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Na obra “Ética a Nicômaco”, Aristóteles afirma: “a virtude moral é uma disposição adquirida mediante o hábito”. ( ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Martin Claret, 2006, p. 22 .) Santo Agostinho, representando a ética cristã, declara em “Confissões”: “não podemos alcançar a virtude sem o auxílio da graça divina”. ( AGOSTINHO, Santo. Confissões. São Paulo: Paulus, 2010, p. 45 .) Com base na Ética de Aristóteles e nos fundamentos da ética cristã, é correto afirmar que:

A Ambas as éticas consideram o amor a Deus e a prática da caridade como os únicos caminhos para a felicidade e o bem.
B Aristóteles e o pensamento cristão concordam que a virtude é alcançada exclusivamente pela graça divina, independente das ações humanas.
C A ética aristotélica foca no conceito de eudaimonia; ética cristã prioriza a salvação da alma e o amor ao próximo como princípios fundamentais.
D A ética cristã rejeita completamente a ideia de virtude, uma vez que considera a natureza humana incapaz de agir moralmente sem intervenção divina.

Immanuel Kant, ao refletir sobre a moral, afirma: “age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne uma lei universal”. ( KANT, Immanuel. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. São Paulo: Martin Claret, 2005, p. 47 ). Sobre os conceitos de ética e moral e o pensamento ético de Kant, é correto afirmar que:

A Ética e moral têm o mesmo significado, ambas tratando exclusivamente das práticas cotidianas de uma cultura específica.
B Segundo Kant, o imperativo categórico é uma regra teórica que determina ações conforme as preferências particulares de certo grupo de indivíduos.
C Ética refere-se aos costumes e regras específicas de uma sociedade; moral é a reflexão filosófica universal sobre o comportamento humano.
D A moral kantiana baseia-se na autonomia da razão e no cumprimento de deveres que podem ser universalizados, independentemente das circunstâncias.

Em um dos encontros da disciplina de ensino religioso, o professor distribuiu uma folha com o texto a seguir e disse que nele estava expresso, claramente, a definição do tema de sua aula. Num sentido mais estrito, pode ser entendido como um pensamento egocêntrico e egoísta, preocupado apenas com os prazeres. O fenômeno atual do consumismo, frequentemente acompanhado de uma certa preguiça intelectual e moral, ilustra esse modo de pensar. Enquanto se opõe às morais tradicionais do esforço e da renúncia, constitui o modo de pensar de certos discípulos de Nietzsche. (JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário Básico de Filosofia. 4 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2006. p 127.) Qual o tema da aula?

A Niilismo.
B Hedonismo.
C Utilitarismo.
D Existencialismo.

Abordagem ética que se concentra em seguir deveres e obrigações morais, independentemente das consequências. É baseada na ideia de que algumas ações são intrinsecamente corretas ou erradas, de acordo com princípios éticos específicos de uma classe profissional. (JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário Básico de Filosofia. 4 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2006. p. 68.) O enunciado se refere especificamente à

A religião.
B entropia.
C teleologia.
D deontologia.

Em uma sociedade futura fictícia, os cidadãos passaram a valorizar exclusivamente o progresso científico e tecnológico, negligenciando completamente qualquer forma de expressão artística. A política nacional é pautada em decisões científicas, e a arte é vista como irrelevante para a formação do ser humano. No entanto, um grupo de filósofos começa a questionar essa visão, argumentando que o valor da arte transcende seu uso prático e funcional, além de ser essencial para a compreensão mais profunda do ser humano e da moralidade. Considerando a situação hipotética, assinale a corrente filosófica que mais adequadamente questionaria a visão predominante na sociedade descrita.

A O utilitarismo, que avalia o valor da arte pelo seu efeito prático na maximização da felicidade, justificando sua marginalização.
B O positivismo, que defende que apenas o conhecimento científico tem validade, sendo a arte um campo irrelevante para o progresso humano.
C O materialismo dialético, que veria a arte apenas como uma superestrutura ideológica, sem relevância para a mudança nas bases materiais da sociedade.
D A filosofia kantiana da moralidade, que reconhece o valor da arte como uma expressão da liberdade humana, contribuindo para o desenvolvimento moral.

Qual é a relação entre a razão e os valores se levarmos em conta os aspectos do itinerário histórico da filosofia e estabelecermos parâmetros de compreensão do significado que a cultura moderna contemporânea confere às consequências éticas da nossa prática, às implicações intelectuais da dimensão ética de nossa existência? (Franklin Leopoldo e Silva, https://artepensamento.ims.com.br/item/etica-e-razao/) A partir do enunciado acima sobre ética e razão, assinale a alternativa correta:

I. Descobrir a origem da incapacidade reflexiva gerada pela complexidade da atualidade e analisar a perplexidade causadora de discussões éticas necessárias porém desprovidas de vigor para a abertura de novas vias, parece ser a única maneira de achar um caminho para pensar a ética da racionalidade contemporânea.

II. O aspecto positivo dessa aporia consiste em nos fazer entender a necessidade da reconstrução da pergunta pelo sentido da liberdade.

III. Buscar em Platão e Aristotéles uma inspiração para tentarmos restabelecer na atualidade uma relação positiva entre ética e cultura? Ou, como nos indica Foucault, fazer a crítica ontológica da atualidade, dos limites históricos de nossa situação cultural e abrir novas possibilidades de reinventar a liberdade? Ambas as direções dependem de um movimento racional de rearticulação da experiência histórica que proporcione condições favoráveis para a reagregação do ethos .

IV. Uma tal reagregação supõe o advento de condições de experiência histórica que permitam superar de alguma maneira a fragmentação do sujeito. A sequência correta é:

A As assertivas I, III e IV estão corretas.
B As assertivas I e IV estão corretas.
C As assertivas III e IV estão corretas.
D As assertivas I, II, III, e IV estão corretas.
E As assertivas I e II estão corretas.

Em que sentido a lógica é filosófica? Talvez para alguns essa seja uma pergunta trivial demais para merecer qualquer tipo de investigação séria. Claro que a lógica é filosófica! Afinal, não é a lógica uma das disciplinas mais tradicionais da filosofia? (Ricardo Sousa Silvestre, O QUE É LÓGICA FILOSÓFICA? OU EM QUE SENTIDO A LÓGICA É FILOSÓFICA? 2023) Diante do enunciando sobre Lógica, assinale a alternativa INCORRETA :

A Mas a pergunta “O que é lógica filosófica?” está longe de ser trivial. Um breve exame da literatura pertinente é suficiente para nos convencermos de que não há consenso sobre o que é lógica filosófica. Autores definem e usam o termo de maneiras consideravelmente diferentes.
B A afirmação de que a lógica é filosófica porque é parte da filosofia necessita de justificação. A relação explanatória ela mesma, bem como o explicatum – que a lógica é parte da filosofia – não é nem trivial nem consensual.
C Mas a pergunta “O que é lógica filosófica?” é realmente trivial. Um breve exame da literatura pertinente é suficiente para nos convencermos de que há consenso sobre o que é lógica filosófica. Autores definem e usam o termo de maneiras consideravelmente Semelhantes.
D A afirmação de que a pergunta é trivial negligencia o fato de que a mesma pode ser vista a partir de no mínimo três perspectivas diferentes: uma perspectiva conceitual, uma descritiva ou uma prescritiva. Estamos perguntando em que sentido a lógica pode ser tomada como filosófica, em que sentido tem sido tomada como filosófica, ou em que sentido deve ser tomada como filosófica?
E “Em que sentido a lógica é filosófica?” está intimamente relacionada a outra pergunta: O que é lógica filosófica? Elas na verdade podem ser vistas como coextensivas: uma resposta à uma pergunta é em certo sentido também uma resposta à outra.

Qual é a importância dos valores na conduta ética?

A Valores são apenas tradições culturais sem impacto real.
B Valores sempre conflitam com a ética.
C Valores são fundamentais para orientar decisões e comportamentos corretos.
D Valores são irrelevantes para a conduta ética.

Há quem defenda que diferentes concepções filosóficas e epistemológicas embasam diferentes paradigmas metodológicos. Sob uma perspectiva ampla dos métodos de pesquisa, pode-se afirmar que existem duas grandes abordagens:

A a quantitativa e a educativa.
B a quantitativa e a qualitativa.
C ativa e a passiva.
D a educativa e a qualitativa.
E a educativa e a não-educativa.

“Na obra Novum organum , o termo ‘órgão’ é entendido como instrumento do pensamento. Assim, (o autor) critica a lógica aristotélica, por considerar a dedução inadequada para o progresso da ciência. A ela opõe o estudo pormenorizado da indução, como método mais eficiente de descoberta, insistindo na necessidade da experiência e da investigação de acordo com métodos precisos” (Aranha; Martins, 2016, p. 125). O excerto apresentado refere-se à obra e ao pensamento de:

A Francis Bacon.
B John Locke.
C David Hume.
D George Berkeley.
E Edmund Burke.