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Com relação à proposta didático‐pedagógica para o ensino do português escrito para os alunos com surdez, assinale a alternativa correta.

A Orienta‐se pela concepção educacional bilíngue Libras‐Português Escrito.
B Prepara o aluno para as diferentes formas de comunicação em língua portuguesa, escrita e oral.
C Desenvolve diferentes tipos de leitura: labial, textual, oral.
D Estimula o aluno na compreensão de que a língua portuguesa é a única forma de participar da comunidade ouvinte.
E Amplia o repertório linguístico do surdo, para que este seja capaz de se comunicar com fluência com os ouvintes.

Como todas as línguas orais‐auditivas, a Libras tem gramática própria, definida em diferentes níveis. Os níveis da estrutura gramatical da Libras são

A alfabeto datilológico; parâmetros; e arbitrariedade.
B sintaxe; classificadores; item lexical; e modalidade visuo‐espacial.
C fonológico; morfológico; visuo‐espacialidade; e léxico.
D fonológico; morfológico; semântico; e sintático.
E datilologia; morfema; grafema; e sintaxe.

A respeito da concepção clínico‐patológica da surdez, assinale a alternativa correta.

A A concepção clínico‐patológica da surdez considera a pessoa surda como sujeito social, capaz de aprender.
B A concepção clínico‐patológica origina‐se com os estudos do alemão Samuel Heinicke.
C Com o declínio da abordagem socioantropológica da surdez, a concepção clínico‐patológica entrou em declínio.
D A concepção clínico‐patológica compreende a surdez como uma doença passível de cura, por meio do uso de tratamentos medicamentosos e uso de próteses.
E A concepção clínico‐patológica da surdez influenciou fortemente a ação de médicos e fonoaudiólogos, auxiliando sua compreensão sobre a importância da Libras para o desenvolvimento dos surdos.

Ao interpretar de português para Libras os enunciados
‘Você tem paciência com criança.’ / ‘Você tem muita paciência com criança.’, as diferenças de sentidos entre as
duas frases serão marcadas por

A soletração
B ponto de articulação
C expressões não manuais
D configurações de mão
E orientação da palma da mão

A função primordial do intérprete de Libras que atua em
contextos de ensino é

A auxiliar o professor no planejamento e no desenvolvimento de suas aulas.
B atuar como tutor do aluno surdo, auxiliando-o em suas
dificuldades com os conteúdos curriculares.
C dar acessibilidade linguística aos surdos, intermediando as relações estabelecidas pelos atores que compõem a sala de aula.
D sugerir estratégias de ensino que favoreçam a compreensão do aluno surdo em seus processos de
aprendizagem.
E intervir no processo de ensino-aprendizagem orientando os agentes educacionais quanto a mudanças
curriculares.

A compreensão mais atual do trabalho de tradução e interpretação entre línguas considera essas práticas como
lugar de construção e produção de sentidos, que pressupõe uma postura dialógica no ato tradutório. O tradutor-
-intérprete no exercício de seu trabalho não lida com palavras ou sinais isolados, mas com enunciados concretos e
seus sentidos no discurso.

A opção que melhor corresponde a essa concepção é a
de que o tradutor-intérprete deve

A direcionar sua atenção a cada significado de palavra
ou sinal enunciado no contexto discursivo.
B buscar equivalências precisas de sentido a cada sinal
ou cada palavra emitida no contexto discursivo.
C omitir metáforas e expressões idiomáticas enunciadas
no contexto discursivo.
D procurar opções possíveis de tradução de acordo com
os sentidos produzidos nos contextos discursivos.
E se ater aos significados das palavras ou sinais independentemente dos contextos discursivos.

O Imperador D. Pedro II, em viagem no ano de 1876, visitou uma instituição de educação de surdos registrando as
seguintes impressões:

Neste belo estabelecimento perfeitamente colocado e
com 150 acres de terreno onde os alunos trabalham,
saem deles bacharéis em letras ou ciências. Metade
deles articula e fala melhor ou pior. Resolvem equações
algébricas, discorrem por escrito na pedra perfeitamente
expondo um a teoria dos eclipses e outro traduzindo falando Horácio e uma passagem das Catilinárias mostrando saber bem o latim. O diretor é filho de uma pessoa que
aprendeu em Paris com abbé Sicard. Casou com uma de
suas discípulas surda-muda que é a mãe do diretor e a
qual me deu uma hera que eu plantei perto da escada do
estabelecimento. Fiquei encantado da visita.

A instituição a que se refere o Imperador é

A Instituto Nacional de Jovens Surdos de Paris
B Instituto Jacob Rodrigues Pereira
C Instituto dos Surdos-Mudos de Bourges
D Gallaudet University
E Imperial Instituto dos Surdos Mudos

As pesquisas apontam a existência de cinco componentes na estruturação dos sinais, os chamados parâmetros
das línguas de sinais: a configuração de mão, o ponto de
articulação, o movimento, a orientação e as expressões
não manuais.

Qual das duplas a seguir pode ser considerada um par
mínimo em Libras, ou seja, uma dupla de sinais que se
diferenciam por um único parâmetro?

A LEI / ADVOGADO
B OUVINTE / LARANJA
C ALUNO / PROFESSOR
D FACEBOOK / E-MAIL
E COMPUTADOR / MOUSE

Pizzio, Rezende e Quadros explicam:

A forma do sinal utilizado com função de pronome
pessoal é realizada pelo dedo indicador (um index) diretamente apontado para um ponto no espaço. Se o
referente estiver presente na situação comunicativa, a
apontação será feita diretamente para tal referente.

No caso de referentes ausentes, a referenciação pronominal, ao longo de um ato comunicativo, é realizada por

A soletração do nome correspondente ao referente, sem
apontação alguma.
B verbalização em português oral do pronome ele ou ela
de acordo com o referente.
C um ponto arbitrário no espaço de sinalização que será
associado ao referente.
D um ponto localizado no corpo do sinalizador que emite
a mensagem.
E um sinal criado aleatoriamente para designar o referente do qual se diz algo.

“O intérprete educacional é importante para que o aluno
tenha acesso aos conteúdos programáticos, no entanto,
é essencial salientar que: [...] a presença do intérprete
de língua de sinais não é suficiente para uma inclusão
satisfatória, sendo necessária uma série de outras providências para que este aluno possa ser atendido adequadamente: adequação curricular, aspectos didáticos
e metodológicos, conhecimentos sobre a surdez e sobre a língua de sinais, entre outros”

LACERDA, Cristina Broglia Feitosa. A inclusão escolar de alunos
surdos: o que dizem alunos, professores e intérpretes sobre esta
experiência. Cadernos Cedes, Campinas, vol. 26, n. 69, p. 163-
184, maio/ago. 2006 Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v26n69/a04v2669.pdf

Está de acordo com o modo de conceber a atuação do
intérprete educacional, expressa no texto acima, a declaração de que a inclusão do aluno surdo é

A contemplada totalmente pela presença do intérprete
educacional na sala de aula.
B contemplada parcialmente pela presença do intérprete educacional na sala de aula.
C dependente de adaptações curriculares efetuadas
pelo intérprete educacional.
D possível desde que os materiais didáticos sejam elaborados pelo intérprete educacional.
E efetivada com a substituição do professor pelo intérprete educacional.