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Acerca das características qualitativas da informação incluídas nos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPG), a NBC TSP Estrutura Conceitual determina que

A a característica qualitativa da Verificabilidade é caracterizada por avaliar se a omissão ou distorção de informações pode influenciar os objetivos de elaboração dos RCPG ou as decisões tomadas pelos usuários desses relatórios.
B a materialidade, a comparabilidade, a tempestividade e o custo-benefício são restrições acerca da informação incluída nos RCPG, servindo para avaliar em que medida os produtores das informações devem privilegiar uma ou outra característica qualitativa.
C elas possuem uma relação hierárquica, sendo divididas em características qualitativas fundamentais (Relevância e Representação Fidedigna) e de melhoria (Comparabilidade, Verificabilidade, Tempestividade e Compreensibilidade).
D pode haver variação no grau que as características qualitativas podem ser alcançadas, dependendo do nível de incerteza e de avaliação subjetiva envolvido na compilação das informações financeiras e não financeiras.
E a característica qualitativa da Relevância requer que a informação incluída seja completa, neutra e livre de erro material do fenômeno que pretende representar.
Órgão: Tribunal Regional Federal da 4ª Região Cargo: Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Contabilidade Prova: FCC - TRF 4 - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Contabilidade - 2025
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 5, baseie-se no texto abaixo.

Compreensão do tempo histórico

Quando cada instante do tempo que vivemos está vazio, ele não pode ser estimulado por uma expectativa promissora, por uma esperança. No entanto, se ele está sobrecarregado a ponto de explodir, fervilhando com o peso de todos os momentos anteriores, ele não dispõe de capacidade de provisão necessária para se abrir positivamente. Existe uma tensão entre a antecipação e a realização, entre o vazio do momento atual e a expectativa de que a qualquer momento ele será preenchido satisfatoriamente.
Para quem só se alimenta da ideia do progresso, todos os momentos são desvalorizados pelo fato de que cada um deles não passa de um degrau para o seguinte, o presente sendo uma prancha que desembarca no futuro. Cada átimo de tempo é depreciado em relação a uma infinidade de átimos que ainda virão, numa espécie de visão do progresso eterno.
A perspectiva de eternidade progressiva priva a história humana de seu caráter dramático, nela não se consegue perceber que não são os sonhos de que seus netos sejam livres que estimulam os homens e as mulheres a se revoltar, mas as lembranças de seus antepassados oprimidos. É o passado que nos fornece os recursos para ter esperança, e não simplesmente a possibilidade teórica de um futuro um pouco mais gratificante. É assim que o filósofo alemão Ernst Bloch pode falar do "futuro ainda não cumprido no passado".
Devemos nos esforçar, portanto, para manter o passado inacabado, recusando-nos a aceitar sua aparência de encerramento como palavra final, abrindo-o novamente ao reescrever sua fatalidade aparente sob o signo da liberdade crítica.

(Adaptado de EAGLETON, Terry. Esperança sem otimismo. Trad. Fernando Santos, São Paulo: Editora Unesp, 2023, p. 49-50)

De acordo com a tese defendida pelo autor ao longo do texto, o passado

A constitui um tempo cuja extinção histórica deve servir como alerta para que épocas futuras não tenham o mesmo destino.
B deve ser compreendido como um momento cuja superação depende da linha progressista em que o concebemos.
C é um tempo estimulante na medida em que nos abasteça de recursos capazes de mobilizar nossa esperança.
D pode nos mobilizar positivamente quando somos capazes de tomá-lo como inspiração para a escalada do progresso.
E requer que seja imobilizado em sua verdade própria para servir como exemplo para os nossos passos futuros.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 7, baseie-se no texto abaixo.

Perigo da Inteligência Artificial (IA) não vem dos robôs, mas de nós

Em seu livro mais recente, "The Al Mirror" ("O espelho da IA"), a filósofa americana Shannon Vallor sustenta que o perigo oferecido pela inteligência artificial é muito diferente do que se costuma imaginar. O "risco existencial" para nossa espécie não viria da progressiva substituição de gente por máquinas, geradora de desemprego e, no limite, de nossa extinção. O perigo estaria em nós mesmos, em nosso enamoramento pela imagem que a IA reflete, como o de Narciso em seu lago.
Especialista em ética da tecnologia, a autora acredita que, se não abrirmos o olho, veremos "os poderes e virtudes mais vigorosos da espécie - nossa capacidade de pensamento criativo, ambição moral, imaginação política e, acima de tudo, sabedoria serem afogados no espelho da lA". Afogados porque rendidos, entregues de graça ou em troca de miçangas coloridas. Terceirizados, por narcisismo e preguiça, a algoritmos que se baseiam no que decidimos no passado para decidir em nosso nome no futuro. Decidir tudo: escolher gente para vagas de emprego, prender gente com base em reconhecimento facial, dosar fluxos de socorro humanitário para populações flageladas, resumir um grosso relatório em meia página.
Mas qual seria o problema disso tudo, ferramentas que podem ser tão úteis na solução de problemas? Segundo a autora, o risco é nada menos que a estagnação da espécie. Junto com o poder de decidir, estamos abrindo mão do domínio dos próprios meios para a tomada de decisões: escrever, fazer contas, projetar, raciocinar, escolher.
Todas as tecnologias sempre desafiaram moralmente os seres humanos, levando-os a conceber novos valores e formas de viver em sociedade. A seta sempre apontou para o futuro - até agora. "Precisamos abraçar, renovar e aprofundar esse aprendizado moral", prega a autora, "porque a IA representa uma forte tentação de esquecê-lo, aceitando em seu lugar um reflexo pálido e estático daquilo que um dia soubemos a nosso respeito. Estamos diante de crises planetárias e civilizacionais que a humanidade nunca enfrentou antes. Você planejaria sua escalada de uma montanha perigosa e desconhecida olhando pelo espelho, para aquilo que ficou para trás?"

(Adaptado de: RODRIGUES, Sérgio. Folha de S.Paulo . 02/04/2025)

Há no texto tanto o uso de conceitos como o de linguagem figurada , tal como ocorre, respectivamente, nas expressões

A estagnação da espécie / escalada de uma montanha perigosa (3/4º parágrafos).
B crises planetárias e civilizacionais / aprofundar esse aprendizado moral (4º parágrafo).
C enamoramento pela imagem / reflete como o de Narciso em seu lago (1ª parágrafo).
D nossa capacidade de pensamento criativo / ambição moral (2º parágrafo).
E em troca de miçangas coloridas / Afogados porque rendidos (2º parágrafo).
Órgão: Secretaria da Fazenda do Estado do Piauí Cargo: Analista do Tesouro Estadual - Área: Tecnologia da Informação Prova: FCC - SEFAZ PI - Analista do Tesouro Estadual - Área: Tecnologia da Informação - 2025

No contexto de Identity and Access Management (IAM) em ambientes de nuvem, a Autorização refere-se ao processo que determina quais recursos um usuário pode acessar e sob quais condições. Um dos modelos mais utilizados para gerenciar permissões em serviços de nuvem, atribui direitos de acesso com base nas funções desempenhadas pelos usuários dentro da organização. Esse modelo é conhecido como:

A Task-Based Access Control (TBAC).
B Feature-Based Access Control (FBAC).
C Mission-Based Access Control (MBAC).
D Role-Based Access Control (RBAC).
E Position-Based Access Control (PBAC).
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região Cargo: Técnico Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Tecnologia da Informação Prova: FCC - TRT 1 - Técnico Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Tecnologia da Informação - 2025

Consoante disciplina da Lei nº 12.846/2013, que dispõe sobre a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos lesivos contra a Administração Pública, nacional ou estrangeira, a configuração de atos dessa natureza

A aciona a possibilidade de imposição de sanção pecuniária, alternativamente à reparação integral do dano causado.
B não exime os dirigentes ou administradores de responsabilidade pessoal, mediante comprovação de culpa ou dolo.
C impõe a reparação do dano causado e, nos casos de cumulação com a sanção de multa, exclui a possibilidade de responsabilização dos dirigentes ou administradores da pessoa jurídica.
D depende da comprovação de dolo específico de seus dirigentes ou administradores, que também ficarão sujeitos à responsabilidade, em âmbito próprio.
E fica obstada diante de alienação do controle societário ou de incorporação, passando a responsabilização a pessoa jurídica adquirente ou incorporadora.
Órgão: Secretaria da Fazenda do Estado do Piauí Cargo: Analista do Tesouro Estadual - Área: Tecnologia da Informação Prova: FCC - SEFAZ PI - Analista do Tesouro Estadual - Área: Tecnologia da Informação - 2025
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 5, baseie-se no texto seguinte.

O estranho ofício de escrever

Éramos três condenados a escrever uma crônica diária em jornal: Rubem Braga no Diário de Notícias , Paulo Mendes Campos no Diário Carioca e eu no O Jornal . Um dia, numa hora de aperto, o Rubem perdeu a cerimônia: - Será que você não teria aí uma crônica pequeninha para me emprestar? Procurei uma e lhe cedi uma que talvez servisse.
Tempos depois chegou a minha vez, e perguntei ao Rubem se não tinha uma crônica usada para servir este seu amigo. Pois não é que ele me passou a crônica que eu lhe havia cedido? Sou pobre, mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos.
De toda crônica que publiquei na vida, houve sempre um leitor para achar que era a melhor e outro a pior que já escrevi. Nunca me esqueci do dia em que o Carlos Castello Branco me disse: — Eu, se fosse você, parava um pouco. Essa sua última crônica estava de amargar.
Parei dois anos por causa disso.
Quando recomecei, vez por outra recauchutava um escrito antigo, à falta de coisa melhor. Até que chegou o dia em que no meu estoque não restava senão uma, jamais republicada - justamente aquela que o Castellinho havia estigmatizado com seu implacável juízo crítico. Pois não é que veio ele me dizer, efusivo, a propósito da mesmíssima crônica: — É das melhores coisas que você já escreveu.
Havia-se esquecido, o mandrião. E por causa dele eu passara dois anos no estaleiro.
Quando lhe acusei a contradição, ele não se perturbou: - Agora achei boa. Ou a crônica melhorou, ou eu é que piorei.
(Adaptado de: MASSI, Augusto (org.) SABINO, Fernando. Os sabiás da crônica. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 151-152)

Fernando Sabino problematiza nesta crônica a recepção dos leitores e a questão do sempre discutível gosto literário , tal como se pode depreender deste enunciado:

A recauchutava um escrito antigo, à falta de coisa melhor (5º parágrafo).
B havia estigmatizado com seu implacável juízo crítico (5º parágrafo).
C condenados a escrever uma crônica diária em jornal (1º parágrafo).
D perguntei ao Rubem se não tinha uma crônica usada (2º parágrafo).
E Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos (2º parágrafo).
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 8 a 12, baseie-se no texto abaixo.

Palavras em agonia

No avião, ouço a voz da comissária: “Senhores passageiros, estamos próximos à decolagem.” Oba! Finalmente vou descobrir onde fica a decolagem. Deve ser um lugar, porque, segundo a moça, estamos próximos dela. Já reparei que, ao levantar voo no Santos Dumont para São Paulo, o avião rola de mansinho pela pista, acelera e, quando passa pela Escola Naval, decola. Se a decolagem é um lugar, significa que esse lugar é ali, diante da antiga ilha onde, em 1555, Vilegagnon tentou construir a França Antártica. Isso justificaria a frase “Estamos próximos à decolagem". Mas, e se a decolagem não for um lugar, e sim uma ação? Mais correto, então, seria dizer “Dentro de instantes iremos decolar”. Ou “Estamos perto de decolar”. Isso obrigaria, no entanto, ao uso de uma palavra que está se despedindo da língua, como se seu significado tivesse se exaurido. A palavra é “perto” As pessoas agora dizem “Estou próximo de sair, não “perto de sair, “Estou próximo de conseguir emprego”, não “perto de conseguir emprego”. “Perto” não é a única palavra em agonia entre nós. Há muitas mais, substituídas por outras que se instalaram e ganharam a preferência nacional. Exemplos. Ninguém mais coloca algo em lugar nenhum — “posiciona”. Ninguém termina mais nada — “finaliza”. Ninguém mais tem resistência física ou emocional — é resiliente”. Ninguém mais completa ou enriquece um texto — “atualiza”.

(CASTRO, Ruy. Folha de S.Paulo , 26 de dezembro de 2024)

A palavra resiliente” no texto exemplifica:

A A necessidade de atualização do vocabulário para expressar novas realidades sociais.
B Uma imposição econômica e social da linguagem em diferentes contextos.
C Uma substituição de palavras tradicionais por outras que carregam conotações formais e técnicas.
D O empobrecimento da língua causado pela exclusão de palavras com significados específicos.
E A resistência das pessoas a mudanças no vocabulário cotidiano.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 8 a 15, considere o texto a seguir.

Como arquiteto e paisagista, pertenço ao grupo de estudiosos que adota o ponto de vista do ordenador, que difere do planejador, embora ambos façam parte de um mesmo processo. O enfoque do ordenador resume-se na tentativa de avaliação da cidade como uma estrutura global do meio ambiente e não somente como uma série de elementos que fortuitamente se interligaram. É possível, por exemplo, avaliar a cidade em termos de experiência pela qual passam todas as pessoas que nela vivem. Primeiro, constroem as ruas, implantam a infraestrutura, depois os prédios e, se sobrar espaço, colocam uma ou duas árvores ou um chafariz. Em torno disso, pessoas e automóveis.
Outra forma de avaliação da cidade seria através da relação entre quatro elementos: edifícios, espaço para veículos, espaço para pedestres e elementos naturais. Estamos tão acostumados a viver rodeados por edifícios e automóveis que não nos ocorre a possibilidade de questionar se eles estão fora de proporção. O espaço para pedestres é o que sobrou do espaço destinado aos automóveis. Caminhamos contornando as calçadas, ao longo das ruas ou através de estacionamentos, se o automóvel nos der passagem. Nas cidades, especialmente no centro, a vegetação constitui apenas um elemento decorativo. Se as plantas fossem de plástico, não faria diferença nenhuma, já que não tem nenhuma função específica.
Na arquitetura, uma extensa série de argumentos históricos demonstram que as árvores não são necessárias à ordenação urbana. Um dos sempre repetidos é que a praça São Marcos, em Veneza, não tem árvores. Mas esse é um tipo de argumento evasivo, pois não explica como foi construída a praça São Marcos.
É preciso não esquecer que uma árvore tem funções comparáveis as de um prédio. Ela molda o espaço, dá abrigo, modera o clima e estabelece relacionamento entre nós e os espaços mais amplos que nos rodeiam. Como um dos principais elementos do melo ambiente, não é apenas uma peça decorativa, colocada defronte a um edifício: ordena o espaço da mesma maneira que a arquitetura molda o espaço.
Além das árvores e outros elementos que compõem o conjunto urbano, é igualmente importante considerar o tipo de relação que existe entre edifícios, veículos, pedestres e elementos naturais. Tomemos o caso de São Paulo. Sobrevoando a cidade de helicóptero, o panorama é espantoso. Por que um povo inteligente construiria edifícios de vinte andares, com fachadas cheias de janelas, afastadas a cada quatro ou cinco metros, através das quais os moradores só podem se ver uns aos outros?

(Adaptado de: ECKBO. Garret. O Paisagismo nas Grandes Metrópoles. São Paulo: Ateliê, 2008, pp. 39-42)

O texto de Garre! Eckbo é uma condensação de palestras proferidas a convite da Secretaria dos Negócios Metropolitanos, em São Paulo. Nele,

A ao comparar os papéis desempenhados pela árvore e pelo edifício, respectivamente incidental e estrutural, sanciona, em sua avaliação, o planejamento de centros urbanos como São Paulo, tendo em vista a cidade enquanto uma estrutura global.
B procura, mediante duas perspectivas distintas, mas convergentes em seu resultado, hierarquizar, por níveis de relevância, os elementos do conjunto urbano - edifícios, veículos, pedestres e elementos naturais.
C enquanto versa a respeito de modos de avaliação da estrutura urbana de uma cidade, deixa entrever seu ponto de vista acerca do papel estruturante que a natureza deve desempenhar nesse contexto.
D alinha sua perspectiva sobre o paisagismo urbano à realidade da cidade de São Paulo, como se pode ver ao final dos dois primeiros parágrafos., mediante o recurso ao exemplo paradigmático da praça de São Marcos. em Veneza.
E buscando definir duas diferentes formas de avaliar uma tessitura urbana, faz uso de exemplos diametralmente opostos para sua perspectiva, quais sejam, as cidades de Veneza e São Paulo.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 6 a 10, baseie-se no texto seguinte.

Usos da tecnologia

O uso da tecnologia em geral e dos dispositivos digitais em particular adquiriu importância social e passou a ressignificar a vida das pessoas, no que tange à corrente de informações, aos vários níveis de comunicação, ao consumo e à educação. Com a pandemia do novo coronavírus, em 2020, o que vinha acontecendo gradativamente acabou sendo acelerado com o uso mais intenso da tecnologia, como nos casos do ensino a distância e do trabalho remoto.
O que já era uma tendência do mercado passou a fazer parte da rotina das pessoas. Grande parte da sociedade passou a vi- ver imersa em diversos recursos tecnológicos: mensagens instantâneas, aulas virtuais, áudios e vídeos compartilhados. São operações que nos aproximam e que solucionam problemas emergentes, mas que também requerem cuidado e prudência em sua utilização.
A integração crescente da tecnologia no nosso cotidiano pode impactar a saúde das pessoas de diversas maneiras, o uso excessivo de dispositivos digitais tornou-se de tal modo uma constante que passou a representar um sério risco para a saúde dos jovens, em boa parte sedentários e com distúrbios do sono, e do equilíbrio mental de toda pessoa que se entrega ao regime cativante das imagens, afastando-se cada vez mais dos componentes do mundo real. Além disso, a conectividade exagerada pode contribuir para intensificar a ansiedade e a frustração de expectativas entre os usuários renitentes da tecnologia. Ferramentas úteis e necessárias, quando mal utilizadas, podem tornar-se letais para quem delas faz uso indiscriminado.

(Adaptado de: Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV). Disponível em: https://abqv.org.br/uso-de-teconologia)

Expressões como acabou sendo acelerado (1º parágrafo), passou a fazer parte da rotina (2º parágrafo) e i ntegração crescente da tecnologia (2º parágrafo) acentuam

A uma salutar moderação no uso potencial da tecnologia.
B a oportunidade de boa utilização das novas ferramentas.
C a dinâmica progressiva do emprego das tecnologias.
D as consequências geradas pela busca de digitalização.
E o progressivo estreitamento das relações pessoais.
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região Cargo: Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Tecnologia da Informação Prova: FCC - TRT 6 - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Tecnologia da Informação - 2025
Texto associado
Atenção : Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 7.
Em O fim da teoria , Chris Anderson afirma que quantidades inimagináveis de dados (o Big Data ) tornariam as teorias completamente obsoletas: "Hoje, empresas que cresceram em uma era de dados massivamente abundantes não precisam se contentar com modelos errados. Na verdade, elas não precisam mais se contentar com modelos”. A psicologia ou sociologia orientada por dados torna possível prever e controlar com precisão o comportamento humano. As teorias estão sendo substituídas por dados diretos.
O Big Data , na verdade, não explica nada. Apenas revela correlações entre as coisas. Mas as correlações são a forma mais primitiva de conhecimento. Nada é compreendido nas correlações. O Big Data não é capaz de explicar por que as coisas se comportam da maneira como se comportam. Não são estabelecidas conexões causais nem conceituais.
A teoria como narração cria uma ordem de coisas, relacionando-as umas com as outras e explicando por que elas se comportam da maneira como se comportam. Em contraste com o Big Data , ela nos oferece a forma mais elevada de conhecimento, qual seja, a compreensão. O Big Data , por outro lado, é totalmente aberto.
A teoria na forma de desfecho prende as coisas em uma estrutura conceitual e as toma, com isso, apreensíveis. O fim da teoria significa, em última instância, dizer adeus ao conceito como espírito. A inteligência artificial funciona muito bem sem o conceito. Inteligência não é espirito. Somente o espírito é capaz de uma nova ordem das coisas, de uma nova narração. A inteligência calcula. O espírito, todavia, narra. Em um mundo saturado de dados e informações, a capacidade de narrar se atrofia. Com isso, a construção de teorias se torna algo mais raro, até mesmo arriscado.
A inteligência artificial não pode pensar porque não pode se apaixonar, porque não é capaz de uma narração apaixonada. Os diálogos de Platão já deixam claro que a filosofia é uma narração. A filosofia como ciência renega seu caráter narrativo originário. Ela se priva de sua linguagem. Emudece. Assim, a atual crise da narração também está se apoderando da filosofia e lhe pondo um fim. No instante em que a filosofia reivindica ser uma ciência, ser uma ciência exata, seu declínio começa.
(HAN, Byung-Chul. A crise da narração. Trad. Daniel Guilhermino. Petrópolis: Editora Vozes. edição digital, 2023)

A teoria na forma de desfecho prende as coisas em uma estrutura conceitual e as torna, com isso, apreensíveis .
Considerado o contexto, a palavra sublinhada aproxima-se, pelo sentido, de:

A consecutivas.
B inalcançáveis.
C desconectadas.
D assimiláveis.
E imperceptíveis.
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região Cargo: Técnico Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Tecnologia da Informação Prova: FCC - TRT 15 - Técnico Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Tecnologia da Informação - 2025