A mão humana: sofisticação biológica e o desafio da inteligência artificial A mão humana é uma das partes do corpo mais surpreendentemente sofisticadas e fisiologicamente intrincadas.
Ela tem mais de trinta músculos, vinte e sete articulações e uma rede de ligamentos e tendões que proporcionam vinte e sete eixos de movimento.
Há mais de dezessete mil receptores de toque e terminações nervosas somente na palma da mão.
Esses recursos permitem que nossas mãos executem uma variedade impressionante de tarefas altamente complexas por meio de uma ampla gama de movimentos diferentes.
Até mesmo pegar algo tão simples como uma caneta, e movê-la por nossos dedos até adotar uma posição para escrever envolve uma integração perfeita entre o corpo e o cérebro.
As tarefas manuais que realizamos sem pensar exigem uma combinação refinada de controle motor e resposta sensorial, desde abrir uma porta até tocar piano.
Os avanços na inteligência artificial dão início a uma geração de máquinas que chegam perto de corresponder à destreza humana.
Próteses inteligentes podem antecipar e refinar os movimentos.
Os robôs de colheita de frutas macias são capazes de colher um morango em um campo e colocá-lo delicadamente em uma caixinha com outras frutas sem amassá-las.
Os robôs guiados por visão conseguem até mesmo extrair cuidadosamente resíduos nucleares de reatores.
Mas será que eles podem realmente competir com as incríveis capacidades da mão humana? https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce8y137mz3xo.adaptado.
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Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que deveria estar acentuada.
Texto associado
Até mesmo pegar algo tão simples como uma caneta, e movê-la por nossos dedos e adotar uma posição para escrever envolve uma integração perfeita entre o corpo e o cérebro. De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
Texto associado
Texto – Detalhes: O velho porteiro do palácio chega em casa trêmulo. Como sempre que tem baile no palácio, sua mulher o espera com café da manhã reforçado. Mas dessa vez, ele nem olha para a xícara fumegante, o bolo, a manteiga, as geleias. Vai direto à aguardente. Atirase na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole da bebida, pelo gargalo. – Helmuth, o que foi? – Espera Helga. Deixa eu me controlar primeiro. Toma outro gole de aguardente. – Conta, homem! O que houve com você? Aconteceu alguma coisa no baile? – Co-começou tudo bem. As pessoas chegando, todo mundo de gala, todos com convite, tudo direitinho. Sempre tem, é claro, o filhinho-de-papai sem convite que quer me levar na conversa. De repente, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões! Elefantes! Dentro da carruagem salta uma dona. Sozinha. Uma beleza. Eu me preparo para barrar a entrada dela porque mulher desacompanhada não entra em baile de palácio. Mas essa dona é tão bonita, tão, sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar. – Bom, Helmuth. Até aí... – Espera. O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela escadaria, mas nada de mais. E então bate meia noite. Há um rebuliço na porta do palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria, correndo. Ela perde um sapato. E o príncipe atrás dela. – O príncipe? – Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura”! “Segura”! Me preparo para segurá-la quando ouço uma espécie de ‘vum’ acompanhado de um clarão. Me viro e... - E o quê, meu Deus? O porteiro esvazia a garrafa com um último gole. – Você não vai acreditar. – Conta! – A tal carruagem. A de ouro. Tinha se transformado numa abóbora. – Numa o quê?! – Eu disse que você não ia acreditar. – Uma abóbora? – E os cavalos em ratos. – Helmuth... – Não tem mais aguardente? – Acho que você já bebeu demais por hoje. – Juro que não bebi nada! – Esse trabalho no palácio está acabando com você, Helmuth. Pede para ser transferido para o almoxarifado. (Luís Fernando Veríssimo – in “Domingo”, revista do Jornal do Brasil, nº. 117).
Assinale a alternativa que todas as palavras estão corretamente acentuadas.
Texto associado
Texto- Patrimônio Arqueológico – CE (Texto adaptado especificamente para este concurso. O texto original está disponível em http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/542/ acesso em 01 mar-24) O estado do Ceará tem grande potencial arqueológico, tendo em vista que, até dezembro de 2014, foram cadastrados 528 sítios. Esse dado é resultado de significativa ocorrência desses sítios no período pré-colonial. A extensa quantidade de sítios cerâmicos e líticos, além de notável presença de grafismos rupestres, agregaram ainda mais valor etnocultural para o local. Dentre as áreas de interesse arqueológico, destacam-se os sítios em regiões litorâneas com vestígios históricos e pré-coloniais, identificados nas proximidades de rios como o Jaguaribe e o Acaraú. As regiões do centro-norte do Estado (Forquilha, Sobral e Iraçuba), a região de Cariri (Crato e Nova Olinda) e o sertão central (Quixadá e Quixeramobim) são palcos de manifestações rupestres que foram objeto de pesquisa em estudos acadêmicos. Nos municípios de Tauá, Arneiroz e Morada Nova, foram identificados numerosos sítios líticos formados por grupos caçadores-coletores, assim denominados em razão do sustento obtido pela caça de animais selvagens e pela coleta de plantas silvestres. Já no município de Mauriti, na porção leste do Cariri, foram localizadas aldeias ceramistas, com destaque para a aldeia TupiGuarani Anauá, datada do século XIV. Parte significativa dos sítios arqueológicos cearense foi descoberta em projetos de licenciamento arqueológico, fato que alertou para o potencial das pesquisas preventivas na região. O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) tem investido em projetos de etnoarqueologia, na identificação e no registro de coleções particulares de bens arqueológicos. O Instituto Iphan financiou, em 2012, escavações arqueológicas na comunidade da Serra do Evaristo, localizada na área do Maciço de Baturité. Um conjunto de urnas funerárias encontrado parcialmente na superfície motivou a pesquisa e o projeto de escavação do sítio funerário para atender à comunidade quilombola da Serra do Evaristo, certificada pela Fundação Palmares. A importância social e o significativo potencial informativo desse enclave arqueológico da Serra do Evaristo atraíram interessados em parcerias futuras para continuidade da pesquisa, como a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), que atua na região. (...) Bens Arqueológicos Tombados O Brasil possui bens arqueológicos tombados em todo o território, sendo onze sítios e seis coleções arqueológicas localizadas em museus. O país reconhece a importância dos bens arqueológicos como elementos representantes dos grupos humanos responsáveis pela formação identitária da sociedade brasileira. Esse contexto está explícitona legislação que protege como bem da União todo achado arqueológico e estabelece que qualquer nova descoberta deva ser imediatamente comunicada às Superintendências do Iphan ou diretamente ao Instituto. Por meio dos bens arqueológicos, é possível identificar conhecimentos e tecnologias que indicam anos de adaptação humana ao ambiente, além da produção de saberes tradicionais brasileiros. O patrimônio arqueológico do Brasil está sob proteção legal desde 1937, com o Decreto-Lei nº 25. No entanto, em 1961, a Lei Federal nº 3.924, de 26 de julho de 1961 estabeleceu proteção específica e, em 1988, a Constituição Brasileira também reconheceu os bens arqueológicos como patrimônios da União, incluindo-os no conjunto do Patrimônio Cultural Brasileiro. Desta forma, a destruição, mutilação e inutilização física do patrimônio cultural são infrações puníveis por lei. Os bens arqueológicos, a exemplo da coleção arqueológica do Ceará, estão disponíveis para visitação no Museu da Escola Normal Justiniano de Serra, situado em Fortaleza. Podem-se observar: um vaso de cerâmica, um trabalho indígena que foi encontrado na Gruta de Ubajara; uma coleção de 68 peças formadas por arcos e flechas de índios do Mato Grosso; uma coleção formada por 22 peças de adornos indígenas, bem como quatro machados de pedra indígenas dentre diversos artefatos. Compreender a relevância desses objetos é reconhecer que a história de ancestrais brasileiros também é nossa”.
Assinale a alternativa que explique a acentuação na palavra “Acaraú”.
Texto associado
Texto: Medo: como superar esse ______ (Iempecilho - impecilho) para a vida. O medo é um sentimento natural e necessário para a sobrevivência humana, ou seja, não devemos fugir dele. No entanto, tal sensação pode se tornar debilitante quando passa a governar a nossa vida. Psicólogos explicam que a ansiedade tem forte ligação com o medo, posto que ela transforma momentos corriqueiros em verdadeiros cenários de filmes de terror. Assim, pessoas ansiosas têm mais propensão a temer situações, indivíduos e até certos sentimentos, especialmente os de caráter negativo. ______ (II- Por quê – Por que) sentimos medo? É da natureza humana se afastar de situações, pessoas e sentimentos potencialmente desagradáveis. Ninguém quer ter uma experiência ruim e carregar o ______ (III. mal-estar – mauestar) proveniente dela pelo restante do dia, semana ou até anos. As pessoas também se distanciam de ocasiões que não acreditam estar preparadas para enfrentar. Por exemplo, falar em público. Um indivíduo com medo de exposição foge de quaisquer possibilidades de conduzir uma apresentação diante de uma ______ (IV- plateia – platéia). Como enfrentar o MEDO: 7 dicas É a decisão mais lógica: para se preservar, ele evita o objeto do seu medo. Esse sentimento é, de fato, o que mantém as pessoas longe de ameaças, sejam reais ou imaginárias. Ele foi essencial para a sobrevivência de nossos ancestrais, principalmente diante do desconhecido. Sendo assim, sentir medo é uma forma de conservar a sua segurança e saúde. A questão é que as pessoas não temem somente o que podem lhes ferir física ou psicologicamente. Interações sociais, experiências de vida e conceitos abstratos também podem deixa-las temerosas. Neste caso, o medo se torna um aprisionador e impede que tudo o que a vida tem a oferecer seja aproveitado. É o caso de quem teme dirigir, sair da casa dos pais, mudar de profissão, se relacionar, fazer escolhas, perseguir seus sonhos, entre outros. O fator estressor não é enfrentado, então continua a causar desconforto emocional e opressão ao indivíduo. Ligação entre medo e ansiedade O medo pode se manifestar na forma de ansiedade. Uma pessoa com medo de se envolver romanticamente com outra, por exemplo, fica nervosa durante primeiros encontros, apreensiva ao pensar no futuro da relação e ansiosa ao considerar a possibilidade de um rompimento. Ela fica temerosa em relação ao futuro e cenários cuja possibilidade de acontecer é quase inexistente. Dessa forma, começa a nutrir a ansiedade no dia a dia, o que dificulta a superação do medo, consequentemente prolongando o sofrimento emocional. Um estudo da École Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL) descobriu que o cérebro precisa reviver um medo para poder combatê-lo. Basicamente, as pessoas se acostumam com o fator estressor quando apresentadas a ele múltiplas e, em algum momento, conseguem agir com calma diante dele. Essa exposição contínua e controlada também reduz a ansiedade desencadeada não apenas quando se está cara a cara com o que desperta medo, como também quando se pensa ou fala sobre isso. Uma técnica psicoterapêutica para o tratamento de fobias – medo excessivo – é baseada nesse conceito. A terapia de exposição consiste em expor o paciente de maneira gradativa ao objeto causador do pânico. Ela é feita através de exercícios de visualização. Sendo assim, a conclusão que podemos chegar é óbvia: para vivermos bem, precisamos enfrentar o que nos causa medo. (Texto adaptado especificamente para este concurso. O texto original está disponível em https://www.psicologo.com.br/blog/medocomo-superar/ acesso em 27 fev-24)
As palavras a seguir fazem parte de mesma regra de acentuação: “imaginárias – cenários – exercícios”, assinale-a.
Texto associado
Viva o Povo Brasileiro Eu nasci em Garanhuns. Quando criança, tinha uma boneca de louça francesa, mas ela era muito frágil e eu preferia brincar com as bruxas de pano: esse foi meu primeiro contato com o artesanato do meu povo. Para se compreender a obra de arte é preciso primeiro vivenciá-la e, depois, permitir-se a necessária distância crítica. Vivi em meio aos objetos da criatividade popular; sonhava em trocar a ______ (muringa/moringa) por uma geladeira. Mas o tempo foi me mostrando a beleza da sua forma singela e, através da elaboração intelectual deixei de ser apenas consumidora para transformar-me em observadora cultural, não apenas catalogando o universo popular mas buscando, também, valorizar e respeitar os criadores coerentes com o seu mundo e o seu cotidiano. O que define o artista é a capacidade de atrelar seu capital cultural ao seu universo social. Os artistas populares são aqueles que ______ (tem / têm) a necessidade de criar e abrir novos caminhos à produção artesanal mais comprometida com as tradições, condição que acaba por definir seu principal caráter. Por isso, se não devemos interferir na produção do artista, podemos definir alguns pontos de ação e de orientação na produção artesanal, visando, inclusive, preservar ______ (a/à) sua qualidade e colaborando na formação de um público consumidor mais sensível, disposto a compreender toda a complexa engrenagem sociocultural que qualquer obra artesanal carrega. (Este texto foi adaptado especificamente para este concurso. O texto original é de Costa, Janete F. in Arte Popular, Mostra do Redescobrimento – Brasil 500 é Mais – Fundação Bienal de São Paulo, Ano 2000, p.172)
Considere este conceito sobre acentuação: Recebe o acento agudo os vocábulos oxítonos que terminam em “a, e, o" abertos. Analise as alternativas a seguir e assinale aquela que está de acordo com o conceito apresentado.
Texto associado
Que efeito o chocolate tem no cérebro? Uma série de sensações e efeitos é despertada no cérebro com a ingestão do chocolate. O desejo por chocolate em pessoas viciadas causa euforia, alegria e uma grande sensação de bem-estar. A ciência associa o __________ de chocolate ao aumento da liberação de serotonina no cérebro humano. "É uma substância química produzida no cérebro responsável por elevar o humor", diz um artigo publicado na revista científica Science em 2011. Em outro artigo, foi realizado um estudo para entender o que acontece com a atividade cerebral quando as pessoas comem chocolate. Durante a pesquisa, os participantes foram __________ a comer chocolate até "sentirem nojo ", a fim de reconhecer as regiões do cérebro que são ativadas tanto pela sensação de um estímulo bom quanto por um estímulo que se torna ruim. Os participantes do estudo ativaram regiões do cérebro envolvidas no desejo. Isso também ocorre quando as pessoas usam drogas como a cocaína. Quando os participantes comeram mais chocolate do que o normal, o sangue fluiu para áreas como a região pré-frontal. Essas partes do cérebro normalmente ajudam a tomar a decisão de parar de comer. De acordo com os institutos norte-americanos, os flavonoides do cacau melhoram a função cardíaca e o fluxo sanguíneo, portanto os cientistas acreditam que eles também podem beneficiar os pequenos vasos sanguíneos do cérebro. Entretanto, ainda é cedo para responder se os impactos do cacau realmente melhoram as condições de pessoas adultas.
(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)
(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)
Assinalar a alternativa cuja palavra tenha a mesma tonicidade que “cérebro”:
Texto associado
A cientista Marie Curie Maria Salomea Skłodowska (1867-1934), mais conhecida como Marie Curie, foi uma física e química polonesa naturalizada francesa que marcou um ponto de virada na ciência graças ao seu trabalho sobre radioatividade. Por suas ____________ nessas duas áreas, Marie Curie recebeu o Prêmio Nobel duas vezes. Quando criança, ela era conhecida por sua memória prodigiosa e, aos 16 anos, recebeu uma medalha de ouro pelo desempenho no ensino médio. Devido a problemas financeiros em casa, Curie ___________ a trabalhar como professora. Aos 18 anos de idade, Marie aceitou um cargo de governanta. Graças à renda que ganhou com esse trabalho, conseguiu financiar os estudos de medicina de sua irmã em Paris. Em 1891, ela viajou para Paris, onde conheceu físicos renomados. A cientista trabalhava até tarde da noite em seu sótão de estudante e se alimentava apenas de pão, manteiga e chá. Em 1895, a cientista se casou com Pierre Curie, físico e químico francês. Juntos, o casal _________ pesquisas de importância mundial. Marie Curie constatou que os compostos formados pelo elemento tório também emitem raios espontaneamente. Esse fenômeno foi chamado de radioatividade. Em 1898, os dois cientistas anunciaram publicamente que haviam descoberto o polônio. Meses depois, eles relataram uma nova descoberta: o elemento rádio. Ela recebeu seu doutorado em ciências em junho de 1903 e, graças à descoberta dos elementos radioativos, recebeu o Prêmio Nobel de Física ao lado do marido. Marie Curie tornou-se, assim, a primeira mulher na história a receber esse reconhecimento mundial. Mais tarde, em 1911, ela recebeu o segundo Nobel de Química por sua pesquisa sobre o rádio. Assim, Marie Curie tornou-se a primeira pessoa a ganhar o prêmio em dois campos diferentes.
(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)
(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)