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José, 75 anos, hospitalizado há cerca de 10 dias para investigação diagnóstica de fraqueza, inapetência e febre. Realizou vários exames de imagem e de cultura, quando foi identificado um tumor provavelmente maligno. Viúvo, ativo e com autonomia, mora sozinho. Sua filha mais velha é sua vizinha e a mais nova mora em outro estado. A filha entra em contato com o médico que está cuidando do paciente e pede que não diga a José a hipótese diagnóstica de câncer. Diante desse quadro, o médico solicita avaliação da psicologia. Considerando o caso exposto, assinale a alternativa correta.

A Cabe à família definir se contará ou não a hipótese diagnóstica ao paciente.
B O paciente tem o direito de querer saber como também de não querer saber seu diagnóstico.
C Nesse caso, o psicólogo pode ser acionado para comunicar ao paciente sua hipótese diagnóstica.
D Em casos delicados, quando a família não quer contar ao paciente a hipótese diagnóstica, o diagnóstico deve ser solicitado ao Serviço Social.
E Independente da escolha do paciente, a hipótese diagnóstica e/ou diagnóstico sempre devem ser informados ao paciente.
Órgão: Secretaria da Saúde do Estado da Bahia Cargo: Residência Multiprofissional em Urgências - Área: Psicologia Prova: Instituto AOCP - SESAB - Residência Multiprofissional em Urgências - Área: Psicologia - 2020

A evolução em Prontuário Multidisciplinar do paciente é um documento de direito do paciente e também instrumento de comunicação entre a equipe. Dessa forma, esse registro deve ser esclarecedor e ao mesmo tempo respeitar o sigilo. Assinale a alternativa que apresenta o melhor exemplo de evolução psicológica em prontuário multidisciplinar a partir do seguinte caso clínico:
Ângela, 35 anos, no 6º dia de internação, está aguardando para realizar uma cirurgia oncológica. O médico identifica que, apesar da paciente fazer acompanhamento psicoterapêutico clínico e psiquiátrico, apresenta-se muito ansiosa na internação, manifestando insônia. Assim, solicita avaliação da psicologia.

A 20/02 Realizo avaliação da paciente, a pedido do médico, devido à queixa de humor ansioso. Paciente encontra-se consciente, orientada e colaborativa. Faz tratamento psicológico e uso de ansiolítico para controle de crise de ansiedade, refere dificuldade em aceitar o diagnóstico clínico e teme que seu aspecto emocional afete sua doença. Durante a internação, está acompanhada pelo marido e sua mãe. Observo que a paciente apresenta ansiedade frente à ressignificação de seu posicionamento subjetivo frente ao recente diagnóstico oncológico. Discuto o caso com equipe de enfermagem, médico titular e atual psicoterapeuta que não virá ao hospital para atendê-la. Dessa maneira, combino que oferecerei atendimento psicológico com objetivo de trabalhar mecanismos de enfrentamento para aceitação do diagnóstico. Conduta: Atendimento psicológico 2x por semana.
B 20/02 Realizo avaliação da paciente, a pedido do médico, devido à queixa de humor ansioso. Paciente encontra-se consciente, orientada e pouco receptiva à abordagem psicológica. Faz tratamento psicológico e uso de ansiolítico para controle de crise de ansiedade, refere dificuldade em aceitar o diagnóstico clínico. Durante a internação, está acompanhada pelo marido e sua mãe. Avalio que a paciente se encontra angustiada, caracterizada pela falta de palavra e que será apaziguada com a possibilidade de simbolizar a doença e a morte. Discuto o caso com equipe de enfermagem, médico titular e atual psicoterapeuta que não virá ao hospital para atendê-la. Dessa maneira, combino que oferecerei atendimento psicológico com objetivo de trabalhar mecanismos de enfrentamento para aceitação do diagnóstico. Conduta: Atendimento psicológico 2x por semana.
C 20/02 Realizo avaliação da paciente. Encontra-se consciente e orientada. Refere dificuldade em aceitar o diagnóstico clínico, acompanhada pelo marido e sua mãe. Observo que a paciente apresenta ansiedade reativa. Ligo para a atual psicoterapeuta que não virá ao hospital para atendê-la, mesmo tendo um bom vínculo. Conduta: Atendimento psicológico 2x por semana.
D 20/02 Realizo avaliação da paciente, a pedido do médico, devido à queixa de humor ansioso. Paciente encontra-se consciente, orientada e colaborativa. Faz tratamento psicológico e uso de ansiolítico para controle de crise de ansiedade, refere dificuldade em aceitar o diagnóstico clínico e teme que seu aspecto emocional afete sua doença. Durante a internação, está acompanhada pelo marido e sua mãe. Observo que a paciente apresenta humor ansioso de base que parece estar potencializado devido à hospitalização e recente diagnóstico oncológico. Discuto o caso com equipe de enfermagem, médico titular e atual psicoterapeuta que não vira ao hospital para atendê-la. Dessa maneira, combino que oferecerei atendimento psicológico com objetivo de trabalhar mecanismos de enfrentamento para aceitação do diagnóstico. Conduta: Atendimento psicológico 2x por semana.
E 20/02 Realizo avaliação da paciente, a pedido do médico, devido à queixa de humor ansioso. Paciente encontra-se consciente, orientada e colaborativa. Faz tratamento psicológico e uso de ansiolítico para controle de crise de ansiedade, refere dificuldade em aceitar o diagnóstico clínico e teme que seu aspecto emocional afete sua doença. Durante a internação, está acompanhada pelo marido e sua mãe. Sua mãe relata durante a avaliação que a filha sempre foi muito boa aluna, mas no ensino médio brigou com a melhor amiga da época e até então não se conversam mais, enquanto ela e a mãe da amiga continuam próximas. Observo que a paciente apresenta ansiedade frente à ressignificação de seu posicionamento subjetivo frente ao recente diagnóstico oncológico. Discuto o caso com equipe de enfermagem, médico titular e atual psicoterapeuta que não virá ao hospital para atendê-la. Dessa maneira, combino que oferecerei atendimento psicológico com objetivo de trabalhar mecanismos de enfrentamento para aceitação do diagnóstico. Conduta: Atendimento psicológico 2x por semana.
Órgão: Secretaria da Saúde do Estado da Bahia Cargo: Residência Multiprofissional em Urgências - Área: Psicologia Prova: Instituto AOCP - SESAB - Residência Multiprofissional em Urgências - Área: Psicologia - 2020

Um psicólogo é solicitado a avaliar a possibilidade de ideação suicida em um paciente internado por recidiva de câncer. Ele opta por aplicar a Escala Beck de Desesperança (BHS) e a Escala Beck de Ideação Suicida (BSI), por considerá-las adequadas ao debilitado estado físico e às dificuldades na expressão oral decorrentes da doença do paciente. Porém, ao consultar a lista de testes aprovados pelo Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI), observa que ambos estão na lista de testes desfavoráveis, porque os estudos normativos venceram em 2018. Nessas circunstâncias, o psicólogo

A poderá aplicar esses instrumentos, uma vez que já obtiveram parecer favorável no passado recente.
B incorrerá em violação do código de ética profissional se usar instrumentos não aprovados pelo SATEPSI.
C terá a aplicação das escalas justificada pela urgência e pelas especificidades do caso em questão.
D deverá solicitar que um profissional não psicólogo da equipe se responsabilize pela aplicação das escalas.
E terá o uso dessas escalas amparado na ampla literatura internacional que evidencia sua validade.

A avaliação psicológica é um processo de construção de conhecimentos acerca de aspectos psicológicos, com a finalidade de produzir, orientar, monitorar e encaminhar ações e intervenções no âmbito individual, grupal ou institucional. Nesse sentido, é correto afirmar que

A os métodos e técnicas de avaliação psicológica têm requerido menos conhecimentos teóricos dos profissionais de Psicologia.
B a avaliação psicológica não é uma atividade restrita ao psicólogo, sendo sua realização extensiva também a outros profissionais.
C os testes psicológicos são instrumentos que podem compor a avaliação psicológica, a qual não se restringe a eles.
D os instrumentos estrangeiros disponíveis no mercado são os mais adequados à realidade brasileira, independentemente da normatização.
E entrevistas e observações caracterizam-se como instrumentais técnicos, mas não são adequados para a realização de avaliação psicológica.

Um paciente de 69 anos de idade é viúvo, tem dois filhos, já pode se aposentar, mas prefere continuar trabalhando no banco como contador. Sempre foi admirado por ter ótima memória e domínio de cálculos. Há um ano, os filhos começaram a perceber que o pai passou a apresentar dificuldade em realizar atividades como contar uma história e fazer contas quando estava em ambiente de múltiplos estímulos (televisão, rádio, conversas), distraindo-se com facilidade e somente conseguindo conversar com diminuição dos estímulos. Demonstra dificuldade para manter novas informações e relatar coisas que acabaram de ser ditas ou de se lembrar do que fez no dia anterior. Os filhos inicialmente acreditaram se tratar do processo de envelhecimento normal. Porém, atualmente, por vezes, o pai não os reconhece, chamando-os de “aquele homem” e “aquela moça” quando se refere a eles. Eles, então, decidiram levar o pai ao neurologista que, após a anamnese, suspeitou de que se tratasse de um transtorno neurocognitivo maior, encaminhando o paciente para avaliação psicológica. Com relação a esse caso clínico e aos conhecimentos correlatos, julgue o item a seguir. O Neupsilin é um instrumento de avaliação neuropsicológica breve que pode ser aplicado em indivíduos de 12 anos a 90 anos de idade. O teste é composto por 32 subtestes, que avaliam oito funções neuropsicológicas: orientação temporoespacial, atenção concentrada, percepção visual, habilidades aritméticas, linguagem oral e escrita, memória verbal e visual, praxias e funções executivas. O uso do Neupsilin é exclusivo a psicólogos.

A Certo
B Errado

A medida em ciências do comportamento, notadamente na psicologia, deveria ser chamada puramente de psicometria, similarmente ao que ocorre em ciências afins a ela, em que se fala de sociometria, econometria, politicometria etc. [...] De qualquer forma, a psicometria ou medida em psicologia se insere dentro da teoria da medida em geral que, por sua vez, desenvolve uma discussão epistemológica em torno da utilização do símbolo matemático (o número) no estudo científico dos fenômenos naturais. PASQUALI, L. Teoria e métodos de medida em ciências do comportamento . Brasília: INEP, 1996, p. 21, com adaptações. Com relação às teorias em psicometria, julgue o item a seguir. São axiomas da medida: nominal, ordinal, intervalar e regressivo.

A Certo
B Errado

Um paciente de 69 anos de idade é viúvo, tem dois filhos, já pode se aposentar, mas prefere continuar trabalhando no banco como contador. Sempre foi admirado por ter ótima memória e domínio de cálculos. Há um ano, os filhos começaram a perceber que o pai passou a apresentar dificuldade em realizar atividades como contar uma história e fazer contas quando estava em ambiente de múltiplos estímulos (televisão, rádio, conversas), distraindo-se com facilidade e somente conseguindo conversar com diminuição dos estímulos. Demonstra dificuldade para manter novas informações e relatar coisas que acabaram de ser ditas ou de se lembrar do que fez no dia anterior. Os filhos inicialmente acreditaram se tratar do processo de envelhecimento normal. Porém, atualmente, por vezes, o pai não os reconhece, chamando-os de “aquele homem” e “aquela moça” quando se refere a eles. Eles, então, decidiram levar o pai ao neurologista que, após a anamnese, suspeitou de que se tratasse de um transtorno neurocognitivo maior, encaminhando o paciente para avaliação psicológica. Com relação a esse caso clínico e aos conhecimentos correlatos, julgue o item a seguir. O miniexame do estado mental (MEEM), o montreal cognitive assessment (MOCA) e o teste Pfeiffer são testes cujo propósito é auxiliar no diagnóstico de demências em idosos.

A Certo
B Errado

Em relação ao caso clínico anteriormente relatado, uma das irmãs mais novas do paciente descrito tem 7 anos de idade e está frequentando a escola pública do próprio bairro, cursando atualmente o primeiro ano do ensino fundamental. Em uma das visitas domiciliares na casa da mãe dos pacientes, a equipe de Saúde da Família (eSF) recebeu a queixa de que a menina estava querendo abandonar a escola e que estava apresentando diversos problemas de aprendizagem e comportamentos inadequados no contexto escolar, além de frequentemente demonstrar medo, ansiedade e insegurança. Diante disso a eSF resolveu encaminhar a paciente a um serviço especializado de psicologia e psicopedagogia, a fim de realizar uma avaliação psicológica. O processo de avaliação psicológica foi, então, iniciado e consistiu de um total de nove encontros. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos correlatos, julgue o item a seguir. Para a avaliação psicológica dessa paciente, levando em conta as respectivas queixas, o psicólogo responsável pelo processo deve centralizar a avaliação, utilizando instrumentos que privilegiem a mensuração (por exemplo, usando testes como o das matrizes coloridas de Raven), em detrimento de instrumentos mais qualitativos, tais como a hora do jogo diagnóstico.

A Certo
B Errado

Levando em conta os conceitos da Escala Wechsler de Inteligência para Crianças - 4ª Edição (WISC-IV), e a qual índice cada subteste faz parte, relacione a Coluna 1 à Coluna 2. Coluna 1 1. Cubos. 2. Digitos. 3. Semelhanças. 4. Código. Coluna 2

( ) Índice de Compreensão Verbal.

( ) Índice de Organização Perceptual.

( ) Índice de Memória Operacional.

( ) Índice de Velocidade de Processamento. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

A 2 - 4 - 3 - 1.
B 3 - 4 - 2 - 1.
C 4 - 3 - 1 - 2.
D 1 - 2 - 4 - 3.
E 3 - 1 - 2 - 4.