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Becker

( 2012 ) problematiza o que define como uma miopia epistemológica compartilhada tanto pelo inatismo, segundo o qual o sujeito “nasce com o conhecimento já programado na sua herança genética”; quanto pelo empirismo, admitindo o sujeito como tábula rasa, ou seja, assumindo que “o indivíduo, ao nascer, nada tem em termos de conhecimento”. Para o autor, apesar da oposição que guardam entre si, ambas as epistemologias têm como ponto em comum

A a crença no conhecimento universal.
B a recusa à influência do ambiente.
C o apriorismo da experiência.
D a passividade do sujeito.
E a impossibilidade da lógica.

Se alguém afirma que uma ação é considerada moralmente boa por alguma característica da própria ação, não porque o produto da ação seja bom, essa pessoa está fazendo referência

A à moral.
B à deontologia.
C aos bons costumes.
D à ética.
E ao dever de cidadania.

A base ontológico-social da ética se constitui através da sociabilidade, da universalidade, da consciência e da liberdade. Essas são mediações que instituem a diferença do ser social em face aos outros seres da natureza e são postas em movimento através da atividade vital do(da):

A escolha
B trabalho
C valoração
D racionalidade

A filosofia de Martin Heidegger caracteriza-se, entre outros aspectos, como o trilhar de caminhos em busca do melhor tratamento para a questão mais fundamental da história da filosofia ocidental: a questão do ser. Mas o que é necessário, segundo Heidegger, para recolocar esta questão?

A Revisitar a história da filosofia ocidental como o questionamento do ser.
B Pensar a questão do ponto de vista da diferença entre ser e ente.
C Adaptar na atualidade a pergunta pelo ser, tendo em vista os desenvolvimentos científicos.
D Esquecer da questão do ser, pois, em última instância, não faz sentido recolocá-la.
E Começar uma nova filosofia que compreenda a questão como um erro a não ser mais cometido.

“Ao chegar à cidade mais próxima, encontrou Zaratustra grande quantidade de povo reunido na praça do mercado; pois lhe fora prometido que iriam ver um funâmbulo. E Zaratustra assim falou ao povo: ‘Eu vos ensino o super-homem. O homem é algo que deve ser superado. Que fizestes para superá-lo?’” (Nietzsche, Assim falou Zaratustra , 3). Tendo em vista a passagem acima, que afirma Nietzsche sobre o super-homem?

A O super-homem é o homem que precisa ser superado pelo humanismo cristão.
B Zaratustra é a imagem do super-homem porque afirma a morte de Deus, o eterno retorno e a verdadeira religião.
C Superar o homem significa ultrapassar o modelo do homem metafísico e seus valores.
D O super-homem é um personagem utilizado pelos estúdios de cinemaamericano na tentativa demostrar a salvação da humanidade.
E Nietzsche é o verdadeiro super-homem.

“Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outros indivíduos”. (Kant, Resposta à pergunta: que é “Esclarecimento”?. In Kant,

I. Textos seletos . Petrópolis: Vozes, 2010, p. 63.) Para Kant, a relação entre a menoridade e a maioridade da razão, no contexto do Esclarecimento,

A Trata-se de uma questão da perspectiva de vida do indivíduo moderno, pois a vida prática não se relaciona com o pensamento cultivado.
B Torna a menoridade um momento no qual o indivíduo tem consciência de sua liberdade de pensamento.
C Torna a maioridade um momento no qual o indivíduo tem consciência de sua submissão a tutelas alheias.
D Trata-se de um processo de passagem entre minoridade e maioridade, à medida que o individuo esclarecido pensa por ele mesmo, sem tutelas.
E Possibilita o trânsito entre menoridade e maioridade enquanto um vice-versa de escolhas do homem moderno.

“Fotografias são onipresentes: coladas em álbuns, reproduzidas em jornais, expostas em vitrines, paredes de escritórios, afixadas contra muros sob forma de cartazes, impressas em livros, latas de conservas, camisetas. O que significam tais fotografias?” (Flusser,

V. Filosofia da Caixa Preta . São Paulo: Annablume, 2011, p. 51). “Com a fotografia, o valor de culto começa a recuar, em todas as frentes, diante do valor de exposição. Mas o valor de culto não se entrega sem oferecer resistência. Sua última trincheira é o rosto humano. Não é por acaso que o retrato era o principal tema das primeiras fotografias”. (Benjamin, W. A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica. In Benjamin, W. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994, p. 174) Avalie as seguintes afirmações:

I. Ao tratar da noção de aura como um elemento também próprio da fotografia, Benjamin vê com otimismo essa nova forma de obra de arte, pois ainda está munida de aura.

II. Benjamin pensa o valor deculto e o valor de exposição das imagenstécnicas. Flusser, em suaperspectiva, considera afotografia como produções automáticas,mediada por aparelhoscodificadores.

III. Flusser analisa positivamente a mediação técnica da fotografia, ao contrário de Benjamin, que considera tal mediação decadente.

IV. Vilém Flusser, ao pensar a fotografia como imagem produzida e distribuída por aparelho, evidencia a influência do pensamento de Walter Benjamin, ao considerar a imagem fotográfica como a primeira imagem técnica. Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.

A I e II.
B II e III.
C III e IV.
D I e III.
E II e IV.

“A virtude é, pois, uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consistente numa mediania, isto é, a mediania relativa a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática. E é um meio-termo entre dois vícios, um por excesso e outro por falta; pois que, enquanto os vícios ou vão muito longe ou ficam aquém do que é conveniente no tocante às ações e paixões, a virtude encontra e escolhe o meio-termo. E assim, no que toca à sua substância e à definição que lhe estabelece a essência, a virtude é uma mediania; com referência ao sumo bem e ao mais justo, é, porém, um extremo. (Aristóteles. Ética a Nicômaco. São Paulo, Abril, 1989, 1107ª). Aristóteles contribui com a reflexão ética a partir da consideração da virtude como um elemento próprio da vida prática. Assim, a partir da passagem acima, o que poderíamos afirmar sobre a virtude?

A Por isso, a virtude não poderia ser pensada fora da vida prática ou práxis, pois ela pode ser ensinada.
B A virtude manifesta-se no equilíbrio nas ações dos indivíduos, tendo em vista a comunidade da qual fazem parte e, por conseguinte, a tornam também virtuosa.
C Aristóteles abriu escolas de ensino de ética, tendo em vista a necessidade de ensinar a mediania.
D Da mesma forma que podemos aprender um ofício de produção artesanal, também podemos aprender a ser éticos, conforme os ensinamentos de Aristóteles.
E A partir do equilíbrio nos vícios, também podemos ser virtuosos.

Thomas Kuhn é conhecido por sua filosofia da ciência que considera a estrutura das revoluções científicas, com grande destaque para o conceito de paradigma. Assim, o que significa paradigma para o autor?

A É uma abstração, distante da realidade dos laboratórios, que não necessariamente tem relação com o trabalho científico concreto.
B Como não é obrigado a ser seguido, o paradigma aparece como um modelo alternativo à comunidade científica.
C É algo que não tem relação com a prática científica.
D São modelos que se caracterizam por serem cumulativos do ponto de vista do conhecimento científico.
E É um modelo de prática científica compartilhado pela comunidade científica, no tocante a sua forma de fazer ciência. Por isso, aparece como a caracterização básica de uma comunidade.

David Hume (1711-1776) é um dos principais autores da tradição empirista. A publicação do Tratado sobre a natureza humana, em 1739, traz os traços fundamentais de sua filosofia, levando o empirismo às últimas consequências. Como se caracteriza o empirismo de Hume?

A Hume era considerado cético, mas sua crítica à subjetividade cartesiana e à causalidade não prejudicavam o entendimento empirista do mundo natural.
B Se no empirismo humeano, as ideias têm sua origem na impressão sensível, então não há nada no eu que não sejam as impressões sensíveis.
C Pela lembrança e não pela memória, o eu é garantido, pois depende da experiência exterior ao mesmo eu para se constituir.
D Como as percepções não variam de acordo com a experiência, então a unidade e a permanência da razão não dependem da experiência.
E Para Hume a razão é um feixe de ideias e não percepções.