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Ao sistematizar e analisar os registros da opinião técnica emitida pelo(a) assistente social, objetos de denúncias éticas, o documento do CFESS

( 2020 ) aponta que, na maioria dos recursos disciplinares julgados, a finalidade institucional se sobrepõe à finalidade profissional. O documento do CFESS destaca que a explicitação do objeto do estudo social é procedimento essencial à composição dos registros, posto que oferece indicativos do foco interventivo, da intencionalidade e das ações profissionais que dali se desdobram. Por fim, ressalta que a atuação do(a) assistente social, quando da realização de estudo social, pressupõe o reconhecimento e a identificação da sua finalidade, em tese,

A expressa de modo imparcial.
B apropriada à realidade institucional.
C alinhada ao projeto ético-político da profissão.
D aceitável por todos os envolvidos.
E condicionada a interesses específicos.

No processo de orientação e acompanhamento social a indivíduos, grupos e famílias os(as) assistentes sociais materializam ações socioeducativas. Sobre tais processos, é correto afirmar que:

A As ações não precisam ser planejadas, podem ser improvisadas e não se relacionarem com objetivos do Serviço Social.
B Independentemente da maneira como as informações são trabalhadas, haverá criação de consciência crítica.
C Nas trocas entre os usuários e os profissionais, é criada uma alienação dos sujeitos diante da sua realidade.
D Os efeitos das ações socioeducativas são isolados e individuais, carecendo de atuação profissional caso a caso.
E Os sujeitos, ao se transformarem, introduzem mudanças nos ambientes ou grupos dos quais participam, pois há um efeito multiplicador das ações.

De acordo com a Lei 8662/93 e suas regulamentações, a elaboração e emissão de opiniões técnicas em Serviço Social por meio de pareceres, laudos, perícias e manifestações é uma atribuição:

A Aberta a qualquer profissional da área de saúde, independentemente de inscrição no Conselho Regional de Serviço Social.
B Exclusiva de equipes multiprofissionais, sem necessidade de ser assinada por um assistente social.
C Privativa do assistente social, desde que devidamente inscrito no Conselho Regional de Serviço Social de sua área de atuação, e pressupõe competência técnica, teórico-metodológica, autonomia e compromisso ético.
D Obrigatória apenas para assistentes sociais em cargos públicos, dispensando os profissionais da iniciativa privada.
E Facultativa para assistentes sociais, que podem delegar a tarefa para outros profissionais da área social.

Acerca do desenvolvimento da pesquisa no contexto do Serviço Social brasileiro e sua importância para o exercício profissional, é correto afirmar:

A A partir da década de 1980, a pesquisa no Serviço Social passou a oferecer pressupostos científicos para o exercício profissional, permitindo ao assistente social compreender melhor a realidade concreta em que atua e desenvolver intervenções mais fundamentadas e eficazes.
B A produção de conhecimento científico no Serviço Social sempre foi uma característica central da profissão, desde sua criação no Brasil, não havendo nenhuma mudança significativa no processo de reconceituação na década de 1970.
C A pesquisa no Serviço Social brasileiro teve início apenas na década de 2000, com o surgimento dos primeiros cursos de pós-graduação, sem relevância para o exercício profissional até então.
D A produção de conhecimento no Serviço Social é irrelevante para a prática profissional, sendo suficiente basear-se em diretrizes institucionais para as intervenções sociais.
E A pesquisa acadêmica no Serviço Social limitou-se a um período específico na década de 1970, sem continuidade ou impacto significativo nas intervenções profissionais atuais.

A produção de documentos e a emissão de opinião técnica por profissionais de Serviço Social, por meio de diversos tipos de registros, como informes, relatórios, laudos e pareceres, faz parte das atribuições e competências profissionais de assistentes sociais. Embora não exista um modelo ideal de relatórios, laudos e pareceres, pois os profissionais gozam de autonomia, existem parâmetros que devem ser considerados na elaboração de um laudo social em uma ação judicial. Um desses parâmetros estabelece que o laudo deve

A reunir o maior número de dados possíveis para alcançar a verdade dos fatos.
B juntar documentos para comprovar as informações contidas, pois é isto que confere legitimidade ao parecer.
C ser descritivo, para não deixar dúvidas quanto à veracidade dos dados nele contidos.
D reproduzir de modo literal as falas dos usuários, para embasar o posicionamento profissional.
E articular os dados com a totalidade que explica a situação em análise, de modo a evitar interpretações com viés punitivista.

O relatório social é o documento no qual constam o registro do objeto de estudo, a identificação dos sujeitos envolvidos e um breve histórico da situação, a finalidade à qual se destina, os procedimentos utilizados, os aspectos significativos levantados na entrevista e a análise da situação. De acordo com Fávero

( 2009 ), o profissional deve valer-se de suas competências teóricas, éticas e técnicas para

A cumprir as requisições institucionais, tornando público o debate requisições institucionais versus competências profissionais.
B propor registros com menor ênfase analítica, dependendo do objeto, dos objetivos e da finalidade do registro, isto é, por que, o que e para que registrar.
C ultrapassar a imediaticidade dos fenômenos, propondo alternativas individualizantes.
D avaliar os aspectos importantes a serem registrados, considerando aqueles que, de fato, podem contribuir para o acesso, a garantia e a efetivação de direitos.
E registrar as informações trazidas pelo usuário, apresentandoas ao demandante do serviço, sendo necessário o detalhamento destas.

Existe uma certa dificuldade para diferenciar relatório social de um laudo social, em razão de suas semelhanças. No judiciário, onde os assistentes sociais são chamados a se manifestar sobre situações sociais judicializadas, exige-se maior clareza sobre estes dois termos. Uma diferença entre um laudo e um relatório social é que

A o relatório social não é aprofundado e não contém o parecer social.
B reside na formalidade.
C o laudo social não pode ser considerado meio de prova.
D o relatório social não pode ser considerado meio de prova.
E no laudo social a descrição serve de ponto de apoio às inferências do profissional quanto à questão quanto à problemática que está avaliando.

Clarice recebe de seu chefe a incumbência de realizar um estudo profissional cuja avaliação pode apresentar um parecer sobre o que foi analisado. O resultado desse estudo que “(...) deve ser conclusivo, contendo diretrizes e sugestões” (Magalhães, 2016) é o(a)

A relatório.
B inspeção.
C laudo.
D perícia.
E informe.

O tema instrumentalidade no serviço social remete, à primeira vista, ao uso dos instrumentos e técnicas no cotidiano profissional do assistente social. A instrumentalidade, entretanto, segundo os estudiosos dos fundamentos do serviço social, se refere

A à justa articulação entre a teoria e a prática.
B à importância da formação continuada para assegurar as boas práticas profissionais.
C ao projeto ético político da profissão.
D aos fundamentos teórico-metodológicos da profissão.
E a uma determinada capacidade ou propriedade constitutiva da profissão, construída e reconstruída no processo sócio-histórico.

A questão técnico-instrumental é um dos pontos de tensão no debate e no exercício profissional hoje em dia. Muito se deve à autonomia dada a esse aspecto do trabalho profissional, alçado em outras ocasiões ao patamar de metodologia da intervenção profissional. O debate atual sobre a instrumentalidade, capitaneado por Guerra

( 1995 ), aponta, no entanto, para uma outra direção. Para essa autora, a instrumentalidade adquire o sentido de:

A materiais, métodos e técnicas que possibilitam uma perspectiva de qualificação para o domínio técnico-instrumental;
B uma particularidade que tem a capacidade de articular as dimensões da profissão e convertê-las em respostas profissionais, em estratégias políticas, em instrumentos técnico-operativos;
C racionalidade característica da sociedade capitalista inicial e do conservadorismo, que se expressa na condução do trabalho profissional;
D estabelecimento da forma como o assistente social recolhe, compila e sistematiza instrumentos técnicos utilizados para a intervenção do profissional em dada realidade social ou determinada instituição;
E uma filosofia que envolve a profissão desde a sua gênese, fornecendo conteúdos para interpretar os instrumentos utilizados pelo profissional em seu cotidiano de trabalho.