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O reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais, Libras,
em 2002, como meio legal de comunicação e expressão,
e sua regulamentação em 2005, foi fruto de uma longa
luta política por parte da comunidade surda. Um marco
político que acelerou esse reconhecimento foi a publicidade do documento intitulado “A EDUCAÇÃO QUE NÓS
SURDOS QUEREMOS”.

Esse documento foi elaborado no contexto do V Congresso Latino-americano de educação bilíngue para surdos,
que foi realizado no ano

A de 1999, em Porto Alegre
B de 1999, em Florianópolis
C 2000, em Rio de Janeiro
D 2000, em Brasília
E 2000, em Porto Alegre

A Libras, como qualquer outra língua natural, apresenta
em seu léxico empréstimos linguísticos, sejam motivados
pelo contato entre Libras e português, sejam decorrentes
do contato da Libras com outras línguas de sinais.

Configuram sinais da Libras, criados a partir de empréstimos linguísticos, os dois exemplos apresentados em

A LARANJA / SÁBADO
B ÉTICA / IMPORTANTE
C PENDRIVE / TELEVISÃO
D INTÉRPRETE / MÉDICO
E LETRAMENTO / SINDICATO

No decorrer da década de 1980, a pesquisadora e linguista Lucinda Ferreira Brito desenvolveu pesquisa pioneira
cujo tema central era a língua de sinais praticada pelos
surdos brasileiros nos grandes centros urbanos. Em suas
pesquisas, registrou outra língua de sinais utilizada por
um dos povos indígenas do Brasil.

Esse povo é denominado:

A Kadwéu
B Parecys
C Urubu-Kaapor
D Guarani-Kaiowá
E Ofaé

No ano de 2013, o Instituto Nacional de Educação de Surdos criou um canal de televisão denominado TVINES que
conta com uma grade de programação variada. Essa importante conquista da comunidade surda brasileira caracteriza-se por uma série de inovações.

Entre essas inovações , podemos destacar a(o)

A presença de apresentadores surdos ancorando os
programas
B presença de legenda na programação
C apresentação do noticiário em libras
D exibição de filmes legendados
E recurso de janela de intérprete no canto do vídeo

A escola deve preocupar-se não apenas com a identidade surda do aluno, mas, também, com outras identidades
manifestadas pelos sujeitos. A identidade surda é apenas
uma delas; existem as identidades voltadas ao gênero, à
cor, à raça, etc.
Uma afirmação que corresponde a esse modo de conceber a identidade é:

A as identidades não se ancoram em um único aspecto das experiências dos sujeitos no mundo, pois são
múltiplas e multifacetadas.
B as identidades se constroem exclusivamente com
base na língua adquirida pelo sujeito.
C as identidades não compõem um mosaico de traços
construídos pelo sujeito ao longo da vida.
D as identidades não são construídas nas interações sociais e sim por cada sujeito isoladamente.
E as identidades são mera expressão da vontade dos
sujeitos, sem relação com suas vivências no mundo
social.

O método oral e os métodos mistos são abordagens educacionais na área da surdez.
O método oral e os métodos mistos, respectivamente, são
historicamente identificados como:

A Escola Francesa e Escola Americana
B Escola Francesa e Escola Alemã
C Escola Americana e Escola Alemã
D Escola Alemã e Escola Francesa
E Escola Americana e Escola Francesa

A iconicidade é um aspecto constitutivo de todas as línguas de sinais.

Esse fenômeno linguístico na Libras pode ser observado
APENAS na seguinte sequência de sinais:

A SINDICATO-PROBLEMA-FRASE-DÚVIDA
B TELEFONE-ÁRVORE-CASA-AVIÃO
C IDADE-DIFICULDADE-PESSOA-REGIMENTO
D ADVOGADO-BISCOITO-AMIGO-GOIABA
E PRIMO-PERDÃO-TRABALHO-FERIADO

Ao traduzir determinadas frases de língua portuguesa
para Libras, o intérprete faz uso de sinais da Libras classificados morfossintaticamente como verbo com concordância ou direcional.

Tal fato ocorre na tradução de:

A O aluno registrou suas notas nas atividades realizadas ao longo do bimestre.
B O aluno gostou de suas notas nas atividades realizadas ao longo do bimestre.
C O aluno não gostou de suas notas nas atividades realizadas ao longo do bimestre.
D O aluno tinha dúvidas sobre suas notas nas atividades
realizadas ao longo do bimestre.
E O aluno perguntou ao professor sobre suas notas nas
atividades realizadas ao longo do bimestre.

O Implante Coclear em crianças surdas é objeto de intenso questionamento na comunidade surda. Entre as diferentes críticas presentes nesse debate, pode-se destacar
a ideia de “normalização da surdez”.

Com base na visão socioantropológica da surdez, o argumento que se alinha a essa ideia é o de que implante coclear

A promove a inclusão do surdo na comunidade surda.
B contribui para a construção de identidades surdas.
C favorece o empoderamento político dos surdos.
D visa a ouvintizar os surdos para torná-los mais próximos da identidade considerada padrão.
E deve ser uma decisão somente da família e dos médicos.

De acordo com a publicação O tradutor e intérprete de
Língua Brasileira de sinais e língua portuguesa (Quadros,
2004), editada pelo MEC, há uma série de recomendações de ordem ética sobre como esse profissional deve se
portar em contexto de interpretação da língua portuguesa
escrita no momento de provas e concursos. Segundo essas recomendações, é correto afirmar que o intérprete:

A não deve fazer interpretação de instruções presentes
na prova.
B deve confirmar com o olhar escolhas do candidato na
resolução das questões.
C deve omitir metáforas e expressões idiomáticas.
D deve traduzir do português escrito para a Libras todas
as questões e instruções da prova.
E deve se responsabilizar pela escrita do candidato surdo