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De acordo com o pensamento de Agostinho de Hipona, de modo especial em sua crítica ao maniqueísmo, o problema do mal não deve ser entendido como uma substância independente. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a concepção agostiniana sobre o mal.

A O mal e o bem são princípios eternos e imutáveis, sendo equivalentes, e disputam a alma humana.
B O mal é compreendido como substância material no pensamento agostiniano, opondo-se diretamente à alma humana.
C O mal, para Agostinho de Hipona, consiste na ausência ou privação do bem, não possuindo assim existência própria.
D Pode-se afirmar que, de acordo com Agostinho, o mal é uma força natural necessária para manter o equilíbrio do universo.
E O mal é entendido, no pensamento agostiniano, como uma ilusão produzida pelos sentidos, não possuindo qualquer relação com as ações humanas.

Durante uma sequência didática sobre os filósofos pré-socráticos, um professor de filosofia propõe uma atividade em grupo na qual os alunos devem apresentar diferentes pensadores e explicar suas respectivas concepções de arkhé (princípio originário de todas as coisas). Após as apresentações, o professor percebe que uma das equipes cometeu um equívoco conceitual ao atribuir incorretamente a arkhé ao filósofo estudado. Assinale a alternativa que apresenta esse erro.

A Anaximandro, discípulo de Anaxímenes, acrescentou algumas características ao conceito do seu mestre. Para ele, o princípio da natureza seria o ar. Ele também relatou o modo concreto da formação dos elementos, explicando como os outros elementos são originados no mundo: pela rarefação e condensação do ar.
B Tales de Mileto deduziu sua convicção da constatação de que a nutrição de todas as coisas é “úmida”, que as sementes e os germes de todas as coisas têm natureza úmida e que, portanto, a secura total é a morte. Assim como a vida está ligada à umidade, e esta pressupõe a água, então a água é a fonte última de todas as coisas.
C Heráclito caracterizou o princípio como o fogo, expresso como exemplo das características de mudança contínua, do contraste e da harmonia. O universo é eterno, não foi criado e não morre. Heráclito diz que “tudo se move”, “tudo escorre”, nada permanece imóvel e fixo, tudo muda e se transmuta, sem exceção.
D Para os pitagóricos, o princípio eram os números, pois em todas as coisas existe regularidade matemática. Os sons e a música, aos quais os pitagóricos dedicavam muita atenção, como meio de purificação, são traduzíveis em determinações numéricas. Por outro lado, são as leis numéricas que determinam os anos, as estações, os meses e os dias. Para os pitagóricos, os números não eram apenas uma abstração mental, mas algo extremamente real.
E Para Parmênides, o princípio é o ser: “O ser é e não pode não ser; o não ser não é e não pode ser de modo nenhum. O ser é o positivo puro e o não-ser o negativo puro. Tudo aquilo que alguém pensa e diz é”.

Sobre a moral dos senhores e a moral dos escravos, presentes no pensamento de Friedrich Nietzsche, assinale a alternativa correta.

A A moral dos senhores valoriza a força, a coragem, a autonomia, a afirmação da vida, o apego às questões religiosas e a não dependência de normas externas impostas por terceiro.
B A moral dos senhores é a de personalidades poderosas, de grande vitalidade, de elevado nível de exigência para consigo mesmas e de afirmação da vida.
C A moral dos escravos é a moral dos fracos, porém heróis, dos apaixonados e dos humildes, dos que se apegam à religiosidade, mas com vitalidade.
D A moral dos escravos e a moral dos senhores possuem valores equivalentes e coexistem sem conflitos, pois ambas buscam a harmonia social.
E Segundo Nietzsche, a moral dos senhores é a moral dos ressentidos, oposta a tudo aquilo que lhe é superior, que prega a igualdade.

Com base na filosofia política de Georg Wilhelm Friedrich Hegel, assinale a alternativa correta.

A Hegel busca explicar a gênese do Estado moderno recorrendo à teoria do direito natural e ao contrato social.
B O Estado surge como uma instância superior externa e coercitiva que limita a liberdade individual, subordinando o sujeito à autoridade política.
C De acordo com Hegel, o estado constitui a síntese superior que supera as particularidades da família e da sociedade civil, realizando, assim, a universalidade racional e a efetivação do espírito na história.
D Para Hegel, a história é uma repetição cíclica de formas políticas, não há progresso efetivo da liberdade nem mesmo da consciência.
E Hegel compreende que o Estado é concebido como resultado de um contrato social entre os indivíduos livres, e sua finalidade é garantir direitos naturais preexistentes.

Agostinho de Hipona conseguiu, em sua filosofia, apresentar uma explicação que constituiu ponto de referência durante séculos sobre o problema do mal e seu estatuto ontológico. Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta.

A Para Agostinho, o mal possui existência própria e substancial, sendo um princípio positivo equivalente ao bem, em uma estrutura dualista da realidade.
B Agostinho aprofunda a discussão do problema do mal e compreende que ele pode ser examinado em três planos: metafísico-ontológico, moral e físico.
C Ao compreender a filosofia de Plotino, Agostinho encontra a chave para resolver a problemática do mal. Para ele, o mal é um ser, sendo a eficiência e privação do próprio ser.
D O mal, para Agostinho, é uma ausência, decorrendo exclusivamente das limitações da natureza material, sendo independente da vontade e da liberdade humana.
E Agostinho, ao explicar a concepção do mal, rejeita qualquer relação com Deus, pois afirma que o mal é criado diretamente por uma substância oposta ao bem.

Ao revisar os planejamentos de suas aulas, um professor de filosofia questiona a validade de alguns livros didáticos utilizados por ele no último ano. O docente observa que, em algumas passagens, conceitos apresentados como certos são contraditórios entre si ou baseados apenas em opiniões de poucos e antigos autores, sem evidências claras. Para resolver esse problema, ele decide aplicar os princípios do método cartesiano. Considerando esse contexto e o pensamento de Descartes, assinale a alternativa correta.

A Aplicando os métodos de Descartes, o professor deve aceitar os conteúdos do livro, que já foram validados cientificamente, os quais garantem a verdade das informações.
B O professor deve confiar nos dados sensíveis, como a percepção e a experiência cotidiana, pois não podem enganar o sujeito.
C O professor deve aplicar o método cartesiano, que é composto por quatro regras fundamentais: evidência, enumeração, síntese e análise, respectivamente.
D O professor deve priorizar os conteúdos mais complexos, deixando o mais simples para o final, conforme instrui Descartes no seu método cartesiano da síntese.
E O professor deve aplicar a dúvida radical, analisando de modo crítico cada informação, não aceitando nada como verdadeiro que não se apresente de modo claro e distinto à sua razão.

A Patrística, enquanto período formativo do pensamento cristão, caracteriza-se primordialmente

A pela integração do pensamento cristão com elementos da filosofia clássica, fundamentando a fé.
B pelo desenvolvimento de doutrinas baseadas na revelação metafísica, sem diálogo com a racionalidade filosófica.
C pela defesa da tradição católica apostólica romana por meio do uso da razão e do discurso filosófico.
D pela valorização da racionalidade como caminho autônomo e independente da fé.
E pela rejeição das práticas dogmáticas impostas pela Igreja em prol do pensamento filosófico.

A filosofia de Immanuel Kant (1724-1804) é chamada de criticismo, termo derivado do nome de suas três principais obras: a Crítica da Razão Pura (1781), a Crítica da Razão Prática (1788) e a Crítica da Faculdade do Juízo (1790). Tomadas em conjuntos, elas constituem um sistema completo de pensamento.

A respeito do criticismo de Kant, assinale a alternativa correta.

A O filósofo investiga as condições do sujeito que conhece. Essa posição filosófica não é nova, visto que Berkeley já havia apresentado uma tentativa de síntese entre o racionalismo e o empirismo.
B Kant prioriza o objeto na concepção do conhecimento, estando alinhado com a filosofia que afirmava que a única fonte de conhecimento é o mundo material, isto é, o empirismo.
C Segundo Kant, o conhecimento humano é dado diretamente pela experiência com o mundo, isto é, de modo a priori .
D O conhecimento, para Kant, funciona da seguinte maneira: o entendimento capta os dados da experiência, e a sensibilidade recebe esses dados e os formata por meio de duas formas fundamentais a priori: o tempo e o espaço.
E A Revolução Copernicana é uma expressão de autoria do próprio Kant, na qual representou a mudança de sua filosofia em relação às filosofias que o precederam.

A filosofia da tradição religiosa é um campo amplo que explora os fundamentos, a lógica interna e as questões filosóficas subjacentes às várias tradições religiosas ao redor do mundo. Nesse sentido, é correto afirmar que:

A essa área busca compreender os princípios subjacentes, às crenças, os rituais e as práticas apenas da religião cristã;
B a filosofia da tradição religiosa investiga exclusivamente sobre a existência de deus;
C a filosofia da tradição religiosa procura explorar como diferentes tradições religiosas podem encontrar pontos em comum ou dialogar entre si em busca de compreensão mútua e harmonia;
D a filosofia da tradição religiosa se limita apenas a entender os aspectos teológicos das religiões;
E a filosofia da tradição religiosa busca compreender apenas como algumas tradições judaicas influenciam a sociedade, a cultura, a moralidade e até mesmo a política.

Em “Ideia de uma história universal de um ponto de vista cosmopolita”, Immanuel Kant apresenta uma visão teleológica da história e defende que a natureza se serve de um meio específico para atingir o seu propósito com relação aos seres humanos. A esse recurso da natureza Kant denomina:

A Razão pura.
B Espírito na história.
C Imperativo categórico.
D Mão invisível.
E Insociável sociabilidade.