Amora, 5 anos de idade, comparece para atendimento psicológico devido a quadro de insegurança, instabilidade emocional, choro fácil e medo de morrer. Há 20 dias parou de falar na escola. A família acredita que o quadro de Amora tem relação com “a energia do ambiente familiar” (sic). Os pais estão em processo de separação, mas ainda não contaram para a criança. Desejam fazê-lo, mas entendem a importância de todo o processo ser auxiliado pela profissional, a fim de evitarem maiores repercussões emocionais. A ideia do acompanhamento psicológico de Amora estende-se aos pais também, dado o momento difícil e peculiar que todos os envolvidos vêm passando.
A primeira sessão de Amora chama a atenção do profissional. A criança apresenta algumas manchas roxas nos braços. Mantém-se cabisbaixa e quieta no canto da sala. Ao final do primeiro encontro, após algumas tentativas de aproximação e investida do profissional, a criança se recusa a sair da sala. Diante do ocorrido, os pais são agendados separadamente para uma sessão com o profissional.
Considerando o caso hipotético apresentado, o código de ética profissional do psicólogo, sua atuação, as abordagens teóricas e a psicopatologia, julgue os itens subsequentes.
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Texto associado
Texto 17A1
Lívia, 14 anos de idade, teve uma perda ponderal considerável nos últimos meses. Estranhando o comportamento da filha, a genitora decidiu levá-la para receber atenção profissional na rede pública de saúde, em seu território. Chegando lá, a equipe multidisciplinar, composta por médico e psicólogo, iniciou a entrevista com mãe e filha presentes. A mãe relatou o seguinte:
“Nos últimos 4 meses, Lívia tem comido bem menos. Como trabalho muito e a crio sozinha, não sei muito bem como começou. Passei a estranhar quando ela começou a não comer a marmita que sempre deixo pronta para ela e passou a não pedir para eu fazer as comidinhas e sobremesas que pedia aos finais de semana. Ficou mais quieta e mais fraca. Até achei que tinha relação com o período menstrual, pois ela tem um fluxo intenso e fica mais na dela quando está naqueles dias. Quando perguntei, ela me contou não tinha nada a ver com isso e que a menstruação não vinha havia mais de dois meses. Passamos logo no postinho e ela fez um teste de gravidez. Fez três vezes pra termos certeza. Mas não era menino não.” [ sic ].
E continuou:
“Passou a ficar irritadiça quando eu perguntava sobre sua alimentação ou oferecia as coisas que antes ela gostava de comer. Ficou mais calada, quieta e passou a ficar mais tempo no quarto. Com muito jeito, depois de alguns dias, ela conseguiu se abrir comigo. Comentou que nunca gostou de seu corpo, que sempre se achou gorda demais, que o nariz é ‘grande e de batata’, que tem vontade de morrer só de pensar em engordar. Revelou para mim que tem contado as calorias de tudo o que come e que a cabeça falta explodir, porque os pensamentos não param. Meu coração quase não aguentou, doutor. Mas o que quase acabou comigo foi encontrar umas marcas no braço dela. Depois de muito esforço meu, ela confessou que tem tido pensamentos muito ruins e tem perdido a vontade de tudo, inclusive de viver. Minhas pernas falharam na hora. Pensei que fosse ter um ataque. Nunca tinha visto minha filha assim. Estou disposta a largar tudo para cuidar dela e ela sabe disso. Falava que não precisava de tratamento nenhum e que a única coisa da qual gostaria de se livrar é do medo de engordar. Mas, depois que fizemos os exames na unidade básica de saúde, o médico disse que precisaríamos buscar ajuda psicológica também, pois o quadro dela não melhoraria se não cuidássemos da sua saúde mental. Aí ela amoleceu e aceitou vir hoje.” [ sic ].
Ainda considerando o caso clínico apresentado no texto 17A1, julgue os itens que se seguem, relativos à avaliação psicológica e a teorias psicoterápicas.
Lívia, 14 anos de idade, teve uma perda ponderal considerável nos últimos meses. Estranhando o comportamento da filha, a genitora decidiu levá-la para receber atenção profissional na rede pública de saúde, em seu território. Chegando lá, a equipe multidisciplinar, composta por médico e psicólogo, iniciou a entrevista com mãe e filha presentes. A mãe relatou o seguinte:
“Nos últimos 4 meses, Lívia tem comido bem menos. Como trabalho muito e a crio sozinha, não sei muito bem como começou. Passei a estranhar quando ela começou a não comer a marmita que sempre deixo pronta para ela e passou a não pedir para eu fazer as comidinhas e sobremesas que pedia aos finais de semana. Ficou mais quieta e mais fraca. Até achei que tinha relação com o período menstrual, pois ela tem um fluxo intenso e fica mais na dela quando está naqueles dias. Quando perguntei, ela me contou não tinha nada a ver com isso e que a menstruação não vinha havia mais de dois meses. Passamos logo no postinho e ela fez um teste de gravidez. Fez três vezes pra termos certeza. Mas não era menino não.” [ sic ].
E continuou:
“Passou a ficar irritadiça quando eu perguntava sobre sua alimentação ou oferecia as coisas que antes ela gostava de comer. Ficou mais calada, quieta e passou a ficar mais tempo no quarto. Com muito jeito, depois de alguns dias, ela conseguiu se abrir comigo. Comentou que nunca gostou de seu corpo, que sempre se achou gorda demais, que o nariz é ‘grande e de batata’, que tem vontade de morrer só de pensar em engordar. Revelou para mim que tem contado as calorias de tudo o que come e que a cabeça falta explodir, porque os pensamentos não param. Meu coração quase não aguentou, doutor. Mas o que quase acabou comigo foi encontrar umas marcas no braço dela. Depois de muito esforço meu, ela confessou que tem tido pensamentos muito ruins e tem perdido a vontade de tudo, inclusive de viver. Minhas pernas falharam na hora. Pensei que fosse ter um ataque. Nunca tinha visto minha filha assim. Estou disposta a largar tudo para cuidar dela e ela sabe disso. Falava que não precisava de tratamento nenhum e que a única coisa da qual gostaria de se livrar é do medo de engordar. Mas, depois que fizemos os exames na unidade básica de saúde, o médico disse que precisaríamos buscar ajuda psicológica também, pois o quadro dela não melhoraria se não cuidássemos da sua saúde mental. Aí ela amoleceu e aceitou vir hoje.” [ sic ].
Ainda considerando o caso clínico apresentado no texto 17A1, julgue os itens que se seguem, relativos à avaliação psicológica e a teorias psicoterápicas.
Em se tratando de avaliação em saúde mental, a escolha dos instrumentos e técnicas a serem utilizados pelo psicólogo, no caso de Lívia, deve considerar, entre outros aspectos, o construto e o método de avaliação.
Texto associado
Caso clínico 8A03
Em um dia usual de trabalho, Diógenes, com 20 anos de idade, apresentou comportamentos atípicos. Apesar de recém-contratado, em três meses de trabalho nunca havia ocorrido nada parecido. Um dos colegas com quem ele tem mais afinidade percebeu que Diógenes estava bem falante, agitado, inquieto e desinibido. Em uma conversa, chegou a tirar vantagem de uma dada situação, demonstrando uma autoconfiança exagerada, além de verbalizar situações inadequadas de cunho pessoal e sexual. Desconfiando de que algo não estava bem, o colega levou o caso à chefia e Diógenes foi encaminhado para avaliação médica e psicológica no setor responsável. Já sob cuidados, Diógenes confessou para o colega que há mais de um ano fazia uso de determinada substância estimulante e que, ultimamente, tem sentido maior dificuldade em controlar o seu uso, mesmo sabendo dos danos e dos riscos que corre, inclusive no recente emprego.
Ainda considerando o caso clínico hipotético 8A03 e também a psicopatologia, a avaliação psicológica, as técnicas de entrevista e o manual diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais (DSM-5 TR), julgue os itens a seguir.
Em um dia usual de trabalho, Diógenes, com 20 anos de idade, apresentou comportamentos atípicos. Apesar de recém-contratado, em três meses de trabalho nunca havia ocorrido nada parecido. Um dos colegas com quem ele tem mais afinidade percebeu que Diógenes estava bem falante, agitado, inquieto e desinibido. Em uma conversa, chegou a tirar vantagem de uma dada situação, demonstrando uma autoconfiança exagerada, além de verbalizar situações inadequadas de cunho pessoal e sexual. Desconfiando de que algo não estava bem, o colega levou o caso à chefia e Diógenes foi encaminhado para avaliação médica e psicológica no setor responsável. Já sob cuidados, Diógenes confessou para o colega que há mais de um ano fazia uso de determinada substância estimulante e que, ultimamente, tem sentido maior dificuldade em controlar o seu uso, mesmo sabendo dos danos e dos riscos que corre, inclusive no recente emprego.
Ainda considerando o caso clínico hipotético 8A03 e também a psicopatologia, a avaliação psicológica, as técnicas de entrevista e o manual diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais (DSM-5 TR), julgue os itens a seguir.
Ao passar por avaliação psicológica, Diógenes poderá apresentar comprometimento da atenção, da memória, da aprendizagem, da integração visuomotora, entre outros.
Texto associado
Caso clínico 8A03
Em um dia usual de trabalho, Diógenes, com 20 anos de idade, apresentou comportamentos atípicos. Apesar de recém-contratado, em três meses de trabalho nunca havia ocorrido nada parecido. Um dos colegas com quem ele tem mais afinidade percebeu que Diógenes estava bem falante, agitado, inquieto e desinibido. Em uma conversa, chegou a tirar vantagem de uma dada situação, demonstrando uma autoconfiança exagerada, além de verbalizar situações inadequadas de cunho pessoal e sexual. Desconfiando de que algo não estava bem, o colega levou o caso à chefia e Diógenes foi encaminhado para avaliação médica e psicológica no setor responsável. Já sob cuidados, Diógenes confessou para o colega que há mais de um ano fazia uso de determinada substância estimulante e que, ultimamente, tem sentido maior dificuldade em controlar o seu uso, mesmo sabendo dos danos e dos riscos que corre, inclusive no recente emprego.
Ainda considerando o caso clínico hipotético 8A03 e também a psicopatologia, a avaliação psicológica, as técnicas de entrevista e o manual diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais (DSM-5 TR), julgue os itens a seguir.
Em um dia usual de trabalho, Diógenes, com 20 anos de idade, apresentou comportamentos atípicos. Apesar de recém-contratado, em três meses de trabalho nunca havia ocorrido nada parecido. Um dos colegas com quem ele tem mais afinidade percebeu que Diógenes estava bem falante, agitado, inquieto e desinibido. Em uma conversa, chegou a tirar vantagem de uma dada situação, demonstrando uma autoconfiança exagerada, além de verbalizar situações inadequadas de cunho pessoal e sexual. Desconfiando de que algo não estava bem, o colega levou o caso à chefia e Diógenes foi encaminhado para avaliação médica e psicológica no setor responsável. Já sob cuidados, Diógenes confessou para o colega que há mais de um ano fazia uso de determinada substância estimulante e que, ultimamente, tem sentido maior dificuldade em controlar o seu uso, mesmo sabendo dos danos e dos riscos que corre, inclusive no recente emprego.
Ainda considerando o caso clínico hipotético 8A03 e também a psicopatologia, a avaliação psicológica, as técnicas de entrevista e o manual diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais (DSM-5 TR), julgue os itens a seguir.