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Com a instalação de uma nova classe dominante, originada dos bárbaros ou, com mais frequência, da fusão entre populações romanas antigas e populações bárbaras estabelecidas no território do antigo Império Romano, aparece uma forma de poder cujas origens são germânicas e que se denomina a banalidade, o direito de banalidade. É um direito de comando bastante geral, que inclui direitos de justiça, mas, sobretudo, direitos econômicos. (Jacques Le Goff. Por amor às cidades, 1998.) O direito de banalidade derivava

A das relações pessoais de mando e de exploração social típicas do sistema feudal da Idade Média Ocidental.
B das transformações da sociedade rural europeia e da economia de consumo imediato para uma produção para mercado.
C da associação de povos invasores com o Imperador romano e da complexa burocracia imperial com os chefes militares.
D da sobrevivência das cidades comerciais no Império Romano do Ocidente e da arrecadação de impostos na forma de moedas.
E da prestação de serviço militar da nobreza à Igreja romana e de auxílios financeiros do Alto Clero aos cavaleiros medievais.

Sob o ponto de vista militar, houve duas atividades: a abertura do exército aos “bárbaros” e a instalação de povos germanos no território romano. Uma outra política mostrou-se mais perigosa para a integridade do Império: a instalação de povos inteiros, organizados e não assimilados em território romano. Por meio de um contrato com Roma, os povos “bárbaros” ocupavam as terras romanas e, em troca, forneciam ao governo imperial um certo número de soldados. (Maria Sonsoles Guerras. Os povos bárbaros , 1987. Adaptado.) Apesar de “perigosa”, essa política do Império Romano apresentou, como vantagem,

A a defesa das fronteiras contra outros povos, fossem germanos ou não.
B o fornecimento de escravos para a produção agrícola nos latifúndios.
C o processo de absorção dos costumes bárbaros pelos romanos.
D a estabilidade política, com a participação de bárbaros no governo.
E a substituição dos voluntários romanos por guerreiros profissionais.

Os egípcios viam a criação do mundo como uma espécie de ilha de ordem cercada pelas forças do caos, que a ameaçavam constantemente de aniquilação, da mesma forma como o Delta e o Vale férteis e organizados estavam cercados pelos desertos hostis e anárquicos. (Ciro F. S. Cardoso. O Egito Antigo , 1982. Adaptado.) O texto ajuda compreender o motivo de, no Egito Antigo, as práticas religiosas

A estarem desconectadas da experiência cotidiana, pois se acreditava que as divindades pouco interferiam nos movimentos da natureza e nos destinos humanos.
B dependerem da intermediação de sacerdotes, que condenavam atitudes dos fiéis, como o ócio, a busca da riqueza ou a prática sexual não voltada à procriação.
C serem utilizadas pelos governantes como forma de iludir e enganar a população pobre, que passou a acreditar que os faraós eram representantes dos deuses na Terra.
D penetrarem todos os aspectos da vida pública e privada, como nas cerimônias para garantir a chegada da inundação, agradecer a colheita ou procriar.
E restringirem-se à nobreza e aos sacerdotes, uma vez que a maior parte da população era analfabeta e não tinha acesso aos textos míticos e às obras religiosas.

A Odisseia choca-se com a questão do passado. Para perscrutar o futuro e o passado, recorre-se geralmente ao adivinho. Inspirado pela musa, o adivinho vê o antes e o além: circula entre os deuses e entre os homens, não todos os homens, mas os heróis, preferencialmente mortos gloriosamente em combate. Ao celebrar aqueles que passaram, ele forja o passado, mas um passado sem duração, acabado. (François Hartog. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo , 2015. Adaptado.) O texto afirma que a obra de Homero

A questiona as ações heroicas dos povos fundadores da Grécia Antiga, pois se baseia na concepção filosófica de physis .
B valoriza os mitos em que os gregos acreditavam e que estão no fundamento das concepções modernas de tempo e história.
C é fundadora da ideia de história, pois concebe o passado como um tempo que prossegue no presente e ensina os homens a aprenderem com seus erros.
D identifica uma forma do pensamento mítico e uma visão de passado estranha à ideia de diálogo entre temporalidades, que caracteriza a história.
E desenvolve uma abordagem crítica do passado e uma reflexão de caráter racionalista, semelhantes à da filosofia pré-socrática.

A expansão da civilização romana e a conquista do Mediterrâneo, se por um lado trouxeram riquezas e poderio à Roma; por outro lado, provocou um conflito entre as antigas instituições políticas, frente à nova realidade social e econômica dos romanos. Isso se deve

A às Guerras Púnicas que resultaram no predomínio marítimo- mercantil romano sobre o Mediterrâneo, onde Cartago teve que se render à Roma, porém os cartaginenses não aceitaram submeter-se às leis romanas.
B à inadequação entre a estrutura política republicana e a expansão do sistema escravista de produção, cuja principal consequência foi a crise da República Romana e o estabelecimento do Império.
C à expansão externa de Roma que provocou a vinda de imensos contingentes de prisioneiros de guerra na condição de escravos, favorecendo os pequenos e médios proprietários de terra.
D à conquista do Mediterrâneo e à abertura de novos mercados à economia romana que prejudicaram fortemente o desenvolvimento da manufatura e dos produtos romanos frente à concorrência das mercadorias estrangeiras.
E às vitórias advindas após as Guerras Púnicas, que foram responsáveis pelo início de um período de prosperidade econômica e, consequentemente, paz social e estabilidade política.

A mão de obra para as imensas propriedades que surgiram a partir do final do século III a. C. veio da série de campanhas espetaculares que deram a Roma o domínio sobre o mundo mediterrâneo. Essas guerras acentuaram o declínio do campesinato romano, que antes formara a robusta base de pequenos proprietários. As vitórias militares escravizavam cativos de guerra e os mandavam para os campos e cidades da Itália. (Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao feudalismo , 2016. Adaptado.) Considerando o texto e conhecimentos sobre a Roma da Antiguidade, podem-se citar como consequências das transformações históricas do período republicano a

A crise financeira do Estado e a invasão militar do território romano pelos povos bárbaros.
B legalização da escravidão por dívida pelo Senado e a extinção dos Tribunos da plebe.
C expansão dos latifúndios escravistas e o deslocamento de populações dos campos para as cidades.
D submissão dos comandantes militares aos proprietários rurais e a democratização do exército.
E aliança dos camponeses sem terra com os escravos e a conquista de direitos políticos pela plebe.

O cidadão não é cidadão pelo fato de se ter estabelecido em algum lugar – pois os estrangeiros e os escravos também são estabelecidos. [...] Por aí se vê, pois, o que é o cidadão: aquele que tem uma parte legal na autoridade deliberativa e na autoridade judiciária. (Aristóteles. A política , s/d.) Aristóteles, filósofo do século IV a.C., fundou e dirigiu, na cidade de Atenas, o Liceu, um centro de estudos filosóficos. A sua definição de cidadania

A referia-se a direitos políticos exclusivos de alguns indivíduos nas cidades.
B restringia-se aos governos altamente militarizados das cidades.
C desconhecia as práticas políticas efetivas do extenso mundo grego.
D abrangia o conjunto da população economicamente ativa na Grécia.
E opunha-se ao funcionamento dos regimes democráticos nas pólis.
Texto associado
Leia o texto para responder à questão. Enquanto nas cidades o poder ficou nas mãos dos bispos, nos campos, concentrou-se na dos grandes proprietários. O governo romano perdeu força: já não era capaz de cobrar os impostos de maneira eficiente, nem mesmo de pagar os exércitos. Em 476, o último imperador romano foi deposto. Era o fim do Império Romano e do mundo antigo e o início de uma nova era, a Idade Média. (Carlos Augusto Ribeiro Machado. Roma e seu império , 2004. Adaptado.)

In the text, the excerpt that best represents an alternative to something previously expressed is:

A “As someone with high-functioning autism” (1 st paragraph).
B "a surprise to the family and myself” (4 th paragraph).
C “I’ve got a symphony” (2 nd paragraph).
D “Instead, Michael is determined” (5 th paragraph).
E “I liked what I was hearing” (3 rd paragraph).

De acordo com o segundo parágrafo,

A o vírus H5N1 é uma mutação do vírus HIV.
B o vírus influenza possui comportamento sazonal, ou seja, é capaz de se espalhar pelos continentes.
C a gripe suína de 2009 foi muito mais letal que a gripe espanhola de 1918.
D os vírus Ebola, HIV e Zika passaram a contaminar os seres humanos.
E um vírus só é considerado perigoso se sua letalidade superar 60% dos casos de contaminação.