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Homem de 73 anos é encontrado com déficit neurológico focal ao despertar, sendo que o último momento em que foi visto assintomático ocorreu há aproximadamente nove horas. A avaliação por tomografia computadorizada demonstra área isquêmica inicial limitada, oclusão arterial proximal e estudo de perfusão com discrepância significativa entre tecido isquêmico estabelecido e tecido potencialmente recuperável.

Com base na seleção por imagem em janela estendida, qual é a conduta mais adequada?

A Não indicar EVT por estar fora da janela de 4,5h e porque a reperfusão tardia aumenta risco de hemorragia.
B Não realizar EVT porque ASPECTS não é suficiente para determinar benefício após 6h, sendo necessária RM obrigatória.
C Indicar tratamento endovascular, pois há discrepância entre tecido isquêmico estabelecido e tecido potencialmente recuperável, com núcleo isquêmico inferior a 70 mL, atendendo a critérios de seleção por imagem em janela estendida.
D Realizar apenas trombólise venosa, pois a fisiopatologia tardia impede benefício da recanalização mecânica.
E Adiar decisão até repetir a TC em 6h para avaliar progressão do infarto.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026

Um paciente com suspeita de insuficiência arterial femoropoplítea realiza US Doppler arterial. O exame mostra:

• onda monofásica no segmento femoral distal;
• aumento de PSV no poplíteo proximal;
• artefatos de aliasing e turbulência distal.

A equipe deseja complementar a investigação com exame anatômico para planejamento de possível intervenção. Considerando as vantagens e limitações de CTA (angiotomografia) e MRA (angioressonância magnética) descritas nas revisões clássicas, a melhor escolha para avaliação anatômica detalhada das artérias femoropoplíteas é

A MRA contrastada, pois é menos afetada por calcificações e não depende de janela acústica.
B CTA, pois é o método menos sensível a calcificações e melhor para vasos distais.
C US Doppler repetido com aumento de PRF (frequência de repetição de pulso) para eliminar aliasing, dispensando outros exames.
D MRA sem contraste (TOF - time-of-flight), que oferece melhor resolução espacial que CTA.
E cateterismo diagnóstico imediato, pois permite a avaliação não só dos vasos, mas também de outras estruturas não vasculares adjacentes.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026

Em pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico agudo avaliados nas primeiras horas de evolução, a seleção para tratamento endovascular (EVT) depende de achados de imagem específicos.

Assinale a alternativa que apresenta critérios de imagem suficientes para indicar trombectomia mecânica em pacientes dentro da janela de até seis horas.

A Apenas a presença de hipodensidade extensa (>1/3 do território da ACM) na tomografia sem contraste é suficiente para indicar EVT, independentemente do status vascular.
B A confirmação de oclusão proximal (carótida intracraniana ou M1) por angiografia por TC, associada a ASPECTS ≥ 6, é critério amplamente aceito para EVT na janela precoce.
C O uso de perfusão (CTP) é obrigatório para selecionar todos os pacientes antes de qualquer terapia endovascular.
D A ausência de colaterais na angiografia por TC não influencia a decisão terapêutica e não tem relação com prognóstico.
E A realização de RM com DWI é obrigatória para excluir pacientes com núcleo isquêmico extenso antes de EVT em qualquer cenário.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026

Paciente de 71 anos, com carcinoma hepatocelular multifocal, função hepática preservada e doença restrita ao fígado, é avaliado para radioembolização hepática. O estudo angiográfico prévio demonstra desvio significativo do fluxo arterial para o pulmão.

Diante desse achado, a conduta mais adequada é

A proceder à radioembolização (TARE) normalmente, pois shunt
B aumentar a dose de Y-90 para compensar o shunt e garantir maior irradiação tumoral.
C evitar radioembolização (TARE) com Y-90, pois o shunt >10–15% aumenta risco de pneumonite por radiação.
D a presença de trombose portal é contraindicação absoluta à realização da radioembolização.
E prosseguir com quimioembolização (TACE) em vez de SIRT, pois bilirrubina >1,5 mg/dL contraindica qualquer radioembolização.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026

Durante angiografia diagnóstica realizada para investigação de sangramento pélvico, o paciente apresenta dor súbita e intensa no membro inferior direito após manipulação do cateter. A angiografia subsequente demonstra redução abrupta do fluxo arterial femoral, associada a defeito de enchimento mural focal, sem evidência de extravasamento de contraste.

Qual complicação técnica mais provavelmente explica esse achado?

A Perfuração arterial com extravasamento ativo.
B Vasoespasmo arterial induzido por cateter.
C Embolização iatrogênica por trombo ou placa.
D Dissecção arterial iatrogênica.
E Fenômeno de roubo de fluxo (“steal”) por colaterais pélvicas.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026