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Na década de 1960, sob o lema “Integrar para não entregar”, o governo brasileiro

A estabeleceu redes de comunicação por todo o país, garantindo a coesão em um território até então desigual.
B adotou práticas de valorização da diversidade cultural, evitando manifestações separatistas pelo país.
C determinou a realização de pesquisas censitárias, orientando políticas de inclusão social.
D ampliou o recolhimento de impostos federais, minimizando a autonomia econômica dos municípios.
E implantou projetos de exploração econômica na Amazônia, ignorando as populações tradicionais na região.

Com o falecimento do marechal-presidente Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici foi indicado, em 1969, para assumir a presidência do país. Nessa época, havia muito dinheiro disponível nos mercados financeiros internacionais para empréstimos a juros baixos. Desde 1968, os economistas do governo militar usavam esse dinheiro para realizar grandes investimentos no país. Assinale a alternativa que NÃO está relacionado ao contexto do chamado Milagre Econômico.

A O governo criou o Serviço Nacional de Informações (SNI), cujos agentes disfarçados se infiltravam nas universidades e repartições públicas, delatando quem fosse contra o governo.
B Na área de energia, foram construídas diversas hidrelétricas e a usina nuclear de Angra dos Reis, além da ponte Rio-Niterói e de estradas como a Transamazônica.
C Grandes proprietários de terra receberam financiamentos para plantar e exportar soja, laranja, milho e outros produtos consumidos nos Estados Unidos e na Europa.
D Foi um período em que milhões de pessoas empobreceram e, nas periferias das grandes cidades, começaram a surgir favelas e loteamentos clandestinos onde viviam trabalhadores em situação de grande miséria.
E O governo militar criou várias empresas estatais e apoiou empresários brasileiros, além de ter facilitado a entrada no país de empresas estrangeiras, principalmente as que produziam bens de consumo.

Depois do ataque japonês a Pearl Harbor, e com a entrada dos Estados Unidos na guerra contra o Eixo, o leque de produtos comprados à América Latina aumentou bastante. A borracha e o quartzo brasileiro adquiriram um papel vital na defesa do continente. (Antonio Pedro Tota. O imperialismo sedutor, 2000.) O texto trata da Segunda Guerra Mundial e revela um desdobramento

A da política de Boa Vizinhança, que intensificou a circulação de mercadorias e produtos culturais nas Américas, reforçando a liderança estratégica norte-americana no continente.
B do imperialismo norte-americano, que impôs seu controle ideológico e econômico sobre a América Latina, freando o avanço da influência socialista soviética e cubana no continente.
C das disputas entre Estados Unidos e Japão no Pacífico, que provocaram o esforço norte-americano de assegurar a neutralidade política e diplomática dos países latino- -americanos no conflito mundial.
D da política do Big Stick, que permitiu aos Estados Unidos consolidar sua hegemonia mercantil no Atlântico Sul, impedindo que os países da América Latina mantivessem relações comerciais com a Europa.
E do New Deal, programa de recuperação financeira que os Estados Unidos impuseram aos países da América Latina, reduzindo os efeitos negativos do conflito mundial na economia do continente.

Os anos de 1945 a 1960 foram marcados pela explosão do sentimento nacional nas dezenas de países da Ásia, da África e do Oriente Médio. É na modificação das relações de força no seio de cada colônia ou em cada grupo de colônias que se devem procurar as causas do enfraquecimento do velho sistema de dominação. Nenhum movimento de libertação nacional podia esperar a vitória se não contasse com o apoio total de sua população. Uma das consequências da Segunda Guerra Mundial foi o enfraquecimento da Europa e a emergência de duas grandes potências: a União Soviética e os Estados Unidos da América. As duas tomaram posições anticolonialistas. (Carlos Serrano e Kabengele Munanga. A revolta dos colonizados, 1995. Adaptado.) De acordo com o excerto, esses movimentos de independência conjugavam

A a unificação política das colônias e a ascensão de partidos comunistas.
B a conscientização dos povos coloniais e as tensões da Guerra Fria.
C o pacifismo nas colônias e o desenvolvimento dos países capitalistas.
D a ação de elites coloniais e os confrontos militares entre as superpotências.
E o nacionalismo dos dominados e a hegemonia das potências europeias.

– Então, todos os alemães dessa época são culpados? – Esta pergunta surgiu depois da guerra e permanece até hoje. Nenhum povo é coletivamente culpado. Os alemães contrários ao nazismo foram perseguidos, presos em campos de concentração, forçados ao exílio. A Alemanha estava, como muitos outros países da Europa, impregnada de antissemitismo, ainda que os antissemitas ativos, assassinos, fossem apenas uma minoria. Estima-se hoje que cerca de 100000 alemães participaram de forma ativa do genocídio. Mas o que dizer dos outros, os que viram seus vizinhos judeus serem presos ou os que os levaram para os trens de deportação? (Annette Wieviorka. Auschwitz explicado à minha filha, 2000. Adaptado.) Ao tratar da atitude dos alemães frente à perseguição nazista aos judeus, o texto defende a ideia de que

A os alemães comportaram-se de forma diversa perante o genocídio, mas muitos mostraram-se tolerantes diante do que acontecia no país.
B esse tema continua presente no debate político alemão, pois inexistem fontes documentais que comprovem a ocorrência do genocídio.
C esse tema foi bastante discutido no período do pós-guerra, mas é inadequado abordá-lo hoje, pois acentua as divergências políticas no país.
D os alemães foram coletivamente responsáveis pelo genocídio judaico, pois a maioria da população teve participação direta na ação.
E os alemães defendem hoje a participação de seus ancestrais no genocídio, pois consideram que tal atitude foi uma estratégia de sobrevivência.