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De que forma a morfologia da Libras pode ser considerada complexa?

A A morfologia da Língua Brasileira de Sinais é bem complexa e está baseada principalmente em processos simultâneos envolvendo múltiplas articulações no espaço.
B A morfologia da Língua Brasileira de Sinais não é complexa e está baseada principalmente em processos simultâneos envolvendo poucas articulações no espaço.
C A morfologia da Língua Brasileira de Sinais pode ser aprendida tanto por docentes ouvintes como por surdos, devido à pouca complexidade que ela apresenta.
D A morfologia da Língua Brasileira de Sinais é muito complexa e só pode ser estudada por indivíduos surdos.
E A morfologia da Língua Brasileira de Sinais é bem complexa, pois não está baseada em processos simultâneos envolvendo múltiplas articulações no espaço.

Como a fonologia da Língua Brasileira de Sinais se diferencia dos padrões da língua falada?

A A Língua Brasileira de Sinais (Libras) não apresenta diferenças significativas em relação às línguas orais-auditivas tanto no que se refere à estrutura quanto ao uso de seus elementos linguísticos.
B A Língua Brasileira de Sinais (Libras) apresenta diferenças significativas em relação às línguas orais-auditivas tanto no que se refere à estrutura gramatical quanto ao uso de seus elementos linguísticos.
C A Língua Brasileira de Sinais (Libras) apresenta diferenças, pois a língua espaço-visual possui estrutura gramatical, enquanto a língua oral-auditiva não possui estrutura gramatical.
D A Língua Brasileira de Sinais (Libras) apresenta pequenas diferenças em relação à língua oral-auditiva, pois ambas fazem uso de seus elementos linguísticos.
E A Língua Brasileira de Sinais (Libras) apresenta diferenças, pois a língua oral-auditiva possui estrutura gramatical, enquanto a língua espaço-visual não possui estrutura gramatical.

A Libras desempenha todas as funções de uma língua e, como tal, poderia ser usada para cumprir o papel que a linguagem oral
tem na criança ouvinte. O surdo, mesmo que ele e sua família não saibam da sua surdez, irá usar um canal para ter acesso às
informações do mundo: o canal visual. Isso não é ensinado à criança surda. De forma instintiva, ela passa a observar o mundo e
a inferir sentido do que se vê. A língua de sinais tem essa particularidade: ela é totalmente visual, passa sentidos e significados
por uma forma que é absolutamente acessível ao surdo. E é assim configurada por ter sido criada pela comunidade surda, que,
no desejo humano de se tornar ser de linguagem, arquitetou a sua forma especial de comunicação que independe da audição.

(Adaptado de: MOURA, Maria Cecília de. Surdez e linguagem. In: LACERDA, Cristina Broglia Feitosa de.; SANTOS, Lara Ferreira dos.
(Orgs.) Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos . São Carlos: EDUFSCar, p. 15, 2013)

Diante do texto citado, é correto afirmar que

A a aquisição da língua de sinais por crianças surdas está totalmente atrelada à aprendizagem da língua oral, uma vez que
as línguas de sinais são reproduções manuais de línguas dessa modalidade.
B para adquirir Libras as crianças surdas precisam, primeiro, aprender a visualizar e identificar os fonemas na boca da mãe
ou cuidadores e, depois, associar esses fonemas aos sinais.
C a Libras é um sistema de comunicação amplo, mas que possui limitações por não seguir a lógica da linearidade presente
nas línguas vocais que permitem combinações infinitas de unidades finitas.
D para adquirir Libras a criança surda precisa ser exposta a um ambiente linguístico com essa língua o quanto antes, uma
vez que seu sistema visual está ativado para adquirir uma língua visual.
E as línguas de sinais foram criadas em uma época em que os surdos não tinham acesso à terapia fonoaudiológica e
aparelhos auditivos. Caso existissem, eles não usariam línguas de sinais.

Nos estudos da Libras, a transcrição é algumas vezes chamada de simplificada ou sistema de notação por palavras (FELIPE, 1998; FINAU, 2004). Sobre o Sistema de Transcrição de Sinais utilizado no Brasil atualmente, é correto afirmar:

A Um sinal composto, formado por dois ou mais sinais, é representado pelas palavras correspondentes separadas por hífen.
B Os sinais da Libras, para efeito de simplificação, são representados por itens lexicais da Língua Portuguesa em letras maiúsculas.
C Um sinal, que é representado por duas ou mais palavras em Língua Portuguesa, é representado pelo símbolo ^.
D O sinal soletrado, ou seja, uma palavra da língua portuguesa que, por empréstimo, passou a pertencer a Libras, é representada pela palavra separada, letra por letra, por hífen.

Na Língua Brasileira de Sinais, existe um conjunto de signos que representam as letras do alfabeto, denominado como “Alfabeto Manual”. Este recurso é utilizado para soletração de nomes próprios ou termos que não apresentem um sinal correspondente na Libras, ou quando se desconhece um referido sinal. Ao soletrar as palavras através do alfabeto manual, dá-se o nome a esse recurso de:

A digitação sinalizada
B soletração visual
C datilologia
D classificadores

Existia um consenso de que a Libras é o português feito com as mãos e os sinais suprem cada palavra falada, acompanhando sempre a mesma estrutura da fala em português. Porém, sabe-se que a Libras possui uma estrutura gramatical própria, muitas vezes diferente da Língua Portuguesa. Sobre os aspectos linguísticos da língua de sinais, pode-se considerar:

A A Libras possui estrutura gramatical própria, porém parte da sua composição semântica está vinculada às influências da Língua Portuguesa.
B Os parâmetros da Libras estão vinculados a questões pronominais e verbais.
C A Língua de Sinais é uma língua de modalidade gestual visual. Os sinais são formados a partir da combinação da forma e do movimento das mãos e do ponto no corpo ou no espaço onde esses sinais são feitos; por essa natureza gestual as línguas de sinais em todo o mundo são idênticas sintaticamente.
D A Libras apresenta estrutura sintática própria, não seguindo as mesmas regras e composição da língua portuguesa; a flexão verbal se estabelece de um modo diferenciado em relação ao português, não sendo comum o uso de artigos, preposições e conjunções.

Na Libras, o conjunto de pronomes pessoais se distingue em três pessoas (primeira, segunda e terceira) e em três números (singular, dual e múltiplo/mais de dois). Na questão pronominal da língua de sinais, é correto afirmar que:

A O sistema pronominal na Libras não apresenta marcação de gênero, embora os pronomes de terceira pessoa possam ser precedidos dos sinais MASCULINO e FEMININO, quando a distinção é relevante.
B O sistema pronominal na libras apresenta marcação de gênero, desse modo os pronomes de terceira pessoa são precedidos dos sinais MASCULINO e FEMININO, impreterivelmente.
C Na Libras, todo pronome pessoal tem marcação de gênero e número.
D No singular, nem sempre os pronomes pessoais são representados com a mesma configuração de mão. Para se referir ao enunciador, ou seja, a pessoa que está sinalizando, é empregado o sinal de “EU”, que é feito com o polegar apontando para o peito.

Sobre os aspectos morfológicos da língua de sinais, a respeito do processo de formação e composição linguística, é correto afirmar que:

A As unidades mínimas da língua de sinais são equiparadas aos fonemas e morfemas nas línguas de natureza oral-auditiva, sendo constituídas pelos parâmetros da Libras.
B Na Libras, não existem morfemas por ser considerada uma língua ágrafa e não possuir fonemas sonoros.
C Existe uma única e universal língua de sinais usada por todas as pessoas surdas.
D As línguas de sinais derivam da comunicação gestual espontânea dos ouvintes.

Na Língua Brasileira de Sinais, o léxico, que é o sinal, é formado por unidades mínimas icônicas. Estas unidades mínimas são:

A substantivos (SB), pronomes (PN) e verbos da língua de sinais (VB)
B fonemas (FN), morfemas (MF) e as configurações de mãos (CM)
C configuração de mãos (CM), ponto de articulação (PA), movimento (M), orientação (O) e expressão facial ou corporal (EF/C)
D configuração de mãos (CM), ponto de articulação (PA), classificadores (CL) e expressões não manuais (ENM)

Na Língua de Sinais, o classificador é um recurso empregado através das configurações de mãos que podem ser afixados a um morfema lexical (sinal) para mencionar a classe a que pertence o referente desse sinal, para descrevê-lo quanto à forma e tamanho, ou para descrever a maneira como esse referente se comporta na ação verbal. Dentre os tipos de classificadores, pode-se considerar que os “classificadores especificadores” têm como função:

A gerar os sinais icônicos, como exemplo, o sinal de “casa”
B descrever visualmente a forma, o tamanho, a textura, o paladar, o cheiro, os sentimentos, o “olhar”, os “sons” do material, do corpo da pessoa e dos animais
C simular a incorporação do instrumento, descrevendo a ação gerada por ele
D descrever como uma ação acontece na realidade por meio da expressão corporal de seres animados