QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
93 questões encontradas

Uma metodologia pedagógica que pode ser utilizada por professores de filosofia é a chamada “escrita de si”. No contexto do ensino de filosofia, essa metodologia configura-se como uma atividade que visa levar o estudante a:

A Aprimorar apenas teoricamente o saber filosófico.
B Elaborar, psicanaliticamente, as dores e os traumas do estudante de filosofia, de modo a promover seu desenvolvimento emocional.
C Aprimorar a grafia do estudante de humanidades.
D Elaborar os discursos recebidos e reconhecidos como verdadeiros em princípios racionais de ação.
E Aprimorar a relação entre professores e alunos.

“A educação é um típico ‘que-fazer’ humano, ou seja, um tipo de atividade que se caracteriza fundamentalmente por uma preocupação, por uma finalidade a ser atingida. A educação dentro de uma sociedade não se manifesta como um fim em si mesma, mas sim como um instrumento de manutenção ou transformação social. Assim sendo, ela necessita de pressupostos, de conceitos que fundamentem e orientem os seus caminhos. A sociedade dentro da qual ela está deve possuir alguns valores norteadores de sua prática” (Luckesi, 1994). O trecho apresentado, extraído de “Filosofia da Educação”, aponta para uma discussão em torno das relações entre educação e filosofia. Nesse sentido, Cipriano Luckesi reserva um lugar específico para a filosofia como componente da área de Ciências Humanas. Para o autor, os fins da educação em uma sociedade são dados, sobretudo

A pela própria prática educacional.
B pelo projeto político que chega e ocupa o poder em um dado momento histórico.
C pelos órgãos de Estado que gerem e administram os serviços de educação.
D pelas entidades da sociedade civil que se mobilizam em torno do tema.
E pela reflexão filosófica sobre a educação dentro de uma dada sociedade.

Marilena Chauí, em sua obra Boas-vindas à Filosofia , caracteriza o conhecimento filosófico como um trabalho intelectual: “(...) é um trabalho porque, como todo trabalho, produz alguma coisa; e é intelectual, porque é realizado pelo intelecto ou pela razão, e produz ideias. Esse trabalho intelectual (...) não se contenta em obter respostas para as questões feitas, mas, além de exigir que as próprias questões sejam válidas, exige também que as respostas sejam verdadeiras, estejam relacionadas entre si, esclareçam umas às outras, formem conjuntos coerentes de ideias e significações, sejam provadas e demonstradas racionalmente”. Com a caracterização apresentada no excerto, Marilena Chauí tem por objetivo destacar que as reflexões filosóficas ocorrem de modo

A dogmático.
B empírico.
C contemplativo.
D espontâneo.
E sistemático.

Em sua obra Boas-vindas à Filosofia , Marilena Chauí destaca a seguinte postura do fazer filosófico: “A Filosofia começa dizendo não às crenças e aos preconceitos do dia a dia (...). Por isso começa dizendo que não sabemos o que imaginávamos saber. Esse foi o principal ensinamento do patrono da Filosofia, Sócrates, quando afirmou que começamos a buscar o conhecimento verdadeiro apenas quando somos capazes de dizer: ‘Só sei que nada sei’”. A máxima socrática referida no excerto é considerada fundamental para a

A confiança nas convicções pessoais como critério de verdade.
B renúncia da dúvida em favor de respostas rápidas e definitivas.
C valorização da sensibilidade como forma de apreensão do real.
D defesa da herança cultural como fonte de sabedoria.
E avaliação crítica de crenças sobre fenômenos cotidianos.

Conta a lenda que o primeiro filósofo, Tales de Mileto, se interessava pelo estudo das estrelas e que um dia, olhando para o céu, tropeçou numa pedra, caindo numa vala. Uma serviçal que o acompanhava exclamou: “Como pretendes, ó Tales, tu, que não consegues sequer ver o que está à tua frente, conhecer tudo sobre o céu?”. (Chaui, 2010) Em uma perspectiva contemporânea, essa anedota poderia ser interpretada como uma concepção de filosofia que

A adota uma postura excludente, pois menospreza o bom senso.
B combate o senso comum, cuja opinião carece de veracidade.
C ressalta a inutilidade histórico-social da atividade filosófica.
D apresenta adequadamente o perfil da pessoa dedicada à filosofia.
E permite compreender a verdadeira natureza da transcendência.

Nas considerações finais de seu artigo, Silva, Bonin e Garrote

( 2023 ) perguntam: “Quais são os elementos da cultura digital que contribuem para a reflexão e criticidade dos estudantes no ensino da Filosofia no Ensino Médio?” Acrescentando que, segundo várias pesquisas analisadas, [...] “os recursos digitais são potencializados para engajar os estudantes do ensino médio e promover reflexão crítica na disciplina de Filosofia”. Além dos recursos digitais, o artigo aponta a relevância de

A mobilizar os estudantes para a análise e a reflexão crítica.
B privilegiar o estudo de autores em vez de problemas filosóficos.
C ler os textos na língua original para preservar o rigor analítico.
D ressaltar o papel do professor como porta-voz dos clássicos.
E consultar às fontes primárias dos textos filosóficos citados.

“Diz Schopenhauer que há homens que se tornam filósofos por causa do mundo. Há outros que se tornam filósofos por causa de livros. Fichte é um destes casos: virou filósofo porque leu a Crítica da Razão Pura” . (Domingues,

I. O continente e a ilha. São Paulo: Loyola, 2009, p. 91). “É bem sabido que Kant, em citadíssima passagem, afirma que não se pode ensinar filosofia, mas apenas ensinar a filosofar. O filósofo de Königsberg quer dizer outra coisa que geralmente lhe atribui; assim, por exemplo, ele jamais entenderia por filosofia ‘história da filosofia’. A oposição que lhe interessa é entre uma ciência constituída como um conjunto de verdades e uma atividade da razão”. (Porta, M. A filosofia a partir de seus problemas. São Paulo: Loyola, 2002, p. 21). Avalie as seguintes afirmações:

I. Aprender filosofia significa decorar as ideias principais da história da filosofia e repeti-las de acordo com as necessidades.

II. A tensão entre ensinar filosofia e ensinar a filosofar está relacionada ao método a ser utilizado na formação dos filósofos profissionais.

III. Filosofar é uma atividade da razão. E não se caracteriza por fazer somente repetições de ideias do passado, mas articulá-las com as questões do presente.

IV. Não há uma única forma consagrada de filosofar. Basta observarmos a história da filosofia ocidental, com sua pluralidade de modos de pensar filosoficamente. Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.

A I e II.
B II e III.
C II e IV.
D I e III.
E III e IV.

Para Gianni Vattimo, a filosofia contemporânea e suas diversas correntes caracteriza-se como uma arena de discussões, na qual a hermenêutica tem o papel de koinè , ou seja, de um modo comum de pensar, enquanto processo de leitura de textos e discussão de questões. Ao mesmo tempo, Hans-Georg Gadamer, na esteira de Martin Heidegger, pensa a hermenêutica de modo ontológico, ou seja, como um modo de se comportar. Em tempo, Paul Ricoeur também entende a hermenêutica do texto como um horizonte central no qual as narrativas ainda são possíveis. Tendo em vista esses modos de pensar a hermenêutica, qual a importância da mesma para a filosofia contemporânea?

A A corrente hermenêutica é uma tentativa de reavaliar a metafísica moderna, sem compromissos práticos, do ponto de vista da ética e política.
B Pensar hermeneuticamente é pensar contemporaneamente. Para isso, basta relermos os textos sem necessariamente relacioná-los a vida cotidiana.
C O pensamento hermenêutico é crítico à modernidade, pois revisa os limites do próprio sujeito e sua relação com a verdade.
D Ao contrário de Gadamer, Ricoeur não se compromete eticamente ao pensar as narrativas.
E Heidegger pensa a hermenêutica como um traço fundamental para pensar a questão do ser; e esta contribuição encontra bastante repercussão na filosofia contemporânea.

“Devemos tentar determinar mais exatamente a questão. Desta maneira, levaremos o diálogo para direção segura. Procedendo assim, o diálogo é conduzido a um caminho. Digo: a um caminho. Assim, concedemos que este não é o único caminho. Deve ficar mesmo em aberto se o caminho para o qual desejaria chamar a atenção, no que segue, é na verdade um caminho que nos permite levantar a questão e respondê-la”. (Heidegger, M. Conferências e escritos filosóficos. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 211). “Nas últimas décadas, assistiu-se a uma multiplicidade de produções técnic s e bibliográficas sobre/em Ensino de Filosofia. Produções estas que direta ou indiretamente incidem sobre a questão da formação de professores. Embora reconheça a singularidade da experiência filosófica representada (e vivenciada) por cada pesquisador/a da área, assim como a riqueza teórica advinda dos divergentes fundamentos epistemológicos que embasam cada pesquisa. (...) Entende-se que ao dar voz àqueles e àquelas que pensam filosoficamente sobre o ensino e a aprendizagem de/em Filosofia, as linhas que se seguem compreendem, igualmente, um ato político”. (Velasco, P. O que pensamos nós, formadores/as de professores/as, sobre formação docente em filosofia? Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação, 2(34), 2020, p. 12. https://doi.org/10.26512/resafe.v2i34.35127 O papel do diálogo na formação em filosofia, do ponto de vista do processo de ensino e aprendizagem, encontra na comunidade filosófica um lugar privilegiado.

A Pensando o filosofar como um diálogo contínuo, a metáfora do caminho faz justiça ao processo de ensino e aprendizagem.
B É preciso escolher um método filosófico único que justifique o acesso aos conteúdos a serem aprendidos.
C Ainda que fosse possível dialogar na sala de aula, a filosofia não é uma disciplina que se aprende dialogando.
D O modelo tradicional de ensino e aprendizagem, no qual o professor, que domina o conteúdo, repassa o mesmo para os alunos, que ainda não sabem, é o adequado ao filosofar na sala de aula.
E Ou se filosofa sozinho, no isolamento; ou não se filosofa, pois o diálogo não parece ser um caminho adequado.

A filosofia tem características próprias que a distinguem de outras formas de conhecimento humano, tais como a religião, a arte e a ciência. Nesse sentido, pode-se dizer que a filosofia se propõe a:

A Explicar a totalidade das coisas, ou seja, toda a realidade.
B Explicar, de forma teórica, apenas os fenômenos que a religião não contempla.
C Explicar, por metodologia empírica, a natureza do ser.
D Justificar, por meio da fé, crenças e convicções religiosas.
E Justificar a instrumentalização da arte.