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Recentemente, o Ministério da Saúde e a empresa que produz a terapia gênica para o tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) assinaram um Acordo de Compartilhamento de Riscos (ACR) para que o SUS ofereça a terapia com onasemnogene abeparvovec-xioi (nome comercial Zolgensma®) aos pacientes do SUS portadores dessa doença. Em relação a esse acordo, é correto afirmar que:

A o repasse de recursos será realizado apenas se houver cura clínica após a administração do fármaco.
B o modelo prevê pagamento escalonado, com possibilidade de interrupção conforme a resposta clínica observada.
C a inclusão no programa contempla todos os subtipos clínicos da AME.
D os critérios de elegibilidade exigem que os pacientes tenham entre dois e cinco anos de idade.
E a necessidade de suporte ventilatório, ainda que intermitente, constitui impedimento para participação no programa.

Analise as afirmativas a seguir, relativas ao Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) estabelecido para o tratamento da Leucemia Mielóide Crônica (LMC).

I. O tratamento de primeira linha é feito com imatinibe, a não ser que haja contraindicação ao medicamento.

II. O tratamento de terceira linha está indicado e é coberto pelo Ministério da Saúde quando o médico avaliar que sua eficácia será superior.

III. O tratamento de segunda linha só pode ser iniciado após autorização formal do Ministério da Saúde.

Está correto o que se afirma em:

A I, apenas.
B II, apenas.
C I e II, apenas.
D II e III, apenas.
E I, II e III.

Um indivíduo do sexo masculino, 25 anos de idade, procura uma Clínica de Saúde da Família exigindo que lhe seja fornecido tratamento profilático antirretroviral Pré-Exposição (PreP), em comprimidos, pois ficou solteiro recentemente e tem tidos relações sexuais frequentes com muitas pessoas. Refere que não faz uso de preservativo e que, no próximo final de semana, se encontrará, por meio de aplicativo de relacionamento, com duas pessoas diferentes (com as quais nunca teve relação previamente). O responsável pela Clínica respondeu que não estava indicada a distribuição do medicamento para a PReP nesta situação específica, segundo o disposto pelo Programa Nacional de HIV e AIDS do Ministério da Saúde, e que o medicamento teria que ser comprado pelo próprio indivíduo. A conduta tomada pela Clínica da Família, à luz das diretrizes nacionais, foi:

A correta, porque o medicamento só pode ser distribuído se a pessoa relatar que vai ter relações com uma parceria HIV+, o que não era o caso.
B correta, porque as diretrizes federais são omissas em relação a eventuais indicações para o uso da PReP.
C parcialmente correta, pois a PReP pode ser distribuída gratuitamente, desde que o paciente solicitante seja homem e informe que terá relações sexuais com outro(s) homem(ns), o que não foi o caso.
D incorreta, uma vez que a distribuição da PReP está prevista nas diretrizes do Ministério em situações desse tipo.
E incorreta, porque em situações como essa as diretrizes atuais preveem apenas o uso de PReP injetável, e isso é o que deveria ter sido proposto pelo médico da Clínica da Família.

“Um estudo realizado no Ceará, em 2017, revelou que a população LGBTQIAPN+ está entre as mais afetadas pelas dificuldades de acesso aos serviços de saúde, sobretudo em razão do preconceito demonstrado por alguns profissionais durante o atendimento. Um dos participantes da pesquisa, diretamente impactado por essa situação, relatou que ‘a forma que ela [profissional da saúde] me atendeu foi totalmente diferente da forma como ela estava me atendendo antes de ela saber da minha orientação sexual. Não gostei, também não voltei mais de jeito nenhum para ela. Para mim, foi triste’.” (Adaptado de SILVA, Caik et al. “Sobreviver é preciso: A diversidade de gênero no acesso aos serviços de saúde”. Gênero, v. 22, n. 1, 2021, p. 10) Diante da situação apresentada, uma medida eficaz para reduzir as barreiras de acesso à saúde enfrentadas por esses grupos consiste em o profissional de saúde:

A abster-se de perguntas sobre as práticas sexuais do paciente, pois os processos de cura e adoecimento são independentes da orientação afetivo-sexual e da identidade de gênero;
B reconhecer os pacientes pelo nome social, mediante a comprovação médica da mudança de sexo, pois essa é uma forma de respeitar sua identidade de gênero e seus direitos;
C adotar padrões culturais heteronormativos para entender a identidade de gênero e a orientação sexual dos pacientes, pois enquadrá-los em categorias preestabelecidas otimiza os atendimentos;
D focar o atendimento nos aspectos sexuais dos pacientes, pois assim promove uma abordagem uniforme dos riscos gerais enfrentados por usuários homossexuais;
E considerar as particularidades dos pacientes, pois a discriminação vivenciada por eles impacta a forma como o sofrimento e a doença são socialmente determinados.

Segundo informe técnico do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (OBPopRua), da Universidade Federal de Minas Gerais, 335.151 pessoas viviam em situação de rua no Brasil, em março de 2025. O número marca um aumento de 0,37% em relação a dezembro de 2024 e é 14,6 vezes maior do que o registrado em dezembro de 2013. Com relação ao tema, é correto afirmar que:

A a maior parte das pessoas em situação de rua no Brasil são crianças e idosos, o que evidencia um deslocamento etário da crise social;
B mulheres representam a maior parte das pessoas afetadas pela situação de rua, destacando os efeitos profundos da disparidade de gênero;
C o aumento do número de pessoas em situação de rua ocorre a despeito dos investimentos em políticas públicas de moradia e educação;
D mais da metade da população em situação de rua concluiu o ensino médio, o que indica que a escolaridade não é fator relevante no fenômeno;
E a pesquisa mostra que houve um aumento de 14,6 vezes nas rupturas de vínculo familiar desde 2013.

Em uma unidade básica de saúde, há estudantes da área de saúde que participam do atendimento, sob preceptoria de profissionais que não são professores das suas escolas de origem. Esses mesmos estudantes também coletam dados para pesquisas científicas. Os professores das suas escolas de origem visitam a unidade de saúde uma vez por mês. Essa situação é:

A inapropriada, uma vez que não deve haver atividades de pesquisa na unidade básica;
B apropriada, uma vez que os estudantes estão sob preceptoria dos profissionais da unidade básica;
C apropriada, uma vez que a unidade recebe visitas mensais dos professores das escolas de origem dos estudantes;
D inapropriada, uma vez que os professores das escolas das áreas de saúde devem estar presentes nos atendimentos dos estudantes;
E inapropriada, uma vez que os professores das escolas das áreas de saúde devem estar presentes nas atividades de pesquisa dos estudantes.

Uma senhora é atendida em consulta de rotina na unidade básica de saúde onde controla uma hipertensão arterial sistêmica. Ela solicita à médica que faça um pedido de ecocardiograma, porque sua vizinha, que também controla a hipertensão arterial, faz um ecocardiograma por ano. A médica explica que, no caso da senhora, não é indicado fazer o exame anualmente. A senhora, porém, retruca: “Se ela faz, eu também tenho esse direito”. Diante dessa situação, segundo as diretrizes e princípios do Sistema Único de Saúde, a médica agiu:

A corretamente, dado o princípio da integralidade da atenção;
B incorretamente, dado o princípio do acesso universal aos serviços de saúde;
C corretamente, dada a orientação para contenção de gastos no Sistema Único de Saúde;
D corretamente, dada a importância de se privilegiar a atenção primária na unidade básica de saúde;
E corretamente, dado o caráter excessivamente especializado do ecocardiograma, o que o torna inapropriado para uma unidade básica.

Um grupo cultural comunitário decide participar de projetos de promoção de saúde que desenvolvam tecnologias sociais por meio de cultura e arte. Tomando por base a Política Nacional de Promoção da Saúde, esse grupo poderá divulgar, no seu trabalho, a seguinte informação:

A todos os hipertensos têm direito a quatro consultas anuais;
B todas as crianças têm direito a fazer exame de fezes para a prevenção de parasitose intestinal;
C todos os doentes renais em estágio avançado têm acesso ao tratamento específico (hemodiálise);
D todas as pessoas com cefaleia têm direito à realização de tomografia computadorizada cerebral;
E todas as pessoas idosas têm o direito de fazer uma ressonância magnética cerebral anual como prevenção da demência.

Tendo em vista que o campo de atuação da Terapia Ocupacional tem estreita relação com as políticas públicas voltadas ao atendimento da pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), à luz da atualização da Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência (PNSPD), conforme a Portaria GM/MS nº 1.526/2023, é correto afirmar que

A a nova política exclui os Centros Especializados em Reabilitação (CER) do atendimento a pessoas com TEA, priorizando serviços ambulatoriais gerais.
B os CERs habilitados na modalidade auditiva passam a receber 20% de incremento no custeio mensal por atenderem pessoas com TEA.
C a política foi implementada sem participação pública ou pactuação com gestores do SUS.
D a PNSPD passou a contemplar pessoas com TEA como públicoalvo da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD), com diretrizes específicas de cuidado integral.
E a nova política limita o acesso ao cuidado às fases iniciais do desenvolvimento infantil, excluindo adolescentes e adultos com TEA.

Considere um rapaz que sofreu um acidente automobilístico e foi recebido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Esse rapaz foi atendido na:

A atenção primária à saúde;
B atenção terciária à saúde;
C atenção domiciliar à saúde;
D atenção hospitalar à saúde;
E atenção especializada à saúde.