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Leia o texto a seguir: “Heráclito dizia que tudo flui, nada persiste nem permanece o mesmo. O ser não é mais que o vir a ser. Tu não podes descer duas vezes no mesmo rio. Já Parmênides dizia que seria contraditório bus-car a essência naquilo que está sempre mudando. O ser é e o não ser não é” (COTRIM, Gilberto. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013, p. 209-210. Adaptado). De acordo com o texto acima, Heráclito se contrapõe a Parmênides, porque ele defende

A a constante criação divina de seres a partir do nada, enquanto Parmênides não aceita a partici-pação do divino no cosmos.
B a inexistência do ser como princípio metafísico do cosmos, enquanto Parmênides defende a existência do ser.
C o movimento constante entre opostos como princípio metafísico do cosmos, enquanto Parmêni-des defende a permanência da essência.
D que a fluidez do cosmos prova que o nada não pode existir, enquanto Parmênides defende a existência do nada.
E que os rios gregos estão sempre mudando de curso, enquanto Parmênides aceita a possibilidade de mapas geográficos precisos.

Leia o texto a seguir: “O reconhecimento dessa dimensão propriamente filosófica da história da filosofia deve incidir direta-mente sobre a prática historiográfica, tornando-a constitutiva do ato de filosofar. Desta sorte, a filosofia encontra na "rememoração" do seu passado, uma forma de legitimação teórica do seu presente. A historiografia filosófica deixa de ser tarefa puramente arqueológica ou apenas reconstituição de siste-mas de ideias. Ela se torna um ato de filosofar” (VAZ, Henrique C. de Lima. Escritos de filosofia

III. São Paulo: Loyola, 1997, p. 286. adaptado). No trecho acima, Vaz se refere à filosofia, seu passado e seu presente, afirmando:

A O passado da filosofia, a sua história, é ato constitutivo da atividade filosófica do presente.
B O passado da filosofia, a sua história, é ato de filosofar significativo para a época da sua produção.
C O passado da filosofia, a sua história, é uma independente arqueologia das reflexões filosóficas.
D O presente da filosofia, o ato de filosofar, é uma atividade independente do seu passado, a história.
E O presente da filosofia, o ato de filosofar, é uma repetição constante do passado, sua história.

O existencialismo é um dos movimentos filosóficos mais importantes da modernidade. E o tema da liberdade humana é uma das questões centrais tratadas pelos filósofos existencialistas. Sobre a liberdade, o filósofo francês Jean-Paul Sartre sustenta que “o homem está condenado a ser livre”. Assim sendo, para Sartre

A a ideia de liberdade nas ações humanas é ilusória, já que toda ação humana está condenada.
B toda ação humana é livre, porque estamos fadados a ser os únicos responsáveis por aquilo que somos.
C a liberdade possível para as ações humanas depende das circunstâncias da existência, não de escolha livre.
D qualquer ação humana tem sua escolha determinada pelas convenções sociais, e assim não há escolha livre.
E a liberdade de escolha nas ações humanas é relativa e cada um tem seu próprio conceito de liberdade.

Uma das sentenças mais conhecidas da história da filosofia foi formulada pelo filósofo francês René Descartes: “Penso, logo existo”. Para chegar a essa sentença, Descartes põe em dúvida o conhecimento da realidade. Mas, com essa sentença, ele garante que

A o ser que existe tem existência anterior ao ato de pensar, pois o pensamento só é possível num ser que existe.
B pensar é ter certeza de que a realidade pensada é verdadeira, porque pensar implica não pôr em dúvida a existência da realidade.
C o ser que duvida se mantém no caminho da dúvida indefinidamente, pois o ato de pensar põe em dúvida a existência.
D o limite da dúvida é pôr em dúvida tudo que existe, mas ao pôr tudo que existe em dúvida não se pode duvidar do próprio ato de pensar.
E o limite do pensamento é admitir não haver conexão entre pensamento e realidade, já que só existe realidade no próprio ato de pensar.

Sócrates é um dos personagens mais conhecidos e influentes do pensamento ocidental. Embora não tenha deixado nada escrito, suas ideias foram redigidas por um de seus discípulos, Platão, que lhe atribui a seguinte máxima: “a única coisa que sei é que nada sei”. Com essa máxima, Sócrates expressa que o caminho do conhecimento

A é impossível e todo o saber possível é uma ilusão.
B depende da experiência e não de proposições teóricas.
C desconsidera a opinião sobre assunto que se ignora.
D pressupõe dar opinião sobre assunto que se ignora.
E é limitado porque a razão humana não pode saber tudo.

Para o filósofo francês Jean-Jacques Rousseau, o homem é bom, livre e feliz no estado de natureza. Os vícios e a corrupção resultam da vida em sociedade. É na sociedade que os homens adquirem sentimento de inveja, cobiça e ódio entre seus semelhantes. Para que o homem viva conforme sua natureza boa, livre e feliz, Rousseau defende

A a ruptura radical com os vícios da vida em sociedade e o retorno definitivo à vida em contato com a natureza.
B uma educação em contato com a natureza para que na infância o homem não seja contaminado pelos vícios da sociedade.
C uma revolução que ponha fim às instituições criadas pelo homem em sociedade e a adoção de um modo de vida anarquista.
D a adequação aos bons costumes da vida em sociedade, pois é impossível o retorno definitivo à natureza.
E que cada indivíduo busque ser bom na vida social ao controlar seus instintos maldosos, pois assim alcançará a felicidade.