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Coll, Marchesi e Palacios

( 2004 ) afirmam que a adoção do enfoque psicométrico no contexto educacional é

A altamente eficaz para indicar como intervir na reabilitação de alunos com dificuldades acadêmicas.
B improfícua tanto para a pesquisa quanto para a prática educacional por apresentar abordagem comportamental.
C amplamente aceita por ser capaz de identificar as competências de todos os alunos, independentemente de sua classe social.
D favorecida na educação por ser imparcial, ter rigor científico e não apresentar viés ideológico.
E considerada precisa, rigorosa e útil para certos efeitos de pesquisa, mas com pouca utilidade educacional e prática.

Conforme apresenta Anache (em Baptista, Caiado e Jesus, 2010), a deficiência não deve ser a identidade do sujeito. Assim, o processo de avaliação precisa

A reconhecer o caráter passivo da vida psíquica.
B distinguir entre a deficiência primária e a secundária.
C analisar a deficiência com certo distanciamento de seu meio.
D diluir os aspectos individuais nos aspectos sociais.
E retomar seu enfoque intelectualista e psicológico.

Para Jussara Hoffmann

( 2011 ), pesquisar e avaliar, em educação, têm objetivos diferentes. Para a autora, a avaliação tem como objetivo principal uma

A explicação dos avanços do processo de ensino e aprendizagem.
B análise do desempenho dos alunos.
C interpretação das mediações realizadas em sala de aula.
D compreensão das deficiências do ensino.
E ação que promova a melhoria da situação avaliada.

Hadji

( 2001 ) conclui que “a avaliação formativa não é nem um modelo científico, nem um modelo de ação diretamente operatório”. Para o autor, isso significa que a avaliação formativa, “capaz de orientar o trabalho dos professores no sentido de uma prática avaliativa colocada, tanto quanto possível, a serviço das aprendizagens”, é

A um slogan avaliativo, que encobre a complexa tarefa de diagnosticar os alunos e suas aprendizagens no interesse da categorização escolar.
B uma utopia promissora, que tem sua legitimidade dependente da correlação entre atividade avaliativa e atividade pedagógica.
C uma técnica didática, que garante precisão nos resultados e equidade nas decisões pedagógicas.
D uma avaliação cumulativa, que, na prática, usa instrumento de mensuração para a classificação e a progressão dos alunos.
E um senso comum pedagógico, que discursa a favor de práticas românticas, inexecutáveis e, em consequência, dispensáveis.

Hoffmann argumenta que a visão comportamentalista dos professores manifesta-se de forma radical na prática avaliativa, sem que percebam o autoritarismo dessa concepção. Para a autora, sem avançar na compreensão do fracasso dos estudantes para além do comprometimento dos alunos, os professores se distanciam “de dois princípios presentes na avaliação enquanto mediação”:

A o da recompensa pelo mérito e o da justiça avaliativa.
B o da precisão técnica e o do caráter apolítico da avaliação.
C o do acompanhamento reflexivo e o do diálogo.
D o do controle por resultados e o da transparência dos processos avaliativos.
E o da conformidade aos indicadores e o da fidelidade aos objetivos didáticos.

A respeito da avaliação na educação infantil, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Envolve observação sensível da criança, pois entre os princípios da avaliação, está a coleta de dados para o planejamento das propostas pedagógicas e sua relação com todos os elementos que proporcionam uma ação educativa.

( ) Pode dar subsídios para que os professores possam analisar e compreender melhor o desenvolvimento da criança: cognitivo, social e afetivo, entre outras habilidades.

( ) É atribuir julgamentos, acompanhar o percurso de vida da criança, durante o qual ocorrem mudanças somente na dimensão cognitiva, com a intenção de favorecer o máximo possível seu desenvolvimento intelectual.

A C - C - E.
B E - E - C.
C C - E - E.
D E - C - C.

Segundo a Resolução CNE/CEB nº 4/2010 — Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, a avaliação da aprendizagem baseia-se na concepção de educação que norteia a relação professor-estudanteconhecimento-vida em movimento, devendo ser um ato reflexo de reconstrução da prática pedagógica avaliativa, premissa básica e fundamental para se questionar o educar, transformando a mudança em ato, acima de tudo, político. Sobre esse assunto, assinalar a alternativa CORRETA.

A A validade da avaliação, na sua função diagnóstica, liga-se à aprendizagem, possibilitando o aprendiz a recriar, refazer o que aprendeu, criar, propor e, nesse contexto, aponta para uma avaliação global, de aspecto quantitativo, que é dissociável no ético, no social e no intelectual.
B A avaliação da aprendizagem no Ensino Fundamental, de caráter formativo predominando sobre o quantitativo e classificatório, adota uma estratégia de progresso em grupo e descontínuo que favorece o crescimento do educando, preservando a qualidade necessária para a sua formação escolar.
C A avaliação na Educação Infantil é realizada mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento da criança, com o objetivo de promoção, mesmo em se tratando de acesso ao Ensino Fundamental.
D Em nível operacional, a avaliação da aprendizagem tem, como referência, o conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e emoções que os sujeitos do processo educativo projetam para si de modo integrado e articulado com aqueles princípios definidos para a Educação Básica, redimensionados para cada uma de suas etapas, bem assim no projeto político-pedagógico da escola.

O ldeb é um indicador criado pelo governo federal para medir a:

A Eficiência do atendimento no serviço público.
B Expectativa de vida da população.
C Diversidade de empreendimentos brasileiros.
D Qualidade da Educação Básica no Brasil.

No contexto pedagógico, a avaliação deve ser entendida como um(a):

A Ato burocrático voltado apenas à atribuição de notas.
B Prática classificatória que define quem é “apto” ou “inapto”.
C Processo contínuo e formativo que orienta o ensino e a aprendizagem.
D Instrumento de controle disciplinar.

A prática do Conselho de Classe, por vezes reduzida a um espaço de homologação de notas e deliberação final sobre o rendimento dos estudantes, tem sido amplamente criticada por estudiosos da avaliação e da gestão escolar democrática. Como aponta Veiga

( 2008 ), “o Conselho de Classe deve ser compreendido como espaço colegiado, pedagógico e dialógico, voltado para a análise qualitativa do processo de aprendizagem, e não apenas como momento decisório”. Nesse sentido, a ressignificação do Conselho de Classe está intrinsecamente ligada a uma concepção de escola enquanto espaço de escuta, corresponsabilidade e construção coletiva de práticas pedagógicas inclusivas. Tendo por base o exposto, marque a função que corretamente caracteriza o Conselho de Classe, a partir de uma perspectiva formativa, democrática e pedagógica.

A Analisar, coletivamente, os processos de aprendizagem e ensino, considerando os contextos individuais, as práticas docentes e os fatores institucionais que influenciam o percurso formativo dos estudantes.
B Avaliar, por meio de critérios quantitativos, o desempenho dos estudantes, buscando garantir a meritocracia e a padronização dos resultados ao final de cada bimestre letivo.
C Deliberar, de forma conclusiva, sobre a retenção ou aprovação dos alunos com base exclusivamente nos dados numéricos dos registros avaliativos do professor titular da turma.
D Discutir os resultados estatísticos da escola com foco na sua posição no IDEB, sem a necessidade de envolver os aspectos subjetivos das práticas pedagógicas.
E Reforçar os mecanismos disciplinares da escola, responsabilizando exclusivamente os estudantes por seus desempenhos insatisfatórios em avaliações periódicas.