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A Atenção Primária à Saúde e o principal ponto de entrada no Sistema Unico de Saúde (SUS) no Brasil. Nesse cenário, a Estrategia de Saúde da Família (ESF) configura-se como o modelo assistencial que orienta a organização desse nível de atenção. Em relação a essa temática, assinale a alternativa INCORRETA.
De acordo com o Decreto nº 7.508 de 2011, que regulamenta a organização do Sistema Único de Saúde (SUS), como e denominado o acordo de colaboração firmado entre entes federativos com a finalidade de organizar e integrar as ações e serviços de saúde na rede regionalizada e hierarquizada, com definição de responsabilidades, indicadores e metas de saúde, critérios de avaliação de desempenho, recursos financeiros que serão disponibilizados, forma de controle e fiscalização de sua execução e demais elementos necessários à implementação integrada das ações e serviços de saúde?
O combate ao mosquito Aedes aegyptí é importante para prevenir doenças como dengue, zika e chikungunya. Em relação a isso, assinale a alternativa que apresenta uma medida CORRETA e eficaz de controle desse vetor.
Texto associado
Para responder à questão. Como o veneno de um lagarto deu início a uma revolução no tratamento da obesidade Perder peso e o sonho dos que estão acima dele. Ate aqui, a medicina quase nada tinha a oferecer alem do jargão "mais atividade física e dieta saudável". Então surgiram os agonistas do receptor GLP-1, que se Iigam a esse receptor presente na superfície de uma série de celulas do corpo humano. O impacto tem sido tão grande que, em entrevista à revista Nature, Timothy Carvey, proÍessor de endocrinologia da Universidade do Alabama, afirmou: "Esta era do desenvolvimento de novas drogas para o tratamento da obesidade tem potencial para ser um marco na historia da medicina, semelhante ao da descoberta da insulina, da penicilina e da vacina contra a poliomielite". Tudo começou há 40 anos, com um lagarto preto com manchas alaranjadas pelo corpo, venenoso, que vive nos desertos do México e do sudoeste dos Estados Unidos. O interesse pelo monstro-de-gila veio da habilidade para regular o metabolismo e os níveis de glicose no sangue por longos períodos, mesmo na falta de alimentos. Num exemplo da importância da pesquisa básica para o desenvolvimento da ciência, um grupo do National Institutes of Health isolou várias substâncias presentes no veneno. Uma delas, a exendina-4, estimulava o pâncreas do animal a produzir e liberar insulina. Curiosamente, a exendina-4 apresentava configuração molecular semelhante à do hormônio humano GLP-1, que estimula a produção de insulina em resposta ao aumento da concentração de glicose na corrente sanguínea. Mas, enquanto a ação do GLP-I dura minutos, a de exendina-4 se mantem por horas. No diabetes tipo 2, a dificuldade para controlar os níveis de açúcar no sangue está ligada ao comprometimento da produção e da ação da insulina. Como a exendina-4 mimetiza a função do GLP-1, porém de modo mais sustentável, a logica foi testá-la no tratamento do diabetes. Nos estudos que precederam o lançamento, ficou evidente que os pacientes perdiam peso. Em paralelo, o laboratório dinamarquês Novo Nordisk seguia outra linha: sabendo que a ação fugaz do GLP-1 limitava o uso, a atenção foi voltada para o prolongamento de sua persistência na corrente sanguínea. Os estudos levaram ao licenciamento da liraglutida, o princípio ativo de dois medicamentos: Saxenda e Victosa, que ainda tinham o inconveniente de requerer a administração de injeções diárias. No intento de reduzir a frequência das injeções, os pesquisadores da farmacêutica descobriram que a introdução de uma molecula de ácido graxo à deliraglutida aumentava substancialmente a duração do efeito. Essa versão do GLP 1 foi a semaglutida, comercializada com os nomes de Ozempic e Wegovy, para controle do diabetes tipo 2. A observação de que os pacientes tratados experimentavam reduções significantes do peso motivou a companhia a iniciar o estudo Step 1, no qual participantes com IMC na faixa de obesidade foram tratados com injeções semanais de semaglutida durante 68 semanas. Em mais da metade, a perda foi acima de 15% do peso, contra 57o no grupo controle que recebeu apenas aconselhamento. Estudos posteriores mostraram que os benefícios não se limitavam ao emagrecimento. A droga é capaz de reduzir o risco de complicações na insuficiência renal crônica e de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, entre outros benefícios associados às alterações metabólicas causadas pela perda de peso. É inegável que essas drogas estão revolucionando o tratamento da obesidade, mas custam muito caro, provocam reações adversas e precisam ser mantidas por tempo indeterminado. Compará-las à penicilina e à vacina da polio é certamente um exagero. Adaptado de: https://gauchazh.clicrbs.com.brlcolu nistas/drauziovarella/noticia/2026/03 / como-o veneno de um lagarto-deu-inicio-auma-revolucao-no tratamento da-obesidadecmn7q0fyz01 | b01 5vsbf4z4rw.html
A argumentação do texto traça um paralelo entre as descobertas iniciais em laboratório e as conclusões terapêuticas alcançadas na medicina. Nesse sentido, analise as assertivas abaixo:
I. A habilidade do monstro-de-gila de regular sua glicose durante longos períodos despertou o interesse da comunidade científica.
II. A exendina-4 foi inicialmente isolada com o proposito exclusivo de curar complicações na insuficiência renal crônica.
III. Os benefícios da medicação semaglutida, segundo o texto, demonstraram-se restritos unicamente à redução drástica do peso corporal.
IV. O texto conclui que, apesar da revolução gerada no tratamento da obesidade, há reações adversas e alto custo limitantes.
Está CORRETO o que se afirma em:
Texto associado
Para responder à questão. Como o veneno de um lagarto deu início a uma revolução no tratamento da obesidade Perder peso e o sonho dos que estão acima dele. Ate aqui, a medicina quase nada tinha a oferecer alem do jargão "mais atividade física e dieta saudável". Então surgiram os agonistas do receptor GLP-1, que se Iigam a esse receptor presente na superfície de uma série de celulas do corpo humano. O impacto tem sido tão grande que, em entrevista à revista Nature, Timothy Carvey, proÍessor de endocrinologia da Universidade do Alabama, afirmou: "Esta era do desenvolvimento de novas drogas para o tratamento da obesidade tem potencial para ser um marco na historia da medicina, semelhante ao da descoberta da insulina, da penicilina e da vacina contra a poliomielite". Tudo começou há 40 anos, com um lagarto preto com manchas alaranjadas pelo corpo, venenoso, que vive nos desertos do México e do sudoeste dos Estados Unidos. O interesse pelo monstro-de-gila veio da habilidade para regular o metabolismo e os níveis de glicose no sangue por longos períodos, mesmo na falta de alimentos. Num exemplo da importância da pesquisa básica para o desenvolvimento da ciência, um grupo do National Institutes of Health isolou várias substâncias presentes no veneno. Uma delas, a exendina-4, estimulava o pâncreas do animal a produzir e liberar insulina. Curiosamente, a exendina-4 apresentava configuração molecular semelhante à do hormônio humano GLP-1, que estimula a produção de insulina em resposta ao aumento da concentração de glicose na corrente sanguínea. Mas, enquanto a ação do GLP-I dura minutos, a de exendina-4 se mantem por horas. No diabetes tipo 2, a dificuldade para controlar os níveis de açúcar no sangue está ligada ao comprometimento da produção e da ação da insulina. Como a exendina-4 mimetiza a função do GLP-1, porém de modo mais sustentável, a logica foi testá-la no tratamento do diabetes. Nos estudos que precederam o lançamento, ficou evidente que os pacientes perdiam peso. Em paralelo, o laboratório dinamarquês Novo Nordisk seguia outra linha: sabendo que a ação fugaz do GLP-1 limitava o uso, a atenção foi voltada para o prolongamento de sua persistência na corrente sanguínea. Os estudos levaram ao licenciamento da liraglutida, o princípio ativo de dois medicamentos: Saxenda e Victosa, que ainda tinham o inconveniente de requerer a administração de injeções diárias. No intento de reduzir a frequência das injeções, os pesquisadores da farmacêutica descobriram que a introdução de uma molecula de ácido graxo à deliraglutida aumentava substancialmente a duração do efeito. Essa versão do GLP 1 foi a semaglutida, comercializada com os nomes de Ozempic e Wegovy, para controle do diabetes tipo 2. A observação de que os pacientes tratados experimentavam reduções significantes do peso motivou a companhia a iniciar o estudo Step 1, no qual participantes com IMC na faixa de obesidade foram tratados com injeções semanais de semaglutida durante 68 semanas. Em mais da metade, a perda foi acima de 15% do peso, contra 57o no grupo controle que recebeu apenas aconselhamento. Estudos posteriores mostraram que os benefícios não se limitavam ao emagrecimento. A droga é capaz de reduzir o risco de complicações na insuficiência renal crônica e de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, entre outros benefícios associados às alterações metabólicas causadas pela perda de peso. É inegável que essas drogas estão revolucionando o tratamento da obesidade, mas custam muito caro, provocam reações adversas e precisam ser mantidas por tempo indeterminado. Compará-las à penicilina e à vacina da polio é certamente um exagero. Adaptado de: https://gauchazh.clicrbs.com.brlcolu nistas/drauziovarella/noticia/2026/03 / como-o veneno de um lagarto-deu-inicio-auma-revolucao-no tratamento da-obesidadecmn7q0fyz01 | b01 5vsbf4z4rw.html
No fragmento Perder peso é o sonho dos que estão acima dele , o vocábulo sublinhado exerce função referencial e coesiva na estruturação da frase. Considerando isso, analise as assertivas abaixo e julgue-as em Verdadeiras (V) ou Falsas (F):
( )O pronome dele atua cataforicamente, antecipando o conceito de atividade física.
( )O termo retoma, no contexto do período, o vocábulo antecedente peso, evitando a sua repetição.
( )Trata-se de um elemento de coesão puramente sequencial, utilizado para introduzir uma ideia de tempo. Qual alternativa preenche, CORRETATVENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Texto associado
Para responder à questão. Como o veneno de um lagarto deu início a uma revolução no tratamento da obesidade Perder peso e o sonho dos que estão acima dele. Ate aqui, a medicina quase nada tinha a oferecer alem do jargão "mais atividade física e dieta saudável". Então surgiram os agonistas do receptor GLP-1, que se Iigam a esse receptor presente na superfície de uma série de celulas do corpo humano. O impacto tem sido tão grande que, em entrevista à revista Nature, Timothy Carvey, proÍessor de endocrinologia da Universidade do Alabama, afirmou: "Esta era do desenvolvimento de novas drogas para o tratamento da obesidade tem potencial para ser um marco na historia da medicina, semelhante ao da descoberta da insulina, da penicilina e da vacina contra a poliomielite". Tudo começou há 40 anos, com um lagarto preto com manchas alaranjadas pelo corpo, venenoso, que vive nos desertos do México e do sudoeste dos Estados Unidos. O interesse pelo monstro-de-gila veio da habilidade para regular o metabolismo e os níveis de glicose no sangue por longos períodos, mesmo na falta de alimentos. Num exemplo da importância da pesquisa básica para o desenvolvimento da ciência, um grupo do National Institutes of Health isolou várias substâncias presentes no veneno. Uma delas, a exendina-4, estimulava o pâncreas do animal a produzir e liberar insulina. Curiosamente, a exendina-4 apresentava configuração molecular semelhante à do hormônio humano GLP-1, que estimula a produção de insulina em resposta ao aumento da concentração de glicose na corrente sanguínea. Mas, enquanto a ação do GLP-I dura minutos, a de exendina-4 se mantem por horas. No diabetes tipo 2, a dificuldade para controlar os níveis de açúcar no sangue está ligada ao comprometimento da produção e da ação da insulina. Como a exendina-4 mimetiza a função do GLP-1, porém de modo mais sustentável, a logica foi testá-la no tratamento do diabetes. Nos estudos que precederam o lançamento, ficou evidente que os pacientes perdiam peso. Em paralelo, o laboratório dinamarquês Novo Nordisk seguia outra linha: sabendo que a ação fugaz do GLP-1 limitava o uso, a atenção foi voltada para o prolongamento de sua persistência na corrente sanguínea. Os estudos levaram ao licenciamento da liraglutida, o princípio ativo de dois medicamentos: Saxenda e Victosa, que ainda tinham o inconveniente de requerer a administração de injeções diárias. No intento de reduzir a frequência das injeções, os pesquisadores da farmacêutica descobriram que a introdução de uma molecula de ácido graxo à deliraglutida aumentava substancialmente a duração do efeito. Essa versão do GLP 1 foi a semaglutida, comercializada com os nomes de Ozempic e Wegovy, para controle do diabetes tipo 2. A observação de que os pacientes tratados experimentavam reduções significantes do peso motivou a companhia a iniciar o estudo Step 1, no qual participantes com IMC na faixa de obesidade foram tratados com injeções semanais de semaglutida durante 68 semanas. Em mais da metade, a perda foi acima de 15% do peso, contra 57o no grupo controle que recebeu apenas aconselhamento. Estudos posteriores mostraram que os benefícios não se limitavam ao emagrecimento. A droga é capaz de reduzir o risco de complicações na insuficiência renal crônica e de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, entre outros benefícios associados às alterações metabólicas causadas pela perda de peso. É inegável que essas drogas estão revolucionando o tratamento da obesidade, mas custam muito caro, provocam reações adversas e precisam ser mantidas por tempo indeterminado. Compará-las à penicilina e à vacina da polio é certamente um exagero. Adaptado de: https://gauchazh.clicrbs.com.brlcolu nistas/drauziovarella/noticia/2026/03 / como-o veneno de um lagarto-deu-inicio-auma-revolucao-no tratamento da-obesidadecmn7q0fyz01 | b01 5vsbf4z4rw.html
O texto aborda o desenvolvimento de novas drogas para o tratamento da obesidade a partir de estudos iniciados com o veneno de um réptil. Acerca disso, assinale a alternativa CORRETA.
Texto associado
Para responder à questão. Como o veneno de um lagarto deu início a uma revolução no tratamento da obesidade Perder peso e o sonho dos que estão acima dele. Ate aqui, a medicina quase nada tinha a oferecer alem do jargão "mais atividade física e dieta saudável". Então surgiram os agonistas do receptor GLP-1, que se Iigam a esse receptor presente na superfície de uma série de celulas do corpo humano. O impacto tem sido tão grande que, em entrevista à revista Nature, Timothy Carvey, proÍessor de endocrinologia da Universidade do Alabama, afirmou: "Esta era do desenvolvimento de novas drogas para o tratamento da obesidade tem potencial para ser um marco na historia da medicina, semelhante ao da descoberta da insulina, da penicilina e da vacina contra a poliomielite". Tudo começou há 40 anos, com um lagarto preto com manchas alaranjadas pelo corpo, venenoso, que vive nos desertos do México e do sudoeste dos Estados Unidos. O interesse pelo monstro-de-gila veio da habilidade para regular o metabolismo e os níveis de glicose no sangue por longos períodos, mesmo na falta de alimentos. Num exemplo da importância da pesquisa básica para o desenvolvimento da ciência, um grupo do National Institutes of Health isolou várias substâncias presentes no veneno. Uma delas, a exendina-4, estimulava o pâncreas do animal a produzir e liberar insulina. Curiosamente, a exendina-4 apresentava configuração molecular semelhante à do hormônio humano GLP-1, que estimula a produção de insulina em resposta ao aumento da concentração de glicose na corrente sanguínea. Mas, enquanto a ação do GLP-I dura minutos, a de exendina-4 se mantem por horas. No diabetes tipo 2, a dificuldade para controlar os níveis de açúcar no sangue está ligada ao comprometimento da produção e da ação da insulina. Como a exendina-4 mimetiza a função do GLP-1, porém de modo mais sustentável, a logica foi testá-la no tratamento do diabetes. Nos estudos que precederam o lançamento, ficou evidente que os pacientes perdiam peso. Em paralelo, o laboratório dinamarquês Novo Nordisk seguia outra linha: sabendo que a ação fugaz do GLP-1 limitava o uso, a atenção foi voltada para o prolongamento de sua persistência na corrente sanguínea. Os estudos levaram ao licenciamento da liraglutida, o princípio ativo de dois medicamentos: Saxenda e Victosa, que ainda tinham o inconveniente de requerer a administração de injeções diárias. No intento de reduzir a frequência das injeções, os pesquisadores da farmacêutica descobriram que a introdução de uma molecula de ácido graxo à deliraglutida aumentava substancialmente a duração do efeito. Essa versão do GLP 1 foi a semaglutida, comercializada com os nomes de Ozempic e Wegovy, para controle do diabetes tipo 2. A observação de que os pacientes tratados experimentavam reduções significantes do peso motivou a companhia a iniciar o estudo Step 1, no qual participantes com IMC na faixa de obesidade foram tratados com injeções semanais de semaglutida durante 68 semanas. Em mais da metade, a perda foi acima de 15% do peso, contra 57o no grupo controle que recebeu apenas aconselhamento. Estudos posteriores mostraram que os benefícios não se limitavam ao emagrecimento. A droga é capaz de reduzir o risco de complicações na insuficiência renal crônica e de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, entre outros benefícios associados às alterações metabólicas causadas pela perda de peso. É inegável que essas drogas estão revolucionando o tratamento da obesidade, mas custam muito caro, provocam reações adversas e precisam ser mantidas por tempo indeterminado. Compará-las à penicilina e à vacina da polio é certamente um exagero. Adaptado de: https://gauchazh.clicrbs.com.brlcolu nistas/drauziovarella/noticia/2026/03 / como-o veneno de um lagarto-deu-inicio-auma-revolucao-no tratamento da-obesidadecmn7q0fyz01 | b01 5vsbf4z4rw.html
No trecho sabendo que a ação fugaz do GLP-1 limitava o uso, a palavra sublinhada possui relevância semântica para o entendimento do obstáculo enfrentado pela pesquisa. Com base nisso, assinale a alternativa CORRETA
Texto associado
Para responder à questão. Como o veneno de um lagarto deu início a uma revolução no tratamento da obesidade Perder peso e o sonho dos que estão acima dele. Ate aqui, a medicina quase nada tinha a oferecer alem do jargão "mais atividade física e dieta saudável". Então surgiram os agonistas do receptor GLP-1, que se Iigam a esse receptor presente na superfície de uma série de celulas do corpo humano. O impacto tem sido tão grande que, em entrevista à revista Nature, Timothy Carvey, proÍessor de endocrinologia da Universidade do Alabama, afirmou: "Esta era do desenvolvimento de novas drogas para o tratamento da obesidade tem potencial para ser um marco na historia da medicina, semelhante ao da descoberta da insulina, da penicilina e da vacina contra a poliomielite". Tudo começou há 40 anos, com um lagarto preto com manchas alaranjadas pelo corpo, venenoso, que vive nos desertos do México e do sudoeste dos Estados Unidos. O interesse pelo monstro-de-gila veio da habilidade para regular o metabolismo e os níveis de glicose no sangue por longos períodos, mesmo na falta de alimentos. Num exemplo da importância da pesquisa básica para o desenvolvimento da ciência, um grupo do National Institutes of Health isolou várias substâncias presentes no veneno. Uma delas, a exendina-4, estimulava o pâncreas do animal a produzir e liberar insulina. Curiosamente, a exendina-4 apresentava configuração molecular semelhante à do hormônio humano GLP-1, que estimula a produção de insulina em resposta ao aumento da concentração de glicose na corrente sanguínea. Mas, enquanto a ação do GLP-I dura minutos, a de exendina-4 se mantem por horas. No diabetes tipo 2, a dificuldade para controlar os níveis de açúcar no sangue está ligada ao comprometimento da produção e da ação da insulina. Como a exendina-4 mimetiza a função do GLP-1, porém de modo mais sustentável, a logica foi testá-la no tratamento do diabetes. Nos estudos que precederam o lançamento, ficou evidente que os pacientes perdiam peso. Em paralelo, o laboratório dinamarquês Novo Nordisk seguia outra linha: sabendo que a ação fugaz do GLP-1 limitava o uso, a atenção foi voltada para o prolongamento de sua persistência na corrente sanguínea. Os estudos levaram ao licenciamento da liraglutida, o princípio ativo de dois medicamentos: Saxenda e Victosa, que ainda tinham o inconveniente de requerer a administração de injeções diárias. No intento de reduzir a frequência das injeções, os pesquisadores da farmacêutica descobriram que a introdução de uma molecula de ácido graxo à deliraglutida aumentava substancialmente a duração do efeito. Essa versão do GLP 1 foi a semaglutida, comercializada com os nomes de Ozempic e Wegovy, para controle do diabetes tipo 2. A observação de que os pacientes tratados experimentavam reduções significantes do peso motivou a companhia a iniciar o estudo Step 1, no qual participantes com IMC na faixa de obesidade foram tratados com injeções semanais de semaglutida durante 68 semanas. Em mais da metade, a perda foi acima de 15% do peso, contra 57o no grupo controle que recebeu apenas aconselhamento. Estudos posteriores mostraram que os benefícios não se limitavam ao emagrecimento. A droga é capaz de reduzir o risco de complicações na insuficiência renal crônica e de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, entre outros benefícios associados às alterações metabólicas causadas pela perda de peso. É inegável que essas drogas estão revolucionando o tratamento da obesidade, mas custam muito caro, provocam reações adversas e precisam ser mantidas por tempo indeterminado. Compará-las à penicilina e à vacina da polio é certamente um exagero. Adaptado de: https://gauchazh.clicrbs.com.brlcolu nistas/drauziovarella/noticia/2026/03 / como-o veneno de um lagarto-deu-inicio-auma-revolucao-no tratamento da-obesidadecmn7q0fyz01 | b01 5vsbf4z4rw.html
O texto original utiliza aspas no fragmento inicial que aborda as antigas recomendaçoes terapêuticas da medicina, aqui destacado como mais atividade física e dieta saudável. Considerando isso, analise as assertivas abaixo e julgue-as em Verdadeiras (V) ou Falsas (F):
( ) A pontuação original foi utilizada para destacar um jargão ou uma fala amplamente consolidada na prática medica.
( ) A pontuação sinaliza, na oração, que a expressão em destaque constitui um neologismo científico.
( ) O recurso gráfico sublinha a menção literal a uma recomendação rotineiramente ouvida pelos pacientes. Qual alternativa preenche, CORRETAIVENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Texto associado
Para responder à questão. Como o veneno de um lagarto deu início a uma revolução no tratamento da obesidade Perder peso e o sonho dos que estão acima dele. Ate aqui, a medicina quase nada tinha a oferecer alem do jargão "mais atividade física e dieta saudável". Então surgiram os agonistas do receptor GLP-1, que se Iigam a esse receptor presente na superfície de uma série de celulas do corpo humano. O impacto tem sido tão grande que, em entrevista à revista Nature, Timothy Carvey, proÍessor de endocrinologia da Universidade do Alabama, afirmou: "Esta era do desenvolvimento de novas drogas para o tratamento da obesidade tem potencial para ser um marco na historia da medicina, semelhante ao da descoberta da insulina, da penicilina e da vacina contra a poliomielite". Tudo começou há 40 anos, com um lagarto preto com manchas alaranjadas pelo corpo, venenoso, que vive nos desertos do México e do sudoeste dos Estados Unidos. O interesse pelo monstro-de-gila veio da habilidade para regular o metabolismo e os níveis de glicose no sangue por longos períodos, mesmo na falta de alimentos. Num exemplo da importância da pesquisa básica para o desenvolvimento da ciência, um grupo do National Institutes of Health isolou várias substâncias presentes no veneno. Uma delas, a exendina-4, estimulava o pâncreas do animal a produzir e liberar insulina. Curiosamente, a exendina-4 apresentava configuração molecular semelhante à do hormônio humano GLP-1, que estimula a produção de insulina em resposta ao aumento da concentração de glicose na corrente sanguínea. Mas, enquanto a ação do GLP-I dura minutos, a de exendina-4 se mantem por horas. No diabetes tipo 2, a dificuldade para controlar os níveis de açúcar no sangue está ligada ao comprometimento da produção e da ação da insulina. Como a exendina-4 mimetiza a função do GLP-1, porém de modo mais sustentável, a logica foi testá-la no tratamento do diabetes. Nos estudos que precederam o lançamento, ficou evidente que os pacientes perdiam peso. Em paralelo, o laboratório dinamarquês Novo Nordisk seguia outra linha: sabendo que a ação fugaz do GLP-1 limitava o uso, a atenção foi voltada para o prolongamento de sua persistência na corrente sanguínea. Os estudos levaram ao licenciamento da liraglutida, o princípio ativo de dois medicamentos: Saxenda e Victosa, que ainda tinham o inconveniente de requerer a administração de injeções diárias. No intento de reduzir a frequência das injeções, os pesquisadores da farmacêutica descobriram que a introdução de uma molecula de ácido graxo à deliraglutida aumentava substancialmente a duração do efeito. Essa versão do GLP 1 foi a semaglutida, comercializada com os nomes de Ozempic e Wegovy, para controle do diabetes tipo 2. A observação de que os pacientes tratados experimentavam reduções significantes do peso motivou a companhia a iniciar o estudo Step 1, no qual participantes com IMC na faixa de obesidade foram tratados com injeções semanais de semaglutida durante 68 semanas. Em mais da metade, a perda foi acima de 15% do peso, contra 57o no grupo controle que recebeu apenas aconselhamento. Estudos posteriores mostraram que os benefícios não se limitavam ao emagrecimento. A droga é capaz de reduzir o risco de complicações na insuficiência renal crônica e de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, entre outros benefícios associados às alterações metabólicas causadas pela perda de peso. É inegável que essas drogas estão revolucionando o tratamento da obesidade, mas custam muito caro, provocam reações adversas e precisam ser mantidas por tempo indeterminado. Compará-las à penicilina e à vacina da polio é certamente um exagero. Adaptado de: https://gauchazh.clicrbs.com.brlcolu nistas/drauziovarella/noticia/2026/03 / como-o veneno de um lagarto-deu-inicio-auma-revolucao-no tratamento da-obesidadecmn7q0fyz01 | b01 5vsbf4z4rw.html