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Um estudo hipotético sobre a movimentação de cargas no Porto de Maceió analisou apenas três tipos de produtos: açúcar, soja e fertilizantes. De um total de 240 navios analisados, 110 transportavam açúcar, 80 transportavam soja e 70 transportavam fertilizantes. Sabe-se que 30 transportavam açúcar e soja, 25 transportavam açúcar e fertilizantes e 15 transportavam soja e fertilizantes. Se 10 navios transportavam os três produtos, quantos navios analisados não transportavam nenhum desses três produtos?

A 40.
B 35.
C 30.
D 25.
E 20.
Texto associado
Vamos precisar de um navio maior

Há razões econômicas e ambientais para adotar navios maiores nas exportações agrícolas.

Carlos Frederico Alves e Tiago Buss

No filme Tubarão, de Steven Spielberg, uma das cenas mais célebres é aquela em que o biólogo vivido por Richard Dreyfuss, apavorado diante do tamanho do predador que terá de arpoar, se volta para o capitão e diz, em pânico: “Vamos precisar de um barco maior”. Pois a logística da exportação agrícola brasileira está, agora, diante de uma situação semelhante: precisa de navios maiores, bem maiores, com aproximadamente o dobro do tamanho dos maiores atualmente utilizados para despachar nossa exportação agrícola.
As razões para essa necessidade são econômicas e ambientais. As econômicas têm passado despercebidas aos olhos de muita gente, uma vez que a agricultura nacional é campeã na produção e exportação de grãos de soja, e faz na Ásia 70% de suas vendas, mesmo sendo um dos produtores mais distantes daquela região. Alcança esse feito graças à capacidade que tem “da porteira para dentro”, com tecnologia e conhecimento. “Da porteira para fora”, porém, as dificuldades logísticas cobram um preço, que come por dentro as margens de toda a cadeia produtiva, desde os agricultores até os traders. As dificuldades com a infraestrutura rodoviária, como as perdas de grãos nas estradas esburacadas, são conhecidas de todos. Mas o problema portuário e marítimo ainda não.
Os maiores navios graneleiros usados hoje no Brasil são da classe Panamax, com capacidade máxima de 80 mil toneladas. Porém, por limitações de infraestrutura, contam-se nos dedos de uma mão os terminais com capacidade para recebê-los com carga máxima. Isso faz com que em boa parte dos portos os Panamax tenham de operar abaixo de seu limite – ou se recorre a navios menores. Aí é que aparece o preço da ineficiência. O custo do frete marítimo é uma função da distância (que aumenta o custo por tonelada) versus o tamanho do navio (que reduz o custo por tonelada), influenciada pela eficiência energética das embarcações. Quanto mais longe o destino – a China, por exemplo –, maior deveria ser o navio usado, para otimizar o custo do frete.
Esse raciocínio já foi seguido pelas indústrias do minério e do petróleo. Nestes dois setores, os terminais privados inaugurados nos últimos anos recebem navios muito maiores, com capacidade para até 400 mil toneladas. Essa mudança de paradigma foi decisiva para garantir a competitividade dessas commodities nos mercados mundiais. Já no caso das exportações agrícolas, pouca gente atenta para essa questão.
[...]
O argumento econômico, em si, é robusto o suficiente para chamar a atenção para os grandes navios. Mas um segundo argumento, o ambiental, ganhou força inédita com a recente publicação do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). O transporte marítimo está entre os grandes emissores de gases de efeito estufa – o saldo do setor equivale às emissões de um país como a Alemanha. A International Maritime Organization (IMO) cobra que as frotas reduzam até 2030 o total de gases emitido (incluindo SO2) em 70%. Diversas iniciativas têm sido testadas para isso, incluindo a substituição dos combustíveis atuais. Mas uma das soluções mais acessíveis e eficazes para reduzir as emissões é simplesmente usar navios maiores.
[...] Foi demonstrado que, ao longo de toda a cadeia logística da soja que vai do Brasil até o país asiático, o item individual que teria maior impacto na redução de emissões seria a adoção de grandes navios padrão Capesize. Ela faria a emissão no trecho marítimo cair de 96,8 kg de CO2 por tonelada de soja para 55,28 kg de CO2 por tonelada. Uma queda de 46%! Transporte ferroviário e aquaviário também poderiam minorar as emissões no trecho terrestre, mas nada teria impacto comparável a essa simples mudança. Por fim, quem apoia os dois argumentos com força é o consumidor final da maior parte das exportações brasileiras, a China, que estabeleceu a meta de se tornar carbono zero em 2060, e para isso já começa a cobrar os fornecedores ao longo de suas cadeias produtivas. [...]

Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/espacoaberto/vamos-precisar-de-um-navio-maior/. Acesso em: 06 ago. 2025.

Considerando o excerto “Por fim, quem apoia os dois argumentos com força é o consumidor final da maior parte das exportações brasileiras, a China, que estabeleceu a meta de se tornar carbono zero em 2060, e para isso já começa a cobrar os fornecedores ao longo de suas cadeias produtivas. […]”, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.

I. O mecanismo coesivo “Por fim” tem sentido equivalente a “Em conclusão”.
II. No trecho “[…] quem apoia os dois argumentos com força é o consumidor final da maior parte das exportações brasileiras […]”, uma vírgula deveria ser empregada após “força”.
III. Os termos “a China”, empregados entre vírgulas, têm, no texto, uma função explicativa.
IV. Em “[…] e para isso já começa a cobrar os fornecedores […]”, o termo em destaque deveria ser substituído por “isto”.
V. No excerto “[…] já começa a cobrar os fornecedores […]”, o vocábulo em destaque pode receber o acento grave que, nesse caso, é facultativo.

A Apenas I e III.
B Apenas II, III e IV.
C Apenas III e V.
D Apenas I, II e V.
E Apenas III, IV e V.

O governo do estado de Alagoas anunciou um programa, na região do Porto de Maceió, que inclui:

1. construção de um hospital público para atender a população local;
2. redução de alíquotas do ICMS para produtos da cesta básica, beneficiando famílias de baixa renda;
3. implementação de medidas de estímulo fiscal para reaquecer a economia local.

Considerando as funções tradicionais do setor público, as medidas 1, 2 e 3 correspondem, respectivamente, à:

A função distributiva, função alocativa e função estabilizadora.
B função alocativa, função distributiva e função estabilizadora.
C função alocativa, função estabilizadora e função distributiva.
D função estabilizadora, função distributiva e função alocativa.
E função distributiva, função estabilizadora e função alocativa.

Considere que o governo do estado planeja ampliar a infraestrutura do Porto de Maceió para aumentar a capacidade de movimentação de cargas e passageiros. Para isso, pretende contratar um financiamento junto a instituições financeiras internacionais. Considerando as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), assinale a alternativa correta sobre as limitações e obrigações do estado ao realizar essa operação de crédito.

A O estado pode contratar qualquer valor de financiamento desde que a dívida seja paga em até 20 anos.
B A contratação de operações de crédito depende do cumprimento dos limites de endividamento previstos na LRF.
C A LRF não se aplica a investimentos em infraestrutura por estes serem considerados estratégicos para o desenvolvimento regional.
D O estado pode aumentar livremente suas despesas com pessoal para garantir a execução do projeto.
E A contratação de operações de crédito não precisa ser informada ao poder legislativo, desde que esteja prevista no PPA.

Quanto aos testes de hipótese na estatística inferencial, assinale a alternativa correta.

A O valor-p indica a probabilidade de a hipótese alternativa ser verdadeira.
B O nível de significância representa a probabilidade de cometer erro tipo II.
C O teste unilateral verifica diferenças em ambas as direções da média populacional.
D A hipótese nula sempre representa a afirmação que se busca comprovar.
E O erro tipo I ocorre quando se rejeita a hipótese nula, mesmo ela sendo verdadeira.

O Porto de Maceió registrou, no último trimestre, queda no volume de exportações devido à valorização do real frente ao dólar e ao aumento da taxa básica de juros no país. Considerando as políticas macroeconômicas, assinale a alternativa que apresenta corretamente as políticas em ação e seus possíveis impactos sobre a atividade portuária.

A A valorização do real é resultado de política cambial, que pode reduzir a competitividade das exportações; o aumento dos juros decorre de política monetária, que tende a desacelerar a atividade econômica.
B A valorização do real é efeito de política de rendas, que visa controlar salários e preços; o aumento dos juros é parte de política fiscal, que busca reduzir gastos públicos e estimular exportações.
C A valorização do real é consequência de política monetária, que prioriza o equilíbrio comercial; o aumento dos juros é típico de política cambial, que visa incentivar importações e reduzir exportações.
D A valorização do real é originada por política comercial, que impõe tarifas sobre importações; o aumento dos juros é ação de política de rendas, que busca controlar o poder de compra e o consumo.
E A valorização do real é promovida por política fiscal, que reduz impostos sobre exportações; o aumento dos juros é elemento de política comercial, que busca estimular acordos bilaterais e ampliar importações.

Durante a elaboração de um relatório técnico sobre a movimentação de cargas no Porto de Maceió, um funcionário precisa capturar a imagem de parte de uma página web exibida no Mozilla Firefox (em português), sem utilizar ferramentas externas ou extensões adicionais. Sabendo que o navegador oferece um recurso nativo de captura de tela, qual dos seguintes atalhos de teclado permite acessar diretamente essa funcionalidade?

(Obs.: o caractere “+” foi utilizado apenas para interpretação.)

A Ctrl + Shift + E
B Ctrl + Shift + M
C Ctrl + Shift + J
D Ctrl + Alt + P
E Ctrl + Shift + S

No Porto de Maceió, uma equipe de inspeção realiza, semanalmente, verificações em contêineres para detectar mercadorias que não cumprem os regulamentos. Historicamente, 5% dos contêineres apresentam alguma irregularidade. Se a equipe inspecionar 10 contêineres aleatoriamente, qual é a probabilidade aproximada de encontrar exatamente 2 contêineres com irregularidades?

A 7,4%.
B 8,1%.
C 9,2%.
D 10,4%.
E 11,5%.

Uma determinada empresa de um porto está avaliando um projeto de investimento que requer um desembolso inicial de R$ 100.000. Espera-se que o projeto gere os seguintes fluxos de caixa ao longo dos próximos três anos: R$ 40.000, R$ 50.000 e R$ 30.000, respectivamente. Sabendo que a taxa mínima de atratividade da empresa é de 12% ao ano, assinale a alternativa que apresenta a decisão correta com base na TIR do projeto.

A O projeto é viável economicamente se a TIR for maior que 12%.
B O projeto não é viável economicamente se a TIR for maior que 12%.
C O projeto é viável economicamente se a TIR for menor que 12%.
D O projeto é viável economicamente se a TIR for igual a 12%.
E A TIR não é relevante para a decisão de investimento.

O Porto de Maceió recebeu recentemente uma encomenda internacional para exportação de produtos no valor de US$ 10 milhões. A taxa de câmbio atual é de R$ 5,20 por dólar, porém, devido à volatilidade do mercado cambial, a equipe econômica do porto avalia os seguintes cenários para os próximos meses:

Cenário A: apreciação do real para R$ 4,80/USD;
Cenário B: depreciação do real para R$ 5,50/USD;
Cenário C: manutenção da taxa atual em R$ 5,20/USD;
Cenário D: depreciação do real para R$ 6,00/USD;
Cenário E: apreciação do real para R$ 5,00/USD;

Qual dos cenários apresentados proporcionaria a maior receita em reais para o Porto de Maceió com a exportação de US$ 10 milhões?

A Cenário A.
B Cenário B.
C Cenário C.
D Cenário D.
E Cenário E.