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Nas Teses sobre o conceito de história, Walter Benjamin critica a visão tradicional e propõe um novo formato para compreender a história. Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa correta.

A De acordo com Benjamin, a história deve ser compreendida como uma sucessão linear e progressista de acontecimentos, sendo orientada pela ideia de progresso contínuo da humanidade.
B A tarefa do historiador, segundo o autor, consiste em recuperar o passado com uma totalidade estável, independentemente de conflitos e tensões do presente histórico.
C O historiador materialista deve, de modo claro, identificar-se com os vencedores, ou seja, aqueles que representaram o progresso histórico acumulado ao longo do tempo.
D O papel fundamental da história é destacar e privilegiar os grandes acontecimentos, bem como os personagens, pois são eles que determinam o processo histórico.
E Segundo Walter Benjamin, o historiador deve apreender o passado em momentos de perigo, rompendo com a narrativa dos vencedores e buscando apresentar as experiências dos vencidos.

O ideal do ser humano, para os gregos, passa a ser a figura do bom cidadão, ou seja, aquele que sabe atuar em sociedade e preocupa-se com o bem comum. Nesse contexto, acerca do papel dos sofistas, assinale a alternativa correta.

A O termo “sofista” deriva da palavra sophía , que quer dizer sabedoria em grego. Muitos filósofos acreditavam que a essência do sofista era compreender a verdade e espalhá-la; em razão disso, eles são conhecidos como inventores da verdade.
B Os sofistas constituíam uma escola filosófica homogênea, tendo como representantes Protágoras de Abdera e Górgias de Leontini. Nessa escola, eles possuíam doutrina única e sistemática, voltada à investigação da natureza ( physis ) como princípio universal.
C Os sofistas defendiam a existência de verdades absolutas e universais, sendo contrários ao relativismo e à valorização das opiniões individuais.
D Górgias, um dos sofistas com quem Sócrates discute, defende que a realidade é alheia ao discurso; por esse motivo, restaria ao discurso apenas o papel de convencer os outros sobre a verdade absoluta alcançada, sendo, por isso, necessário dominar a retórica.
E Os sofistas foram imprescindíveis para o florescimento cultural grego, popularizando os debates intelectuais. Com os sofistas, surge o filósofo público, que, em vez de meditar sozinho, discute entre outros cidadãos e interessados.

John Locke desempenhou um importante papel durante o processo de ascensão da burguesia europeia: o de legitimar a participação política e o poder burguês face ao regime monárquico. Essa legitimação tem como fundamento uma concepção de direito natural, que inclui os direitos à vida, à liberdade e aos bens necessários para a conservação de ambas, ou seja, o direito à propriedade privada. Para Locke, a apropriação privada está amparada pelo(a)

A intervenção divina.
B trabalho.
C contrato social.
D natureza.
E poder coercitivo.

Jean-Jacques Rousseau teve grande influência sobre o pensamento político liberal do século XVIII e sobre o pensamento socialista do século XIX. Sua crítica à desigualdade social comporta uma análise antropológica que conclui pela bondade humana natural. Em suas reflexões, Rousseau aponta que

A a indústria e a agricultura têm a função de aprimorar a humanidade coletivamente.
B não há qualquer injustiça na divisão social do trabalho, já que todos nascem iguais.
C os progressos alcançados pelas sociedades humanas são, na verdade, sua deterioração.
D o estado de natureza deve ser superado por uma sociedade governada aristocraticamente.
E a propriedade privada introduziu paz social onde antes havia conflito por terras.

Danilo Marcondes, em seu livro Iniciação à história da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein , analisa a raiz do liberalismo moderno e da noção de Estado. A partir da filosofia de Locke, o autor afirma: “A sociedade resulta de uma reunião de indivíduos, visando garantir suas vidas, (...) e sua propriedade, ou seja, aquilo que pertence a cada um. É em nome dos direitos naturais do homem que o contrato social entre os indivíduos que cria a sociedade é realizado, e o governo deve portanto comprometer-se com a preservação destes direitos”. Segundo Marcondes, os direitos naturais humanos, para Locke, consistem em

A fraternidade e bem comum.
B soberania e vontade geral.
C virtude e harmonia cívica.
D fé e salvação individual.
E liberdade e igualdade.

Ao analisar o tópico do trabalho, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, em seu livro Filosofando: introdução à Filosofia , afirmam: “Marx nega que a nova ordem econômica do capitalismo fosse capaz de possibilitar a igualdade entre as partes, porque o trabalhador perde mais do que ganha, já que produz para outro: a posse do produto lhe escapa. (...) Não escolhe o salário (...), não escolhe o horário nem o ritmo de trabalho e é comandado de fora”. No excerto apresentado por Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, está explícito o conceito de

A avanço tecnológico.
B alienação.
C mercado autorregulado.
D liberdade de escolha.
E progresso.

Na obra U m toque dos clássicos: Marx, Durkheim e Weber, Tânia Quintaneiro, Maria Lígia de O. Barbosa e Márcia Gardênia M. de Oliveira afirmam que: “Partindo da concepção de um estado de natureza onde não existiriam desigualdades, e tampouco moralidade, o genebrino Jean-Jacques Rousseau (1712–1778), ao mesmo tempo que prolonga a tradição contratualista do Seiscentos, modifica o conteúdo e o sentido do chamado ‘pacto social’, o qual, ao fazer surgir o poder da lei, legitimou a desigualdade, a injusta distribuição da propriedade e da riqueza, e também a submissão, a violência, os roubos, a usurpação e todo tipo de abusos”. Enfatizam as autoras que, para Rousseau, o estado civil é

A uma consequência da agressividade natural humana.
B um pacto tácito coletivo em benefício da sociedade.
C um instrumento de promoção da justiça individual.
D um artifício ao qual se submete a vontade individual
E uma forma de defesa da liberdade e da dignidade.

“Há alguns anos, em relato sobre o julgamento de Eichmann em Jerusalém, mencionei a “banalidade do mal”. Não quis, com a expressão, referir-me a teoria ou doutrina de qualquer espécie, mas antes a algo bastante factual, o fenômeno dos atos maus, cometidos em proporções gigantescas – atos cuja raiz não iremos encontrar em uma especial maldade, patologia ou convicção ideológica do agente; sua personalidade destacava-se unicamente por uma extraordinária superficialidade. (Arendt, H. A dignidade da política: ensaios e conferências. Rio de Janeiro: RelumeDumará, 1993, p. 145) Para Hannah Arendt, a banalidade do mal é uma noção fundamental no horizonte contemporâneo da filosofia política.

A Pensar os totalitarismos é também considerar a contribuição de técnicos burocratas que justificam a realização do seu próprio trabalho, sem considerar o mal a que estão diretamente vinculados.
B Trata-se de uma teoria política do mal, mas atitudes pretensamente boas que se revelam, em última instância, na realização do mal.
C Em última instância, a reflexão política é, ao mesmo tempo, a confirmação da banalidade do mal.
D Apesar disso, no âmbito da filosofia política, todo mal é, por fim, um bem a se realizar.
E Mas Arendt não vê indícios da banalidade do mal nas democracias.

“O primeiro que, tendo cercado um terreno, ousou dizer isto é meu e encontrou pessoas suficientemente simplórias para lhe dar crédito foi o verdadeiro fundador da sociedade civil”. (Rousseau. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade humana. São Paulo: Martins Fontes, parte II). “O texto do Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade, publicado em 1755, é uma resposta à questão formulada em 1753 pela Academia de Dijon, ‘qual a origem da desigualdade entre os homens; ela é resultado da lei natural?’ Tais concursos eram comuns no século XVIII, sobretudo na França e na Alemanha, e, embora o texto de Rousseau não tenha obtido o primeiro lugar, tornou-se um clássico do pensamento político”. (Marcondes, D. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 1999, p. 95) Avalie as seguintes afirmações:

I. Rousseau analisa as origens do mal na sociedade por uma crítica da organização social.

II. A natureza humana originalmente é má, e se caracteriza pela falta de liberdade e instinto de sobrevivência.

III. O ‘bom selvagem’ é o instrumento de Rousseau para criticar o homem civilizado.

IV. O instinto de sobrevivência e o sentimento de piedade são próprios da corrupção da natureza humana. Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.

A I e II.
B II e III.
C III e IV.
D I e III.
E II e IV.

Michel Foucault desenvolve uma análise crítica sobre as instituições e as práticas sociais que regulam os indivíduos. Assinale a alternativa correta a respeito do pensamento de Foucault.

A Foucault acredita que a liberdade dos indivíduos só pode ser alcançada por meio da luta política direta contra o Estado.
B Para Foucault, as instituições sociais, como escolas e hospitais, têm um papel secundário na formação das subjetividades dos indivíduos.
C Foucault argumenta que o poder é exercido apenas por aqueles em posições dominantes, como líderes políticos e religiosos.
D Segundo Foucault, as práticas de vigilância e os sistemas de punição possuem limitações na sociedade moderna, uma vez que a violência física foi significativamente reduzida.
E Foucault vê o poder como algo disperso e presente em todas as relações sociais, sendo exercido por meio de normas, discursos e práticas que moldam a identidade e o comportamento dos indivíduos.