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Paciente masculino, 56 anos, nunca tabagista, iniciou quadro de sinusopatia importante há 4 meses. Foi avaliado inicialmente pelo pneumologista, o qual indicou tratamento com levofloxacin e broncodilatador. Apresentou melhora apenas transitória e evoluiu com persistência de tosse seca, sendo submetido à tomografia computadorizada de tórax que mostrou infiltrado pulmonar com disseminação broncogênica no lobo inferior direito e lesão escavada no lobo médio. Foi encaminhado, então, à cirurgia torácica para avaliação e propedêutica. Em relação ao caso exposto, assinale a alternativa correta.

A A principal hipótese diagnóstica é de neoplasia pulmonar primária. Deve ser indicada biopsia percutânea da lesão no lobo médio para diagnóstico.
B O diagnóstico provável é de neoplasia primária e deve ser solicitado PET-CT para estadiamento mediastinal e à distância.
C Há grande possibilidade de doença inflamatória ou infecciosa. A dosagem de IGRA e ppd tem grande acurácia para definição do diagnóstico.
D O quadro clínico sugere doença infecciosa, e a broncoscopia com lavado broncoalveolar é método eficaz para determinação do diagnóstico.
E Neoplasia pulmonar secundária está entre as possibilidades diagnósticas no quadro descrito. Devem ser solicitadas endoscopia digestiva, colonoscopia e avaliação urológica.

Um paciente de 70 anos com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é admitido com sonolência, confusão mental e dispneia. A gasometria arterial em ar ambiente revela pH 7.25, PaCO2 80 mmHg, PaO2 60 mmHg e HCO3 32 mEq/L. Esse quadro é classificado como insuficiência respiratória

A hipoxêmica (Tipo I) aguda.
B hipoxêmica (Tipo II) crônica agudizada.
C hipercápnica (Tipo I) aguda.
D hipercápnica (Tipo II) crônica agudizada.
E associada ao choque (Tipo III).

A espirometria com prova broncodilatadora é considerada necessária para a confirmação do diagnóstico de asma. Em situações em que não há esse recurso, o diagnóstico clínico pode ser confirmado com base em

A dosagem da fração exalada do óxido nítrico (FeNO), na vigência de sintomas respiratórios frequentes.
B presença de eosinofilia > 300/mm3 no hemograma e IgE elevada, ou testes alérgicos positivos.
C variação para mais ≥ 20% do pico de fluxo expiratório, após uso de salbutamol 200-400 mcg.
D melhora clínica após um mês de tratamento com a associação de formoterol+budesonida nas doses de 12/400 mcg de 12/12h.
E presença de represamento aéreo na tomografia computadorizada de alta resolução feita em expiração.

Homem de 47 anos é admitido na UTI com insuficiência respiratória aguda tipo 1. O paciente apresenta quadro clínico de dois dias de dispneia progressiva, tosse produtiva e diarreia. Não há comorbidades, tabagismo ou etilismo. Ele viajou recentemente a trabalho hospedando-se em um hotel. O paciente está taquipneico, com 34 respirações por minuto; ligeiramente confuso; taquicárdico; pressão arterial de 92 x 40 mmHg; e desenvolve uma injúria renal aguda com ureia de 82 mg/dL e creatinina 2,5 mg/dL. A radiografia de tórax revela infiltrados bilaterais em padrão em vidro fosco. Sobre o caso descrito, assinale a alternativa correta.

A O tratamento de escolha é levofloxacina 750 mg por via oral, uma vez ao dia.
B O teste de anticorpos urinários para Legionella deve ser realizado em todos os pacientes com pneumonia adquirida na comunidade grave.
C O escore CURB-65 dele é 4.
D Ceftriaxona é adequada para pneumonia por Legionella .
E Contatos próximos desse paciente devem ser rastreados.

Paciente masculino, 40 anos, professor universitário, ex-tabagista (cessou há 8 anos), tem diagnóstico de asma persistente grave desde a adolescência. No último ano, apresentou sintomas diariamente e alguns despertares noturnos ao longo da semana, com tosse seca e cansaço, uso de salbutamol como resgate diariamente e uma crise mais intensa, tratada em domicílio com prednisona por 5 dias. Está em tratamento regular com budesonida 400 mcg + formoterol 12 mcg, 2 jatos inalados a cada 12 horas, com técnica inalatória e adesão satisfatórias. Faz acompanhamento, há 12 meses, com pneumologista do SUS especialista em asma grave que, diante de sintomas persistentes, solicitou estes exames: • IgE total: 321 UI/mL • Eosinófilos: 180 células/μL Com base no caso descrito e nos critérios do SUS, assinale a opção que descreve a conduta correta do pneumologista.

A Manter a prescrição prévia e orientar atenção às condições ambientais, pois o paciente não preenche critérios clínicos e nem laboratoriais para o início de imunobiológico.
B Indicar Mepolizumabe, pois o paciente apresenta critérios laboratoriais compatíveis com asma eosinofílica.
C Prescrever Omalizumabe, pois o paciente tem asma mal controlada e nível alto de IgE, justificando o início da medicação.
D Aumentar a dose de terapia inalatória com corticoide e betaagonista de longa duração.
E Recomendar Prednisona 5mg/dia por via oral por pelo menos 6 meses, pois o Omalizumabe só pode ser indicado em pacientes com IgE total acima de 500 UI/mL.
Texto associado
João, que tem 40 anos de idade e trabalha em um setor administrativo de uma grande empresa há 12 anos, refere ter começado com quadro de falta de ar e tosse crônica nos últimos meses, embora não consiga precisar bem o período de início. O quadro tende a se manifestar com maior intensidade no ambiente de trabalho, mas se mantém também nos finais de semana. Ao exame clínico, apresenta sibilos difusos em ambos os pulmões, sem crepitação nem outros sinais relevantes para o caso. Nega febre associada ao quadro e histórico de asma brônquica.

Com base nesse caso clínico hipotético, julgue o item a seguir. O quadro apresentado por João sugere exposição a agente irritante ou alergênico.

A Certo
B Errado

A associação estatística entre tabagismo e câncer de pulmão é amplamente reconhecida entre profissionais de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, o uso do cigarro convencional e do cachimbo vem registrando queda no número de usuários no Brasil. Nesse contexto, a indústria lançou um produto conhecido como vape, ou cigarro eletrônico, anunciado como um recurso que poderia contribuir para a cessação do tabagismo. O anúncio tem levado muitas pessoas a questionarem sobre os riscos desse tipo de cigarro, comparativamente ao cigarro convencional. Os dados relativos à segurança do cigarro eletrônico

A são inconclusivos, sendo necessário adotar o princípio da precaução, aguardar a formação de evidências científicas e, até que isso ocorra, acompanhar os efeitos do cigarro eletrônico sobre a saúde dos usuários.
B são limitados, mas há evidência, robusta, de que o cigarro eletrônico é menos prejudicial à saúde que o cigarro tradicional, com pesquisas indicando não haver associação entre o uso de cigarros eletrônicos e a intensificação da dependência em nicotina e tabagismo.
C são inconclusivos e, não sendo possível fazer analogias com o cigarro convencional, recomendar o uso pode contribuir para a redução da dependência da nicotina e do tabagismo.
D são limitados e não há evidência de que o cigarro eletrônico seja menos prejudicial à saúde que o cigarro tradicional, com pesquisas indicando associação entre o uso de cigarros eletrônicos e a intensificação da dependência em nicotina e tabagismo.
E permitem, por estarem bem consolidados como evidência científica, recomendar o uso do cigarro eletrônico, uma vez que é menos prejudicial à saúde que o cigarro tradicional, contribuindo para diminuir e até mesmo eliminar a dependência nicotina e do tabagismo.

Mulher de 20 anos refere que algumas vezes tem dispneia e chiado no peito quando pratica basquete 3 vezes por semana. Fora isso, sua saúde é boa e ela não tem sintomas. Refere que teve asma na infância, mas que desapareceu depois da adolescência. Constitui a terapia preventiva mais adequada para ela:

A salbutamol antes do exercício.
B tiotrópio antes do exercício.
C formoterol logo que acordar, no dia de atividade física.
D uso crônico de budesonida/salmeterol.
E prednisona logo que acordar, no dia de atividade física.