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O desenvolvimento da linguagem, na perspectiva piagetiana, está diretamente relacionado às transformações qualitativas do pensamento ao longo dos estágios do desenvolvimento cognitivo. A linguagem não é concebida como um fator causal primário do pensamento, mas como uma expressão das estruturas cognitivas já construídas pela criança em sua interação com o meio. Considerando o desenvolvimento da linguagem nos estágios sensório-motor, pré-operatório e das operações concretas, analise as partes que seguem: No estágio sensório-motor, a ausência de linguagem verbal estruturada não indica ausência de comunicação simbólica, pois a criança já utiliza esquemas sensório-motores e sinais intencionais; entretanto, a função semiótica ainda não está plenamente constituída, o que limita a linguagem à ação imediata sobre os objetos ( 1º parte ) . No estágio pré-operatório, a ampliação do vocabulário e o uso crescente da linguagem simbólica coexistem com um pensamento marcadamente egocêntrico, no qual a linguagem cumpre mais uma função de exteriorização do pensamento do que de comunicação efetiva, refletindo a dificuldade da criança em coordenar diferentes pontos de vista ( 2ª parte ) . No estágio das operações concretas, o desenvolvimento da linguagem passa a refletir a reversibilidade e a descentração do pensamento, possibilitando maior coerência discursiva e adaptação ao interlocutor; contudo, a linguagem permanece limitada a contextos concretos, não sendo ainda plenamente adequada à formulação de hipóteses abstratas ( 3ªparte ) . Das partes, pode-se afirmar que está(ão) CORRETA(S)

A Somente a 1ª parte.
B Somente a 3ª parte.
C Somente a 1ª e a 2ª partes.
D Somente a 2ª e a 3ª partes
E A 1ª, a 2ª e a 3ª partes.

Em seus estudos, Relvas

( 2010 ) apresenta importantes contribuições da Neurociência para a educação. Uma das ideias fundamentais para a Psicopedagogia moderna é a de que a compreensão do potencial de aprendizagem refere-se ao conceito de plasticidade cerebral. De acordo com a autora, assinale a alternativa que apresenta o conceito de plasticidade.

A Capacidade do sistema nervoso de moldar sua estrutura e suas funções em resposta a estímulos, a experiências e ao ambiente.
B Capacidade do indivíduo de responder a estímulos ambientais, possível de ser medida por testes específicos e com resultados fixos e seguros.
C Habilidade motora ou cognitiva que garante ao sujeito condições de viver em sociedade.
D Característica do cérebro que garante o desenvolvimento de neurônios até os 18 anos de idade, desde que seja bem estimulado.

Em relação às diferenças entre a inteligência conceitual e a inteligência sensório-motora, descritas por Jean Piaget

( 2013 ), assinale a alternativa correta.

A A inteligência sensório-motora permite uma representação de conjunto, ao fundir os estados sucessivos em uma visão contínua.
B A inteligência sensório-motora tende à satisfação prática e ao sucesso da ação, não buscando a explicação ou o conhecimento como tal.
C A inteligência conceitual limita-se a trabalhar sobre as próprias realidades, mantendo distâncias curtas entre o sujeito e os objetos.
D O pensamento constitui uma simples continuação da inteligência sensório-motora no plano representativo, sem necessidade de reconstrução estrutural.

Para Piaget

( 2013 ), o desenvolvimento do pensamento pode ser compreendido pela distinção de quatro períodos principais que conduzem à formação dos agrupamentos operatórios. Sobre a fase de desenvolvimento de cada período, relacione a Coluna 1 à Coluna 2. Coluna 1 1. O pensamento simbólico e pré-conceitual. 2. O pensamento intuitivo. 3. As operações concretas. 4. As operações formais. Coluna 2

( ) Adquire seu pleno desenvolvimento durante a adolescência.

( ) Inicia-se entre 1 ano e 6 meses e 2 anos, estendendo-se até cerca de 4 anos.

( ) Constitui-se entre os 4 e os 7-8 anos.

( ) Organiza-se entre os 7-8 anos até os 11-12 anos. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

A 4 – 1 – 2 – 3.
B 1 – 2 – 3 – 4.
C 4 – 3 – 1 – 2.
D 2 – 1 – 3 – 4.

Um dos conceitos abordados por Lemov

( 2023 ) é o da memória de trabalho, dotada de um poder surpreendente. Segundo o autor, a característica mais dominante da memória de trabalho é

A seu caráter inconsciente.
B sua constituição inata.
C sua retenção a longo prazo.
D sua autossuficiência.
E sua minúscula capacidade.

Lucas tem 11 anos e seus pais se separaram há um ano. Desde então, ele passa uma semana na casa de cada um. Recentemente, Lucas começou a esquecer itens importantes, como materiais escolares ou roupas, quando transita entre as casas. Seus pais frequentemente se culpam mutuamente por esses esquecimentos, o que deixa Lucas ainda mais inseguro. Com base na obra Quando os pais se separam , de Françoise Dolto

( 1989 ), diante dessa situação, é recomendável que os pais

A criem uma lista conjunta com Lucas para ajudá-lo a lembrar do que ele precisa levar, incentivando-o a organizar suas coisas antes de transitar entre as casas.
B deleguem a responsabilidade sobre seus pertences a Lucas, explicando que ele já tem idade suficiente para organizar tudo sozinho, sem interferência dos pais.
C organizem os itens para Lucas, dado que é responsabilidade de cada genitor evitar preocupações dispensáveis para seu filho.
D comprem itens duplicados para ambas as casas, eliminando a necessidade de Lucas transportar qualquer coisa entre os dois lares.
E compreendam que Lucas pode precisar de mais tempo para se adaptar, sem exigir dele maior autonomia nesse período de transição.

Maria, uma criança de 4 anos, frequentemente escuta de sua mãe a afirmação de que ela abandonará o lar caso a menina não se comporte de maneira adequada. Maria tende a não explorar o mundo, a permanecer junto à mãe e a chorar intensamente quando percebe que sua mãe vai sair. Com base na teoria do apego, descrita na obra Uma base segura: aplicações clínicas da teoria do apego , de John Bowlby, tal atitude materna poderá levar Maria a desenvolver um padrão de apego

A reativo, pois Maria reage a condutas da mãe que não levam em conta as suas próprias necessidades emocionais.
B seguro, pois a mãe de Maria transmite informações claras sobre as consequências das ações da criança.
C evitante, pois Maria tende a se sentir rejeitada pela mãe quando se aproxima da figura materna e evita separar-se dela.
D desorganizado, na medida em que o comportamento de Maria diante da possibilidade de abandono pela mãe a leva a condutas um tanto erráticas.
E resistente à ansiedade, pois Maria se sente insegura quanto à disponibilidade da mãe e reluta em separar-se dela.

Júlia e Marcelo, ambos com 55 anos, estão vivendo a fase em que seus filhos adultos deixaram a casa para viver de forma independente. Júlia se sente cheia de energia e decide voltar a estudar, enquanto Marcelo demonstra sinais de ansiedade e resistência às mudanças. Paralelamente, precisam lidar com o diagnóstico recente de Alzheimer precoce da mãe de Marcelo, o que exige reorganizar suas rotinas para prestar cuidados à idosa. Considerando os conceitos de ciclo de vida familiar, crises normativas e não normativas, segundo Papalia, Olds e Feldman

( 2022 ), é correto afirmar que

A o cuidado com a mãe de Marcelo configura uma crise normativa, pois a reorganização familiar em função da velhice dos pais é esperada no ciclo de vida em que Júlia e Marcelo se encontram.
B a ansiedade de Marcelo reflete uma falha inevitável de adaptação no ciclo de vida familiar, pois Papalia et al . consideram que essa fase é marcada pela necessidade de reconstrução da identidade pessoal e da reconstrução dos laços conjugais.
C Júlia e Marcelo estão atravessando simultaneamente uma crise normativa e uma crise não normativa, exigindo ajustes complexos nos papéis familiares que desempenham como pais, cônjuges e filhos.
D a saída dos filhos representa uma crise não normativa para Júlia e Marcelo, pois, segundo Papalia et al. , todas as mudanças ligadas à independência dos filhos são imprevisíveis e inesperadas.
E a decisão de Júlia de retomar os estudos indica uma disfunção no enfrentamento do ciclo de vida familiar, já que, no modelo tradicional, o investimento fora das relações familiares é atípico.

Durante uma atividade em sala de aula, crianças de seis anos foram incentivadas a organizar objetos diversos (brinquedos, materiais escolares e peças coloridas) em grupos que fizessem sentido para elas. Durante o processo, algumas crianças agruparam os objetos por cor, outras por função, e algumas misturaram os critérios, explicando que determinados objetos “combinam” ou “ficam bem juntos”. Ao observar essa atividade, a professora notou que as crianças demonstraram diferentes níveis de organização e explicações sobre suas escolhas, algumas mais sistemáticas, outras mais intuitivas. Ela refletiu sobre o desenvolvimento cognitivo dessas crianças a partir das teorias de Piaget, Vygotsky e Wallon. Com base nas contribuições desses três teóricos, assinale a alternativa correta.

A Segundo Piaget, as crianças demonstraram um avanço para o estágio das operações concretas, uma vez que já são capazes de classificar objetos por múltiplos critérios e explicar logicamente suas escolhas.
B De acordo com Wallon, a escolha dos agrupamentos feita pelas crianças está essencialmente ligada à afetividade e à expressão emocional, sendo um reflexo do estágio emocional-sensório.
C Para Vygotsky, a organização dos objetos em grupos reflete a mediação simbólica e o papel da interação social, sendo que as explicações das crianças indicam a configuração da zona de desenvolvimento proximal.
D Na visão de Piaget, a capacidade de classificar objetos por atributos perceptíveis indica que as crianças superaram o egocentrismo cognitivo, característica do estágio pré-operatório, e alcançaram o estágio das operações formais.
E Vygotsky entenderia que o agrupamento dos objetos por critérios como cor ou função indica um momento de transição do pensamento por complexos para formas mais avançadas de pensamento.

Durante a terceira infância, as crianças enfrentam um importante conflito psicossocial descrito por E. Erikson como indústria (produtividade) versus inferioridade. Esse estágio está relacionado

A ao desenvolvimento de uma identidade sólida e estável, com foco na definição de papéis sociais e vocacionais.
B ao esforço da criança para desenvolver competência e aplicar habilidades valorizadas pela cultura, construindo um senso de eficácia.
C à busca por autonomia e independência, marcada pela oposição à autoridade e pelo desejo de controlar o próprio corpo.
D à tentativa de estabelecer vínculos afetivos profundos fora do núcleo familiar, com base na intimidade e confiança.
E à resolução de conflitos internos entre impulsos biológicos e exigências sociais, com base no controle moral e racional.