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São marcadores de segundo trimestre para aneuploidia, EXCETO

A fêmur curto.
B osso nasal curto.
C ventriculomegalia.
D intestino hiperecogênico.
E aumento do IP médio das artérias uterinas.

Uma paciente de 25 anos, com suspeita de embolia pulmonar após diagnóstico de Covid-19, é encaminhada para realizar uma cintilografia pulmonar de ventilação/perfusão (V/Q scan). Durante a anamnese, o médico constatou a possibilidade de gravidez, devido a um atraso menstrual de poucos dias. Diante da história clínica dessa paciente, qual princípio de proteção radiológica o médico nuclear deve considerar?

A Justificação, onde o benefício clínico esperado deve ser superior ao risco decorrente da exposição à radiação.
B Otimização, o exame deve ser o mais rápido possível.
C Otimização, a dose administrada deve ser a mínima tecnicamente alcançável.
D Autonomia, o paciente deve autorizar o exame por escrito.
E Qualidade, o procedimento deve ser repetido para confirmar a qualidade da imagem.

Profissionais como o físico, o supervisor de radioproteção e o médico nuclear são alicerces do serviço de medicina nuclear. Durante uma inspeção da CNEN em um serviço de medicina nuclear, o inspetor observa que um paciente foi submetido à radioiodoterapia sem registro formal da dose administrada e sem a entrega das orientações por escrito de proteção radiológica pós-terapia. O profissional diretamente responsável pela falha descrita e pelas medidas corretivas imediatas é

A o titular do serviço de medicina nuclear, por ser o responsável legal.
B o supervisor de proteção radiológica, pois é quem responde pela implementação do Plano de Proteção Radiológica e responsável pelos registros de monitoramento radiológico.
C o médico nuclear responsável técnico, pois cabe a ele assegurar o cumprimento dos protocolos clínicos, registrar as doses administradas e orientar o paciente sobre as medidas de proteção radiológica.
D o físico médico, já que é ele quem deve verificar a taxa de exposição a radiação, registrar e executar os cálculos dosimétricos da terapia.
E a equipe de enfermagem, uma vez que é a responsável pela administração do radiofármaco e pelos cuidados imediatos ao paciente.

Durante a avaliação pré-procedimental de um paciente com indicação de angiografia diagnóstica, o radiologista intervencionista realiza anamnese dirigida, exame físico e revisão de exames prévios. Ao exame, identifica diminuição bilateral dos pulsos femorais e presença de área de hematoma inguinal antigo à direita, relacionada à punção vascular prévia.

Considerando os princípios da propedêutica clínica em procedimentos vasculares, qual é a conduta mais adequada antes da definição do acesso arterial?

A Prosseguir com acesso femoral direito, pois o hematoma antigo não contraindica nova punção.
B Prosseguir com acesso femoral esquerdo sem necessidade de revisar exames prévios, pois pulsos diminuídos não influenciam a escolha do acesso.
C Cancelar o procedimento, pois a presença de hematoma prévio contraindica angiografia.
D Revisar exames prévios e selecionar alternativa de acesso, considerando pulsos diminuídos e condições locais que aumentam risco de complicações.
E Solicitar correção laboratorial imediata, pois pulsos diminuídos indicam risco iminente de sangramento arterial.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026

Homem de 73 anos é encontrado com déficit neurológico focal ao despertar, sendo que o último momento em que foi visto assintomático ocorreu há aproximadamente nove horas. A avaliação por tomografia computadorizada demonstra área isquêmica inicial limitada, oclusão arterial proximal e estudo de perfusão com discrepância significativa entre tecido isquêmico estabelecido e tecido potencialmente recuperável.

Com base na seleção por imagem em janela estendida, qual é a conduta mais adequada?

A Não indicar EVT por estar fora da janela de 4,5h e porque a reperfusão tardia aumenta risco de hemorragia.
B Não realizar EVT porque ASPECTS não é suficiente para determinar benefício após 6h, sendo necessária RM obrigatória.
C Indicar tratamento endovascular, pois há discrepância entre tecido isquêmico estabelecido e tecido potencialmente recuperável, com núcleo isquêmico inferior a 70 mL, atendendo a critérios de seleção por imagem em janela estendida.
D Realizar apenas trombólise venosa, pois a fisiopatologia tardia impede benefício da recanalização mecânica.
E Adiar decisão até repetir a TC em 6h para avaliar progressão do infarto.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026

Um paciente com suspeita de insuficiência arterial femoropoplítea realiza US Doppler arterial. O exame mostra:

• onda monofásica no segmento femoral distal;
• aumento de PSV no poplíteo proximal;
• artefatos de aliasing e turbulência distal.

A equipe deseja complementar a investigação com exame anatômico para planejamento de possível intervenção. Considerando as vantagens e limitações de CTA (angiotomografia) e MRA (angioressonância magnética) descritas nas revisões clássicas, a melhor escolha para avaliação anatômica detalhada das artérias femoropoplíteas é

A MRA contrastada, pois é menos afetada por calcificações e não depende de janela acústica.
B CTA, pois é o método menos sensível a calcificações e melhor para vasos distais.
C US Doppler repetido com aumento de PRF (frequência de repetição de pulso) para eliminar aliasing, dispensando outros exames.
D MRA sem contraste (TOF - time-of-flight), que oferece melhor resolução espacial que CTA.
E cateterismo diagnóstico imediato, pois permite a avaliação não só dos vasos, mas também de outras estruturas não vasculares adjacentes.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026

Em pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico agudo avaliados nas primeiras horas de evolução, a seleção para tratamento endovascular (EVT) depende de achados de imagem específicos.

Assinale a alternativa que apresenta critérios de imagem suficientes para indicar trombectomia mecânica em pacientes dentro da janela de até seis horas.

A Apenas a presença de hipodensidade extensa (>1/3 do território da ACM) na tomografia sem contraste é suficiente para indicar EVT, independentemente do status vascular.
B A confirmação de oclusão proximal (carótida intracraniana ou M1) por angiografia por TC, associada a ASPECTS ≥ 6, é critério amplamente aceito para EVT na janela precoce.
C O uso de perfusão (CTP) é obrigatório para selecionar todos os pacientes antes de qualquer terapia endovascular.
D A ausência de colaterais na angiografia por TC não influencia a decisão terapêutica e não tem relação com prognóstico.
E A realização de RM com DWI é obrigatória para excluir pacientes com núcleo isquêmico extenso antes de EVT em qualquer cenário.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026

Paciente de 71 anos, com carcinoma hepatocelular multifocal, função hepática preservada e doença restrita ao fígado, é avaliado para radioembolização hepática. O estudo angiográfico prévio demonstra desvio significativo do fluxo arterial para o pulmão.

Diante desse achado, a conduta mais adequada é

A proceder à radioembolização (TARE) normalmente, pois shunt
B aumentar a dose de Y-90 para compensar o shunt e garantir maior irradiação tumoral.
C evitar radioembolização (TARE) com Y-90, pois o shunt >10–15% aumenta risco de pneumonite por radiação.
D a presença de trombose portal é contraindicação absoluta à realização da radioembolização.
E prosseguir com quimioembolização (TACE) em vez de SIRT, pois bilirrubina >1,5 mg/dL contraindica qualquer radioembolização.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026

Homem de 58 anos, ex-tabagista (30 maços/ano), apresenta dispneia progressiva há 10 meses, tosse seca e redução da tolerância ao exercício. Ao exame físico, são evidenciados estertores crepitantes bibasais e baqueteamento digital. Provas de função pulmonar mostram padrão restritivo com redução de DLCO. A TCAR demonstra reticulado subpleural predominante nas bases, faveolamento (“honeycombing”) em regiões posterobasais, ausência de vidro fosco significativo e bronquiectasias de tração. Segundo os critérios de imagem descritos nas diretrizes para doenças intersticiais, o diagnóstico mais provável é

A pneumonia intersticial não específica (NSIP).
B pneumonia organizante criptogênica.
C fibrose pulmonar idiopática (padrão UIP típico).
D pneumonite de hipersensibilidade crônica.
E pneumonia eosinofílica aguda.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia e Diagnóstico por Imagem Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia e Diagnóstico por Imagem - 2026

Em relação aos mecanismos fundamentais que determinam o contraste em imagens de RM, assinale a alternativa correta.

A O tempo de eco (TE) influencia principalmente o contraste T1.
B O tempo de repetição (TR) longo minimiza os efeitos de T1 sobre o contraste.
C T2* representa exclusivamente o efeito de decréscimo por interações moleculares.
D T1 e T2 relaxações dependem exclusivamente de parâmetros extrínsecos definidos pelo operador.
E A recuperação T1 nunca é influenciada pelo tipo de tecido, apenas pela intensidade do campo B0.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia e Diagnóstico por Imagem Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia e Diagnóstico por Imagem - 2026