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Henri Wallon considera o desenvolvimento infantil uma dinâmica complexa que envolve necessariamente diversos aspectos do ser humano. O autor desenvolve a Psicogênese da Pessoa Completa, teoria através da qual explica o desenvolvimento como uma progressiva construção estruturada em cinco estágios sucessivos dados em uma ordem necessária. (GALVÃO, 1995) Em relação aos estágios de desenvolvimento, é correto afirmar que:

A a passagem de um estágio de desenvolvimento a outro se dá linearmente através de uma ampliação de sistemas menos complexos para sistemas mais complexos;
B nos três primeiros estágios de desenvolvimento há predominância afetiva e nos dois últimos há predominância cognitiva;
C a sucessão dos estágios de desenvolvimento é marcada por rupturas, conflitos e retrocessos e traz mudanças significativas nas formas de atividade do estágio anterior;
D dada a passagem de um estágio de desenvolvimento a outro, a criança não mais apresentará condutas típicas do estágio ultrapassado;
E o último estágio traz consigo a maturação completa das funções psíquicas e orgânicas, marcando o limite terminal do desenvolvimento da inteligência humana.

“Na cabeça de quase todo mundo a sala de aula admite espacialmente uma única oposição: a mesa do professor versus o lugar coletivo dos alunos.” (BRANDÃO, 1994, pág. 105) A sala de aula a que se refere Brandão no trecho acima transcrito corresponde à organização espacial de uma escola tradicional na qual o professor é o sujeito:

A mediador entre o conhecimento e o aluno no processo ensino-aprendizagem a partir da organização dos conteúdos;
B central no processo ensino-aprendizagem a partir da transmissão, organizada em uma gradação lógica, do acervo cultural aos alunos;
C facilitador do processo ensino-aprendizagem a partir da criação de experiências que levem o aluno às descobertas epistemológicas;
D incentivador do processo ensino-aprendizagem a partir do conhecimento prévio do interesse dos alunos e organização do conteúdo;
E observador do processo ensino-aprendizagem a partir da observação da construção do conhecimento autônoma pelos educandos.

“Nos projetos pode existir maior chance de os alunos receberem diferentes estímulos para desenvolverem suas múltiplas inteligências, pois colocam-nos diante de diversas situações, diferentes desafios e solicitam a resolução de dezenas de situaç es problema” (NOGUEIRA, Nilbo Ribeiro. Pedagogia de projetos: etapas, papéis e atores. São Paulo: Editora Érica, 2014) A Pedagogia de Projetos propõe uma reorganização curricular e metodológica das escolas, na medida em que a interdisciplinaridade passa a ser o eixo condutor das ações pedagógicas. É uma das vantagens da Pedagogia de Projetos frente ao ensino tradicional:

A a objetividade e o pragmatismo do processo de aprendizagem dos alunos;
B a redução do tempo utilizado pelo professor nas explicações dos projetos;
C a eficácia de todas as etapas, garantida por meio de avaliações objetivas;
D a atuação do professor como mediador e dos alunos como protagonistas;
E o estímulo à competitividade no grupo e à produção individual dos alunos.

“A avaliação formativa está associada a formas de regulação e de autorregulação que influenciam de forma imediata os processos de ensino e aprendizagem, enquanto a avaliação somativa, em geral, proporciona informação sintetizada que se destina a registrar e a tornar público o que parece ter sido aprendido pelos alunos” (FERNANDES, D. Para uma teoria da avaliação no domínio das aprendizagens. Estudos em avaliação educacional, v. 19, n. 41, set./dez. 2008, p. 347-372). A partir da distinção realizada por Fernandes, é correto afirmar que a avaliação formativa deve:

A seguir critérios objetivos e quantificáveis;
B classificar os alunos com base nas aprendizagens;
C regular a ação do professor a partir dos resultados;
D se limitar a poucos instrumentos avaliativos;
E estimular a competição entre os avaliados.

Os Parâmetros de Qualidade para a Educação Infantil dirigidos à relação escola-família listados abaixo, estabelecem que:

I. As propostas pedagógicas devem considerar o trabalho desenvolvido na escola, como complementar à ação da família, e a interação entre as duas instâncias é essencial para um trabalho de qualidade.
II. O período de acolhimento inicial (“adaptação”) demanda das professoras, professores e gestores atenção especial com as famílias e/ou responsáveis pelas crianças, possibilitando, até mesmo, a presença de um representante destas nas dependências da instituição.
III. Os profissionais desenvolvem atitudes mútuas e em relação às crianças e aos seus familiares de respeito à diversidade e orientam as atitudes desejáveis a serem desenvolvidas pelos grupos familiares de composição diversa das famílias tradicionais.
IV. As professoras, professores e gestores devem ser atenciosos com mães, pais e familiares ou responsáveis, estando disponíveis cotidianamente para ouvir solicitações, sugestões e reclamações.
V. Mães e pais e/ou responsáveis devem ser comunicados sobre o desenvolvimento da proposta pedagógica e as regras da instituição.

Está correto o que se afirma APENAS em

A I, II e IV.
B II, III e IV.
C III, IV e V.
D I, III e V.
E I, II e V.

Uma pesquisa realizada em escola pública propunha analisar o desempenho escolar do grupo de estudantes citados em registros de ocorrências cotidianas da escola, e daqueles cujos pais ou responsáveis foram convocados pela direção da escola para tratar de problemas relativos a comportamento, frequência e aproveitamento. O objetivo desse estudo era conhecer e organizar um retrato desse grupo, para investigar as relações entre rendimento escolar, condições socioeconômicas e étnico-raciais.

Caracterização da escola de EF:

Número de alunos da escola em termos absolutos
Distribuição étnico-racial %
785
Branco
Preto
Pardo
Amarelo
55
15
30
0

Resultados parciais da pesquisa

1. Do conjunto de registros de ocorrências cotidianas feito por professores e coordenadores ao longo de um ano letivo, verificou-se que 70% dos estudantes desse grupo eram pretos e pardos.
2. Do conjunto de registros feitos pelo diretor e vice-diretor resultantes da convocação de pais, 60% referiam-se a comportamento inadequado do estudante na escola (indisciplina), 30% a problemas com frequência escolar e 10% envolvendo outros assuntos. Do total de atendimento a pais constatou-se que 90% das convocações corresponderam a pais de estudantes pretos e pardos.
3. No grupo de estudantes pesquisado, considerando o rendimento escolar naquele ano letivo, 10% tiveram rendimento bom, 20% regular e 70% ruim ou péssimo.
4. No grupo de estudantes pesquisado, considerando as condições socioeconômicas, os resultados demonstraram que 80% deles encontravam-se na faixa de renda média do total dos estudantes da escola e outros 20% abaixo dessa média.

Considerando os resultados parciais da pesquisa no quadro acima, e tendo em vista as responsabilidades do diretor na coordenação geral da escola, está correto concluir que:

A a presença maciça de pretos e pardos matriculados na escola explica a presença marcante deles nos registros escolares de ocorrências e convocações, não permitindo inferir a partir dos achados da pesquisa, ou sugerir a existência de práticas discriminatórias por parte da escola.
B os dados revelam uma tendência preocupante que sugere a necessidade de revisão das práticas educativas na escola, uma vez que a associação entre rendimento escolar e nível socioeconômico não diferencia esse grupo do restante da escola, restando a variável étnico-racial como hipótese a ser estudada e tratada com vistas à revisão do Projeto Pedagógico da escola.
C os pais de crianças e adolescentes pretos e pardos demonstram maiores dificuldades para educarem seus filhos, cabendo à escola complementar a educação do comportamento e a orientação às famílias para o êxito escolar dos estudantes e o bom desempenho da escola nas avaliações externas.
D as ocorrências registradas e os dados parciais da pesquisa revelam que a escola atua em consonância com suas responsabilidades, garantindo tratamento justo a todos e acompanhamento sistemático aos casos de indisciplina, frequência insuficiente e dificuldades do estudante quanto à aprendizagem.
E o racismo e o preconceito escorados nas representações das raças se tornam danosos a partir do momento em que determinam atitudes e comportamentos, levando a situações de discriminação na interação entre pessoas de grupos raciais diferentes dentro das escolas.
Texto associado
Atenção : Considere a Pesquisa abaixo para responder às questões de números 43 e 44.

Pesquisa nacional inédita realizada em 2009, sob a coordenação do INEP-MEC, sobre Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar de escolas públicas envolvendo estudantes, professores, diretores, profissionais da educação, pais, mães e responsáveis, buscou analisar a abrangência do preconceito e da discriminação em sete áreas temáticas e avaliar: percepções sobre preconceito e discriminação; percepções quanto às situações de violência psicológica e física; relações do preconceito e discriminação com o desempenho escolar.

Considere o gráfico abaixo.

A mesma pesquisa analisou a relação entre o preconceito declarado e o nível de proximidade ou distância que se pretende estabelecer com diferentes grupos sociais e constatou:

Um exemplo deste fenômeno é a diferença entre a percepção [do nível de preconceito] e a distância social verificada entre os públicos-alvo da pesquisa. Os funcionários, professores e, principalmente, os diretores de escolas são os públicos que evidenciaram as atitudes menos preconceituosas. Entretanto, os resultados indicam que os diretores, seguidos de funcionários e professores, respectivamente, foram aqueles que apresentaram menor predisposição a estabelecer contatos, em níveis de proximidade com os grupos sociais pesquisados, comparativamente ao verificado com alunos e pais/mães.

Considerando os resultados para os profissionais das escolas pesquisadas, essa constatação pode ser traduzida no âmbito dessa pesquisa como:

A Diretores, seguidos de funcionários e professores, respectivamente, são os que apresentam menos atitudes preconceituosas e mais disposição para a proximidade com os grupos sociais pesquisados, sugerindo que não são preconceituosos e não discriminam pessoas desses grupos.
B Alunos, pais e mães, apesar de apresentarem maior evidência de atitudes preconceituosas, formam o grupo com a maior predisposição a estabelecer contatos em níveis de proximidade com os grupos sociais pesquisados, comparativamente ao verificado com os profissionais da escola.
C Inválida, uma vez que a relação entre o preconceito declarado e o nível de proximidade ou distância que se pretende estabelecer com diferentes grupos sociais é frágil não permitindo concluir se há preconceito ou discriminação nas escolas, pela inconsistência demonstrada.
D Os alunos das escolas públicas não apenas têm atitudes e comportamentos preconceituosos e discriminatórios, como sofrem os efeitos de comportamentos similares de outros atores do ambiente escolar, como diretores, professores, funcionários e do conselho escolar.
E Diretores, seguidos de funcionários e professores, respectivamente, são os que apresentam a maior diferença entre atitudes preconceituosas e disposição para a proximidade com os grupos sociais pesquisados, sugerindo dificuldades para assumir que são preconceituosos e discriminam pessoas desses grupos.

Entender a linguagem como uma prática social significa

A entender que ela envolve escolhas da parte de quem a utiliza e a escolha deve sempre recair sobre a única forma correta.
B entender que o sentido da correção está nas regras gramaticais que a sociedade consagrou.
C ensinar o aprendiz a ser correto sempre, independente do contexto e do interlocutor.
D entender que ela envolve escolhas da parte de quem a utiliza sendo que essas seguem convenções socioculturais.
E ensinar a linguagem sempre em atividades didáticas de grupo e nunca individuais.

A educação brasileira, ao longo de sua história, enfrenta os seguintes dilemas: educação elitista versus educação de massa; escola pública versus escola privada; centralização versus descentralização, educação politicamente neutra versus politicamente orientada.

Nessa lógica, é possível afirmar outro dilema:

A centralização de recursos públicos da educação para melhor gestão da rede pública de ensino.
B educação de qualidade às camadas mais privilegiadas da sociedade que têm condições de frequentar a escola em período integral.
C privatização da escola pública como possibilidade de melhor educação para as massas.
D a ampliação de vagas para as camadas populares com a identificação de perda da qualidade de ensino.
E privatização da gestão escolar como garantia da eficiência da escola pública.

O projeto pedagógico da escola “é o documento que registra o compromisso público da comunidade escolar em aperfeiçoar, continuadamente, a educação ofertada na unidade educacional” . A elaboração coletiva do projeto pedagógico, a sistematização, implementação e avaliação do Projeto Pedagógico na RME é atribuição e responsabilidade

A do Conselho das Escolas Municipais de Educação.
B do orientador pedagógico.
C do Conselho de Escola.
D da Comissão Própria de Avaliação.
E do Diretor.