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Entre as abordagens comumente apontadas pela literatura para a gestão de conflitos no ambiente organizacional, aquela denominada “estrutural”

A considera que o conflito é inerente à organização e não deve ser evitado, mas, ao contrário, fomentado de forma controlada.
B atua diretamente no episódio do conflito, buscando sua desativação ou redução de sua intensidade.
C busca a causa remota do conflito instalado, efetuando a sua desescalonização para o correspondente enfrentamento.
D atua sobre condições que predispõem ao conflito, o qual ainda não está instalado, minimizando as diferenças.
E atua apenas sobre as consequências negativas do conflito, preservando os efeitos positivos que sempre são gerados.
Órgão: Secretaria de Planejamento, Administração e Gestão de Pessoas de Pernambuco Cargo: Analista - Área Gestão Administrativa Prova: FCC - SPAG - Analista de Gestão Administrativa - 2019
Texto associado
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 6, baseie-se no texto abaixo.

Quem não gosta de samba

“Como se dá que ritmos e melodias, embora tão somente sons, se assemelhem a estados da alma?”, pergunta Aristóteles. Há pessoas que não suportam a música; mas há também uma venerável linhagem de moralistas que não suporta a ideia do que a música é capaz de suscitar nos ouvintes. Platão condenou certas escalas e ritmos musicais e propôs que fossem banidos da cidade ideal. Santo Agostinho confessou-se vulnerável aos “prazeres do ouvido” e se penitenciou por sua irrefreável propensão ao “pecado da lascívia musical”. Calvino alerta os fiéis contra os perigos do caos, volúpia e emefinação que ela provoca. Descartes temia que a música pudesse superexcitar a imaginação.
O que todo esse medo da música - ou de certos tipos de música - sugere? O vigor e o tom dos ataques traem o melindre. Eles revelam não só aquilo que afirmam - a crença num suposto perigo moral da música -, mas também o que deixam transparecer. O pavor pressupõe uma viva percepção da ameaça. Será exagero, portanto, detectar nesses ataques um índice da especial força da sensualidade justamente naqueles que tanto se empenharam em preveni-la e erradicá-la nos outros?
O que mais violentamente repudiamos está em nós mesmos. Por vias oblíquas ou com plena ciência do fato, nossos respeitáveis moralistas sabiam muito bem do que estavam falando.

(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos . São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 23-24)

O verbo indicado entre parênteses deverá ser flexionado de modo a concordar com o elemento sublinhado na frase:

A A Aristóteles, Platão e a outros pensadores ( impressionar ) vivamente a magia encantatória dos ritmos e das melodias musicais.
B Crê o autor do texto que àquele a quem mais ( abalar ) os efeitos da música é também quem mais conhece as razões para temê-la.
C Todos os ataques que contra a música se ( promover ) costumam partir dos que são extremamente sensíveis aos seus poderes.
D Está no texto a convicção, contra a qual a poucos ( ocorrer ) de se levantar, de que são irreprimíveis os efeitos gerados pelo ritmo musical.
E A música, independentemente dos que nela ( ter ) a atenção concentrada, acaba contagiando o ambiente em que se a promova.
Texto associado
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 6, baseie-se no texto abaixo.

Quem não gosta de samba

“Como se dá que ritmos e melodias, embora tão somente sons, se assemelhem a estados da alma?”, pergunta Aristóteles. Há pessoas que não suportam a música; mas há também uma venerável linhagem de moralistas que não suporta a ideia do que a música é capaz de suscitar nos ouvintes. Platão condenou certas escalas e ritmos musicais e propôs que fossem banidos da cidade ideal. Santo Agostinho confessou-se vulnerável aos “prazeres do ouvido” e se penitenciou por sua irrefreável propensão ao “pecado da lascívia musical”. Calvino alerta os fiéis contra os perigos do caos, volúpia e emefinação que ela provoca. Descartes temia que a música pudesse superexcitar a imaginação.
O que todo esse medo da música - ou de certos tipos de música - sugere? O vigor e o tom dos ataques traem o melindre. Eles revelam não só aquilo que afirmam - a crença num suposto perigo moral da música -, mas também o que deixam transparecer. O pavor pressupõe uma viva percepção da ameaça. Será exagero, portanto, detectar nesses ataques um índice da especial força da sensualidade justamente naqueles que tanto se empenharam em preveni-la e erradicá-la nos outros?
O que mais violentamente repudiamos está em nós mesmos. Por vias oblíquas ou com plena ciência do fato, nossos respeitáveis moralistas sabiam muito bem do que estavam falando.

(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos . São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 23-24)

A exclusão da vírgula alterará o sentido da seguinte frase:

A Ao longo da História, muitos pensadores manifestaram seu temor pelos poderes da música.
B Obviamente, não é a todos que desconcerta surpreender-se com os poderes da música.
C A música afeta aos ouvintes atentos, que conhecem seus mágicos poderes.
D Nem todos temem a música, porque nem todos reconhecem seus mágicos poderes.
E Aos que gostam da música, garante-se uma inesgotável fonte de prazer e de sensualidade.
Órgão: Secretaria de Planejamento, Administração e Gestão de Pessoas de Pernambuco Cargo: Analista - Área Gestão Administrativa Prova: FCC - SPAG - Analista de Gestão Administrativa - 2019

Considere que o setor responsável pela gestão de suprimentos de um órgão municipal pretenda implementar método de controle de materiais focado na importância relativa dos itens dando especial atenção àqueles de maior relevância econômica. Para tal escopo, afigura-se adequada a aplicação

A do sistema just in time , que considera que os itens de maior perecibilidade são os que apresentam maior relevância econômica em face do elevado risco de perda.
B do método XYZ, sendo classificados na categoria X os materiais que apresentam o maior custo de reposição e demandam, assim, estoques reduzidos.
C o Diagrama de Pareto, que estabelece uma estratificação de materiais em 10 faixas de valor relativo, predicando uma gradação de reposição em ordem decrescente.
D o método Kanban, que predica a manutenção de estoques apenas para os itens de maior custo e a reposição dos demais apenas por ocasião da produção efetiva.
E da curva ABC, sendo classificados na classe A os materiais com maior valor de demanda e que merecem uma gestão mais refinada.
Órgão: Secretaria de Planejamento, Administração e Gestão de Pessoas de Pernambuco Cargo: Analista - Área Gestão Administrativa Prova: FCC - SPAG - Analista de Gestão Administrativa - 2019

No curso da evolução histórica da abordagem relativa às funções do administrador emerge, com os estudos de Koontz e O'Donnel, a importância da atividade de coordenação, a qual apresenta, como um de seus mecanismos,

A o denominado ajuste espontâneo, que se opera a partir de comunicações entre os que são responsáveis por determinadas atividades, sem envolver, necessariamente, subordinação.
B a cadeia escalar, que representa a padronização de atividades a partir do cumprimento de etapas estabelecidas de forma concatenada.
C a autoridade de linha, que não envolve o cumprimento de ordens emitidas por superiores hierárquicos, mas apenas ajustes em relação ao que foi previamente estabelecido na etapa de planejamento.
D a denominada função de staff , que se opera com a centralização de ordens e medidas repressivas, próprias da atividade de coordenação.
E o efeito de Pareto, que gera uma ressonância em toda a organização, a partir de medidas centralizadas de coordenação, evitando redundâncias.
Texto associado
Atenção: Para responder às questões de números 7 a 11, baseie-se no texto abaixo.

Limites da propriedade

Direito à terra? Sim. O problema está em onde se colocam as cercas.
Tenho, numa árvore, um daqueles bebedouros para beija-flores. E um deles já tomou posse. Quando aparece qualquer intruso, lá vem ele, como uma flecha, defender sua água. É a própria vida que determina o círculo de espaço que lhe pertence, que lhe é próprio. Daí, propriedade : aquilo que não me é estranho, que é parte de mim mesmo, que não pode ser tocado sem que eu sinta. O espaço que é propriedade do meu corpo é um dos direitos que a vida tem. Os limites da minha terra são os limites do que necessito para viver.
Mas há aqueles que fincam cercas para além dos limites da necessidade do seu corpo. Quando a terra é, de fato, uma propriedade , algo que é próprio ao corpo, ela está sendo constantemente transformada em vida. Mas quando a terra é mais do que meu corpo necessita, ela deixa de ser vida e se transforma em lucro. Lucro é aquilo que não foi consumido pela vida.

(Adaptado de: ALVES, Rubem. Tempus fugit . São Paulo: Paulus, 1990, p. 33-34)

Considere as seguintes orações:

O autor defende o direito à terra.
O direito à terra tem limites.
Os limites são nossas necessidades vitais.

Em nova redação, essas orações articulam-se com clareza, coerência e correção num período único em:

A Ainda que defenda o direito à terra, o autor julga a necessidade dos limites vitais.
B Para que não se transborde os limites da terra necessária, o autor defende-a nesse direito.
C Como necessidades vitais, o autor aceita que se ponha limites ao direito à terra.
D Mesmo sendo elas nossos limites vitais, o autor vê nessas necessidades o direito à terra.
E Os limites do direito à terra, defendido pelo autor, são dados por nossas necessidades vitais.

A introdução da modalidade licitatória pregão trouxe ganhos inegáveis para a Administração, notadamente quanto à simplificação e redução dos preços nas aquisições. Não obstante, tal modalidade, justamente em face da propalada simplificação, não contempla algumas das salvaguardas previstas nos procedimentos licitatórios realizados sob as modalidades clássicas previstas na Lei nº 8.666/1993. Exemplo de tal circunstância é a

A vedação à exigência aos licitantes de garantia de proposta.
B impossibilidade de desclassificação da proposta econômica por inexequibilidade.
C inexistência de fase de habilitação dos licitantes.
D impossibilidade de interposição de recursos pelos licitantes.
E ausência de responsabilização do licitante vencedor que se recusar a assinar o contrato pelo preço ofertado.
Órgão: Secretaria de Planejamento, Administração e Gestão de Pessoas de Pernambuco Cargo: Analista - Área Gestão Administrativa Prova: FCC - SPAG - Analista de Gestão Administrativa - 2019

No que tange à aprendizagem organizacional, o foco do denominado modelo behaviorista é o

A conhecimento formal e seu aprimoramento e apreensão pelos indivíduos.
B conhecimento tácito e a sua transmissão e internalização.
C comportamento dos indivíduos, que comporta observação e modificação.
D processo de aquisição de conceitos e resolução de problemas.
E processo de transformação de conhecimento tácito em formal.
Órgão: Secretaria de Planejamento, Administração e Gestão de Pessoas de Pernambuco Cargo: Analista - Área Gestão Administrativa Prova: FCC - SPAG - Analista de Gestão Administrativa - 2019
Texto associado
Atenção: Para responder às questões de números 7 a 11, baseie-se no texto abaixo.

Limites da propriedade

Direito à terra? Sim. O problema está em onde se colocam as cercas.
Tenho, numa árvore, um daqueles bebedouros para beija-flores. E um deles já tomou posse. Quando aparece qualquer intruso, lá vem ele, como uma flecha, defender sua água. É a própria vida que determina o círculo de espaço que lhe pertence, que lhe é próprio. Daí, propriedade : aquilo que não me é estranho, que é parte de mim mesmo, que não pode ser tocado sem que eu sinta. O espaço que é propriedade do meu corpo é um dos direitos que a vida tem. Os limites da minha terra são os limites do que necessito para viver.
Mas há aqueles que fincam cercas para além dos limites da necessidade do seu corpo. Quando a terra é, de fato, uma propriedade , algo que é próprio ao corpo, ela está sendo constantemente transformada em vida. Mas quando a terra é mais do que meu corpo necessita, ela deixa de ser vida e se transforma em lucro. Lucro é aquilo que não foi consumido pela vida.

(Adaptado de: ALVES, Rubem. Tempus fugit . São Paulo: Paulus, 1990, p. 33-34)

Indica-se adequada transposição da voz verbal de um segmento para outra voz verbal no seguinte caso:

A onde se colocam as cercas = onde as cercas são colocadas.
B um deles já tomou posse = um deles já possuiu.
C que não pode ser tocado = que não deverá ser tocado.
D não foi consumido pela vida = a vida não consumiu.
E sendo [...] transformada em vida = a vida passa a ser transformada.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 12 a 15, baseie-se no texto abaixo.

Planos da natureza

Gabam-se os homens de serem hábeis planejadores. E somos. Mas não queiramos exclusividade absoluta. A natureza é a rainha dos planejamentos. Aprendemos com ela a identificar para cada necessidade seu melhor atendimento. Mas fomos além: chegamos a criar carências só pelo prazer de atendê-las.
Exemplo? Ouve-se a toda hora: não sei o que seria de mim sem meu celular. Foram necessários milhares de anos para o homem finalmente descobrir o que lhe é vital: um smartphone. “Com ele planejo meu dia, me oriento, me situo na vida” - dirá um contemporâneo. De fato, o planejamento, como ferramenta da previsão e da organização do trabalho eficaz e necessário, muitas vezes revela-se indispensável. Mas quando quero me certificar da vantagem de um planejamento, observo a natureza, em algum plano que ela traçou para manter vivas suas leis essenciais. E alguém duvida de que ela tenha suas próprias razões de planejamento?

(Aristeu Villas-Boas, inédito )

E alguém duvida de que ela tenha suas próprias razões de planejamento?

Está clara e correta, guardando sentido equivalente ao da frase acima, esta nova redação:

A Ela tem, com toda a propriedade, razões próprias para se deixar planejar.
B Não se duvidem de que tenha suas razões apropriadas para seu julgamento.
C Ninguém duvida que o planejamento dela se aproprie de suas razões.
D É próprio dela não nos deixar duvidar de que hajam razões em seu planejamento.
E Razões próprias de planejamento: duvidará alguém de que ela as tenha?