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O Plano Safra 2023/2024 é um programa do Governo Federal para apoiar o setor agropecuário, oferecendo linhas de crédito, incentivos e políticas agrícolas para os produtores rurais, desde os agricultores familiares até os mega produtores. No âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), estão o crédito rural e os programas destinados a médios e grandes produtores. (Fonte: Mapa, 14 julho de 2023). Nesse âmbito, o crédito destinado para a agricultura familiar brasileira compõe o programa:

A Minha Casa Minha Vida;
B Pronaf;
C P1MC;
D Pronatec;
E PAA.

No século XX, com as etapas de industrialização do Brasil, o país passou por uma grande transformação populacional e territorial, o que obrigou o Estado a realizar pesquisas que apresentassem o quadro nacional. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cumpriu com esses propósitos, consolidando-se como órgão estatal brasileiro estratégico na gestão territorial (urbana e rural). Leia o trecho a seguir: O estudo Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas do Brasil constitui um quadro de referência da urbanização no País. Tal quadro foi obtido a partir de critérios que privilegiaram a integração entre os municípios. A identificação e a delimitação das maiores aglomerações de população no País têm sido objeto de estudo do IBGE desde a década de 1960, quando o fenômeno da urbanização se intensificou, e assumiu, ao longo dos anos, formas cada vez mais complexas. A necessidade de fornecer conhecimento atualizado desses recortes impõe a identificação e a delimitação de formas urbanas que surgem a partir de cidades de diferentes tamanhos, face à crescente expansão urbana, não só nas áreas de economia mais avançada, mas também no Brasil como um todo. (Fonte: IBGE, 2022. Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas no Brasil. Os estudos voltados aos arranjos populacionais e concentrações urbanas no Brasil podem ser importantes para melhorar os conhecimentos sobre determinadas cidades, bem como seus limites e relações. Por isso, pode-se dizer que essas pesquisas urbanas ajudam, principalmente:

A Na gestão territorial intraurbana das cidades, visto que podemos delimitar os setores censitários e ter uma visão mais detalhada dos bairros e seus serviços disponíveis.
B No reconhecimento de áreas urbanas e possíveis limites intermunicipais, fenômenos de conurbação e aspectos de morfologia urbana, além de permitir possíveis classificações de hierarquia urbana.
C Na melhoria de estudos técnicos voltados à gestão de bacias hidrográficas em ambientes urbanos, indicando onde instalar estações de tratamento e bombeamento.
D Na diferenciação de áreas urbanas rurais e áreas rurais urbanas, permitindo diagnosticar processos de verticalização na paisagem, gentrificação e segregação socioespacial em áreas pericentrais.
E Na produção de imagens de satélite em escala urbana, utilizando aerofotogrametria, propiciando base material para a produção de mapas de classificação de uso e ocupação do solo.

Um dos mecanismos de gestão territorial mais usados para um país é propor novas divisões político administrativas. Regiões e Estados podem passar, frequentemente, em decorrência das mudanças de atividades econômicas empreendidas, por proposições que resultem na melhora da gerência daquela porção territorial. Analise o trecho da reportagem publicada pelo Senado Federal em 2021: Pedido de vista coletivo adiou a votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), nesta quarta-feira

( 17 ), do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 508/2019 , que convoca plebiscito sobre a criação do Estado do Tapajós. A proposta deve voltar à pauta do colegiado na próxima reunião. O assunto volta a ser analisado pelos parlamentares dez anos depois da realização do plebiscito sobre a divisão do estado do Pará em três: Pará, Carajás e Tapajós. Na época, a população rejeitou o desmembramento. O novo plebiscito, se aprovado, consultará os eleitores sobre a criação do estado de Tapajós mediante desmembramento do território compreendido por 23 municípios situados a oeste do estado atual, entre eles, Santarém. O relator, Plínio Valério (PSDBAM), defende a criação do novo estado. Segundo ele, o movimento de emancipação do Tapajós existe há pelo menos 170 anos. O senador apontou que a região conta com importante produção de cacau, além de minérios, mas a “pujança” econômica não é revertida em serviços públicos para a população — Esses municípios reclamam autonomia porque não têm as benesses dessa pujança. Essa gente quer partilhar dessa riqueza — disse. (Fonte: Agência Senado, 2021. Disponível em: Adiadas votações de projetos sobre criação do estado de Tapajós e Lei Geral do Esporte — Senado Notícias Assinale a alternativa correta sobre a proposta de nova divisão territorial do Pará.

A Favorece o estado paraense na Região Metropolitana de Belém, uma vez que a fundação de Carajás direcionaria as atividades econômicas (minerárias) para o entorno da capital.
B Impede que outras áreas do atual limite paraense se desenvolvam, pois concentrará as atividades econômicas somente em Carajás (Oeste do Pará), onde atualmente há pouco desenvolvimento econômico.
C Impactará na recentralização de projetos econômicos territoriais do setor primário (agropecuário e minerário), concentrando atividades pastoris em Carajás e extrativas em Tapajós.
D Cria diversos litígios no Estado, já que limita parte da bacia do Rio Amazonas no Estado de Tapajós e Carajás, somente, impactando na capacidade de irrigação e, consequentemente, na produtividade agrícola.
E Modifica profundamente a estrutura espacial do entorno de Belém, já que elegerá como foco outras áreas do Estado, criando tendência de urbanização de cidades como Santarém (Carajás), diminuindo a importância de Belém.

É particularmente no Oeste da província de São Paulo – o Oeste de 1840, não o de 1940 – que os cafezais adquirem seu caráter próprio, emancipando-se das formas de exploração agrária estereotipadas desde os tempos coloniais no modelo clássico de lavoura canavieira e do “engenho” de açúcar. A silhueta antiga do senhor de engenho perde aqui alguns dos seus traços característicos, desprendendo-se mais da terra e da tradição – da rotina – rural. A terra da lavoura deixa então de ser o seu pequeno mundo para se tornar unicamente seu meio de vida, sua fonte de renda e de riqueza. A fazenda resiste com menos energia à influência urbana. (Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil , 1995.) O historiador compara duas economias agrárias, empregando como critério da comparação

A o volume do capital acumulado com as redes internacionais de comércio de produtos primários.
B o grau maior ou menor de autonomia dos centros de produções agrícolas para com as relações socioeconômicas mais gerais.
C o emprego de formas de exploração do trabalho especializado assalariado ou compulsório em regimes de plantations.
D o controle ou a influência maior ou menor dos grandes empresários agrícolas sobre as políticas governamentais.
E a permanência mais ou menos duradoura da atividade produtiva agrícola ao longo da história do Brasil.

O surto de crescimento, que começou em 1968, lembra o do Plano de Metas de JK, que durou de 1957 a 1962, mas com uma importante diferença: no boom dos anos 50, a inflação subiu de 23,89% em 1957 para 55,04% em 1962, ao passo que no surto da década seguinte a inflação caiu de 23,63% em 1968 para 14,66% em 1973. Este fato fez com que se começasse a falar de “milagre econômico brasileiro”. (Paul Singer. “O processo econômico”. In : Daniel Aarão Reis (coord.). Modernização, ditadura e democracia: 1964-2010 , vol. 5, 2014. Adaptado.) Um dos motivos para essa contenção inflacionária durante o “milagre” foi

A a fixação dos reajustes salariais pelo governo.
B o controle da taxa de juros em nível estadual.
C o aumento do déficit na balança comercial.
D a proibição da entrada de transnacionais no país.
E a diminuição do crédito para a construção civil.

O volume de investimentos diretos do exterior passou de uma média anual de 17,6 milhões de dólares no período 1947-1955, para 106 milhões entre 1956-1962; enquanto o valor médio dos empréstimos aumentou, nos períodos citados, de 202 milhões de dólares anuais para 549,2 milhões. (Tania Regina de Luca. Indústria e trabalho na história do Brasil , 2001.) Os dados apresentados no texto correspondem

A ao desenvolvimento do Programa de Aceleração do Crescimento, criado no governo de João Goulart e voltado à melhoria da infraestrutura energética.
B à abertura da economia brasileira e captação de recursos para a realização do Plano de Metas, que ocorreram no governo de Juscelino Kubitschek.
C ao programa de privatizações e redução da intervenção do Estado na economia, implementado no governo de Jânio Quadros.
D à implantação da indústria siderúrgica no país, ocorrida durante o governo de Eurico Gaspar Dutra, que abriu a economia nacional ao capital estrangeiro.
E ao projeto de desestatização e desnacionalização da economia, implementado durante o governo militar de Ernesto Geisel.

Analise a letra da música “Ouro de tolo”, de Raul Seixas, composta em 1973. Eu devia estar contente porque eu tenho um emprego Sou o dito cidadão respeitável e ganho quatro mil cruzeiros por mês […] Eu devia estar feliz porque consegui comprar um Corcel 73 Eu devia estar alegre e satisfeito por morar em Ipanema […] Eu devia estar sorrindo e orgulhoso por ter finalmente vencido na vida Mas eu acho isso uma grande piada e um tanto quanto perigosa […] Eu é que não me sento no trono de um apartamento Com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais No cume calmo do meu olho que vê Assenta a sombra sonora de um disco voador (https://m.letras.mus.br) Comparando-se a letra da música com o momento histórico do país na época de sua composição, pode-se afirmar que ela

A manifesta desconforto com o baixo nível de vida material nas grandes cidades.
B opõe-se frontalmente à melhoria da distribuição de renda na sociedade brasileira.
C condena o exercício de poderes políticos ditatoriais pelos militares.
D dialoga criticamente com a ideologia consumista da época do milagre econômico.
E denuncia a impossibilidade de industrialização da economia do país.