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Na obra Apresentação da filosofia, o filósofo francês André-Comte-Sponville (1952-) afirma o seguinte: “(...) é preciso fazer política: porque a moral não basta, porque a economia não basta e, portanto, porque seria moralmente condenável e economicamente desastroso contentarse com uma e outra” (ARANHA e MARTINS, 2016, p. 276). A partir da sinalização de Sponville acerca da importância da política, assinale a alternativa correta no que diz respeito à política na filosofia contemporânea.

A O neocontratualismo foi desenvolvido por Aristóteles na obra A política.
B O ideal do Estado não intervencionista, que preconiza o mercado livre para sua autorregulação, constitui a grande meta do liberalismo clássico, fundado pelos pensadores contratualistas do século XVII. Trata-se do Estado minimalista.
C A concepção de Estado de bem-estar social foi desenvolvida por Heidegger, conceito utilizado pelo filósofo como fundamento à sua adesão ao Nazismo.
D O pensador Hayek defendia o Estado previdenciário contra as críticas que o acusavam de ser paternalista, ou seja, de assumir as frequentes dificuldades sociais existentes na sociedade.

Leia o texto a seguir: “Os pensamentos da classe dominante são também, em todas as épocas, os pensamentos dominantes, ou seja, a classe que tem o poder material dominante numa dada sociedade é também a potência dominante espiritual. A classe que dispõe dos meios de produção material dispõe igualmente dos meios de produção intelectual, de tal modo que o pensamento daqueles a quem são recusados os meios de produção intelectual está submetido igualmente à classe dominante. Os pensamentos dominantes nada mais são do que a expressão idealizada das relações materiais dominantes, portanto, a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante; em outras palavras, são as ideias de sua dominação” (MARX, Karl. A ideologia alemã. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 48. Adaptado). Marx, no trecho acima, está se referindo à ideologia , cuja função é fazer com que as ideias

A da classe dominada sejam a expressão real das relações materiais dominantes, expondo a dominação de uma classe.
B da classe dominante sejam também as ideias da classe dominada, mascarando a dominação material de uma sobre a outra.
C da classe dominante tenham validade universal, já que elas efetivamente são justas e garantem a sobrevivência de todos.
D daqueles que detêm os meios de produção intelectual permitam a classe dominada se libertar através do trabalho.
E daqueles que efetivamente trabalham e produzem as condições materiais da sociedade sejam as ideias de todos.

Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:

I. Embora partindo de ideias do homem em estado de natureza, Rousseau não partilha da tese de que a natureza humana é má ou egoísta. Os homens não são inimigos por natureza, mas são naturalmente bondosos. Na base do conflito humano, quando este acontece, situa-se a propriedade privada; esta é a fonte geradora de atritos entre os homens.

II. Se há um estado de guerra, este é produto da relação entre as coisas e não entre os homens. Como em estado de natureza não há propriedade privada, a guerra originada pela propriedade também não reflete o estado de natureza. Rousseau define a guerra como uma relação de Estado a Estado, na qual os homens particulares tornam-se inimigos apenas por acidente.

III. Com essa ideia Rousseau se contrapõe às concepções que defendem de alguma forma o direito à escravidão. Em nenhum momento o escravo pode ser produto da guerra, porque esta não é uma relação de homem a homem. A guerra não concede nenhum direito que não seja necessário a seus fins, e os fins nunca são particulares; logo, para os particulares nenhuma consequência pode resultar após o fim da guerra da qual participam.

IV. Em Rousseau o homem é definido como livre e igual por natureza. Renunciar à liberdade equivale a renunciar à própria condição de homem. O princípio da liberdade é inalienável; a norma o imperativo da ação. O homem que Rousseau define como livre e igual por natureza, porém, revela-se numa existência bastante distante da natural. “o homem nasce livre e por toda parte encontra-se a ferros”. Estão corretas as afirmativas:

A I e II, apenas
B II e III, apenas
C III e IV, apenas
D I, II e III, apenas
E I, II, III e IV

Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. A relação capitalista da produção, que aparentemente parece livre, não passa de uma relação servil. Uma relação servil em que o capital está subordinado ao trabalho e o sujeito humano aos objetos por ele produzidos. O domínio do capital sobre o trabalho converte o produtor real em meio de produção de riqueza e esta não lhe pertence, mas lhe aparece como riqueza estranha. Quanto mais o trabalhador produz, mais objetos contrapõem-se a ele com poder hostil, os quais não lhe pertencem, mas o subordinam.

II. Uma segunda característica da alienação na sociedade capitalista está ligada à própria atividade produtiva do homem. A riqueza resultante da atividade produtiva pertence ao trabalhador, mas se contrapõe a ele como riqueza estranha e que o domina, a própria atividade vital do homem surge como uma atividade estranha. O estranhamento também resulta do fato de não ser o homem que emprega os meios de produção, mas os meios de produção empregarem o homem.

III. Quando o trabalhador chega à fábrica, defronta-se com os meios de produção como uma força estranha que dele independe e que o domina. Um meio pelo qual a atividade vital do homem se converte em atividade estranha é a própria divisão do trabalho. Pela divisão do trabalho a atividade humana transforma-se em atividade maquinal, unilateral; uma atividade separada do pensamento e idêntica ao agir animal.

IV. A atividade maquinal não oferece satisfação ao trabalhador, mas, ao contrário, o trabalho lhe aparece como atividade estranha, que não o realiza, mas que o nega, desgasta suas energias físicas e mentais. O trabalhador que vende sua força de trabalho por um salário não se afirma no trabalho, não desenvolve livremente suas energias físicas e mentais, mas as esgota. O trabalhador se sente em si, livre, fora do trabalho, e quando trabalha sente-se estranho, fora de si. Estão corretas as afirmativas:

A I e II, apenas
B II e III, apenas
C III e IV, apenas
D I e III, apenas
E II e IV, apenas

“Mas, o que teria a concepção de causalidade [de Aristóteles] a ver com a divisão social? [...] Se tomarmos o cidadão ou o senhor e indagarmos a qual das causas ele corresponde [...] se, por outro lado, indagarmos a que causa corresponde o escravo ou servo [...] compreende-se, então, por que a metafísica das quatro causas considera a causa eficiente inteiramente subordinada à final.” (Marilena Chauí, O que é ideologia, adaptado.) Assinale a alternativa INCORRETA :

A A causa final é identificável ao cidadão ou ao senhor, como aquele que ordena, e está evidentemente acima do simples meio ou instrumento da ação, o escravo
B Tal teoria da causalidade é uma transposição involuntária no plano das ideias de relações sociais muito determinadas, no caso, as de uma sociedade escravagista
C Um dos traços fundamentais da ideologia consiste em tomarmos ideias como independentes da realidade histórica e social
D As quatro causas não possuem o mesmo valor, isto é, são concebidas como hierarquizadas, indo da causa mais inferior à causa superior
E A ideologia oferece uma visão arbitrária da realidade que em nada corresponde a ela, antes é o seu avesso, um mundo de ponta cabeça

“ Monstesquieu é radicalmente contra o absolutismo. Não é um arauto da Revolução Francesa pela sua posição moderada, mas a sua crítica ao absolutismo ascendeu o estopim revolucionário entre os burgueses como a mais alta expressão do seu descontentamento." (Nunes: 2004, 78.) A principal crítica de Montesquieu ao absolutismo se assenta diretamente sobre

A o exercício do poder.
B a legislação autocrática.
C a solidariedade transumana.
D a essencialidade da liberdade.

O homem encontra‐se no mundo com a tarefa de construir sua própria existência com um sentido. Mas vê‐se limitado pelo tempo, sendo, portanto, um ser que caminha para a morte, que é o fim da vida. A vida é o caminho no tempo para o nada. O enunciado contém elementos de qual corrente filosófica?

A Marxismo.
B Psicanálise.
C Platonismo.
D Existencialismo.

Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna _______________________________________________são construções históricas e políticas resultantes tanto das mudanças espaço-temporais nas sociedades quanto em relação às lutas e as modificações socioculturais, que possibilitaram aos indivíduos excluídos de direitos a conquista da cidadania ou o usufruto dessa benesse tutela pelo Estado aos reconhecidamente cidadãos.

A As noções de cidadania
B As noções de uso e conservação de equipamentos de escritório
C A motivação e o desempenho
D A hierarquia e autoridade
E As técnicas de arquivamento