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Estas lições são dedicadas à estética, cujo objeto é o amplo reino do belo: de modo mais preciso, seu âmbito é a arte, na verdade a bela arte. O nome estética decerto não é propriamente de todo adequado para este objeto. Georg Wilhelm Friedrich Hegel. Cursos de estética

I. 2.ª ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001. Tendo como referência o fragmento de texto apresentado, assinale a opção correta a respeito da estética e da filosofia da arte.

A O termo estética é considerado o mais adequado por Hegel ao seu trabalho, que tem como objeto a “bela arte”.
B Segundo Hegel, o termo estética designa a ciência do sentido.
C Estética não constitui um tema de relevância no pensamento de Hegel.
D Nietzsche, ao elaborar suas ideias sobre vontade e representação, se inspirou no modo como Hegel pensou a dicotomia entre Dionísio e Apolo.
E As ideias de Nietzsche sobre arte foram parcialmente explicadas na obra Fenomenologia do Espírito .

Sobre a Metafísica, ou a Filosofia Primeira, diz Aristóteles: “Todas as outras ciências serão mais necessárias que esta, mas nenhuma lhe será superior”. Nesse trecho, tal afirmação refere-se à questão de que

A a mente humana é incapaz de conhecer os princípios últimos da realidade.
B a visão a respeito dos saberes é eurocêntrica e colonialista.
C o comportamento do mundo sublunar e o do mundo supralunar são distintos.
D o discurso mítico e o discurso teórico apresentam equivalência.
E os saberes teóricos ou contemplativos têm primazia sobre os saberes práticos ou utilitários.

A proposição fundamental de Protágoras, o maior e mais famoso dos sofistas, foi o axioma: “O homem é a medida de todas as coisas, das que são pelo que são, e das que não são pelo que não são”. Com o princípio do homem-medida, Protágoras pretendia, indubitavelmente, negar a existência de um critério absoluto que discriminasse o ser e o não ser, o verdadeiro e o falso e, em geral, todos os valores. REALE, G. História da Filosofia Antiga, Vol.

II. SP: Loyola. 1994. p. 200. O pensamento do sofista grego Protágoras de Abdera propõe o

A dogmatismo no exercício da filosofia
B hedonismo como finalidade última das ações humanas
C relativismo nas questões concernentes à verdade
D materialismo como modelo para explicação da natureza
E teocentrismo como parâmetro para a organização da sociedade

O filósofos pré-socráticos eram também conhecidos como filósofos da Physis ou da natureza. Seu objetivo era construir uma explicação racional e sistemática sobre o universo que substituísse a antiga cosmologia baseada nos mitos. Parmênides de Eleia foi um filósofo pré-socrático que concluiu que o ser é eterno, único, imóvel e ilimitado. Esse pensamento estava em oposição à ideia de que “tudo flui”, defendida por:

A Tales
B Platão
C Heráclito
D Anaximandro

A passagem do mito ao logos ocorreu no contexto pré-socrático. Um filósofo representante desse período de transição, tido por muitos como o responsável por esse fenômeno, é:

A Aristóteles.
B Santo Agostinho.
C Tales de Mileto.
D Espinosa.

A Filosofia nasce em um momento e lugar específicos, ou seja, na Antiga Grécia, século VI a.C. caracterizando-se como uma forma específica de discurso, no qual procura-se entender o mundo que nos cerca. Este discurso tem uma especificidade que difere em relação ao pensamento mítico que o precedeu na Antiga Grécia. A respeito da relação entre o discurso filosófico e o mítico assinale a alternativa incorreta .

A O discurso dos primeiros filósofos pretende buscar uma explicação do mundo natural (a physis ) baseada essencialmente em causas naturais, o que consistirá na chamada “atitude naturalista”. Já o discurso mítico tem como um de seus elementos essenciais sua forma de explicar a realidade com a ajuda de elementos sobrenaturais, misteriosos, sagrados e mágicos
B A ruptura entre o pensamento filosófico e o mito não ocorre de forma completa e imediata. Embora a Filosofia proponha uma nova forma de explicação do mundo, isso não significa o desaparecimento por completo do mito, o qual sobrevive e vai mudando de função progressivamente tornando-se uma parte da tradição cultural do povo grego e menos uma explicação da realidade. Entretanto, podemos ainda ver sua influência em escolas de pensamento filosófico como o pitagorismo e na obra de Platão
C A Filosofia por se apresentar como uma expressão da verdade exige uma adesão e aceitação, por todos, aos seus pressupostos e conceitos. Já o mito é parte de uma tradição cultural e engendra uma visão de mundo nos indivíduos que é coletiva, orientando uma maneira de vivenciar a realidade. Por ser uma crença ele não pressupõe a adesão e aceitação por parte de todos indivíduos participantes
D A Filosofia grega antiga, mesmo quando organizada por escolas filosóficas, é fruto de indivíduos com autoria e assinatura. Já o mito é essencialmente fruto de uma tradição cultural e não da elaboração de um determinado indivíduo
E A Filosofia compreende que nossos pensamentos operam obedecendo à leis, regras e normas universais e necessárias, às quais quando conduzidas corretamente conduzem a distinção do verdadeiro e do falso. O mito ao contrário não se preocupa com contradições, com o fabuloso e o incompreensível, sendo estes os traços próprios do discurso mítico

Platão foi um filósofo discípulo de Sócrates e cidadão ateniense. Fundou em Atenas a escola com o nome de Academia, na qual ensinava-se filosofia, matemática e ginástica. Considerando o núcleo central da filosofia de Platão em sua maturidade, tais como sua epistemologia, política e ética, analise as afirmativas a seguir.

I. Uma das principais questões para Platão foi analisar e diferenciar aquilo que é eterno e imutável em contraposição aquilo que flui, movimentando-se. Concluiu que aquilo que é eterno e imutável está no plano ideal da razão, o qual chamou de mundo das ideias. Já aquilo que flui pertence ao mundo dos sentidos e acontecimentos, sendo sujeito à corrosão do tempo.

II. Para Platão, a razão é eterna e imutável sempre emitindo juízos verdadeiros, pois ela se manifesta sobre dados que são eternos e universais. Já as opiniões do senso comum as quais são baseadas naquilo que é transitório são simples acontecimentos percebidos pelos sentidos que podem nos dar ideias falsas ideias, noções e conceitos sobre o que sentimentos ou percebemos. As opiniões dos homens estão baseadas na transitoriedade e não podem ascender por nenhum método para o mundo das verdades.

III. Platão concebeu uma sociedade ideal, a qual ele compara com o corpo humano. A cabeça seria a sede da razão, o peito seria a sede da vontade e os desejos seriam a sede do baixo-ventre. A razão deve desenvolver a sabedoria; a vontade deve desenvolver a coragem e os desejos devem ser controlados. Essa sociedade ideal e harmônica deveria ser organizada, em analogia com o corpo humano, com os governantes sendo a cabeça, os soldados sendo o peito e os trabalhadores em geral sendo o baixo-ventre. Esse conceito platônico de sociedade foi considerado como a origem da concepção de “bem-estar social” e da democracia.

IV. Na filosofia de Platão existe uma divisão entre dois mundos, a qual engendra também sua visão do homem como um ser separado por corpo de alma. O corpo sofre inclinações e paixões, sendo irracional, sensível e inferior, contaminando a pureza da alma racional e impedindo-a de contemplar as ideias perfeitas e eternas. A alma por não ser material pode ter acesso ao mundo das ideias. Assinale a alternativa correta.

A Apenas as afirmativas II e IV estão corretas
B Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas
C As afirmativas I, II, III e IV estão corretas
D Apenas as afirmativas II e III estão corretas
E Apenas as afirmativas I e IV estão corretas

“Se o sujeito moral é aquele que encontra em sua consciência as normas da conduta virtuosa, submetendo-se apenas ao bem e jamais a poderes externos à consciência, como falar em comportamento ético por dever? Este não seria o poder externo de uma vontade externa (Deus), que nos domina e nos impõe suas leis, forçando-nos a agir em conformidade com regras vindas de fora de nossa consciência? [...]. Um dos filósofos que procurou resolver essa dificuldade foi ______. Para ele, a consciência moral e o sentimento do dever são inatos, são ‘a voz da natureza’ e o ‘dedo de Deus’ em nosso coração. Apesar do pecado do primeiro homem, conservamos em nosso coração vestígios da bondade original e por isso nascemos puros e bons, dotados de generosidade e de benevolência para com os outro”. (CHAUÍ, 2009). Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.

A Aristóteles
B Immanuel Kant
C Baruch Espinosa
D Jean-Jacques Rousseau