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A Comissão Nacional de Biossegurança (CTNBio) define a biossegurança como sendo a ciência voltada para o controle e a minimização de riscos advindos da prática de diferentes tecnologias em laboratório ou aplicadas ao meio ambiente, assegurando o avanço dos processos tecnológicos e protegendo a saúde humana, animal e o meio ambiente. Sobre os conceitos e as boas práticas de biossegurança laboratorial, é correto afirmar que

A o jaleco fornece uma barreira de proteção e reduz o risco de contaminação química, mas não reduz os riscos de contaminação biológica.
B em caso de dúvidas em relação à identificação ou composição de algum produto químico, aconselha-se à reação com outros produtos.
C utilizar pipetadores e não pipetar com a boca, pois, além do risco de se ingerir o material que se está pipetando, deve-se evitar levar algo à boca dentro do laboratório.
D caso não haja capela química, a manipulação de reagente químicos voláteis e tóxicos pode ser feita na própria bancada do laboratório com uso de máscaras de TNT.
E o risco associado a diferentes tipos de materiais biológicos é o mesmo para a pessoa que está manipulando e para o meio ambiente.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão Cargo: Técnico de Laboratório - Área Meio Ambiente Prova: Instituto AOCP - IFMA - Técnico de Laboratório - Área Meio Ambiente - 2023

Sobre Segurança do Trabalho referente a escadas, rampas e passarelas, assinale a alternativa INCORRETA.

A As escadas de mão poderão ter até 7 m (sete metros) de extensão e o espaçamento entre os degraus deve ser uniforme, variando entre 0,25 m (vinte e cinco centímetros) a 0,30 m (trinta centímetros).
B As rampas provisórias devem ser fixadas no piso inferior e superior, não ultrapassando 30º (trinta graus) de inclinação em relação ao piso.
C As rampas provisórias usadas para trânsito de caminhões devem ter largura mínima de 4 m (quatro metros) e ser fixadas em suas extremidades.
D As escadas provisórias de uso coletivo devem ser dimensionadas em função do fluxo de trabalhadores, respeitando-se a largura mínima de 0,70 m (setenta centímetros), devendo ter pelo menos a cada 3,10 m (três metros e dez centímetros) de altura um patamar intermediário.
E Não devem existir ressaltos entre o piso da passarela e o piso do terreno.

A temperatura do ambiente de trabalho deve ser confortável (em torno de 25°C para trabalho intermitente pesado). Temperaturas muito elevadas contribuem para sensação de desconforto e queda de produtividade no trabalho. Esse problema deve ser controlado através de ventilação natural ou pelo uso de ventiladores e ar-condicionado. O limite de tolerância para exposição ao calor para trabalho leve, em que não há permissão para o trabalho sem as devidas adequações de controle, é

A acima de 32,2°C.
B entre 26,8 a 28°C.
C acima de 30°C.
D entre 28,8 a 30°C.
E acima de 35°C.

Em relação ao estudo da exposição ocupacional aos agentes físicos, conforme estudado na higiene do trabalho, é correto afirmar que

A a aplicação dos Limites de Exposição Ocupacional deve proteger a moda da população exposta dos efeitos adversos da exposição ao ruído, de forma que a perda auditiva média induzida pelo ruído, nas frequências de 0,5; 1; 2 e 3 KHz, após 40 (quarenta) anos de exposição, não exceda 2 dB (dois decibéis).
B o Índice de Bulbo úmido – Termômetro de Globo – IBUTG é um índice primário que quantifica a contribuição ambiental para a sobrecarga térmica por considerar a temperatura do ar, o calor radiante, a velocidade do ar, a umidade relativa do ar e outras fontes de calor, como micro-ondas e radiofrequência.
C nos ambientes de trabalho com presença de campos magnéticos estáticos, a exposições ocupacionais de rotina não devem exceder 2 T (dois Teslas) no ambiente geral de trabalho, podendo, entretanto, valores-teto de 8 T (oito Teslas) para trabalhadores com treinamento especial, operando em um ambiente de trabalho controlado.
D para a vibração de corpo inteiro induzida mecanicamente, em que não se observa o fenômeno do acoplamento entre o corpo e o objeto vibratório, que se vê no uso de ferramentas portáteis, praticamente inexiste influência da suscetibilidade individual e, portanto, os limites propostos consubstanciam uma fronteira entre condições seguras e potencialmente adversas à saúde.
E em atenção à radiação ultravioleta coerente, com comprimentos de onda entre 500 (quinhentos) e 1000 (um mil) nanômetros, que são comuns em ambientes de trabalho e em ambientes abertos, com incidência de luz solar, os limites de exposição propostos visam proteger os trabalhadores de efeitos agudos, como eritemas e fotoqueratites.

Em relação ao estudo da exposição ocupacional aos agentes químicos, conforme estudado na Higiene do Trabalho, é correto afirmar que

A grupo homogêneo de exposição corresponde a um grupo de trabalhadores que, em face de uma exposição semelhante, produzem uma quantidade padrão de metabólitos associados ao contaminante, de maneira que o acompanhamento do índice biológico de exposição de um trabalhador reflete a realidade de um coletivo homogêneo.
B para as substâncias classificadas como asfixiantes físicos, os limites de exposição ocupacional adotados são sensivelmente maiores que os de outras substâncias, pois o fator limitante é o oxigênio disponível, que tem sua utilização na troca aeróbica comprometida pelo contaminante atmosférico.
C os gases e vapores podem ser classificados segundo a sua ação sobre o organismo humano e divididos em 5 grupos: inócuos; irritantes, anestésicos, asfixiantes simples e asfixiantes químicos, sendo que a classificação de uma substância em um desses grupos implica que ela não possua também as principais características dos outros grupos.
D a prática de substituir um produto industrial por outros menos tóxicos encontra exemplo quando se trata do benzeno, que pode ser substituído pelo tolueno ou pelo xileno que, embora tenham propriedades similares ao benzeno, não apresentam quaisquer efeitos nocivos à saúde humana, ainda que em exposições mais severas.
E a pressão atmosférica pode interferir de forma significativa; por exemplo, o nitrogênio presente na atmosfera é usualmente inerte, mas quando hiperbárico (acima de 2 ou 3 vezes a pressão normal) apresenta toxicidade apreciável, pois, com o aumento da pressão, aumenta a concentração de nitrogênio nos tecidos orgânicos, originando a “embriaguez das profundidades” no caso de mergulhadores e trabalhadores em tubulões pneumáticos.

Em relação à exposição ocupacional a temperaturas extremas, causa do estresse por frio, a preocupação, no campo da Higiene do Trabalho, é proteger os trabalhadores dos efeitos mais graves da hipotermia. Assim, é correto afirmar que

A a temperatura normalizada deve ser utilizada para estimar o efeito calculado do vento e das baixas temperaturas baixas sobre a pele exposta, subsidiando o dimensionamento da roupa e sua capacidade de isolamento térmico.
B para os trabalhadores com boa condição orgânica, a incapacidade de pensar de forma racional fica comprometida seriamente quando a temperatura interna do corpo cai abaixo de 37 ºC (trinta e sete graus centígrados) e a exposição não é interrompida.
C a taxa de resfriamento do vento e de refrigeração de ar são fatores críticos, sendo definida como a perda de calor do corpo do trabalhador expressa em calorias por metro quadrado, que é função da temperatura do ar e de sua velocidade sobre o corpo exposto.
D os tremores devem ser considerados um aviso de perigo para os trabalhadores, e a exposição ao frio deve ser interrompida imediatamente, sempre que eles apresentarem o sintoma de tremor forte.
E os sintomas clínicos progressivos de hipotermia, conforme progride a exposição e a temperatura interna do corpo atinge 34 ºC, são os seguintes: consciência diminuída, dificuldade em tomar a pressão sanguínea e pupila dilatada.

A respeito dos limites de tolerância e de exposição, no campo da Higiene do Trabalho, é correto afirmar que

A os limites de exposição referem-se às concentrações das substâncias químicas dispersas no ar e representam condições às quais, acredita-se, a maioria dos trabalhadores possa estar exposta, repetidamente, dia após dia, durante toda uma vida de trabalho, sem sofrer efeitos adversos à saúde.
B entre as possibilidades de construção do limite de exposição, o método mais prático e satisfatório para monitorar contaminantes no ar é a concentração média ponderada pelo tempo, que pode ser utilizada independentemente das propriedades toxicológicas do contaminante.
C os órgãos de pesquisa vêm aprimorando a metodologia utilizada na proposição de limites de tolerância de tal maneira que, contrariamente à impressão já superada, os valores adotados podem ser considerados como uma linha divisória entre um ambiente de trabalho saudável ou insalubre.
D considerando a adoção de estudos epidemiológicos abrangentes no tempo e no espaço, é possível afirmar, usualmente, que substâncias químicas com limites de tolerância numericamente equivalentes tenham efeitos toxicológicos e potência biológica similares.
E os limites de exposição que apresentam valor de teto explicitam concentração que não deve ser ultrapassada no ambiente de trabalho por intervalos de tempo superiores a 15 (quinze) minutos em jornadas de 8 (oito) horas e, para substâncias que implicam insalubridade máxima, em momento algum.

A Norma de Higiene Ocupacional NHO 06 – Avaliação da Exposição Ocupacional ao Calor tem por objetivo o estabelecimento de critérios e procedimentos para avaliação da exposição ocupacional ao calor que implique sobrecarga térmica ao trabalhador, resultando em risco potencial de dano à sua saúde. De acordo com essa norma técnica, é correto afirmar que

A considerando-se a exatidão admitida nos valores atribuídos para as taxas metabólicas e as incertezas envolvidas nos valores fornecidos por sensores de temperatura, a interpretação dos resultados deve considerar os valores médios da série de medidas, de forma a se aproximar da real exposição do trabalhador ao calor.
B a aclimatização deve ser específica para o nível de sobrecarga térmica a que o trabalhador será submetido e, consequentemente, para a qual deverá estar adaptado, sendo considerados não aclimatizados os trabalhadores que, mesmo já anteriormente aclimatizados, tenham se afastado da condição de exposição por mais de 7 (sete) dias.
C a avaliação do risco de sobrecarga térmica para o trabalhador se dá de forma indireta, por meio do Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG), que é o índice utilizado para avaliação da exposição ocupacional ao calor que leva em consideração temperatura, velocidade e umidade do ar, taxa metabólica e calor radiante.
D para se obter medições representativas da exposição ocupacional, é importante que o período de amostragem seja adequadamente escolhido de forma a considerar os 60 minutos corridos de exposição que correspondam à condição de sobrecarga térmica mais duradoura.
E as condições térmicas de curta duração, inferiores ao tempo de estabilização do conjunto de medição, podem ser avaliadas por meio de ponderação, procedimento que consiste em simular, com suporte de modelos matemáticos, o impacto de uma fonte que libera cargas de calor de forma intermitente na exposição ocupacional do trabalhador.

A Norma de Higiene Ocupacional NHO 08 – Coleta de Material Particulado Sólido Suspenso no Ar de Ambientes de Trabalho tem por objetivo estabelecer um procedimento padronizado para coleta de material particulado sólido em filtros de membrana com a finalidade de obter amostras representativas das partículas suspensas no ar dos ambientes de trabalho. De acordo com essa norma técnica, é correto afirmar que

A a bomba de amostragem portátil deve ser leve e fornecer uma vazão de até 10 L/min (dez litros por minuto), com bateria recarregável e blindada contra explosão e sistema automático de controle de vazão, com capacidade para mantê-la constante, dentro de um intervalo de ± 1% (um por cento), durante o tempo de coleta.
B particulado respirável é a fração de material particulado suspenso no ar constituída por partículas de diâmetro aerodinâmico menor que 100 ?m (cem micrômetros), capaz de penetrar além dos bronquíolos terminais e se depositar na região de troca de gases dos pulmões, causando efeito adverso nesse local.
C particulado inalável é a fração de material particulado suspenso no ar constituída por partículas de diâmetro aerodinâmico menor que 500 ?m (quinhentos micrômetros), capaz de entrar pelas narinas e pela boca, penetrando no trato respiratório durante a inalação.
D seu campo de aplicação está na coleta de partículas de origem mineral, metálica, vegetal e animal, de negro de fumo e de partículas na forma de fibras, incluindo partículas que não tenham um limite de exposição estabelecido; que sejam insolúveis ou fracamente solúveis em água ou nos fluidos aquosos dos pulmões.
E particulado torácico é a fração de material particulado suspenso no ar constituída por partículas de diâmetro aerodinâmico menor que 25 ?m, capaz de passar pela laringe, entrar pelas vias aéreas superiores e penetrar nas vias aéreas dos pulmões.

O objetivo do Programa de Proteção Respiratória, conforme publicação da Fundacentro/MTE, é auxiliar os profissionais responsáveis pela elaboração, implementação e administração de um programa que abrange a seleção, a utilização e a manutenção corretas dos equipamentos de proteção respiratória (EPR). De acordo com esse programa, é correto afirmar que

A na realização do ensaio de vedação quantitativo pelo método do controle da pressão neutra (CPN), a ocorrência de qualquer vazamento, no intervalo de tempo do ensaio, provocará um diferencial de pressão entre o ar ambiente e o interior da peça facial, que não deve permitir o ingresso dos contaminantes presentes na atmosfera do ambiente de trabalho.
B o empregador pode disponibilizar respiradores para uso voluntário, ou seja, quando solicitado espontaneamente pelos trabalhadores, de maneira a não permitir que utilizem seus próprios respiradores, independentemente de possuírem Certificado de Aprovação – CA, pois essa possibilidade traria sérias dificuldades na gestão do Programa e poderia implicar novos riscos à saúde dos trabalhadores.
C o oxigênio gasoso comprimido não deve ser usado em respiradores de linha de ar ou em máscaras autônomas de circuito aberto que tenham sido usadas previamente com ar comprimido, pois o ar comprimido pode conter vapores de óleo em baixas concentrações, introduzidos pelos equipamentos usados para a compressão e contaminar a máscara com essas substâncias e, com isso, gerar risco de fogo ou explosão.
D há respiradores de circuito aberto que utilizam substâncias que, em contato com o dióxido de carbono do ar exalado, produzem oxigênio, fazendo com que esse tipo de equipamento apresente peso total inferior ao daqueles de circuito fechado, que têm a vantagem da autonomia, que, dependendo do modelo, varia de 30 (trinta) minutos a 4 (quatro) horas.
E o texto de um programa de proteção respiratória a ser adotado pela organização deverá incluir, entre outros aspectos, política da empresa na área de proteção respiratória; regras e responsabilidades dos principais atores envolvidos; avaliação dos riscos respiratórios; uso do respirador e política da barba; resultados dos testes de função pulmonar dos trabalhadores abrangidos pelo programa e responsabilidades das empresas contratadas.