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Em relação à cistite não complicada e pielonefrite, assinale a alternativa que está de acordo com as recomendações atuais.

A Nitrito negativo exclui ITU, visto que este tem alta sensibilidade para cistite.
B Pielonefrite pode ser tratada com antibióticos orais imediatamente sem necessidade de qualquer estratificação clínica.
C Cultura de urina é mandatória em pielonefrite para ajustar terapia, mesmo que o tratamento empírico seja iniciado.
D Para cistite não complicada, deve-se solicitar obrigatoriamente imagem (US/TC) na primeira consulta.
E A duração do tratamento da cistite não complicada deve ser igual à da pielonefrite (10–14 dias).

Homem de 43 anos apresenta cólica lombar intensa irradiada para a virilha, hematúria microscópica e náuseas. O ultrassom demonstra leve hidronefrose, mas não identifica cálculo. O exame mais adequado como próximo passo é

A urografia excretora tradicional, por ser mais sensível que tomografia para cálculos ureterais.
B tomografia computadorizada sem contraste, devido à alta sensibilidade para cálculos e rapidez na definição do diagnóstico.
C ressonância magnética estática (T2) como primeira escolha, por identificar cálculos com a mesma precisão da TC.
D cistoscopia imediata para identificar obstrução mecânica ureteral.
E urodinâmica para avaliar a presença de obstrução funcional.

Homem de 24 anos, com nova parceira sexual, procura atendimento por ardência urinária e secreção uretral mucopurulenta há dois dias. Nega febre e dor testicular. Ao exame físico: hiperemia discreta de meato uretral, saída de secreção amarelada à expressão. Urina tipo I: esterase leucocitária positiva. Não há disponibilidade imediata de Teste de Amplificação de Ácido Nucleico (NAAT) no serviço.

Segundo as diretrizes atuais, a conduta inicial mais adequada é

A tratar apenas para Chlamydia trachomatis com doxiciclina por sete dias.
B tratar empiricamente para gonorreia e clamídia, utilizando ceftriaxona IM e doxiciclina.
C aguardar a chegada dos resultados laboratoriais antes de iniciar qualquer antibiótico.
D iniciar azitromicina 1 g dose única, pois cobre todas as principais causas de uretrite.
E realizar cultura de uretra antes de qualquer intervenção, pois é o exame padrão-ouro atual.

Um homem de 32 anos, previamente hígido, apresenta episódios recorrentes de dor em flanco direito. A tomografia mostra obstrução congênita da junção pieloureteral (JPU) direita com dilatação pielocalicial e múltiplos cálculos de cálcio no rim ipsilateral. Função renal global preservada, sem alterações laboratoriais importantes. O urologista indica pieloplastia laparoscópica para correção definitiva da obstrução.

Em relação ao manejo global desse paciente, qual é a conduta mais adequada para reduzir o risco de recorrência de cálculos após a correção cirúrgica?

A Realizar apenas a pieloplastia, pois a restauração do fluxo urinário remove o fator causal, não havendo necessidade de investigação metabólica.
B Associar nefrectomia parcial do polo mais acometido, uma vez que o parênquima exposto à estase urinária tende a recidivar cálculos mesmo após a correção.
C Corrigir a JPU e, em seguida, solicitar avaliação metabólica completa da litíase (urina de 24 horas, eletrólitos, cálcio, oxalato, citrato, ácido úrico etc.), tratando hiperexcreções identificadas (por exemplo, hipercalciúria) com medidas dietéticas e/ou farmacológicas.
D Tratar apenas com medidas gerais (aumentar ingestão hídrica e reduzir proteína animal), sem exames adicionais, pois a presença de JPU impede interpretação fidedigna da urina de 24 horas.
E Adiar qualquer intervenção cirúrgica e tratar somente com citrato de potássio em longo prazo, já que a maioria dos cálculos em JPU obstrutiva está relacionada à hipocitratúria isolada.

Segundo a literatura, assinale a alternativa correta a respeito do papel da inflamação crônica na fisiopatologia da hiperplasia prostática benigna.

A A inflamação crônica prostática está associada à diminuição do risco de retenção urinária.
B A inflamação prostática contribui para aumento da tensão do músculo liso prostático e exacerba sintomas urinários.
C Não há evidências de relação entre inflamação prostática e progressão da HPB.
D A inflamação está associada exclusivamente ao aumento volumétrico, sem impacto em sintomas de armazenamento.
E A inflamação crônica reduz a atividade de citocinas como IL-8 e IL-17, diminuindo a hiperatividade vesical.

Homem de 67 anos, hipertenso, apresenta LUTS grave (IPSS 22), noctúria 3x/noite e jato fraco, com disfunção erétil associada.
Ao toque: próstata aumentada, fibroelástica. PSA: 2,1 ng/mL. Ultrassom: volume prostático 52 mL, sem resíduo elevado. A uretrocistoscopia prévia descartou estenose, e os sintomas persistem apesar do uso de alfa-bloqueador por 6 meses.

Considerando a literatura sobre fisiopatologia inflamatória, a abordagem terapêutica adicional mais coerente com os mecanismos envolvidos é

A manter apenas o alfa-bloqueador, pois os sintomas refratários indicam evolução natural e não há benefício em intensificar terapia.
B iniciar antibiótico empírico prolongado por 12 semanas, mesmo sem sinais de infecção.
C iniciar inibidor de fosfodiesterase-5 (ex.: tadalafila), que pode melhorar fluxo sanguíneo prostático, reduzir citocinas inflamatórias e auxiliar na melhora dos sintomas.
D acrescentar 5-ARI imediatamente, mesmo com volume prostático
E indicar cirurgia imediatamente, pois os sintomas refratários ao alfa-bloqueador sempre indicam obstrução mecânica fixa.

Homem de 52 anos apresenta episódios recorrentes de cólica renal. Tomografia computadorizada sem contraste evidencia cálculo renal de 14 mm localizado em polo inferior, com densidade aproximada de 1100 unidades Hounsfield e distância pele-cálculo estimada em 13 cm. Não há sinais de infecção ativa ou insuficiência renal. Considerando as características do cálculo e o desempenho esperado das diferentes modalidades terapêuticas, a melhor opção terapêutica inicial para esse caso é

A LECO, pois cálculos até 20 mm são candidatos ideais, independentemente do polo inferior.
B LECO, desde que usada energia alta e frequência acima de 120/min.
C ureterorrenolitotripsia retrógrada flexível (URF) devido a fatores desfavoráveis para LECO (posição, densidade e distância).
D observação ativa, pois cálculos de 14 mm apresentam alta chance de eliminação espontânea.
E parar cálcio e iniciar dieta pobre em oxalato, aguardando dissolução espontânea.

O Refluxo Vesicoureteral (RVU) é uma condição comum em crianças, frequentemente associada a infecções do trato urinário (ITU). Em alguns casos a conduta é a profilaxia antibiótica. Qual é o principal objetivo da antibioticoprofilaxia contínua em crianças com RVU?

A Prevenir a ocorrência de ITU febril e, consequentemente, o desenvolvimento de cicatrizes renais.
B Eliminar completamente o refluxo vesicoureteral para evitar a necessidade de cirurgia.
C Tratar a ITU aguda antes que ela se torne crônica.
D Reduzir a frequência de episódios de enurese noturna.
E Promover o crescimento renal compensatório do rim contralateral.

Paciente de 7 anos de idade vem se queixando para sua mãe de perda urinária constante e disúria. Já teve alguns episódios de infecção urinária. Ao prosseguir a investigação, observou-se duplicidade pielo-ureteral completa, com ureter ectópico no rim direito. Considerando esse quadro, assinale a alternativa correta.

A O ureter do polo inferior geralmente se insere na bexiga de forma ectópica.
B Duplicidade pielo-ureteral é a anomalia renal mais frequente.
C É incomum a associação de ureter ectópico e duplicidade pielo-ureteral.
D Ureter ectópico com inserção abaixo do esfíncter urinário externo causa perda urinária contínua.
E É alta a incidência de nefroblastomas em casos de duplicidade pielo-ureteral.

Homem de 48 anos, imigrante de área endêmica para tuberculose (TB), apresenta piúria estéril persistente, disúria e episódios recorrentes de hematúria microscópica há 4 meses. Já foi tratado empiricamente três vezes para ITU, sem melhora. Exames demonstram:

• Ultrassom: espessamento calicial e pequenas áreas hipoecoicas no córtex renal.
• TC: caliectasias irregulares, sem cálculos.
• Três amostras de urina matinal para cultura comum: negativas.
• Urocultura para micobactérias: pendente.

Na avaliação inicial, o próximo passo mais adequado para confirmar o diagnóstico de tuberculose urogenital é

A repetir urocultura convencional e iniciar antibiótico empírico para ITU complicada.
B solicitar GeneXpert MTB/RIF na urina, mesmo antes da cultura, pois é um excelente teste de exclusão.
C realizar biópsia renal imediata, já que exames de imagem são suficientes para confirmar TB.
D solicitar 3 amostras de urina matinal para BAAR + cultura específica e NAAT (PCR/GeneXpert), integrando achados clínicos e radiológicos.
E realizar cistoscopia como primeiro passo diagnóstico, pois é o exame mais sensível para TB renal.