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Trabalhador com dor musculoesquelética crônica em membro superior mantém atividade laboral contínua, com piora ao longo da jornada. Tendo em vista a análise ergonômica e desempenho ocupacional, qual conduta é mais apropriada?

A Inserir pausas regulares, porém, conservar a mesma exigência funcional ao longo de toda a jornada.
B Reorganizar a tarefa com pausas programadas, variação de demanda e adequação postural conforme a exigência funcional do trabalho.
C Manter a demanda contínua, corrigindo apenas postura e posicionamento do segmento durante a execução.
D Variar a tarefa para reduzir repetição, mas encurtar pausas para preservar produtividade global.

Na análise da função respiratória durante atividade, qual afirmativa descreve, adequadamente, a relação entre os sistemas envolvidos na troca gasosa?

A A difusão alveolar e o transporte de gases ocorrem em paralelo, mas com autonomia funcional suficiente para análise separada da atividade.
B A troca gasosa depende da difusão alveolar e do transporte sanguíneo, exigindo integração funcional entre sistemas respiratório e cardiovascular.
C A troca gasosa depende da difusão alveolar, enquanto o transporte sanguíneo tem papel complementar e pouco decisivo para a oxigenação tecidual.
D A troca gasosa é fenômeno essencialmente respiratório, sendo a participação cardiovascular indireta e clinicamente secundária.

Durante a elevação de um objeto acima da cabeça, o terapeuta ocupacional analisa ação muscular e coordenação articular do ombro. Considerando-se a cinemática escapuloumeral, marque a alternativa correta.

A A elevação depende de coordenação escapuloumeral, mas com independência prática entre os dois componentes durante a atividade funcional.
B A contribuição escapular é dominante em quase toda a amplitude, razão pela qual o componente glenoumeral pode ser considerado secundário.
C A elevação do membro superior depende de coordenação entre movimento glenoumeral e escapular, em relação proporcional dinâmica ao longo da amplitude.
D A elevação depende principalmente da articulação glenoumeral, enquanto o componente escapular tem participação acessória e pouco variável.

Ao avaliar um adulto com lesão neurológica, observa-se melhora de força e amplitude de movimento no membro superior, mas persistência de limitação para organizar e executar tarefas domésticas com múltiplas etapas. Qual interpretação está mais alinhada ao raciocínio clínico em Terapia Ocupacional?

A A persistência da limitação indica que a recuperação motora ainda é insuficiente, devendo a intervenção concentrar-se exclusivamente em ganho segmentar.
B O ganho motor isolado não garante retomada ocupacional, sendo necessário investigar funções executivas, demanda da atividade e contexto real de desempenho.
C A dificuldade nas tarefas domésticas sugere baixa adesão do paciente, pois melhora corporal consistente tende a resultar em autonomia ocupacional espontânea.
D Limitação residual decorre, principalmente, de dependência ambiental, de modo que treino de independência sem adaptação contextual deve ser priorizado.

Um Terapeuta Ocupacional atende uma mulher de 45 anos com diagnóstico de artrite reumatoide, que relata dor, rigidez articular matinal e dificuldade para realizar atividades de vida diária, especialmente vestir-se e realizar tarefas domésticas. A paciente refere frustração por não conseguir manter suas atividades de cuidado com a casa e participação em atividades sociais. Durante a avaliação, observam-se preservação cognitiva, motivação para o tratamento e interesse em retomar suas ocupações cotidianas com maior independência. Considerando as estratégias terapêuticas, assinale a alternativa CORRETA.

A A adaptação de atividades, como o uso de utensílios com cabos engrossados e técnicas de proteção articular durante tarefas domésticas, constitui uma estratégia baseada na ocupação que favorece a funcionalidade.
B A intervenção deve priorizar o controle dos sintomas dolorosos nas fases iniciais, com ênfase no repouso e exercícios passivos, postergando a inserção em atividades significativas até que haja melhora clínica.
C O foco da intervenção baseada na ocupação pode priorizar o treino de habilidades motoras específicas como etapa inicial do processo terapêutico, não sendo imprescindível, nesse momento, considerar o contexto e o significado das atividades para a paciente.
D Estratégias terapêuticas baseadas na ocupação priorizam o desempenho ocupacional independente, sendo a economia de energia um recurso secundário que e utilizado apenas após a recuperação funcional mais ampla do paciente.

Uma professora de 52 anos foi encaminhada para terapia ocupacional após diagnostico de artrite reumatoide em fase moderada, apresentando dor, rigidez matinal prolongada e difculdade para desempenhar atividades de autocuidado e trabalho, especialmente escrever no quadro e organizar materiais escolares. Relata frustração por não conseguir manter sua rotina e refere afastamento progressivo de atividades significativas, como cozinhar e participar de encontros familiares. Durante a avaliação, foram identificadas limitações no desempenho ocupacional relacionadas à dor, fadiga e redução da força de preensão manual, além de impacto psicossocial decorrente da perda de atribuições ocupacionais. Considerando o contexto descrito, assinale a alternativa CORRETA.

A A intervenção deve priorizar inicialmente exercícios de fortalecimento muscular segmentar, pois a recuperação das funções corporais é a base para o desempenho ocupacional.
B Em fases iniciais de quadros inflamatórios, recomenda-se priorizar intervenções voltadas ao controle sintomatológico, postergando a inserção de atividades significativas até a estabilização clínica.
C A intervenção baseada na ocupação deve incluir simulações de tarefas docentes e atividades domésticas, associadas à adaptação de demandas e ao ensino de estratégias de manejo da fadiga.
D Adaptação de tarefas, conservação de energia e tecnologia assistiva devem ser priorizadas apenas em incapacidades permanentes, sendo postergadas em condições com potencial de remissão.

Um paciente do sexo masculino, 58 anos, com diagnostico de acidente vascular encefálico isquêmico (AVEi) há 3 meses, apresenta hemiparesia à direita, espasticidade grau 2 pela Escala de Ashworth Modificada, déficit de coordenação motora fina, redução da amplitude de movimento no ombro direito e dificuldade na realização de atividades de vida diária (AVDs), especialmente vestir-se e alimentar-se. Durante a avaliação, observa-se também negligência leve do hemicorpo afetado e fadiga aos esforços moderados. Considerando os princípios da reabilitação física, assinale a alternativa CORRETA.

A A intervenção deve integrar treino de atividades significativas, facilitação do uso do membro afetado, adaptações ambientais e estratégias para conservação de energia, respeitando a tolerância à fadiga e promovendo autonomia funcional.
B A utilização de atividades funcionais orientadas à tarefa, como treino de AVDs, deve ser evitada nas fases subagudas do AVEi, priorizando-se exercícios analíticos para fortalecimento muscular.
C O manejo da espasticidade pode incluir técnicas como posicionamento adequado, mobilizações passivas e uso de orteses, sendo indicado evitar estímulos sensoriais no membro afetado para não aumentar o tônus muscular.
D A abordagem da negligência unilateral deve incluir estratégias de estimulação sensorial e treino de varredura visual, sendo prescindível a incorporação do membro afetado nas atividades funcionais nas fases aguda e subaguda do tratamento.

Em pessoas com hanseníase, a lesão do nervo ulnar pode gerar limitações sensório-motoras com repercussões significativas no desempenho ocupacional. Com base nos conhecimentos da Terapia Ocupacional, uma consequência funcional desse acometimento para os membros superiores é a

A diminuição da força de preensão palmar, especialmente relacionada ao comprometimento dos músculos extensores do antebraço.
B incapacidade de extensão dos dedos e punho, com postura típica em garra radial relacionada ao comprometimento de músculos flexores dos dedos.
C perda da capacidade de oposição do polegar e prejuízo da pinça terminal, devido à inervação ulnar do músculo oponente do polegar.
D dificuldade na realização de movimentos finos e de preensão lateral, com postura de mão em garra devido à paralisia dos músculos interósseos e lumbricais.
E hipersensibilidade e redução da destreza manual com preservação da função motora, mas alteração sensorial de toda região tenar.

As amputações de membros superiores podem ter diferentes causas e demandam atenção especializada, inclusive da Terapia Ocupacional, em diversas fases do processo de reabilitação. Considerando os fatores etiológicos, os níveis de amputação e suas implicações funcionais, assinale a afirmativa correta.

A A maioria dos casos de amputação de membros superiores se deve a malformações congênitas determinadas por fatores genéticos.
B As amputações metatarsofalangeanas são as mais incapacitantes quando se trata da funcionalidade dos membros superiores.
C Cerca de 90% das amputações adquiridas ocorrem por trauma envolvendo máquinas, explosivos, projéteis, acidentes automobilísticos e queimaduras.
D As amputações transradiais são menos frequentes e, geralmente, não exigem adaptações funcionais específicas para o desempenho ocupacional.
E A desarticulação do ombro é classificada como amputação distal e, por isso, costuma apresentar baixo impacto na funcionalidade do membro superior.

Renata, 33 anos, sofreu um acidente de trabalho ao cair de um andaime, resultando em lesão medular com tetraplegia no nível neurológico C7. Na avaliação inicial realizada pela terapeuta ocupacional, observou-se boa função do tríceps braquial e capacidade de realizar transferências com supervisão, utilizando a técnica de deslizamento lateral. O instrumento mais adequado para avaliar o desempenho funcional de Renata, incluindo atividades de vida diária (AVDs), mobilidade e aspectos relacionados à independência, é a(o)

A Escala de Ashworth modificada.
B brSCIM-SR (Spinal Cord Independence Measure – versão Brasileira).
C Mini Exame do Estado Mental (MEEM).
D MoCA (Montreal Cognitive Assessment).
E DASH (Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand).