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Menina de 6 anos e 10 meses apresenta aumento mamário Tanner N2 há 3 meses, sem dor. Dados complementares:

• Crescimento no último ano: +9 cm;
• Idade óssea: +2 anos acima da cronológica;
• LH basal: indetectável;
• LH pós-análogo de GnRH: 8,1 mUI/mL;
• US pélvico: útero 38 mm, ovários multifoliculares;
• Sem exposição a esteroides, sem odor axilar ou pubarca;
• Sem cefaleia ou alterações neurológicas.

A avaliação funcional compatível com esse caso é

A telarca prematura não progressiva.
B puberdade precoce periférica por hiperestrogenismo independente de gonadotrofinas.
C puberdade precoce central progressiva.
D puberdade normal variante adiantada, sem relevância clínica.
E aceleração de crescimento por obesidade, sem ativação do eixo HPG.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Endocrinologia Pediátrica Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Endocrinologia Pediátrica - 2026

Recém-nascido pré-termo tardio (34 semanas), em UTI neonatal, apresenta hipoglicemias recorrentes (glicemia 27 mg/dL) apesar de oferta adequada de glicose. Exames:

• Insulina: baixa;
• Cetonemia: ausente;
• Cortisol: baixo-normal;
• T4L discretamente reduzido;
• TSH normal;
• Sem história materna de diabetes.

Com base na fisiologia endócrina neonatal, qual diagnóstico funcional é mais compatível nesse caso?

A Hipoglicemia fisiológica de adaptação pós-natal.
B Hipotireoidismo congênito, responsável por inibir a gliconeogênese.
C Deficiência de GH, causa comum e benigna de hipoglicemia neonatal.
D Hiperinsulinismo neonatal transitório, mesmo com insulina baixa, pela supressão da cetogênese e aumento da utilização periférica de glicose.
E Insuficiência adrenal primária neonatal, que explica ausência de cetogênese.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Endocrinologia Pediátrica Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Endocrinologia Pediátrica - 2026

Adolescente de 15 anos com hipotireoidismo congênito está em seguimento desde a infância. Nos últimos 12 meses:

• Faltou a 3 consultas;
• Está usando levotiroxina de forma irregular (“esquece” vários dias);
• Queixa-se de cansaço, dificuldades escolares e sensação de “não dar conta”;
• A mãe relata conflitos frequentes sobre horários de medicação;
• Exames: TSH 18 mIU/L, T4L baixo, IMC em curva ascendente;
• Adolescente demonstra ansiedade elevada ao falar sobre assumir cuidados de saúde.

Qual é a conduta multiprofissional mais apropriada no momento?

A Aumentar a dose de levotiroxina e marcar retorno apenas em 6 meses.
B Priorizar autonomia: orientar que a responsabilidade do tratamento agora é exclusivamente do adolescente.
C Solicitar avaliação psicológica, reforçar DSMES, reorganizar rotinas familiares e implementar plano estruturado de transição com participação conjunta da família.
D Encaminhar imediatamente para endocrinologista de adultos por falta de adesão.
E Prescrever antidepressivo e pedir que volte quando estiver emocionalmente mais estável.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Endocrinologia Pediátrica Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Endocrinologia Pediátrica - 2026

Menina de 7 anos e 2 meses apresenta:

• M2 → M3 em 3 meses;
• Velocidade de crescimento: 7,1 cm/ano;
• Idade óssea: 2 anos avançada;
• LH basal: 0,3 UI/L;
• LH pós-estímulo com GnRH: 7,5 UI/L;
• US pélvica: útero piriforme, volume ovariano aumentado (>1 cm³);
• Sem sinais neurológicos.

De acordo com o PCDT Puberdade Precoce Central (2022), qual conduta é a mais adequada?

A Aguardar 6-12 meses, pois PPC entre 7 e 8 anos raramente é progressiva.
B Suspender investigação porque LH basal é baixo.
C Iniciar tratamento com agonista de GnRH, pois há critérios clínicos e laboratoriais de PPC progressiva.
D Solicitar apenas tomografia de crânio para afastar tumor selar.
E Iniciar bloqueio puberal apenas se a criança atingir Tanner M4 nas próximas avaliações.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Endocrinologia Pediátrica Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Endocrinologia Pediátrica - 2026

Quanto aos mecanismos fisiopatológicos que ligam obesidade infantil ao risco cardiometabólico, assinale a alternativa correta.

A A infiltração de macrófagos no tecido adiposo reduz a resistência insulínica ao estimular adiponectina.
B O aumento de citocinas como IL-6 e TNF-α contribui para resistência insulínica por afetar vias intracelulares.
C O principal determinante de risco cardiometabólico é o IMC absoluto, independentemente de distribuição de gordura.
D A inflamação subclínica não costuma estar presente em crianças obesas.
E A obesidade infantil não está relacionada ao desenvolvimento precoce de NAFLD.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Endocrinologia Pediátrica Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Endocrinologia Pediátrica - 2026

Menino de 8 anos chega à emergência com:

• fadiga intensa, dor abdominal, vômitos;
• PA: 82/48 mmHg;
• hiperpigmentação difusa;
• Na: 125 mEq/L | K: 6,3 mEq/L | Glicemia: 58 mg/dL;
• ACTH: muito elevado;
• Cortisol basal: extremamente baixo;
• 17-OHP: normal;
• Antecedentes: desenvolvimento normal, sem história neonatal sugestiva de CAH.

O diagnóstico funcional mais compatível com esse caso é

A CAH clássica por deficiência de 21-hidroxilase.
B insuficiência adrenal primária autoimune (APS-1 ou APS-2).
C deficiência de 11β-hidroxilase.
D adrenoleucodistrofia ligada ao X (X-ALD).
E hipoplasia adrenal congênita (NR0B1).
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Endocrinologia Pediátrica Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Endocrinologia Pediátrica - 2026

Em relação à organização estrutural e funcional do eixo hipotálamo-hipofisário, assinale a alternativa correta.

A A hipófise anterior deriva do diencéfalo e a posterior deriva do ectoderma oral.
B O eixo hipotálamo-hipófise-adrenal depende exclusivamente de retroalimentação positiva pelo cortisol.
C Neurônios secretores de TRH, CRH e GHRH estão presentes nos núcleos hipotalâmicos já entre a 10ª e 14ª semanas de gestação.
D O desenvolvimento das células adeno-hipofisárias ocorre independentemente de sinais provenientes do hipotálamo.
E As gonadotrofinas são secretadas de forma contínua desde a vida fetal até a adolescência.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Endocrinologia Pediátrica Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Endocrinologia Pediátrica - 2026

Em relação à organização das condutas assistenciais ambulatoriais e hospitalares em endocrinologia pediátrica, assinale a alternativa correta.

A O cuidado hospitalar é sempre superior ao ambulatorial e deve ser a primeira escolha em casos de doenças endócrinas crônicas.
B Condutas ambulatoriais estruturadas, com equipe multiprofissional, reduzem complicações e internações evitáveis em crianças com doenças endócrinas.
C A atenção primária não tem papel relevante no seguimento de crianças com distúrbios endócrinos.
D O uso de diretrizes e protocolos padronizados é reservado apenas a centros terciários de pesquisa.
E A educação em saúde para família e paciente tem impacto mínimo no controle de doenças crônicas, como o diabetes tipo 1.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Endocrinologia Pediátrica Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Endocrinologia Pediátrica - 2026

Adolescente de 14 anos, previamente hígido, chega ao pronto atendimento com história de poliúria e polidipsia há 10 dias, perda ponderal e sonolência progressiva. Ao exame: desidratado, FC 128 bpm, PA 96/60 mmHg, sem respiração de Kussmaul. Glasgow 13, sem déficits focais. Exames laboratoriais:

• Glicemia: 980 mg/dL;
• pH venoso: 7,32;
• Bicarbonato: 19 mEq/L;
• Sódio: 156 mEq/L;
• Osmolaridade calculada: 346 mOsm/kg;
• Cetonemia: traços;
• Creatinina discretamente elevada;
• Sem sinais de infecção.

Com base na fisiopatologia das emergências hiperglicêmicas descrita nas revisões de HHS, qual é a conduta inicial mais apropriada?

A Iniciar insulina intravenosa imediatamente em dose plena (0,1 U/kg/h) e hidratação rápida para corrigir hiperosmolaridade.
B Priorizar expansão com solução salina isotônica de modo gradual para redução lenta da osmolaridade antes de iniciar insulina em baixa dose.
C Administrar bicarbonato intravenoso devido ao bicarbonato próximo de 18 mEq/L.
D Tratar como cetoacidose diabética típica, porque a osmolaridade elevada não altera a estratégia terapêutica.
E Indicar manitol profilático devido ao risco de edema cerebral antes de qualquer outra intervenção.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Endocrinologia Pediátrica Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Endocrinologia Pediátrica - 2026

A avaliação do crescimento infantil é fundamental para o diagnóstico precoce de distúrbios hormonais e metabólicos. O acompanhamento regular permite identificar desvios da curva de crescimento e definir o momento de investigação endocrinológica. Deve-se investigar o déficit de crescimento em casos de

A crianças com diagnóstico de baixa estatura (Z-escore < –5) ou desaceleração de crescimento após os 5 a 7 anos de idade.
B crianças com diagnóstico de baixa estatura apenas quando há história familiar de nanismo.
C crianças com estatura abaixo do percentil 50, independentemente da velocidade de crescimento.
D crianças que não atingirem 10 cm de crescimento anual em qualquer idade.
E crianças com Z-escore inferior a –2 e puberdade normal.