter.
E acidose tubular renal tipo 2.

Criança de 4 meses de idade é avaliada devido a choro constante e má alimentação. Ela é alimentada por mamadeira com fórmula infantil. Sua mãe reclama que ela está achando muito difícil lidar com isso, tendo acessos de choro, e refere ter outro filho de 20 meses que, recentemente, foi encaminhado ao fonoaudiólogo por causa de atraso na linguagem. Na consulta de hoje, a criança apresenta desenvolvimento, crescimento e exame físico normais. A causa mais provável dos achados descritos é

A síndrome de Prader-Willi.
B alergia a proteína do leite de vaca.
C refluxo gastroesofágico.
D depressão/estresse pós-parto materno.
E doença genética herdada.

Mulher de 56 anos com histórico de câncer de mama tratado com mastectomia seguida de inibidor de aromatase (anastrozol). Os exames complementares, incluindo hemograma completo, função renal, perfil ósseo, níveis de 25-hidroxivitamina D e teste de função tireoidiana, estão dentro da faixa normal. A densitometria óssea evidencia escore T de – 2,8 no colo do fêmur. A abordagem mais apropriada no tratamento dessa paciente é

A suplementos de cálcio e vitamina D.
B observação e consulta anual.
C denosumabe.
D raloxifeno.
E bisfosfonatos.

Os estados fisiológicos e as manobras dinâmicas alteram as características dos sopros cardíacos. Nesse aspecto, assinale a afirmação verdadeira.

A O sopro da regurgitação aórtica aguda geralmente pode ser ouvido durante a diástole.
B O sopro da estenose aórtica, mas não da regurgitação mitral, torna-se mais intenso durante o batimento após uma contração ventricular prematura.
C O ruído diastólico da estenose mitral torna-se mais proeminente durante a fase de tensão de uma manobra de Valsalva.
D Na regurgitação mitral aguda, a pressão atrial esquerda aumenta dramaticamente, de modo que o sopro é ouvido apenas durante o final da sístole.
E Levantar-se de uma posição agachada para uma posição em pé faz com que o sopro do prolapso da válvula mitral comece mais tarde na sístole.

Mulher de 18 anos, previamente hígida, sem comorbidades, é avaliada ao fim de treino escolar extenuante. Logo após a atividade física, enquanto estava sentada, ela evolui com mal-estar, tontura, sudorese e náuseas. Imediatamente, ela perde a consciência, cai para a frente e apresenta movimentos rápidos e bruscos de seus braços e pernas. A consciência é retomada rapidamente. Inicialmente, parecia confusa, mas foi capaz de responder às perguntas de forma adequada. Apresentou alguma incontinência urinária durante o episódio, mas nenhum trauma na língua. Ela voltou ao seu estado mental basal alguns minutos após o episódio. A principal hipótese diagnóstica é

A síncope convulsiva.
B crise parcial complexa.
C crise generalizada.
D crise de ausência.
E hemorragia subaracnóidea iminente.

Mulher de 35 anos com cardiomiopatia periparto (fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 25%) e cardioversor-desfibrilador implantável de dupla câmara é avaliada em consulta de retorno. Ela é capaz de realizar a maior parte de suas atividades diárias sem limitação, mas fica com falta de ar ao subir um lance de escadas. Atualmente, está em uso de metoprolol (50 mg/dia), sacubitril/ valsartan (49/51 mg, 2x/dia), furosemida (40 mg/dia), espironolactona (25 mg/dia) e empagliflozina (10 mg/dia). Glicemia capilar: 98 mg/dL. Exame físico: frequência cardíaca: 85 bpm; pressão arterial: 110 x 70 mmHg; ausculta pulmonar limpa; não há edema periférico. O ECG mostra ritmo sinusal com bloqueio de ramo direito e duração do QRS de 120 milissegundos. O NT-pró-BNP é de 1500 pg/mL. Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa correta que indica o próximo passo mais apropriado no tratamento da insuficiência cardíaca.

A Adicionar ivabradina.
B Dobrar a dose da espironolactona.
C Trocar a furosemida por hidroclorotiazida.
D Dobrar a dose do metoprolol.
E Trocar o metoprolol por carvedilol.

Homem de 59 anos, com câncer de pulmão de células não pequenas, fez quimioterapia recente com cisplatina e etoposide. O paciente relata, em consulta de retorno, que iniciou quadro de queimação intensa nos pés que dificultam o sono à noite. Ele nega dor semelhante nas mãos, lombalgia, parestesias, incontinência urinária ou intestinal. O exame físico é notável para sensibilidade diminuída em região distal dos membros inferiores, bilateralmente. Hemograma, glicemia, função renal, eletrólitos, bilirrubina e desidrogenase lática são normais. O melhor passo inicial no manuseio desse paciente é

A prescrever duloxetina.
B indicar estimulação elétrica nervosa transcutânea.
C iniciar oxicodona.
D solicitar níveis séricos de vitamina B12.
E solicitar ressonância magnética de coluna.

Mulher de 42 anos é avaliada após achado incidental em ultrassom abdominal realizado por suspeita de cistos ovarianos. O exame mostra três pequenos cálculos biliares, vesícula de paredes finas com ductos biliares intra e extra-hepáticos normais. Ela não tem febre, calafrios ou dor. Relata ingestão moderada de álcool, mas nega tabagismo ou quaisquer outros problemas médicos. Exames séricos: albumina: 3,9 g/L; bilirrubina total: 1,0 mg/dL; alanina aminotransferase: 42 U/L; aspartato aminotransferase: 32 U/L; fosfatase alcalina: 74 U/L; hemograma, glicemia e função renal são normais. Em relação ao prognóstico nos próximos 10 anos, é correto afirmar:

A a síndrome de Mirizzi ocorre em cerca de 50%.
B a colecistectomia é indicada para prevenir o desenvolvimento de litíase biliar sintomática.
C a chance de desenvolver pancreatite, colecistite ou obstrução biliar é menor que 1%.
D mais de 90% de chance de permanecer assintomática.
E a chance de desenvolver cólica biliar é de cerca de 20%.

Homem de 54 anos com história de hipertensão e hipercolesterolemia é submetido a teste de esforço em esteira, usando o protocolo padrão de Bruce. O exame é interrompido aos 11 minutos por causa da fadiga, atingindo frequência cardíaca máxima de 152 bpm e PA sistólica máxima de 198 mmHg. A PA diastólica diminui em 5 mmHg durante o exame. Na fase de recuperação, a PA sistólica diminui para 15 mmHg abaixo da pressão pré-exercício. Não há alterações isquêmicas no ECG durante ou após o exercício. Nessa circunstância, é correto afirmar:

A a redução da PA sistólica pós-exercício é sugestiva de doença arterial coronariana grave.
B o resultado é consistente com um baixo risco prognóstico de um evento coronariano.
C o exame não é diagnóstico de isquemia miocárdica já que a frequência cardíaca de pico é adequada.
D a mudança na PA diastólica durante o teste é indicativa de doença arterial coronariana significativa.
E o pico de PA sistólica durante o exame excede o normalmente observado.